2ª catequese 2018 do Papa Francisco

“Um hino antiquíssimo e venerável com o qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro.”

Em sua segunda catequese do ano, o Papa Francisco nos leva a meditar sobre o hino de louvor e destaca que no momento do encontro da nossa miséria humana e a misericórdia de Deus há o resgate da vida e o coração grato se expressa no “Glória”, um hino antiquíssimo e venerável com o qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro.

Este hino em seu início faz referência ao louvor dos anjos ao verem o Menino Deus que nasceu em Belém, ali, o abraço jubiloso de Deus com a humanidade novamente.

Após o hino de louvor ou na sua ausência ocorre a oração da coleta, que é sempre de acordo com os tempos do ano e dias. Ali, o sacerdote convida o povo a se recolher «oremos», com o objetivo de olharmos para o nosso coração, e pensarmos naquilo que precisamos pedir, em quem precisamos interceder, de falar com Deus nossas angustias e nossas intenções para aquela celebração.

O silêncio não se reduz à ausência de palavras, mas consiste em predispor-se a ouvir outras vozes: a do nosso coração e, sobretudo, a voz do Espírito Santo. Portanto, antes da oração inicial, o silêncio ajuda a recolher-nos em nós mesmos e a pensar por que estamos ali. Eis, então, a importância de ouvir o nosso espírito para o abrir depois ao Senhor.

Depois deste silencio, o sacerdote recolhendo as intenções de cada um, recita em voz alta a Deus, em nome de todos, a oração comum que conclui os ritos de introdução, realizando precisamente a “coleta” das intenções individuais. E o papa destaca que sem este silêncio, corremos o risco de descuidar o recolhimento da alma.

O gesto do sacerdote ao recitar esta oração é com os bracos abertos, é a atitude do orante cristão desde os primeiros séculos, para imitar o Cristo de braços abertos na Cruz. Ali Cristo é o Orante e, ao mesmo tempo, a oração! No Crucificado reconhecemos o Sacerdote que oferece a Deus o culto que lhe é agradável, ou seja, a obediência filial.

No Rito Romano as orações são concisas, mas ricas de significado: podem fazer-se muitas meditações bonitas sobre estas preces. Muito belas! Voltar a meditar os seus textos, até fora da Missa, pode ajudar-nos a aprender como dirigir-nos a Deus, o que pedir, que palavras usar. Possa a liturgia tornar-se para todos nós uma verdadeira escola de oração

Resumido do texto original (Fonte: http://w2.vatican.va/content/vatican/pt.html)

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