No final da catequese da audiência geral da última quarta-feira (19), o Papa fez uma saudação aos peregrinos presentes em várias línguas. Ao falar aos peregrinos de língua polonesa e francesa recordou a Solenidade de Corpus Christi desta quinta-feira (20) definindo-a “uma oportunidade particular para reavivar a nossa fé na presença real do Senhor na Eucaristia. A celebração da Santa Missa, a adoração eucarística e as procissões pelas ruas das cidades e dos vilarejos – prosseguiu o Papa – são o testemunho da nossa veneração e da adesão a Cristo que nos dá o Seu Corpo e o Seu Sangue, para alimentar-nos com Seu amor e fazer-nos participar da Sua vida na glória do Pai.

A Eucaristia nos faz viver a vida de Cristo

Na sua saudação aos peregrinos provenientes da Suíça, da França e de outros países francófonos, em particular os de Genebra, Paris e Guadalupe, Papa Francisco falou da festa de Corpus Christi, evidenciado que “é um convite a dar um lugar central à Eucaristia na nossa vida. É a Eucaristia – concluiu – que nos faz viver a vida de Cristo e faz a Igreja”.

Fonte:https://www.vaticannews.va

A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo nos leva à tomada de consciência da grandiosidade da amizade selada entre Deus e o Homem.

Desde crianças, nos acostumamos tanto a ir à missa dominical que perdemos um pouco o significado do que celebramos. Ela corre o perigo de se tornar um simples momento de oração comunitária e de devoção. Se isso acontece, estamos corrompendo o sentido da Eucaristia.

Em primeiro lugar, ela nos conscientiza da grande amizade selada entre Deus e o Homem. Deus quer se unir para sempre ao ser por ele criado, que inventa um modo de estar sempre visivelmente presente aos olhos de sua criatura.  Mais ainda, na 1ª Carta aos Coríntios, Paulo nos diz que o Senhor realizou a nova e eterna aliança, através do derramamento de seu sangue, objeto de perdão e da santificação humana. O pão, seu corpo, é partido como alimento entre os irmãos. “Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.” (1Cor 10,17)

Por isso do mesmo modo que a Igreja faz a Eucaristia, a Eucaristia faz a Igreja. Não é possível separar o corpo eucarístico do corpo eclesial, da comunidade.

Celebrar a Eucaristia é fazer memória da ação do Senhor na Ceia e de sua morte, é tornar presente seu sacrifício redentor, é a celebração da partilha na Comunidade e é a celebração do futuro, de sua vinda gloriosa.

Celebrar a Eucaristia e partilhar o corpo e o sangue do Senhor é comprometer-se em partilhar o que se tem e, sem dúvida, partilhar a própria vida como fez Jesus e continua fazendo na Eucaristia. De fato, viver a Eucaristia é comprometer-se com o outro, é fazer-se responsável pelo outro.

Que nossa vida, nossos dias, sejam marcados pelo seguimento da pessoa de Jesus Cristo, de sua entrega para o bem de todos, sem receio de sacrifícios e de partilhas. Partilhar o pão eucarístico, o corpo do Senhor, seja incentivo e também reflexo da partilha do pão que está sobre nossa mesa, de todos os dons que o Senhor nos presenteia, sem mérito nosso, enfim, de toda nossa vida.

Fonte: https://www.vaticannews.va

Queridos irmãos e irmãs graça e paz, meditaremos aqui sobre Antônio de Pádua e Lisboa, pois o mesmo é um dos Santos baluartes da Comunidade Católica Presença. É o santo mais popular de toda a Igreja Católica e venerado em todo o Mundo.

Antônio nasceu em Lisboa numa nobre família por volta de 1.195, batizado com o nome de Fernando, foi num primeiro momento “agostiniano”, dedicando-se no estudo da Bíblia e dos padres da igreja, que lhe fez adquirir uma ciência teológica vista nos seus ensinos e em suas pregações.

Em 1.220 Fernando desejando a perfeição cristã, pede para se tornar frade menor, e ao ser admitido na Ordem Franciscana, passa a ser chamado de nome Antônio. Em 1.221 no capítulo da ordem conhece São Francisco de Assis. Um dia estando em uma ordenação sacerdotal é obrigado a pregar, fato que mudou sua vida, pois diante das belas palavras que o Espírito lhe inspirou, os superiores o destinaram à pregação, começando assim suas atividades apostólicas pela Itália e França. O Espírito do Senhor se utilizou de Santo Antônio de um modo espetacular, pois muitos corações heréticos retornam a Santa Mãe Igreja ao ouvirem seus sermões. Foi um dos primeiros mestres de Teologia dos Frades Menores. Faleceu em 13 de junho de 1.231 nas proximidades de Pádua, foi chamado de “Arca do Testamento” pelo Papa Gregório IX e canonizado um ano após sua morte em 1.232.

Além disso, Santo Antônio nos deixou, já no finalzinho de sua vida, dois ciclos de Sermões intitulados “Sermões Dominicais” e “Sermões sobre os Santos”, e hoje recorrendo a esses escritos, que lançam luzes e ilumina nossa caminhada de fé, em um de seus Sermões Dominicais, Antônio nos diz:

“[…] Quando a mulher, isto é, o prazer da carne e a vaidade do mundo, pronta a captar almas, ilude o infeliz espírito do homem com falsos deleites, transtorna lhe o sentido.

[…] Por isso, diz-se em S. João que o Anjo do Senhor descia à piscina, a água era agitada e um ficava curado. Quando o Anjo do Senhor, isto é, a graça do Espírito Santo, desce à piscina, desce ao coração do pecador, move-se com o espírito com a água da compunção, e um fica curado, isto é, o verdadeiro penitente […] Com isto concorda a terceira parte da Epístola de hoje: Pelo que, diz S. Tiago, renunciando a toda a impureza e abundância de malícia, recebei com mansidão a palavra enxertada em vós a qual pode salvar as vossas almas. Por isso, a fim de merecerdes receber o Espírito da verdade, renunciando a toda a impureza de alma e de corpo e à abundância da malícia, que é o pensamento dum espírito malvado, com mansidão, porque os mansos herdarão a terra, recebei a palavra enxertada, conferida por Deus só aos mansos e aos acostumados à mansidão columbina […]

Santo Antônio nos mostra que o homem cega sua pobre alma, quando é  iludido pelo prazer da carne, quando alimenta a sua vida de um desejo imoderado por atrair para si toda e qualquer admiração mundana, acaba por, cair numa vida de pecado que o entristece, pois não encontra a verdade que dá sentido a sua vida nas coisas passageiras deste mundo, assim também nos afirma São Paulo aos Romanos:

“Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos”. (Rm 1,25).

Mas quem poderá então tirar o homem deste destino, você poderia se perguntar. Santo Antônio nos responde quando diz:

“Mas quando vier aquele espírito de verdade que ilumina o coração do homem, então ensina toda a verdade e expulsa toda a mentira.”

Santo Antônio se refere ao Espirito Santo, neste trecho acima, pois “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a Verdade” (Jo 16,13). O Espirito da verdade convencerá o homem a respeito do pecado e suas seduções, pois a Verdade é o Cristo, nos revela o próprio Jesus ao nos dizer “eu sou a Verdade” (Jo 14,6), e isso fica mais claro quando Jesus nos diz: “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8,32), ou seja, quem é tocado pelo Espirito Santo e conhece a Jesus Cristo, é liberto de todo pecado e fantasias desta terra passageira, e recebe vida em abundância.

Santo Antônio sempre pregou JESUS CRISTO Verdade Eterna do Pai, pois:

“Pregou aos grandes e aos pequenos, ao Colégio Cardinalício e aos hereges e judeus. Sua pregação, que acompanhava sua vida santa e seus milagres, era tão eficaz que multidões se convertiam à Fé. Refutava tão bem os infiéis – com palavras e atos – que ficou conhecido como, O Martelo dos Hereges. Combateu heresias que contestavam o valor de toda a vida, a autoridade da Igreja e a própria Natureza de Deus. Não só proclamou o Evangelho, mas também o viveu plenamente, de modo que sua própria vida atestava a profunda verdade de suas palavras. Sua eloquência não era pela força das palavras, mas da Verdade. Por isso e pelo seu desejo de martírio, foi proclamado Doutor da Igreja e Confessor, em 1946, pelo papa Pio XII.”

Com tudo isso não nos resta dúvida que Santo Antônio é de fato um pregador por Excelência da Verdade que é CRISTO, vos digo, como não ser atraído pela única Verdade nas palavras deste Santo, nos deixemos como nos pede Santo Antônio, ser tocados e convencidos pelo Espirito Santo, pois só assim chegaremos à eternidade da qual desfruta este Santo e muitos outros que como Ele fizeram o mesmo.

 

Abraço fraterno!

 

Antônio Carlos

Missionário da Comunidade Católica Presença