Paróquia de Roma faz dia de oração nesta quinta-feira para dizer não ao aborto

Junto ao Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano, por meio do documento “Dignitas infinita”, e à Comece, a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, também a paróquia de Roma dos Santos Antônio e Aníbal Maria se posiciona para expressar um firme “não” ao aborto. Nesta quinta-feira (11), o Parlamento Europeu vota sobre o tema. “Um gesto desesperado de uma cultura de morte que quer descartar em nome da liberdade que nada tem a ver com a liberdade humana”, diz Pe. Pasquale.

Em sessão plenária do Parlamento Europeu, os deputados são chamados a votar nesta quinta-feira (11) para “tornar o aborto um direito fundamental na União Europeia”. Nos últimos dias, tanto o Dicastério para a Doutrina da Fé, por meio do documento Dignitas infinita, quanto a Comece, a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, com a nota “Sim à promoção da mulher e ao direito à vida, não ao aborto e à imposição ideológica”, já expressaram seu firme “não”. De fato, a Igreja Católica acredita que “a interrupção voluntária da gravidez jamais poderá ser um direito fundamental”, pois “é contrária à promoção real das mulheres e de seus direitos”.

Aborto: um gesto desesperado de uma cultura de morte

Às vozes institucionais também se uniram àquela da paróquia romana dos Santos Antônio e Aníbal Maria, que há muito tempo está comprometida com a promoção e a proteção da vida. O pároco da comunidade – onde também está sediado o Centro de Ajuda à Vida, uma associação que auxilia as mães a não interromperem a gravidez e apoia as famílias na fase pós-parto – convocou um dia especial de oração para coincidir com a votação. Na carta enviada aos paroquianos, o Pe. Pasquale Albisinni enfatiza, em primeiro lugar, que tudo isso está ocorrendo em uma atmosfera de silêncio midiático e que se trata de um “gesto desesperado de uma cultura de morte que quer a todo custo impor seu império e descartar em nome de um princípio absoluto de liberdade que nada tem a ver com a liberdade humana”. “A mulher”, acrescenta o sacerdote, “é sempre deixada sozinha com o aborto. A fé não é necessária; a ciência e a razão são suficientes para entender que crime horrível é o aborto provocado, não apenas do ponto de vista médico, mas também científico, ético e legal”.

Portanto, como um gesto concreto, a comunidade e todos aqueles que desejarem são convidados a participar de um Dia de Oração – com Adoração Eucarística – que está sendo realizado na igreja paroquial no dia da votação no Parlamento Europeu. Um momento crucial da jornada será a Súplica a Maria, Mãe da Vida.


Informações: Vatican News