No dia 23 de Novembro deste ano, o então Venerável Padre Donizetti Tavares de Lima foi beatificado pelo cardeal Becciu, Prefeito para Congregação das Causas dos Santos, em nome do sumo pontíficie, o santo padre, Papa Francisco, na cidade de Tambaú-SP, pertencente à Diocese de São João da Boa Vista-SP.

Confira algumas fotos do Evento:

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Deus te abençoe!

O Projeto Amor Autêntico da Comunidade Católica Presença está promovendo a 4ª Semana Online do Namoro Católico, de 25 de Novembro à 02 de Dezembro!

 

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É um evento totalmente online e gratuito, onde durante uma semana os inscritos terão acesso a ensinamentos sobre namoro, à luz dos valores cristãos católicos.  A Semana Online do Namoro Católico é uma proposta ousada que que traz uma mensagem de esperança e encorajamento aos jovens católicos, apresentando a beleza do Amor Humano como reflexo do Amor de Deus, e oferecendo orientações práticas para a construção de relacionamentos sólidos e uma adequada preparação para o matrimônio.

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Um verdadeiro pastor “com cheiro das ovelhas” como gosta de dizer o Santo Padre: com estas palavras o cardeal Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, apresentou o novo Beato na homilia para a cerimônia em Tambaú, Brasil. (Roberta Barbi – Cidade do Vaticano).

 

Bom Pastor, zeloso ministro de Deus, precursor dos direitos do homem: são muitas as faces do “fecundo ministério sacerdotal centrado na oração, no trabalho apostólico, no sofrimento até o dom total de si”, de padre Donetti Tavares de Lima, que o cardeal Angelo Becciu destaca em sua homilia na cerimônia de beatificação que se realiza em Tambaú, Brasil, onde o sacerdote foi pároco de Santo Antônio de 1926 até sua morte em 1961.

Atenção aos problemas da família

É amor a Deus e ao próximo orientar as ações do padre Donetti, que sempre dedicou atenção aos problemas da família: “Procurava prover em todos os casos de pobreza com remédios, alimentos e roupas; construiu uma estrutura para cuidar dos necessitados, um abrigo para pacientes com tuberculose, uma mercearia de baixo custo – recordou o cardeal – iniciou os jovens no estudo, educando aqueles que não podiam frequentar escolas públicas por causa da pobreza de suas famílias”. Eram os problemas de seu povo, que considerava sua família, sem olhar para a cor da pele, cultura, fé: “Ninguém era excluído de sua atenção”, sublinha.

“Precursor dos direitos do homem contra a desenfreada corrida imposta pelos interesses econômicos – acrescenta – sempre em defesa da justiça social, defendeu os pobres, os doentes e os trabalhadores e denunciou sem medo os abusos e as irregularidades que ocorriam na sociedade na época, buscando  ao mesmo tempo conciliar as partes em conflito.

Pregava abertamente em defesa dos necessitados, bem como em favor da abolição da escravidão e a promoção humana e cristã dos marginalizados”.

 

 

A oração como fonte inesgotável de energia

Uma missão vasta e extraordinária como a do padre Donizetti tem um segredo: a oração. “Ele tinha uma devoção filial a Nossa Senhora, venerada como Nossa Senhora Aparecida”, continua o cardeal, enfatizando que essa veneração é muito difundida entre os fiéis brasileiros.

“A esperança no prêmio eterno tão profundamente enraizada em sua alma, que o tornava sempre pronto a enfrentar as provações diárias com calma, serenidade e abandono à vontade divina – disse ainda o cardeal – uma figura exemplar de sacerdote, completa do ponto de vista humano, espiritual e social que se distinguiu em viver em plenitude o Evangelho plenamente”.

Padre Donizetti considerava-se como o último dos sacerdotes, padre Donizetti, enquanto vivia a doutrina social da Igreja com coerência e determinação. Ele constitui assim “um encorajamento para nós, pastores de almas, para  dedicar a nossa vida totalmente ao ministério, um modelo de discernimento vocacional que nos leve a ser luz e sal da terra”.

 

Exemplo de “Evangelho vivo” para religiosos e leigos

O testemunho integral de um homem cristão de padre Donetti, “discípulo de Jesus em constante caminho”, tem grande valor para religiosos e leigos. “Trata-se de se envolver corajosamente nas diversas esferas culturais, sociais e políticas, implementando a doutrina social da Igreja e levando a mensagem vivificante do Evangelho com um comportamento propositivo e em uma perspectiva de colaboração e diálogo aberto com as várias instâncias”.

Um exemplo, portanto, de “Evangelho vivo”, totalmente dedicado ao serviço de Deus, poderão ser os sacerdotes se, “a exemplo do padre Donizetti, a cada dia encontrarem na oração a fonte do seu sacerdócio”.

Mas a beatificação do padre Donizetti, segundo o cardeal, também pode ser para os leigos “uma oportunidade frutífera de renovação espiritual e zelo missionário, especialmente para esta comunidade diocesana”.

“Famílias e jovens, vocês são convidados a olhar com simpatia para o novo Beato em um momento de perda dos verdadeiros valores, e olhando para ele, façam vosso seu claro testemunho de fé, com a coerência das escolhas de vida inspiradas no Evangelho”.

 

FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2019-11/padre-donizetti-beatificacao-brasil-homilia-cardeal-becciu.html

A santidade de Jesus de Nazaré é um odor suave que se espalha por toda a Igreja. Ao longo da história muitos homens e mulheres nos mais variados estados de vida e situações sociais, buscaram viver com intensidade as virtudes cristãs, por esse motivo se tornaram exemplos de virtude para outros, que querem levar o seguimento de Jesus a sério.

Quando se fala de santos e santas, existe uma tendência de pensarmos na Europa ou no Oriente, lugares mais antigos que nossa América do Sul. É uma realidade bastante nova na Igreja Latino-Americana, que nasceu no pontificado do Papa João Paulo II, de termos os nossos Santos Locais. Quanto mais perto de nós chega a realidade da santidade, mais nós deveríamos nos entusiasmar para também vivermos o caminho das bem-aventuranças.

Como padre diocesano partilho uma grande alegria, agora posso dizer que tenho um irmão de presbitério: Santo.  Cada um dos presbíteros mediante a imposição das mãos e a oração de consagração, passa a fazer parte de um corpo presbiteral. Em 1.960 quando foi criada a Diocese de São João da Boa Vista, foi definido o nosso presbitério e entre os padres, estava o Venerável Pe. Donizetti Tavares de Lima. O modo como esse padre viveu seu ministério, por meio do apostolado da acolhida aos pobres e aos doentes, e ainda despertando nos fiéis a devoção à Nossa Senhora Aparecida, gerou um clima favorável para o desenvolvimento de prodígios que superam a explicação natural, e nos levam a ver a intervenção divina na história.

O que mais alegra saber é que esse padre santo, não está distante, ele é do nosso presbitério, trabalhou em paróquias que também eu já trabalhei. A santidade está próxima de nós.

Pela vida do padre Donizetti nós damos graças a Deus, pedimos que suas virtudes inspirem nossa diocese para que mais e mais pessoas descubram o caminho da santidade. Por fim, roguemos ao Pe. Donizetti para que abençoe todas as iniciativas pastorais de nossa Igreja Particular de São João da Boa Vista.

 

Pe. Luis Fernando da Silva

Coordenador Diocesano de Pastoral

Diretor espiritual da Comunidade Católica Presença 

 

Para qualquer cristão a santidade é uma vocação. Ser santo é de fato uma exigência natural de cada um que se faz batizado e, portanto, filho de Deus. Já nos afirmava o próprio Deus que devemos ser santos como Ele é Santo. A santidade é igualmente um caminho traçado com flores e com dores. Ela faz o cristão pertencer ao céu, donde é a casa por excelência e a causa final da família do Senhor, lá todos nós nos dirigimos, lá um dia todos chegaremos.

Se Deus é Santo, então qualquer pessoa cristã é alguém que participa desta santidade quando vive em conformidade e imitação de virtudes e de dons que o Senhor gratuitamente presentou no batismo. Assim, tem-se que todo santo é um reflexo do amor de Deus no meio da humanidade.

O Venerável Donizetti Tavares de Lima foi um desses reflexos da santidade de Deus durante sua vida nesta terra e, agora, permanece no céu como fiel intercessor. Ele viveu sua vida como sacerdote, pois o Senhor o fez pastor de ovelhas, como modelo para o rebanho. Homem humilde e simples, de coração generoso e misericordioso, não cessou de fazer o bem. Foi alguém que, olhando o Homem das dores, viveu e carregou sua cruz na fé e na santidade de vida. Pôde pela sua altivez de espírito deixar uma marca de acolhida aos mais pobres e indefesos e mostrou a todos como a vida deveria ser vivida na apostolicidade da acolhida ao irmão.

O futuro bem-aventurado Donizetti foi um Padre diocesano, um sacerdote de Paróquia. Viveu seu pastoreio dentre tantos lugares, especialmente em Tambaú, onde foram manifestados seus poderes taumatúrgicos e a ele acorriam multidões em busca das bençãos de Deus, que ele dispensava por intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a quem tinha grande amor, devoção e fé.

É, por isso, que o venerável Donizetti é um exemplo a ser seguido pelos presbíteros; ele é uma seta para Cristo, que é a vida eterna. Com a sua beatificação a Igreja se enriquece por este homem que tem muito a ensinar aos pastores de almas de hoje e de amanhã.

Sendo modelo de virtudes sacerdotais, o venerável Padre é para todo o clero diocesano, especialmente o de São João da Boa Vista, uma luz, um exemplo. Nisto quer se afirmar que para toda nossa Formação Presbiteral, especialmente de nossa Diocese, ele é um grande testemunho e um grande servo da caridade. Se torna para cada Padre diocesano um baluarte por ter doado sua vida à Cristo e aos irmãos. O Padre Donizetti se apresenta aos seminaristas de hoje como modelo de pastor, pois viveu como alter Christi – outro Cristo.

No intuito de salientar os aspectos da vida presbiteral do Padre Donizetti e da Formação Presbiteral atual, explicitaremos de modo geral como é composta as Dimensões Formativas e o que o venerável Padre contribui com sua vida na dinâmica de cada uma delas. Comecemos dizendo que durante a Formação Sacerdotal de um seminarista, são contempladas cinco dimensões que se casam entre si, mas possuem particular definição e são essenciais para a vocação sacerdotal. Assim,

  1. Na Dimensão Comunitária o Padre é exortado a viver em comunhão fraterna com seus iguais pelo Sacramento da Ordem. O Sacerdote tem um presbitério do qual pertence e dá sentido à sua vocação. Ele não vive sem a dimensão do outro. O Padre precisa saber conviver com as diferenças de dons e de pessoas. Por isso, não existe Padre que viva sozinho seu ministério. Nesta dimensão também está presente a relação filial com o bispo diocesano, que é pai e pastor.
    1. Na sua santidade, como viveu o Venerável Donizetti a Dimensão Comunitária: Padre Donizetti foi alguém muito obediente. Sempre esteve em comunhão com a Igreja, com o bispo e seus irmãos Padres. Soube viver em comunidade, pois era um homem simples e humilde. Colocou seus dons em favor dos outros e manteve firme sua postura de sacerdote zeloso e amoroso no ministério. Foi servidor e não pensava em si, mas no bem do próximo. Ele viveu a causa do Reino de Deus descobrindo no irmão a face de Cristo.
    2. O que Padre Donizetti contribui para a Formação Presbiteral: ele ensina que o irmão tem um rosto para ser olhado, cuidado e identificado. Além disso, aponta para cada formando que estar e viver entre os irmãos não é uma opção de vida, mas uma vocação, que implícita, está no ministério sacerdotal. O irmão mais próximo do sacerdote é o seu irmão no presbitério.
  2. Na Dimensão Pastoral o Padre é ensinado a amar as ovelhas; a cuidar das mais doentes no corpo e na alma. Ele é chamado a ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus. Um pastor de almas, assim é o Padre, pois conduz seus filhos gerados na sua paternidade espiritual à família que pertence à Deus. O Padre é o pastor. Ele educa, ama, serve o rebanho. Ele não usa das ovelhas, mas as cuida como a si mesmo. O Padre diocesano tem esta dimensão como também vital à sua vocação. Ele é especificamente um Padre de aldeia ou de Paróquia, por isso ele conduz o rebanho às pastagens seguras pelos Sacramentos celebrados e distribuídos, pelas celebrações, atendimentos e misericórdia.
    1. Na sua santidade, como viveu o Venerável Donizetti a Dimensão Pastoral: Padre Donizetti amava suas ovelhas. Distribui-lhes bençãos sob a intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e acolhia todos que buscavam a Igreja ou batiam na porta de sua casa paroquial. Ele foi o homem do lava-pés, isto é, que soube acolher as debilidades físicas e espirituais de muitos homens e mulheres que buscavam sentido de seu sofrimento em Cristo. Assim, Padre Donizetti como pastor e preocupado com o bem do rebanho procurou erigir locais que acolhessem as mais débeis. Erigiu, portanto, Asilo, Creche, Associação e outras atividades que promovessem a vida e a saúde dos paroquianos. Não dava só atenção aos de perto, mas também às pessoas que vinham de longe. Tinha sempre uma palavra de conforto e consolação. Oferecia do que tinha e promovia a comunhão entre os paroquianos. Nunca aceitou que se fizesse diferença entre as pessoas, todos eram iguais a seus olhos. Sua pastoral foi direcionada aos mais humildes, de modo especial. Fez muitos milagres no amor e por amor; jamais arrogou a si qualquer graça, mas à Deus e a querida mãe de Aparecida, a Senhora dos sacerdotes.
    2. O que Padre Donizetti contribui para a Formação Presbiteral: para aqueles que hoje caminham rumo ao sacerdócio, Padre Donizetti deixa um legado de cuidados e zelo pelos irmãos. A figura do sacerdote é a de Cristo que se dá por amor. Hoje, vivendo em ambientes egoístas e de poucos cuidados com a pessoa, o venerável Donizetti instrui aos futuros presbíteros serem abertos, atentos, amorosos e disponíveis na pastoral.
  3. Na Dimensão Espiritual o Padre é aquele chamado a ser médico de almas. O que sustenta a vida de um presbítero é sua dimensão espiritual, seu relacionamento íntimo com o próprio Deus, sua oração, a Eucaristia cotidiana, o sacramento da penitência participado com assiduidade, a Direção Espiritual constante, a oração silenciosa e diária aos pés do sacrário, a devoção à Virgem Maria e aos santos. A Dimensão Espiritual faz do presbítero ser o homem de Deus.
    1. Na sua santidade, como viveu o Venerável Donizetti a Dimensão Espiritual: foi um homem de muita fé; trabalhou incansavelmente pelo sustento eucarístico do povo de Deus, o que fazia com que celebrasse diariamente a Eucaristia e a tornasse centro vital da vida dos paroquianos. Na vida do futuro bem-aventurado não houve pausas para conceder bençãos. Seu dom taumatúrgico, porque dom espiritual, tornou-o um sinal divino e muito procurado. Sua oração transformou-se em missão. O Venerável Padre tinha em sua cabeceira da cama um livro da vida de São Pio de Pietrelcina e mantinha uma devoção firme à Senhora de Aparecida, que o ajudava com sua intercessão e seu alento maternal.
    2. O que Padre Donizetti contribui para a Formação Presbiteral: ele deixou seu testemunho de que faz parte da vida espiritual do padre ter o hábito de leituras espirituais; de que a celebração eucarística deve ser o centro de tudo o que o sacerdote é e faz; de que a fidelidade à Liturgia das Horas molda o presbítero e o faz possuir um coração de carne segundo o Coração de Jesus; ensina que é o Espírito Santo que concede a pedagogia do amor e do serviço e, por isso, necessário se faz escutar Deus no silêncio e no recolhimento da oração. O venerável Donizetti ainda ensina que é preciso ser sempre discípulo, alguém que se coloca a escutar Jesus e aprender Dele como se procede um pastor.
  4. Na Dimensão Humano-Afetiva o Padre é um homem exortado a conhecer a humanidade, ser misericordioso e atento às necessidades e às fragilidades dos outros. Ele deve ser um especialista em humanidade. O Padre na sua humildade, reconhece que ele mesmo não deixa de ser homem, mas que deve procurar transcender a natureza e viver na graça. E a graça supõe a natureza. Por isso, precisa trabalhar seus afetos desordenados e estranhos. Nesta Dimensão o Padre aprende a olhar para si, a perceber-se nos seus limites e nas suas fortalezas, a conhecer suas virtudes e capacidades, a escutar com diligência seu próprio coração e consciência para agir justamente consigo e os demais.
    1. Na sua santidade, como viveu o Venerável Donizetti a Dimensão Humano-Afetiva: era homem de grande coração. Não se permitia ser elogiado além daquilo que fosse real. Tanto se conhecia que demonstrou com sabedoria e transparência a vivência do seu celibato e uso dos bens. Converteu os mesmos bens, que porventura ganhava de muitos, aos pobres e enfermos e crianças. Seu olhar mantinha-se naqueles que apresentavam maiores dificuldades. O Venerável Padre era conhecedor da miséria humana e lidava com humanidade, equilíbrio, alegria e espírito de despojamento. Ele se conhecia a si mesmo, porque permanecia aberto.
    2. O que Padre Donizetti contribui para a Formação Presbiteral: que todo vocacionado deve ter vida centrada na vocação a que foi chamado; deve ser fiel em pensamento, na palavra e na ação. Deve contribuir para fortalecer-se no caminho objetivado pelo próprio Senhor do rebanho, porém não se esquecendo de que é um homem, não é perfeito. O Padre não deve se desviar nem para a direita e nem para a esquerda, mas manter os olhos fixos na humanidade e divindade de Cristo, que ajuda a ser homem de verdade e por inteiro. Ensina ainda que o Padre é Padre em toda e qualquer circunstância e lugares.
  5. Na Dimensão Intelectual o Padre é convocado a ser autodidata. Deve ser um homem que nunca pára de estudar, sejam as Sagradas Escrituras, sejam as ciências necessárias para a boa aprendizagem. Nesta dimensão estão alguns dons especiais que precisam ser desenvolvidos: a ciência, a inteligência e a sabedoria. A ciência para conhecer mais, a inteligência para guardar o que se aprende e internalizar e a sabedoria para degustar o que se aprendeu. O sacerdote deve conhecer as atualidades para dar respostas ao mundo, segundo Deus. O estudo faz parte da vida presbiteral, por isso, a leitura, os cursos, as atualizações, entre outros, auxiliam no seu desenvolvimento intelectual. Assim pode-se dizer que um Padre é homem de coração e de cabeça: ele deve sentir a realidade e saber interpretá-la com a fé e a razão, por isso estuda Filosofia e Teologia.
    1. Na sua santidade, como viveu o Venerável Donizetti a Dimensão Intelectual: era um homem que se mantinha atualizado com a realidade, principalmente aquelas que levavam as pessoas a serem justas. Fazia suas leituras, anotações e, procurava em suas homilias bem preparadas, levar o povo a fazer uma reflexão sobre a sua história e a sociedade. Mas não somente o povo mais simples era convidado a intuir sua real história, mas principalmente os grandes da sociedade. Padre Donizetti era alguém muito inteligente e não se deixava levar pelas atitudes dos que menosprezavam os pobres e pensavam somente em si mesmos; ele enfrentava com a palavra e o exemplo os maus hábitos e costumes dos governantes que estavam fora da justiça social. É possível perceber que partindo desta preocupação com a vida social das pessoas, o venerável Donizetti usou de seus dons e inteligência para criar meios que pudessem acolher aqueles que não tinham nem voz e nem vez. Tudo o que fez, fez pensando no bem-estar dos seus paroquianos. Era uma pessoa bem informada que, quando questionado sobre algum assunto, sabia dialogar com sabedoria e mansidão.
    2. O que Padre Donizetti contribui para a Formação Presbiteral: em tudo o futuro bem-aventurado contribui para os futuros presbíteros, porém sobre o prisma desta dimensão, ele aponta uma necessidade que jamais pode ser esquecida pelos sacerdotes de agora: o estudo é necessário. Não é só a oração, mas o manter-se atualizado no conhecimento das ciências faz do padre um homem que consegue dialogar com o mundo e transformá-lo com prudência e sabedoria e, acima de tudo, dando testemunho do que fala e faz.

Por fim, temos entre nós alguém que deixou um testamento de virtudes e testemunhos para os sacerdotes de agora e do futuro. Na pessoa do Padre Donizetti se conclui que todo Padre deve ter uma relação de filho com a Virgem Maria; todo sacerdote deve ser mariano pelo seu ministério e pelo seu amor e respeito à Mãe de Deus. O fato de ter Maria como intercessora faz do Padre alguém terno, brando e paternal. No futuro bem-aventurado, portanto, verifica-se que as dimensões da formação presbiteral estão todas muito claras e distintas e que tem na Virgem de Aparecida a ajuda para vivenciá-las e conformá-las ao Cristo. Maria aponta para Jesus, por isso, que nossos sacerdotes sejam santos e tenham os mesmos sentimentos de Cristo Jesus na intercessão amorosa e maternal de Maria, a Senhora da Conceição Aparecida.

 

 

 

Pe. Richard Strazza da Silva

Reitor do Seminário Diocesano São João Maria Vianney

Diocese de São João da Boa Vista – SP

 

 

Parafraseando o Cardeal Angelo Amato que foi Prefeito da Congregação para as causas dos Santos: “ Os Beatos constituem os tesouros das dioceses que se enriquecem espiritualmente com a sua presença e com a sua potência de intercessão junto ao Senhor”.

Com estas palavras, desejamos narrar os acontecimentos que culminaram no reconhecimento do milagre atribuído ao Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima, autorizando sua tão esperada Beatificação.

O itinerário processual para tornar o Padre Donizetti, o primeiro Beato da Diocese de São João da Boa Vista, percorreu um ampliado caminho de 27 anos. Tudo começou no ano de 1992 com a abertura oficial em âmbito diocesano do seu processo de canonização, com a constituição da primeira equipe responsável por uma vasta pesquisa sobre a vida, virtude e fama de santidade do Padre Donizetti.

Anos mais tarde, em 1996, a Congregação para as Causas dos Santos em Roma concedeu ao Padre, o título de Servo de Deus e, no ano seguinte, foi constituído o “Tribunal Eclesiástico” pela Diocese de São João da Boa Vista para a instrução da causa, que por sua vez, passou a conduzir o processo até seu curso final que se deu no ano de 2009, quando também aconteceu a exumação das relíquias e a abertura da fase romana do processo de canonização, ocasião em que o expediente começou a tramitar no Vaticano, junto à Congregação para as Causas do Santos.

Em maio do ano de 2013, foi apresentada à mesma Congregação a Positio, isto é, o conjunto de documentos utilizados no processo de Beatificação em sua fase diocesana, resultando em 10 de outubro de 2017 na promulgação do decreto que concedeu ao Padre Donizetti o título de Venerável, pelo Papa Francisco, reconhecendo que ainda em vida, ele exercera em grau heroico as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, as virtudes cardeais da prudência, fortaleza, temperança e justiça e os votos evangélicos da pobreza, obediência, castidade e humildade.

No início do ano, em data de 08 de abril, a Igreja publicou, em seu veículo oficial a tão esperada notícia de sua Beatificação, atribuindo o título de Beato ao Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima, autorizando também sua  veneração pública, ainda que limitada a Diocese de São João da Boa Vista, o que deve ser considerado um passo importante em vista de sua canonização, quando sua veneração será universal, isto é, para toda a Igreja.

O Decreto de Beatificação ocorreu após o reconhecimento do milagre em favor do menino Bruno Henrique Arruda de Oliveira, atribuído a intercessão do Padre Donizetti, curado milagrosamente de uma deformidade congênita de nascença nos membros inferiores, conhecida como pé torto congênito bilateral.

O milagre passou pelo crivo da Consulta Médica, que aprovou por unanimidade de votos a cura, que por sua vez, atendeu aos requisitos legais da praxe canônica, eis que ocorreu de forma instantânea, completa, duradoura e inexplicável à luz da medicina, do Congresso especial de teólogos e, por fim, dos Padres Cardeais e Bispos que reconheceram a intercessão atribuída ao Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima.

Dessa forma, o Venerável Servo de Deus Donizetti Tavares de Lima, será elevado à honra dos altares em cerimônia realizada no próximo dia 23 de novembro, presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas do Santos, Giovanni Cardeal Angelo Becciu.

A partir de então, faltará tão somente a comprovação de mais um milagre reconhecido para que o processo seja concluído e o Padre Donizetti seja canonizado, com a inscrição definitiva de seu nome pela autoridade da Igreja no catálogo dos Santos para autorização de culto universal, ou seja, para toda a Igreja. A condução da Causa de Canonização está sob a responsabilidade da Diocese de São João da Boa Vista. O Postulador da causa continua sendo o Dr. Paolo Vilotta e o vice postulador o reitor do Santuário Nossa Senhora Aparecida de Tambaú, Pe. Anderson Godoi de Oliveira, mps.

Finalizando, é bom lembrar que para fomentar a santificação do povo de Deus, a Igreja recomenda à veneração especial e filial dos fiéis a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, mãe de Deus, a quem Cristo constituiu Mãe de todos os homens bem como promove o verdadeiro e autêntico culto dos outros Santos, por cujo exemplo os fiéis se edificam e pela intercessão dos quais são sustentados.

 

 

 

 

Leonardo Spiga Real

Membro da Comissão Beatificação Pe. Donizetti

Mestrando em Direito Canônico

O Papa São João Paulo II, há muito tempo faz parte da história da Comunidade
Católica Presença, que foi fundada durante o seu pontificado.

A vida e os ensinamentos de São João Paulo II, desde o início permearam profundamente a vida
de nossa fundadora e iluminaram decisivamente os primeiros passos na fundação dessa obra de
Deus que surgiu em 1996, e continua fazendo ecoando em nosso carisma até os dias de hoje.

Santa Catarina de Sena, que é Patrona da nossa Comunidade, tornou-se conhecida por nós,
graças a São João Paulo II, que em sua última Jornada Mundial da Juventude, em 2002, disse
aos jovens: “Se fordes aquilo que deveis ser, levareis fogo ao mundo inteiro”. Assumimos essa frase como lema de vida, e em seguida os escritos de Santa Catarina.

Em 2014, São João Paulo II, foi canonizado pelo Papa Francisco, que o intitulou como o “Papa
da Família”. E esse acontecimento foi decisivo para um novo impulso na difusão de sua
extraordinária herança espiritual para toda Igreja e o mundo.

Simultaneamente, nos últimos anos a Comunidade Presença, através do Projeto Amor Autêntico, vem resgatando, aprofundando e compartilhando com diversas pessoas no Brasil e exterior, os ensinamentos de São João Paulo II sobre a Teologia do Corpo, a sexualidade humana e a família. E isso tem contribuído especialmente para a evangelização e formação de inúmeros jovens e famílias. São João Paulo II, já tem sido invocado com insistência, sobretudo, como um grande intercessor desse apostolado. E além de Papa das Famílias, ele também se destacou como o Papa dos Jovens.

No próximo dia 22 de outubro, a Igreja Católica celebra em todo o mundo, a Festa Litúrgica de
São João Paulo II. Portanto, discernimos oficializar para toda a Comunidade Católica Presença, a
decisão de assumir São João Paulo II, como Santo Baluarte da nossa Comunidade, e especial
intercessor do apostolado realizado pelo Projeto Amor Autêntico.

Compartilhamos essa alegria com todos os membros e amigos da nossa Comunidade; e convidamos a se unirem em oração, sobretudo nos próximos dias, invocando a intercessão desse grande santo
dos nossos tempos. Pois entendemos que, antes de nós, ele mesmo nos assumiu como seus filhos espirituais e tem acompanhado de perto a nossa missão!

Desejamos que essa notícia traga alegria aos nossos corações, e que juntamente com os outros
santos baluartes de nossa Comunidade, possamos estar em comunhão com esse nosso amigo no
céu!

São João Paulo II, Papa das famílias e dos jovens, rogai por nós!

Graça e Paz!

 

Querido amigo, neste mês de Setembro a Igreja celebra a memória de São Pio de Pietrelcina (frade e sacerdote católico, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos), que ainda em vida foi alvo da veneração popular, principalmente por seus dons espirituais, como: o dom da bilocação, o dom da levitação, das curas milagrosas, dos perfumes que exalavam, etc. Mas, apesar desses dons extraordinários que Padre Pio possuía, algumas características marcantes me chamam a atenção, e me ajudam a mergulhar no mistério da cruz de Cristo. Primeiramente a vida de oração de Padre Pio, de profunda intimidade com Deus, com Nossa Senhora, e com seu Anjo da Guarda, a quem ele chamava de Amigo. Desde criança ele era muito zeloso com as coisas de Deus, e vários relatos atestam que continuamente ele via Jesus e Nossa Senhora, que vinham para brincar com ele. Seu Anjo da Guarda lhe ajudava na escola, e já na fase adulta, quando Padre Pio recebia cartas em outras línguas, o seu Anjo da Guarda as traduzia. Através da vida de oração, Padre Pio se ofertava a Deus, pois confiava em Seu amor, e também acolhia generosamente a vontade de Deus em sua vida.

O segundo ponto que quero apresentar é justamente o acolhimento, pois ele percebeu que sua missão era acolher em si o sofrimento do povo, e recebe de Cristo os sinais da Paixão em seu próprio corpo. Através do sacerdócio de Padre Pio, Deus queria aliviar o sofrimento da humanidade. Então, Padre Pio, se entregou inteiramente ao ministério da confissão, onde libertava as almas das garras do demônio, e as reconduzia no caminho de comunhão com Deus. O terceiro ponto é a misericórdia. Dispensador da misericórdia divina, Padre Pio, atraía multidões de fiéis aos confessionários, e mesmo que os tratava com aspereza, era para lhes abrir a mente, a fim de ter consciência da gravidade do pecado, e estes fiéis se arrependiam e buscavam conversão sincera. Assim, como Padre Pio, nós somos chamados à intimidade com Deus, a também ofertar nossas vidas em favor do próximo, para que participando no mistério da Cruz, possamos experimentar a alegria da Ressurreição.

Tenho certeza de que Padre Pio cumpriu sua missão com fidelidade a Deus até o fim, pois na madrugada do dia 23 de Setembro de 1968, com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, ele descansou em paz. Termino esse artigo com palavras do Papa João Paulo II, na ocasião da canonização de Padre Pio: “Acima de tudo, ele foi um religioso que sinceramente amou a Cristo crucificado… Ele participou no mistério da Cruz”.

 

Abraço Fraterno,

 

Débora Faria – Missionária da Comunidade Católica Presença