O Senhor nos ensina através do seu evangelho de hoje “ Quem quiser ser o primeiro deve ser o último”. Ou seja, o servidor de todos! Porém, a humildade não acontece em um estalar de dedos e é na primeira leitura de Eclesiástico 2,1-13, que encontramos um itinerário para alcançar a humildade.

Primeiramente se entramos para o serviço do Senhor prepara a tua alma para a provação. Todos os povos, raças e crenças passam por provações. Está não é uma realidade exclusiva do Cristão. O que é próprio do ser cristão é a maneira de passar pela provação. Por isso, o Senhor nos recomenda. Prepara a tua alma para a provação!  Pois o cristão não pode ser um murmurador nas horas difíceis da vida, mas abraçar a provação, assim, como o fogo que purifica o ouro.

Mas como Cristo se preparou para a provação? No orto das oliveiras, suando sangue, enquanto seus amigos dormiam. Não é fácil, mas encontramos na primeira leitura alguns passos para a humildade:

Se encontrarmos dificuldades para suportar as provações, somos convidados a interrogar os antepassados e ver quando foi que o Senhor não nos socorreu. Nunca Ele nos abandonou! Na comunidade, em nossa vocação somos convidados a interrogar e olhar para a vida dos mais velhos que sejam firmes e constantes que já passaram por muitas provas e não para aqueles que percebemos que apenas murmuram em seus afazeres, trabalho, missão, família, etc… para não corrermos o risco de se aliar as murmurações e perdermos a alegria da vocação. Portanto vamos viver hoje esses três passos que o Senhor nós ensinou.

Deus te abençoe

Daniele Batista Ramos

Missionária da Comunidade Católica Presença

A criação clama pela conversão dos filhos de Deus, escreve o Papa Francisco em sua mensagem para a Quaresma 2019.

O texto foi divulgado esta terça-feira (26/02) na Sala de Imprensa da Santa Sé, com o título “A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus”, extraído de Romanos 8,19.

O Pontífice oferece algumas propostas de reflexão para acompanharem o caminho de conversão nesta Quaresma.

O Pontífice destaca que a criação se beneficia da redenção do homem quando este vive como filho de Deus, isto é, como pessoa redimida. Neste mundo, porém, adverte Francisco, “a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte”.

A força destruidora do pecado

Com efeito, prossegue o Papa, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo, das outras criaturas, mas também de nós mesmos. Isso leva a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo desejos incontrolados.

“ Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais. ”

A aparição do mal no meio dos homens interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, a ponto de o jardim se transformar num deserto.
Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, explica o Papa, a sentir-se o seu senhor absoluto. Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco.

“O pecado, manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.”

A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus. E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

A Quaresma chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos.

“ Queridos irmãos e irmãs, a ‘quaresma’ do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus. Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação. ”

“Não deixemos que passe em vão este tempo favorável!”, é o apelo final do Papa.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html

Celebrar o amor humano

Belo é o Amor Humano! O encontro do masculino e feminino, o enamoramento, a jornada de namoro e noivado, o sagrado matrimônio e a fundação de uma nova família, são experiências humanas que precisam ser celebradas! Deve ser Alegria do Amor, como recentemente escreveu o Papa Francisco, em sua encíclica Amoris Laetitia.

As experiências negativas

Devido às desordens que o pecado realizou dentro de nós e as inúmeras confusões disseminadas pela sociedade atual, a autêntica beleza do amor fica muitas vezes ofuscada, e aquilo que deveria ser uma experiência de alegria profunda e duradoura torna-se não raras vezes uma euforia passageira, que normalmente tem prazo de validade: “até que eu você não me incomode”, “até que eu não me interesse por outra pessoa”, “até que você não exija nada de mim”, “até que eu não me canse de ti…”, e por aí vai…

Muitos são aqueles que no meio dessa confusão acabam vivendo situações negativas em sua vida sentimental ou testemunham desastres afetivos em sua trajetória história familiar e social, e por isso acabam por não acreditar que o amor verdadeiro exista. Alguns acham até bonito o discurso, mas pensam que só serve para os outros. E pior ainda são os casos daqueles que se revoltaram e mergulharam em relacionamentos cada vez mais superficiais e descartáveis, onde a “pegação”, a “curtição” e a “ralação” transformaram-se em hábitos do cotidiano.

Recobre a esperança

Se você caiu nessa falta de esperança e deixou-se desanimar pelas desilusões da vida, convido-lhe hoje a não permanecer surdo aos anseios mais profundos do seu coração. Você foi criado para viver um Amor Autêntico! Portanto, não se contente com as migalhas e as caricaturas de amor. Não se deixe entorpecer pela mediocridade e o conformismo. Não fique aí assistindo o espetáculo trágico de uma sociedade que canta o amor nas músicas, expressa nas artes, registra nos poemas e nos livros, mas não tem a coragem de lutar por ele e colocá-lo em prática. Não se deixe distrair e enganar por vozes sedutoras que lhe apresentam o caminho de um amor fácil e mágico. Pois tudo o que é grandioso na vida é árduo e exige sacrifícios.Saia do meio da confusão do prazer egoísta e de uma sexualidade fora do seu verdadeiro significado, e retorne o seu olhar para Cristo!

Recomeçar a partir de Cristo

Isso mesmo: olhe para Cristo! Pois só Ele tem palavras de vida eterna! (João 6, 68). Somente Cristo pode devolver-lhe o verdadeiro sentido do amor. O plano de Deus para o amor entre o homem e a mulher pode ser vivido de forma plena, com a ajuda de Cristo! Jesus veio restituir a esperança aos nossos corações. Ele veio sarar os corações feridos, dar liberdade aos cativos, devolver a vista aos cegos e inaugurar um tempo de graça na sua vida! (cf. Lucas 4,19). E, acima de tudo, foi na cruz que o Senhor Jesus oferece-nos o modelo do verdadeiro amor. Madre Tereza de Calcutá dizia que “o amor, para ser verdadeiro, tem de doer”. E o que mais dói em nós é declarar morte ao nosso egoísmo e realizar o êxodo de nós mesmos. Por isso que o conselho que o Papa Bento XVI deu aos jovens casais de namorados em Ancona em 2011 é válido para todos nós hoje, quando ele disse:

“não vos esqueçais de que para ser autêntico, também o amor exige um caminho de amadurecimento: a partir da atração inicial e do «sentir-se bem» com o outro, educai-vos a «amar» o outro, a «querer o bem» do outro. O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito do outro”.

Até mesmo os casados, que são “eternos namorados” têm muito a aprender com essas palavras.

Abraçando o caminho de um amor autêntico.

Se quisermos viver o amor autêntico, precisamos entender que as bases de um relacionamento duradouro e saudável são o respeito, o perdão, a capacidade de diálogo, a gratuidade, a generosidade, o sacrifício e a renúncia. Pois ninguém poderá dizer um sim para o outro, se em certa medida não disser um não a si mesmo.

O amor “tudo crê” (I Coríntios 13, 7), portanto, mesmo se aqueles que estão ao seu redor não acreditam mais no amor, creia você! Se muitos não esperam mais a pessoa certa e estão rendendo-se a qualquer um que aparece e vivem de forma banal a sua sexualidade antes do casamento, então espere você! Pois o amor “tudo espera” (I Coríntios 13, 7)! Mesmo que esteja sendo pressionada a ceder diante dos prazeres fáceis, suporte! Não abra mãos dos verdadeiros valores! Pois o amor “tudo suporta” (I Coríntios 13, 7) Por fim, mesmo que você conheça casos que não deram certo. Não tenha medo! Olhe para quem deu certo! Porque o verdadeiro amor “jamais acabará”(I Coríntios 13, 7). Seja você hoje, o primeiro a abraçar o Amor Autêntico na sua vida e ingressar no grupo dos revolucionários que se rebelam contra a cultura atual.

Tenha a coragem de ser feliz!

Os homens e mulheres do nosso tempo precisam ter a coragem de ser felizes. Mas para isso terão que nadar contra a correnteza. Essa tarefa cabe principalmente às novas gerações que são as mais afetadas pela cultura do descartável. Portanto, exortamos aos jovens que: Não tenham medo de amar! Não tenham medo de fazer escolhas definitivas. Pois a Palavra de Deus diz que “no amor não há temor, pois o perfeito amor lança fora o temor. Pois o temor envolve castigo, e quem teme, não é perfeito amor” (I João 4, 18). Acredite na força do amor! Você é capaz de amar! Deus nos capacita com sua graça! É possível viver um amor que seja para sempre, pois o amor autêntico promete o infinito. Não queira nada menos do que um amor assim. Viva a realidade do amor, que precisa ir além dos sentimentos, e ser vivida com muita inteligência, força de vontade, dedicação, coragem e sacrifício. A sociedade atual esqueceu-se dessas palavras. Talvez seja por isso que ela fale muito de amor e ensine tão pouco como vivê-lo. O amor é um dom, mas é ao mesmo tempo uma tarefa. Uma tarefa realizadora e que plenifica a vida. Seja você um revolucionário do amor. O casamento não está fora de moda! É possível viver um amor de verdade, um amor que seja de fato autêntico.

Fonte: http://amorautentico.com.br/

A palavra lectio divina vem do latim e significa: Lectio: Em primeiro lugar indica lição, ou texto, posteriormente em uma segunda tradução, passou a ser compreendido por leitura, que também se origina de “legere” que quer dizer conhecer.

Divina: Derivação do adjetivo latino “divinum” indica algo pertencente ou relacionado a Deus, algo sagrado. Em resumo, quer dizer: leitura dos textos sagrados recomendada pelos Padres da Igreja.

A lectio divina que compreendemos hoje, é apresentada como um método de leitura da Escritura, tem suas origens no século 12, relacionada ao que tem sido chamado de “teologia monástica”. Após o Concílio Vaticano II, ocorreu uma orientação cada vez maior para a dedicação ao estudo e oração das Sagradas Escrituras, e a Dei Verbum (Constituição Dogmática Pós-Concílio) vai dizer: “Que a Leitura deve ser acompanhada de oração para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem (…) a fim de que nenhum destes se torne pregador vão e superficial da palavra de Deus, por não a ouvir de dentro” (Dei Verbum, in nº 25).

Passos da Lectio Divina

Guigo, o monge Cartucho (cisterciense do século XII) nos indica as etapas da lectio divina.

1.Leitura (Lectio):

A leitura é um exercício externo, e o grau dos principiantes. Tenhamos portanto a humildade de ler a Sagrada Escritura, mesmo se, às vezes, nós temos a pretensão de já conhecê-la. A leitura deve ser desinteressada, gratuita, amorosa e na fé, e requer dedicação de tempo para não ser realizada de maneira superficial.

Para uma boa leitura, é necessário primeiro lançar sobre o texto bíblico um olhar impessoal, analisando a cena descrita, a linguagem utilizada e o contexto histórico e sociocultural. A partir disso podemos inferir o sentido literal da Palavra. Mas a riqueza dos textos bíblicos, no Antigo e no Novo Testamento, de forma implícita ou explícita, sempre permitem-nos um encontro com Jesus, o Verbo do Pai. É o que tradicionalmente se conhece por sentido alegórico (ou cristológico) da Escritura. A Palavra de Deus carrega sempre ainda um sentido moral (ou antropológico), uma lição prática que nos podem conduzir a um comportamento justo. Por fim, toda a Escritura faz-nos entrar, já aqui na terra, na visão do Céu e do Eterno. Podemos assim ler a Palavra de Deus em seu sentido escatológico.

2.Meditação:

É o ato da inteligência que nos coloca acima dos sentidos. É o grau daqueles que progridem e o dos que já podem meditar a Palavra de Deus. Para que a Palavra possa penetrar e produzir os seus efeitos em nós, é necessário constância e perseverança no exercício de meditação.

É importante ressaltar que a meditação do texto bíblico não se deve limitar ao tempo do exercício da Lectio Divina, mas somos chamados a continuar a meditar a Palavra durante o nosso dia, e mesmo no decorrer de nossos trabalhos e atividades, permitindo à Escritura de realizar um trabalho de frutificação interior em nossa alma.

3.Oração (Oratio): Prece, oração, que faz entrar no mistério. É o grau dos fervorosos.

A oração é a minha resposta pessoal à leitura da Boa Nova. Depois de ter lido, penetrado, meditado o texto, podemos sentir o desejo de fechar a nossa Bíblia para louvar o Senhor. Agora, a fim de não mais escutar o que o Senhor me diz, mas simplesmente amá -Lo, contemplá –Lo e responder -Lhe. A partir da Palavra viva, nossa oração pode tomar múltiplos aspectos, como o louvor, a ação de graças e o reconhecimento, mas também a contrição do coração, o pedido, a intercessão e a súplica.

4. Contemplação (Contemplatio): Oração de quietude. É o grau dos bem aventurados, que corresponde à vida mística.

A Contemplação é o que fica nos olhos e no coração, quando acabou a Oração. É fundamentalmente, a concentração da minha atenção, não em sentimentos ou em orações, mas em Jesus Cristo e na minha relação pessoal com Ele. É importante durante a etapa da Contemplação guardar um pequeno trecho da Escritura (um versículo) que mais lhe tenha falado ao coração, para ser levado durante todo o dia.

5. Ação (Actio): A Palavra de Deus apropriada passa depois para a vida prática, torna-se vida em minha vida e transforma meus atos.

A partir do que li, do que ouvi, meditei, ruminei, contemplei, me deixei penetrar pelo poder da Palavra. Começa a brotar no meu mais profundo, o desejo de seguir as Palavras da Virgem Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 1,5). A ação movida pela Palavra, consiste em fazer da mensagem a própria vida. É válido traçar propósitos claros e realistas dentro de intervalos de tempo razoáveis. A Palavra vivenciada dia após dia, a começar dos pequenos gestos, configura-nos a Jesus e faz-nos avançar no caminho da santidade.

Que possamos descobrir a importância da Sagrada Escritura em nossas vidas e a necessidade de nos deixar ser constantemente transformados na Palavra de Deus que é o Cristo. Amém.

Fonte: http://jovensconectados.org.br/

Datas foram anunciadas hoje pela secretaria-geral do Sínodo

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica será realizada de 6 a 27 de outubro de 2019, anunciou o Vaticano nesta segunda-feira, 25.

O comunicado é da Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos, órgão que organiza as assembleias sinodais. O tema desta próxima assembleia é “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

O Sínodo foi convocado pelo Papa Francisco em 2017. Na época, ele explicou que esta reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue a esta porção do Povo de Deus comumente esquecida.

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”, disse Francisco.

Desde o anúncio, iniciou-se o a preparação da Assembleia Sinodal, com várias reuniões e encontros. Também já foi elaborado um documento preparatório, por um conjunto de especialistas da América Latina e de Roma, documento a partir do qual teve início o processo de escuta na região Pan-Amazônia.

Concluída essa primeira fase de escuta no último dia 28, será preparada uma síntese das discussões, que segue para Roma, para o conselho pré-sinodal, e até maio será elaborado o novo documento que será entregue aos padres sinodais. Por fim, de maio a outubro inicia-se a última fase, em que os bispos poderão estudar, fazer consultas a especialistas, para que possam se preparar para o Sínodo.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html