Em comunhão com a Igreja em todo o país, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) continua sua iniciativa de oração nesta quarta-feira, 13 de maio, às 15h30. Mais uma vez será formada uma corrente nacional com a oração do Terço da Esperança e da Solidariedade, que será transmitido pelas emissoras de TV e rádio de inspiração católica e pelas páginas da Conferência no Facebook e no Youtube.

Nesta edição do Terço, gravada pela TV Aparecida, diretamente do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a condução será por conta do arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes. Também participam o padre Mauro Vilela, Superintendente da Rede Aparecida de Comunicação; padre Marcos Aurélio, Superior Provincial Redentorista; padre Luiz Cláudio Alves Macedo, Ecônomo do Santuário; padre José Ferreira, da arquidiocese de Aparecida; padre Eduardo Ribeiro, prefeito de Igreja do Santuário; padre Antonio Maria, apresentador da TV Aparecida.

O Terço da Esperança e da Solidariedade é uma iniciativa da Conferência que, frente à pandemia do novo coronavírus e em comunhão com o Papa Francisco no compromisso de intensificar as orações neste período, une todo o Brasil em um momento comum de oração.

Para compartilhar os momentos de oração nas redes sociais use a hashtag adotada pelo Papa Francisco: #rezemosjuntos.

Acompanhe!

Fonte: http://www.cnbb.org.br/dom-orlando-brandes-conduz-o-terco-da-esperanca-e-da-solidariedade-nesta-quarta/

Amados irmãos, Graça e Paz!

Hoje celebramos a Festa de São Marcos, Evangelista.

Judeu de origem, era ainda menino quando os fatos da morte e ressurreição de Jesus aconteceram. Defende-se a tese de que é sobre ele mesmo que seu Evangelho fala quando diz: “Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho; e prenderam-no. Mas, lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido.” (Mc 14, 51s)

São Marcos pertencia a uma das primeiras famílias cristãs da cidade de Jerusalém, e segundo a tradição, foi para a sua casa que Pedro se dirigiu após escapar milagrosamente da prisão, fato este que nos é narrado pelo Atos dos Apóstolos, sendo mencionada como sendo a casa onde muitos se tinham reunido e faziam orações.

Foi em sua casa que Jesus, também segundo a tradição, celebrou a Última Ceia e onde instituiu a Eucaristia. Foi também em sua casa que cerca de cento e vinte pessoas, incluindo a Virgem Maria e os discípulos, receberam a efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes. O que que fez com que sua casa viesse a ser conhecida como Cenáculo, que significa “local de reunião”.

Tornou-se discípulo de São Pedro e com ele foi à Roma onde, durante esta missão, iniciou a escrita de seu Evangelho. Embora não tenha convivido com Jesus, ele tinha todo o conteúdo sobre a vida do Senhor, recebido diretamente de São Pedro. Foi o primeiro a escrever o Evangelho, que segundo historiadores, é o mais antigo e foi escrito por volta do ano 50-60 d.C.

É representado com um leão aos seus pés, e tal representação dá-se pelo fato de que seu Evangelho se inicia com a passagem de São João Batista: ’’Uma voz que clama no deserto”, e no deserto era comum ouvir fortes rugidos de leão, por isso a ele é feita essa associação.

São Marcos, em suas fraquezas e virtudes, deixou ao Cristianismo um forte exemplo de humildade e confiança sempre crescente na Graça de Deus.

Quando jovem fugiu ao ver o mestre sendo preso, na fase adulta foi capaz de regar a Igreja com seu sangue ao abraçar o Martírio.

Recorramos hoje à sua intercessão, pedindo-lhe que nos alcance de Jesus, a quem com ações e palavras tanto serviu, a Graça de sermos também nós, fieis propagadores da Fé Católica e Apostólica.

São Marcos Evangelista, Rogai por nós!

Penitenciária Apostólica emite decreto concedendo “indulgências especiais aos fiéis afetados pela Covid-19”, “bem como aos profissionais de saúde, familiares e todos que, a qualquer título, mesmo que com a oração, prestam-lhes assistência”.

PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA

DECRETO

Concede-se o dom de indulgências especiais aos fiéis afetados pela Covid-19, comumente conhecida como coronavírus, bem como aos profissionais de saúde, familiares e todos aqueles que, a qualquer título, mesmo que com a oração, prestam-lhes assistência.

“Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração” (Rm 12, 12). As palavras escritas por São Paulo à Igreja de Roma ressoam por toda a história da Igreja e orientam o juízo dos fiéis diante de todo sofrimento, doença e calamidade.

O presente momento em que se encontra toda a humanidade, ameaçada por uma doença invisível e insidiosa, que já há algum tempo começou forçosamente a fazer parte da vida de todos, é marcado dia após dia por medos angustiados, novas incertezas e, acima de tudo, um sofrimento físico e moral generalizado.

A Igreja, seguindo o exemplo de seu Divino Mestre, sempre tomou a peito a assistência aos enfermos. Como indicado por São João Paulo II, o valor do sofrimento humano é duplo: “é sobrenatural, porque se radica no mistério divino da Redenção do mundo; e é também profundamente humano, porque nele o homem se aceita a si mesmo, com a sua própria humanidade, com a própria dignidade e a própria missão” (Carta Apostólica Salvifici Doloris, 31).

Também o Papa Francisco, nesses últimos dias, expressou sua proximidade paterna e renovou o convite a que se rezasse incessantemente pelos contagiados com o coronavírus.

A fim de que todos os que sofrem por causa da Covid-19 possam redescobrir, precisamente no mistério deste sofrimento, “o próprio sofrimento redentor de Cristo” (ibid., 30), esta Penitenciária Apostólica, ex auctoritate Summi Pontificis, confiando na palavra de Cristo Senhor  e considerando com espírito de fé a epidemia atualmente em curso, a ser vivida como forma de conversão pessoal, concede o dom das indulgências nos seguintes termos.

Concede-se indulgência plenária aos fiéis afetados pelo coronavírus, submetidos ao regime de quarentena por ordem da autoridade sanitária em hospitais ou em suas próprias casas se, com ânimo desapegado de qualquer pecado, se unirem espiritualmente através dos meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à récita do Santo Rosário, à piedosa prática da Via Crucis ou a outras formas de devoção; ou se ao menos recitarem o Credo, o Pai Nosso e uma invocação piedosa à bem-aventurada Virgem Maria, oferecendo essa provação com espírito de fé em Deus e de caridade para com os irmãos, com a vontade de cumprir as condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre) assim que lhes seja possível.

Os profissionais de saúde, familiares e tantos outros que, a exemplo do bom samaritano, expondo-se ao risco de contágio, assistem os infectados pelo coronavírus de acordo com as palavras do divino Redentor: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 13), lucram o mesmo dom da indulgência plenária, sob as mesmas condições.

Ainda por ocasião da atual epidemia mundial, esta Penitenciária Apostólica concede de bom grado indulgência plenária, nas mesmas condições, também àqueles fiéis que oferecerem uma visita ao Santíssimo Sacramento, ou a adoração eucarística, ou a leitura das Sagradas Escrituras por ao menos meia hora, ou a récita do Santo Rosário, ou o piedoso exercício da Via Crucis, ou a récita do Terço da Divina Misericórdia, para implorar a Deus todo-poderoso a cessação da epidemia, o alívio dos que estão aflitos e a salvação eterna de quantos o Senhor chamou à sua presença.

A Igreja reza pelos que se encontram na impossibilidade de receber o sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático, confiando à Divina Misericórdia todos e cada um deles, em virtude da comunhão dos santos; e concede aos fiéis a indulgência plenária no momento da morte, desde que se esteja devidamente disposto e se tenha recitado habitualmente durante a vida alguma oração (neste caso, a Igreja supre as três condições habituais necessárias). Para alcançar essa indulgência, recomenda-se o uso do crucifixo ou da cruz (cf. Enchiridion indulgentiarum, n. 12).

A bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, saúde dos enfermos e auxílio dos cristãos, advogada nossa, deseja socorrer a humanidade sofredora, afastando de nós o mal desta pandemia e alcançando-nos todos os bens necessários à nossa salvação e santificação.

O presente decreto é válido não obstante qualquer disposição em contrário.

Dado em Roma, na sede da Penitenciária Apostólica, em 19 de março de 2020.

Cardeal Mauro Piacenza
Penitenciário-Mor

Krzysztof Nykiel
Regente

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/indulgencias-por-ocasiao-da-pandemia-de-coronavirus