Queridos irmãos e irmãs, Graça e Paz!

A celebração do Jubileu se origina no judaísmo. Consistia em uma comemoração de um ano sabático que tinha um significado especial. A festa se realizava a cada 50 anos. Durante o ano, os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras deviam permanecer sem cultivar e se descansava. Era um ano de reconciliação geral de bençãos e graças.

Na nossa fé cristã, o jubileu realiza-se para conceder graças e favores espirituais aos fiéis.

O ano jubilar torna aquele tempo, como a própria palavra no latim sugere, um tempo de Alegria, de Júbilo, de Exaltação.

Portanto, adentramos neste Kairós de Deus para o nosso Carisma!

Celebrar 25 anos de Fundação é para nos fazer recordar os benefícios de Deus ao longo de nossa história, e de suplicar que Ele complete em nós a obra começada.

Queremos iniciar este Ato Solene recitando em Louvor e Ação de Graças a Deus o Salmo 138 (137), que marca nossa resposta a Deus neste Carisma.

Este salmo encontra-se entre dois gigantes: o apaixonado 137 e o sublime 139. Ainda que apequenado pela vizinhança, é digno de se olhar “por sua humildade”. Façamos dele nosso pequeno Hino de Ação de Graças e nosso ato de abandono confiante a Deus. Nós jamais seremos abandonados, nunca agiremos fora das mãos do Senhor, aquelas mãos que nos criaram e que agora nos acompanham no itinerário da nossa missão.

Salmo 138

Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia, em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma.

Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,/ e de longe reconhece os orgulhosos./ Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!

 

Nós queremos louvar neste tempo de maneira especial porque recebemos de Deus um santo baluarte que ao longo destes 25 anos de história tem sido modelo de fidelidade e entrega a Deus. Com ele estamos aprendendo muitas coisas importantes para o nosso caminho de santidade: o amor a Nossa Senhora, a reverencia ao amor humano, a dedicação à juventude e o abandono à Cruz. Por isto neste tempo jubilar vamos entrar ainda mais na mística de São João Paulo II, apoiados na grande expressão de sua vida: “O AMOR ME EXPLICOU TUDO”.

 

 

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Celebrar, vem do Latim CELEBRARE, “honrar, fazer solenidade”, é este o culto que queremos fazer neste dia a Santa Catarina de Sena. Esta mulher que viveu no Século XIII, vigésima quinta filha de um casal que residia em uma pequena vila da alta região de Siena, analfabeta, ingressou na ordem terceira dos Dominicanos e como mística mostrou ao mundo como devemos honrar e fazer solenidade a Deus Pai e ao seu esposo Jesus.

Devemos honrar esta Santa pois seus escritos (mesmo sendo analfabeta) ultrapassa os limites do entendimento natural e revela o sobrenatural. O que dizer de: O Diálogo com Deus Pai que contém mais de quinhentas páginas? Onde há uma interação emocionante entre uma alma – que faz quatro pedidos ao Senhor – e o próprio Deus, que lhe responde instruindo sobre numerosas e úteis verdades. A missão redentora de Cristo, o clero, a conversão da humanidade, entre outros assuntos, sendo referência para aqueles que desejam se aprofundar na sua mística e emocionante trajetória.[1]

Fazer solenidade à Catarina pois em mais de trezentas e oitenta cartas escritas, ela nunca deixou que alguém ficasse sem uma orientação, uma bússola ou direção de que caminho prosseguir. Na verdade Catarina era solicitada por autoridades políticas, eclesiais, médicos, reis e tantos outros cidadãos comuns que gostavam de ouvir e ler aquilo que Cataria mencionava.

Podemos atribuir honras e solenidades a Catarina pela sua excelência na espiritualidade. Catarina era tomada de grande mística e contemplação. Horas, dias na presença de Deus desfrutando de uma altíssima intimidade com a Trindade Santa. Pois à Catarina foi permito dialogar com Deus Pai e ver Jesus não apenas uma vez, mas outras tantas que não podemos definir um número ao certo.

Pode-se até então se pensar que ela somente estaria enclausurada, seja em um mosteiro ou na sua própria cela do coração. Catarina realmente inúmeras vezes realizou este procedimento de ter o seu coração como uma cela. Mas nada a fez ficar estagnada na vida apostólica. Em tempos de Catarina não se existia meios de transporte rápidos como hoje, era preciso esforço para se chegar a um determinado lugar. Viagens longas e curtas fizeram parte da rotina de Catarina. Sua determinação em propagar o amor a Jesus e a verdade fizeram de Catarina uma grande peregrina de salvação das almas.

Com toda tenacidade podemos honrar e realizar todas solenidades possíveis a Santa Catarina. Pois sua vida se tornou magistério em nossa Igreja. Sua presença no mundo realizou um transpassar que hoje certamente define a forma de viver de um grupo de pessoas que escolheram Catarina de Sena como Patrona.

O grupo de pessoas denominado Comunidade Católica Presença, honra e faz solenidades a esta Santa por tantos ensinamentos, que nos garante um perfeito caminho de degraus que nos levam a santidade. Doutora da Igreja e Padroeira da Itália, Santa Catarina de Sena nos ensina que a mesa no céu já esta posta, “Deus Pai se faz a nossa mesa, Jesus é o nosso banquete e o Espírito Santo é aquele que serve o banquete a nós”. Portanto, com a intercessão de Santa Catarina de Sena, um dia poderemos ter a graça de participar deste banquete divino. Santa Catarina de Sena se encarregará de nos mostrar qual a porta devemos abrir para chegar no céu.

[1] https://www.paulus.com.br/portal/releases/paulus-apresenta-classico-da-espiritualidade-crista/#.XqhkEf9KjIU

No dia 28 de Abril, nossa Igreja celebra São Luís Maria Grignion de Montfort. Seu nome de batismo é apenas Luís, mas ao receber o Sacramento da Crisma acrescentou o “Maria”. Um santo francês que fundou a Congregação Religiosa dos Padres Monfortinos, e tinha uma devoção singular a Nossa Senhora. Seu apostolado principal foi justamente propagar a beleza desta devoção ao mundo.

Uma de suas obras mais conhecidas é o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, cujo primeiro exemplar foi escrito a próprio punho, mediante o que ele mesmo vivia e experienciava com a Mãe de Deus, e precisava ensinar aos outros. Neste escrito São Luís propõe uma consagração a Nossa Senhora de forma especial, uma preparação onde a pessoa deposita toda a sua vida nas mãos da Virgem e assim passa a viver seus dias como Deus quer. Suas obras são riquíssimas contribuições para vivência real da nossa fé e devoção, e consideradas de extrema importância para o Magistério da Igreja Católica.

O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem foi o livro predileto sobre a Virgem Maria, de um dos Baluartes da Comunidade Católica Presença: Papa São João Paulo II, que quando era jovem e trabalhava em uma fábrica de solda, na Polônia, levava consigo o escrito e se deleitava nos intervalos e horas vagas. São João Paulo II declarou que este livro transformou sua devoção a Nossa Senhora, a ponto de consagrar seu pontificado a Ela, e mandar cunhar em seu brasão papal o lema “Totus Tuus Marie”, que traduzido para o Português, quer dizer “Todo Teu Maria”, depositando assim, seu Ministério e o governo da Igreja Católica nas mãos da Santíssima Virgem. Ao longo dos vinte e cinco anos de seu pontificado, redigiu várias encíclicas, discursos e documentos dedicados à Maria, Mãe de Jesus, e viveu como verdadeiro filho dela e até hoje nos ensina a como ser.

Neste ano de 2020, ano em que completamos 24 de Fundação, a Comunidade Presença vive por inspiração e direção divina, o ano “Totus Tuus Marie”, maneira que Deus quis servir-se para que pudéssemos completar, de forma que agrada o Seu coração, o que apresentamos dificuldade em viver em nossa consagração de vida a este Carisma, e caminho de santidade. Olhando para Maria e pedindo que sendo todos Dela, Ela nos ensine a sermos todos de Deus.

São Luís Maria Grignion de Montfort e São João Paulo II, rogai por nós!

Abraço Fraterno.

 

Cristiane Marques

Missionária Comunidade Católica Presença

 

 

Referências:

Professor Felipe Aquino: https://www.youtube.com/watch?v=aK6N56PFODM

Padre Paulo Ricardo: https://www.youtube.com/watch?v=pRdSBAWQmH0

Canção Nova: https://santo.cancaonova.com/santo/sao-luis-maria-grignion-de-montfort-devoto-a-virgem-maria/

Canção Nova: https://blog.cancaonova.com/tododemaria/biografia-de-sao-luis-maria/

Falar de Maria é como falar de uma grande flor, uma flor única, de aroma exuberante, de total beleza e delicadeza, que acreditaríamos ser possível em um toque, talvez menos sutil, desmanchá-la. Sabemos que Deus sonhou com Maria, desde o início dos tempos, para auxiliar no plano de nossa salvação. Para suportar tamanha missão, foi dotada de um coração forte e imaculado (puro), para que em meio aos sofrimentos que viera passar, suportasse com paciência e confiança em Deus.

Maria é para nós um caminho seguro, como nos ensina São Luís Maria Grignion de Montfort, que também é o autor do lema “Totus tuus Mariae”, “Todo teu Maria”. E lembremos: este caminho seguro foi escolhido pelo próprio Jesus, que foi o primeiro a ser gerado naquele ventre santo. São Luís nos ensina também: “Se Jesus Cristo, o chefe dos homens, nasceu nela, os predestinados, que são os membros deste chefe, devem também nascer nela, por uma consequência necessária”.

Percebamos que o “Totus tuus Mariae”, é mais profundo e significativo do que algumas palavras bonitas, é uma via de santidade, uma via de pureza, e consideremos as palavras do próprio Jesus: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt. 5,8).

Infelizmente em meio a esta sociedade líquida e superficial, podemos ter escutado informações distorcidas e algumas até mentirosas sobre a devoção a Nossa Senhora. Pois totalmente o oposto do que podemos ter ouvido, Maria só quer fazer uma coisa conosco, nos aproximar de Jesus (Jo. 2,5).

Por isso, ser todo de Maria para nós católicos, é algo fundamental para nossa salvação. Nossa Senhora nas aparições em Fátima, disse aos pastorinhos: “O meu Imaculado coração será o vosso refúgio e o caminho que vos conduzirá a Deus”. Que Maria nossa Mãe interceda por nós!

Salve Imaculada!

 

Rodolfo Raimundo

Missionário da Comunidade Católica Presença

Penitenciária Apostólica emite decreto concedendo “indulgências especiais aos fiéis afetados pela Covid-19”, “bem como aos profissionais de saúde, familiares e todos que, a qualquer título, mesmo que com a oração, prestam-lhes assistência”.

PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA

DECRETO

Concede-se o dom de indulgências especiais aos fiéis afetados pela Covid-19, comumente conhecida como coronavírus, bem como aos profissionais de saúde, familiares e todos aqueles que, a qualquer título, mesmo que com a oração, prestam-lhes assistência.

“Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração” (Rm 12, 12). As palavras escritas por São Paulo à Igreja de Roma ressoam por toda a história da Igreja e orientam o juízo dos fiéis diante de todo sofrimento, doença e calamidade.

O presente momento em que se encontra toda a humanidade, ameaçada por uma doença invisível e insidiosa, que já há algum tempo começou forçosamente a fazer parte da vida de todos, é marcado dia após dia por medos angustiados, novas incertezas e, acima de tudo, um sofrimento físico e moral generalizado.

A Igreja, seguindo o exemplo de seu Divino Mestre, sempre tomou a peito a assistência aos enfermos. Como indicado por São João Paulo II, o valor do sofrimento humano é duplo: “é sobrenatural, porque se radica no mistério divino da Redenção do mundo; e é também profundamente humano, porque nele o homem se aceita a si mesmo, com a sua própria humanidade, com a própria dignidade e a própria missão” (Carta Apostólica Salvifici Doloris, 31).

Também o Papa Francisco, nesses últimos dias, expressou sua proximidade paterna e renovou o convite a que se rezasse incessantemente pelos contagiados com o coronavírus.

A fim de que todos os que sofrem por causa da Covid-19 possam redescobrir, precisamente no mistério deste sofrimento, “o próprio sofrimento redentor de Cristo” (ibid., 30), esta Penitenciária Apostólica, ex auctoritate Summi Pontificis, confiando na palavra de Cristo Senhor  e considerando com espírito de fé a epidemia atualmente em curso, a ser vivida como forma de conversão pessoal, concede o dom das indulgências nos seguintes termos.

Concede-se indulgência plenária aos fiéis afetados pelo coronavírus, submetidos ao regime de quarentena por ordem da autoridade sanitária em hospitais ou em suas próprias casas se, com ânimo desapegado de qualquer pecado, se unirem espiritualmente através dos meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à récita do Santo Rosário, à piedosa prática da Via Crucis ou a outras formas de devoção; ou se ao menos recitarem o Credo, o Pai Nosso e uma invocação piedosa à bem-aventurada Virgem Maria, oferecendo essa provação com espírito de fé em Deus e de caridade para com os irmãos, com a vontade de cumprir as condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre) assim que lhes seja possível.

Os profissionais de saúde, familiares e tantos outros que, a exemplo do bom samaritano, expondo-se ao risco de contágio, assistem os infectados pelo coronavírus de acordo com as palavras do divino Redentor: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 13), lucram o mesmo dom da indulgência plenária, sob as mesmas condições.

Ainda por ocasião da atual epidemia mundial, esta Penitenciária Apostólica concede de bom grado indulgência plenária, nas mesmas condições, também àqueles fiéis que oferecerem uma visita ao Santíssimo Sacramento, ou a adoração eucarística, ou a leitura das Sagradas Escrituras por ao menos meia hora, ou a récita do Santo Rosário, ou o piedoso exercício da Via Crucis, ou a récita do Terço da Divina Misericórdia, para implorar a Deus todo-poderoso a cessação da epidemia, o alívio dos que estão aflitos e a salvação eterna de quantos o Senhor chamou à sua presença.

A Igreja reza pelos que se encontram na impossibilidade de receber o sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático, confiando à Divina Misericórdia todos e cada um deles, em virtude da comunhão dos santos; e concede aos fiéis a indulgência plenária no momento da morte, desde que se esteja devidamente disposto e se tenha recitado habitualmente durante a vida alguma oração (neste caso, a Igreja supre as três condições habituais necessárias). Para alcançar essa indulgência, recomenda-se o uso do crucifixo ou da cruz (cf. Enchiridion indulgentiarum, n. 12).

A bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, saúde dos enfermos e auxílio dos cristãos, advogada nossa, deseja socorrer a humanidade sofredora, afastando de nós o mal desta pandemia e alcançando-nos todos os bens necessários à nossa salvação e santificação.

O presente decreto é válido não obstante qualquer disposição em contrário.

Dado em Roma, na sede da Penitenciária Apostólica, em 19 de março de 2020.

Cardeal Mauro Piacenza
Penitenciário-Mor

Krzysztof Nykiel
Regente

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/indulgencias-por-ocasiao-da-pandemia-de-coronavirus

Logo no início do Novo Testamento, São José é apresentado a nós, e São Mateus o relata como “Homem Justo” (MT 1,19).

Antes de se casarem, aconteceu que Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo, porém José que era justo e não querendo difamar Maria, resolveu rejeitá-la secretamente. Aqui temos um ponto de atenção importante, pois olhando na razão humana e lógica do seu tempo, José teria o “direito” de não mais casar-se com Maria, pois ela havia ficado grávida de um filho que não era dele. José até tinha seus motivos justos para não a aceitar, porém enquanto pensava sobre isso, eis que o anjo lhe apareceu em sonho e lhe disse para aceitar Maria, pois tudo aquilo era ação do Espírito Santo.

José recebe Maria como sua esposa, e a partir daí podemos enxergar cada vez mais nitidamente a HONRADEZ e a GRANDEZA deste homem. Aceita fazer a vontade de Deus acima de qualquer coisa. Cuida de Maria e do menino Jesus. É tão íntimo de Deus que o anjo lhe visita outras vezes e o orienta a fugir para o Egito, e depois voltar.  E assim José fez para proteger sua família, que era também a Família de Deus.

O mundo nos apresenta vários modelos do que não ser, inclusive forçando que sejamos “machos” em vários momentos, porém, macho qualquer animal é. O fato é que o mundo precisa de HOMENS de verdade, a exemplo de São José.

A masculinidade no mundo está ferida pelo pecado, e para que sejamos curados, restaurados, e voltemos a refletir a força e o poder de Deus, São José intercede por nós diante de Jesus.

Como o Guardião das Vocações Presença, e assim da minha vocação como missionário, esposo e pai, é em São José que busco moldar meu caráter como homem e filho de Deus, pois ele soube salvaguardar a Sagrada Família como Deus planejou.

Deus te abençoe!

 

Ernandys Alves Reis

Missionário da Comunidade Católica Presença

 

Olá, graça e paz!

A igreja é essencialmente missionária. Pelo batismo todo homem e toda mulher são chamados a viver em unidade com Cristo, respondendo ao seu mandato: “ide por todo mundo pregai o evangelho a toda criatura”. (Mc 16, 15)

Existem diversas formas de responder com generosidade a esse chamado. A maior alegria do Cristão é servir a Cristo e a sua Santa Igreja.

Muitas vezes em nossa caminhada na Igreja sentimos que TUDO o que fazemos não corresponde mais às nossas expectativas, é como se nos faltasse algo. Sentimos em nosso coração o desejo de dar de nós cada vez mais. Para muitos isso é um sinal do Chamamento Divino para servi-Lo mais de perto e por tempo integral.

 

Você já se sentiu assim?

Já se perguntou se você pode ter uma vocação específica para viver determinado carisma dentro da Igreja?

Se dentro do seu coração há questionamentos sobre sua vocação, nós podemos te ajudar, pois vem ai, o CAMINHO VOCACIONAL PRESENÇA. Com início no dia 15 de março deste ano.

O que é um caminho vocacional?

 

É um caminho de discernimento, onde o candidato é levado a um processo de conhecimento e de deixar-se conhecer pela Comunidade. Esse caminho deve ser percorrido com seriedade, pois pode te ajudar a descobrir a vontade de Deus em sua vida.

 

Nosso caminho vocacional funciona da seguinte forma:

 

As respostas que vamos dando a Deus em nossa caminhada trazem paz ao nosso coração, mesmo sabendo das dificuldades que iremos encontrar no caminho. Responder a um chamado de Deus não é fácil, exige de nós renúncias, por vezes muito dolorosas, mas não devemos temer “perder” algo por um bem maior, pois como diz nossa fundadora, Vocação acertada é vida feliz (mas não sem Cruz!), e eu sou feliz, sou Presença!

 

Deus te abençoe!

 

 

Elaine Cristina Rodrigues Votick

Missionária da Comunidade Católica Presença

A Renovação Carismática do Estado de São Paulo realizou neste domingo (15) o Cenáculo de Ouro, na arena Barueri (Barueri- SP) com o tema “Visitados por Maria, visitados pelo amor”(cf. Lc1, 39-45). Cerca de 30 mil carismáticos paulistas estavam presentes no estádio para um dia inteiro de oração e celebração pelos 50 anos da RCC no Brasil. O evento estadual iniciou ainda pela madrugada, quando os portões do estádio foram abertos e as caravanas das 42 dioceses do estado começaram a chegar. A acolhida nos portões, similar às de Grupo de Oração, foi feita pelo ministério de Promoção Humana e Assessoria de Teatro do estado, com muita animação e alegria. Já no palco, a acolhida foi feita por Rogério Soares e Lucimar Maziero, ex-presidentes do Conselho Estadual, que começaram a programação com a oração do Santo Terço.

O atual presidente do Conselho Estadual da RCC, Marcelo Marangon, falou sobre a principal convidada para o evento: a Virgem Maria. Escoltada e conduzida por homens do Exército Brasileiro, uma réplica da imagem de Nossa
Senhora Aparecida, do Santuário Nacional, vinda da Arquidiocese de Aparecida, fez uma volta completa ao estádio, seguida por uma procissão de religiosas de diferentes congregações. Um momento mariano foi conduzido, inclusive a Consagração à Maria, cantada por Maria do Rosário (Arquidiocese de Campinas). Em seguida, foi cantado o hino nacional, executado pela banda da Guarda Municipal de Barueri.

A primeira pregação foi conduzida por Reinaldo Beserra dos Reis, um dos pioneiros da RCC no Brasil. “Quem é o carismático?”, começou com esse questionamento o pregador, que explicou a grande graça do Batismo no Espírito Santo e o poder transformador que ele gera na vida de uma pessoa. “Ser carismático é crer que eu posso ter mais do Espírito Santo em minha vida”, resumiu. Reinaldo explicou a importância do Cenáculo, realizado em estádio para a história do Movimento: “O Cenáculo é o mover do que a RCC oferece para o povo de Deus. É como uma radiografia do DNA da RCC, é um retrato da nossa identidade carismática”. Os pioneiros, Pe Haroldo Rahm (que em fevereiro de 2020 completa 101 anos de idade), Pe. Eduardo Doughertye, e Joca (João Carlos Vasoncelos) também falaram com os  carismáticos, contando um pouco da história e destacando a importância do Movimento atualmente.

Depois da pregação, um momento muito emocionante. Cerca de 300 relíquias (de primeiro, segundo e terceiro grau) de santos foram expostas no evento. Foi organizado um espaço reservado na arena para manter as relíquias durante
todo o dia e alguns voluntários para serem guardiões dessas. Entre os santos, o acervo contou com objetos que tocaram, pertenceram e foram usados por santos como São João Bosco, Santa Cecília, Santo Antônio, São Francisco de Assis, Santa Faustina, Santa Maria Madalena, Santa Gianna Baretta Molla, Santa Catarina de Sena, São Padre Pio de Pietrelcina, São João Paulo II e, é claro, da Beata Elena Guerra, a apóstola do Espírito Santo. Vários jovens seguraram as relíquias, por todo o campo e expuseram para os irmãos da arquibancada. Cantando a música “Convívio dos Eleitos”, com Juninho Cassemiro, ex- coordenador nacional do Ministério de Música e Artes, um forte momento de oração foi feito no estádio. Curas, milagres e prodígios foram proclamados, neste momento de pedido de intercessão dos santos.

O início da RCC no país e o primeiro Grupo de Oração em Campinas (SP)

No Brasil, conforme narrado no Livro “Pois a Promessa é para vós”, do autor Bruno Maffi, o Movimento Carismático teve seus primeiros momentos no estado de São Paulo, no ano de 1969. Na época, o seminarista norte-americano Eduardo Dougherty, que estudava no Brasil, participou de dois encontros de oração em East Lansing, Michigan
(Estados Unidos), onde teve uma grande experiência de Batismo no Espírito Santo. O seminarista retorna ao Brasil e, impulsionado pelo Espírito, vai ao encontro de Pe. Haroldo Rahm e o presenteia com dois livros: “Aglow with the Spirit”, do Reverendo Episcopaliano Robert Frost, e “Eles falam em outras línguas”, de John Sherril. A partir do testemunho do seminarista Eduardo e do interesse de Pe. Haroldo surgem os primeiros movimentos da Corrente de Graça no país. A primeira Experiência de Oração aconteceu no final de semana dos dias 15, 16 e 17 de agosto, na Casa Nossa Senhora de Guadalupe, na Vila Brandina, em Campinas (SP). Cerca de 60 jovens estavam reunidos na casa de retiro e lá, conduzidos pelo jovem sacerdote jesuíta Haroldo Rahm, tiveram uma experiência transformadora com o Espírito Santo. Após aquelas pregações, momentos de oração e reflexão surgiram uma série de outros eventos e
momentos da chamada Renovação Carismática Católica. Ainda em 1969 nasceu o primeiro Grupo de Oração da Renovação Carismática Católica do Brasil, que acontecia às quartas-feiras no Centro Arquidiocesano de Pastoral de Campinas, à Rua Serafina, 88, em Campinas (SP), hoje, sede  da Cúria Metropolitana. A partir daí, a graça de  Pentecostes percorre o interior do estado de São Paulo e o Sul de Minas Gerais, e outros estados brasileiros.

Fonte: https://www.rccbrasil.org.br/eventos/index.php/mais-lidas-eventos-estaduais/1558-cenaculo-da-rcc-sao-paulo-comera-50-anos-do-movimento.html

Começou na noite da quinta-feira, 5 de setembro, o 4º Congresso Vocacional do Brasil no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, reunindo os vários regionais que compõem a Igreja. O evento iniciou com a acolhida e credenciamento dos participantes. A abertura deu-se com a Celebração Eucarística no Santuário, presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo.

A Cerimônia de Abertura aconteceu no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho. Além de dom Walmor, a mesa de abertura contou com a participação do arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, do presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom João Francisco Salm, do bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque de Araújo, do coordenador nacional da Pastoral Vocacional, padre Elias Silva, e da presidente da Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil, irmã Maria Inês.

Na ocasião, dom João Francisco Salm disse que a proposta era refletir sobre o chamado que Deus faz à vocação, confiando-lhes à missão. “A missão de cada um de nós é aquela que realizamos e cumprimos na Igreja, com a Igreja e em favor do mundo ou de cada um”, disse o bispo de Tubarão.

Na sequência, foi lido e aprovado o Regimento do Congresso. A noite foi iluminada pela Leitura Orante da Palavra de Deus. “Rezem por nós para que o Congresso transcorra bem, mas que daqui também saiam bons frutos, frutos que depois em nossas comunidades resultem-se em possíveis comunidades sempre mais vivas e também em verdadeiras vocações tanto para os ministérios ordenados, como para a vida consagrada e para o matrimônio”, exortou o bispo.

O Congresso

Com a reflexão e o estudo do tema “Vocação e Discernimento”, o 4º Congresso Vocacional do Brasil deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. Promover um evento vocacional em âmbito nacional significa, segundo a organização do evento, sensibilizar, animar e incrementar a cultura vocacional nas comunidades eclesiais.

Participam do 4º Congresso Vocacional todos os batizados e, de uma maneira especial, os bispos, sacerdotes, consagrados, religiosos e leigos, envolvidos no Serviço de Animação Vocacional do Brasil. Proposto pela Comissão para os Ministérios Ordenados, o evento segue até o próximo domingo (08), e conta com a participação de 650 participantes.

Fonte: http://www.cnbb.org.br

Dia 5 de setembro a Igreja celebra Santa Teresa de Calcutá que faleceu em 1997. No dia da sua canonização em 4 de setembro de 2016, Papa Francisco disse: “Madre Teresa […] inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera […]. A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres […] Parece-me que, talvez, teremos um pouco de dificuldade de chamá-la de Santa Teresa: a sua santidade é tão próxima de nós, tão tenra e fecunda, que espontaneamente continuaremos a chamá-la de ‘Madre Teresa’”.

A beatificação

Menos de dois anos depois da sua morte, por causa da sua grande fama de santidade e das graças obtidas pela sua intercessão, São João Paulo II permitiu a abertura da Causa de Canonização. Em 19 de outubro de 2003 foi proclamada beata. “Estou pessoalmente grato a esta mulher corajosa, que senti sempre ao meu lado […] – afirmava durante a homilia São João Paulo II – ia a toda a parte para servir Cristo nos mais pobres entre os pobres. Nem conflitos nem guerras conseguiam ser um impedimento para ela […] Ela escolheu ser não apenas a mais pequena, mas a serva dos mais pequeninos […]. A sua grandeza reside na sua capacidade de doar sem calcular o custo, de se doar ‘até doer’. A sua vida foi uma vivência radical e uma proclamação audaciosa do Evangelho”.

Milagre brasileiro e Prêmio Nobel

O processo de canonização de Madre Teresa teve início com um milagre envolvendo o brasileiro Marcílio Haddad Andrino, morador da cidade de Santos (SP). Ele foi diagnosticado com hidrocefalia e uma infecção no cérebro, mas foi curado após sua esposa rezar pedindo a intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

A religiosa, cujo nome verdadeiro é Agnes Agonxha Bojaxhiu, nasceu em uma comunidade albanesa no sul da antiga Iugoslávia. Ordenou-se freira na Índia, onde tomou o nome de Teresa. Em 1946, decidiu abandonar o convento e viver para os pobres. Sua atuação como missionária lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

A herança da pequena irmã ícone do amor cristão

Toda a vida e a obra de Madre Teresa oferecem testemunho da alegria de amar e do valor das pequenas coisas feitas com fidelidade e com amor. Ainda hoje, os sinais da sua presença são tangíveis através das suas obras que as Missionárias da Caridade levam adiante em todo o mundo.

Santa Tereza de Calcutá, rogai por nós!

Fonte: https://www.vaticannews.va

No dia 27 de Agosto a  oficina de “Educação Ambiental” do Projeto Recanto Pastorinho, apostolado da Comunidade Católica Presença em São José do Rio Pardo – SP, iniciou um trabalho com uma horta, feita pelas próprias crianças e adolescentes assistidos, ensinando-os a cultivar os alimentos (que serão para o próprio consumo). A oficina está sendo ministrada pelos voluntários Roberto e Rosimeire Silva, visando proporcionar a conscientização e o respeito pelo Meio Ambiente.

Confira as fotos

 

Comunidade Católica Presença comemora três anos de Missão no Estado do Acre, pastoreando e levando a presença de Deus no meio do povo, como fonte de bençãos, junto a Quase Paróquia Santa Rosa de Lima.

Agradecemos aos Missionários Paulo, Maria Eridan, Lisa e Chirley pelo sim dado todos os dias nessa missão. Também missionários que já estiveram gastando suas vidas em Santa Rosa de Purus, e a todos os amigos da Comunidade, que abraçaram essa causa junto conosco.

Santa Catarina de Sena nos ensina: ” Se fordes aquilo que deveis ser , levareis  fogo ao mundo inteiro “, que esse escrito não fique somente nas entrelinhas de nosso olhar e pensamentos, mas assumindo o que devemos ser, levemos o Cristo a todos os irmãos que vivem nessas terras Acreanas.

Desejamos à Missão de Santa Rosa de Purus – AC, um Feliz e Santo Aniversário!

 

 

Nem sempre é fácil mergulhar com profundidade na Sagrada Escritura. Por isso, nessa formação, vamos conhecer algumas dicas para viver bem seu mês da Bíblia.

Conheça São Jerônimo

Foi no fim do quarto século, quando o elenco de livros inspirados nem tinha sido definido de maneira conclusiva na Igreja (pasmem!), que São Jerônimo recebeu a incumbência do Papa Dâmaso de presentear o cristianismo com uma versão da Bíblia em latim, que seria chamada, mais tarde, de Vulgata.

O trabalho foi duro! São Jerônimo teve de analisar muitos papiros e pergaminhos, para ver qual tinha o texto mais antigo, já que os originais, provavelmente, estavam perdidos.

A tradução também era – e ainda é – demorada. Nós, que pesquisamos a Sagrada Escritura e temos de traduzir as passagens que estudamos, às vezes, levamos horas ou dias de pesquisa para traduzir um só versículo!

A dedicação fiel de São Jerônimo mostra que ele foi um homem apaixonado pela Sagrada Escritura. Ele amava a Terra Santa e fez muitas viagens para lá, inclusive, terminando sua caminhada terrestre em Belém.

Jerônimo é a prova de que o estudo, feito junto com a vida de oração, nunca tiram a fé; do contrário, aumentam nosso amor por Deus. Tanto, que o Concílio Vaticano II, quando ensina sobre as Sagradas Escrituras na Constituição Dogmática Dei Verbum, retoma uma frase célebre do santo, tirada de um comentário de Isaías: “Desconhecer as escrituras é desconhecer Cristo” (Comm. in Is. Prol.: PL 24, 17). Por isso, vale a pena debruçar-se sobre a Palavra: amá-la significa amar o próprio Jesus, verdadeira Palavra de Deus.

Leitura Orante da Palavra de Deus.

Na Exortação Apostólica Pós Sinodal Verbum Domini[1] de Bento XVI nº24, afirma que: “A Palavra divina introduz cada um de nós no diálogo com o Senhor: o Deus que fala, ensina-nos como podemos falar com Ele… Ele nos fornece as palavras com que podemos dirigir-nos a Ele, levar a nossa vida para o colóquio com Ele, transformando assim a própria vida num movimento para Deus…” Com essas palavras digo que nosso contato íntimo com a palavra de Deus neste mês irá nos levar a um retorno a fonte profética da voz de Deus que dialoga conosco através da sagrada escritura.

Aprendemos com o exemplo dos santos que a palavra de Deus nos ajuda a descobrir método de santidade através dos divinos ensinamentos. Bento XVI nos traz alguns exemplos de santos, veja: “São Domingos de Gusmão «em toda a parte se manifestava como um homem evangélico, tanto nas palavras como nas obras», e tais queria que fossem também os seus padres pregadores: «homens evangélicos». Santa Teresa do Menino Jesus encontra o Amor como sua vocação pessoal, quando perscruta as Escrituras, em particular os capítulos 12 e 13 da Primeira Carta aos Coríntios; e a mesma Santa assim nos descreve o fascínio das Escrituras: «Apenas lanço o olhar sobre o Evangelho, imediatamente respiro os perfumes da vida de Jesus e sei para onde correr». Cada Santo constitui uma espécie de raio de luz que brota da Palavra de Deus: assim o vemos também em Santo Inácio de Loyola na sua busca da verdade e no discernimento espiritual, em São João Bosco na sua paixão pela educação dos jovens, em São João Maria Vianney na sua consciência da grandeza do sacerdócio como dom e dever; em São Pio de Pietrelcina no seu ser instrumento da misericórdia divina; em São Josemaria Escrivá na sua pregação sobre a vocação universal à santidade”…

E em nossa vida, como será que a Palavra de Deus será reconhecida? Que tal mergulhar exercitar esta escuta de Deus que fala conosco através de sua palavra para que nossa vida de santidade seja transformada pela verdade do evangelho?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNBB, sugeriu neste ano, que a I Carta de João fosse nossa bussola neste mês. Nós da Comunidade Católica Presença vamos viver a leitura orante da Palavra de Deus com esta carta e convidamos você leitor a junto conosco mergulhar num contato mais íntimos com a poderosa Palavra de Deus que vem profeticamente ecoar em nossa vida seu clamor a santidade, pela prática da verdade, da bondade e da justiça.

Como fazer esse estudo?

Marque uma hora do seu dia para fazer essa leitura, leia com atenção mais de uma vez, grife os versículos que te chamou a atenção, medite sobre esse versículo, ore com ele  e veja como colocará em prática a palavra, mas lembre-se inicie sempre pedindo auxílio ao Espírito Santo.

Graça e paz

 

 

Nos próximos dias 6 e 7 de setembro, Brasília acolherá o XV Encontro Nacional de Responsáveis Diocesanos da Juventude (ENRDJ). Todas as dioceses do Brasil já receberam a carta convite para a inscrição de seus representantes neste que é um encontro promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB. O encontro é voltado exclusivamente para os adultos (acima de 29 anos) e que trabalham com a juventude. A inscrição é feita apenas através da carta-convite enviada.

Para o presidente da comissão, Dom Nelson Francelino Ferreira, o encontro tem uma grande importância porque trata da consolidação da Pastoral Juvenil em sua pluralidade. Para o bispo, se antes as diversas expressões juvenis viam com certa suspeita a implantação do Setor Juventude nas dioceses, hoje podem testemunhar que ele não visa suplantar nenhuma das expressões, mas fortalecer a comunhão, somar forças.

“A cada encontro, vamos dando passos concretos de comunhão e fortalecendo o protagonismo juvenil diante dos desafios e possibilidades apresentados pela cultura urbana. Isso tudo em profunda sintonia com as últimas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas na última Assembleia Geral da CNBB deste ano”, conta o bispo.

Suicídio juvenil será um dos temas 

No encontro de setembro, além de revisar e aprofundar os cinco eixos do Projeto IDE, com trocas de experiências, será também abordado um tema, presente nas várias realidades urbanas do nosso Brasil e que tanto tem angustiado nossas lideranças, que é o suicídio juvenil.

Segundo o assessor da comissão, Pe. Antônio Ramos do Prado, SDB, o encontro traz o tema – com dados alarmantes – para uma sensibilização dos adultos que trabalham com jovens. “O tema será abordado por uma psicóloga, que ajudará a sensibilizar e mobilizar os adultos a lidar e perceber o comportamento dos jovens para poder ajudá-los e encaminhá-los para apoios profissionais adequados de acompanhamento”, explica.

Entre outros assuntos que serão abordados estão o calendário de atividades para o ano de 2020, as perspectivas para a pastoral para os próximos anos, o Sínodo dos Bispos “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, ocorrido em outubro de 2018 no Vaticano, e a Exortação pós-sinodal Christus Vivit. O tema será refletido pelo jovem Lucas Galhardo, que representou a Pastoral Juvenil do Brasil nos diversos momentos antes, durante e após o sínodo.

“Convocamos todas as lideranças das diversas dioceses do Brasil para construirmos, revisarmos juntos, somarmos forças para a desafiadora missão de contribuir para uma Igreja em estado permanente de Missão nesse cenário nacional que tanto nos desafia, como nos pede o querido Papa Francisco”, convida Dom Nelson.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail juventude@cnbb.org.br

SERVIÇO:
Data: 06 e 07 de Setembro 2019
Local: Subsolo do Santuário Dom Bosco (Brasília/DF)
Horários: início às 7h30 do dia 06/09 e término dia 07/09 até o almoço
Taxa de Inscrição: R$ 120,00 (inclui as refeições: almoço, lanche e jantar)

⚠ A hospedagem e o café da manhã será por conta de cada participante.
Inscrições: Somente pelo e-mail: juventude@cnbb.org.br (enviar em anexo a ficha de inscrição)

Por Adilson Jorge, redação Jovens Conectados

Série busca fomentar nas juventudes o estudo e o amor as escrituras Sagradas.

O mês de Setembro é especialmente dedicado a Bíblia, e a equipe de Comunicação da Pastoral Juvenil CNBB resolveu tratar da temática através de uma série de vídeos embasados na primeira carta de São João (inspirados no subsídio da CNBB para o mês da Bíblia), sobretudo no capitulo 2, 14b: “Jovens eu vos escrevi, porque sois forte e a Palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o maligno”.

Com os ensinamentos e o testemunho de São Jerônimo – “Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”- , que com seus estudos, traduções, interpretações, comentários e escritos nos facilitou o acesso a esse grande manancial de sabedoria transmitida pelos Livros Sagrados, a Igreja tem incentivado os fiéis a terem um relacionamento constante com a Palavra de Deus.

Certos que a intimidade e a experiência com a Sagrada Escritura devem permanecer no nosso dia-a-dia, o Jovens Conectados convida todos a acompanhar a série de quatro vídeos, que vão ao ar todas às terças-feiras do mês de setembro, às 19h, no Youtube e de forma inovadora no IGTV, plataforma de vídeo do Instagram.

Confira a programação da série:
1º Vídeo | 03.09 às 19h – “A nós, todos os jovens!”
2º Vídeo | 10.09 às 19h – “Sim, somos fortes!”
3º Vídeo | 17.09 às 19h – “Sempre perto…”
4º Vídeo | 24.09 às 19h – “Vencemos!”

Fonte: http://jovensconectados.org.br

“Tornais-vos praticantes da Palavra e não simples ouvintes” (TG 1, 22)

Nessa sexta-feira (30) na Catedral em São João da Boa Vista, nossos Seminaristas Thiago Borges da Silva e Bruno Oliveira Pereira, foram instituídos ao Ministério de Leitores, por nosso Bispo Diocesano Dom Antônio Emílio Vilar na Celebração Eucarística. Queremos agradecer irmãos, por mais esse sim que vocês deram hoje na vocação. Un cor et anima una.

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Uma vida a serviço da Igreja e do Papa. O cardeal Achille Silvestrini, prefeito emérito da Congregação para as Igrejas Orientais faleceu nesta quinta-feira (29) em Roma aos 95 anos.

Dedicado às pessoas, e principalmente aos jovens, mais do que a documentos, durante muitas décadas cumpriu com escrúpulo e rigor encargos diplomáticos para a Santa Sé. Foi estreito colaborador dos secretários de Estado Domenico Tardini e Amleto Giovanni Cicognani, acompanhava o arcebispo Agostino Casaroli no período da “Ostpolitik” (relações da Alemanha Oriental com os países ocidentais) e guiava negociações com as autoridades italianas para a revisão do Tratado de Latrão.

O cardeal Achille Silvestrini, nasceu em Brisighella na Toscana, em 25 de outubro de 1923, aos 19 anos entrou no Seminário Diocesano. Em 1948 em Roma, inscreveu-se no Pontifício Seminário para os estudos jurídicos de Santo Apolinário e frequentou a Pontifícia Universidade Lateranense para entrar no Serviço Diplomático da Sessão de Assuntos Eclesiásticos extraordinários da Secretaria de Estado.

Nova composição do Colégio Cardinalício

O cardeal Achille Silvestrini não era eleitor. Com a sua morte o Colégio Cardinalício fica composto por 215 cardeais dos quais 118 eleitores num eventual conclave e 97 não eleitores.

Não sei quando foi instituído no Brasil o mês de agosto como mês vocacional, mas, sem dúvida, foi uma iniciativa maravilhosa, como também o foi a da Campanha da Fraternidade. Necessitamos rezar pelas vocações, mas é muito mais urgente sermos um sinal vivo da alegria da vocação.

Nestes dias, pensava comigo mesmo “há uma vocação mais importante e uma menos importante?” Não foi necessário fazer uma larga e longa pesquisa e nem incomodar o doutor Google, para dar uma resposta a esta pergunta. Todas as vocações são importantes da mesma maneira. Quem dá importância à vocação é a pessoa humana que a recebe e a assume com amor, vivendo sua vida a serviço de Deus e dos outros.

A sublimidade da vocação é a força com que se vive, o amor com que se serve. A Igreja insiste em dizer que todos os cristãos, pela força do primeiro Batismo, são chamados a ser santos. Esta é a vocação à qual ninguém pode renunciar. Toda pessoa recebe de Deus uma missão, e para segui-la deve fazer um sério discernimento.

Uma coisa é o trabalho que desempenhamos para sobreviver e para ter o que comer, o que vestir, onde viver, e outra coisa é a vocação. A falta de discernimento provoca tantas tristezas na vida, seja no matrimônio, seja na vida religiosa, no sacerdócio, na vida de médico ou de pedreiro. Infelizmente, fala-se de discernimento só para a vida religiosa e sacerdotal e pouco do discernimento para as outras vocações.

Transformar o trabalho em vocação

Teresa do Menino Jesus, na História de uma Alma, manuscrito B, conta que se sentiu perdida, e não via claro o porquê de sua vocação, do seu chamado. Não desanimou e procurou buscar na Palavra de Deus uma resposta que lhe desse paz e sossego. Encontrou-a na Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios, capítulo 12: a Igreja é um corpo e se é um corpo, deve ter um coração e, então, encontrei a resposta para a minha vocação: ser o amor e sendo o amor vou conseguir realizar em mim todas as vocações.

É importante transformar o nosso trabalho em vocação. Pelo Batismo, em todos os trabalhos realizamos a nossa missão de evangelizadores. Somos missionários não porque somos consagrados na vida religiosa, ou em uma comunidade. O cristão jamais pode deixar de ser de Cristo e como tal anunciador do Evangelho.

Todas as vocações comportam momentos de imensa alegria e de grande sofrimento, a Cruz é o que consagra a nossa vocação.

Reunir o povo

Para compreender este texto do profeta Isaías, devemos ler todo o seu livro. Este profeta tem a vocação de reunir, de infundir esperança em todos os desanimados de Israel, mas esta vocação não é somente dele, mas também de cada um de nós. Devemos, pois, vivê-la com entusiasmo e com amor, mesmo quando a cruz se faz presente, ou quando somos rejeitados pelos que não creem.
Quem não constrói a unidade, a paz, a justiça, não pode ser de Deus. Na pessoa do profeta, é o mesmo Deus que vem, é Ele que reúne. São belíssimas as palavras com que se fecha este texto: “Escolherei dentre eles alguns para serem sacerdotes e levitas, diz o Senhor” (Is 66,21).

É no meio do povo que Deus escolhe os Seus sacerdotes, os Seus profetas, os Seus amigos. A pluralidade das vocações é uma riqueza que nos deixa de boca aberta. Seria muito triste um mundo onde todos tivessem a mesma vocação e exercitassem o mesmo trabalho. A diversidade é riqueza e devemos saber respeitá-la. A única vocação comum, mas também vivida da própria maneira e segundo o projeto de Deus, é a santidade. Ninguém é chamado para não ser santo.

A correção nunca é agradável

Gosto muito da Carta aos Hebreus, especialmente dos capítulos 11 e 12, nos quais encontro tanta bondade de Deus no cântico da fé. É belo ver como tantos de nossos irmãos, em todas as épocas, tiveram a capacidade de dar testemunho, com a própria vida, da própria fé. E o autor, no início do capítulo 12, nos recorda que não devemos desanimar, porque estamos circundados de pessoas que são corajosas e de fé, e o centro da nossa fé é a pessoa de Jesus, que é, ao mesmo tempo, autor da fé e Aquele que tem alimentado a própria vida com fé. Nada mais belo que ter fé, que não depende de nós, mas é um dom de Deus.

Mas o pequeno trecho de hoje da Carta aos Hebreus tem um sabor da ternura do Pai, que nos corrige com força e com amor. Nenhuma correção é agradável, sentimos vergonha, sentimos que somos humilhados pelos nosso erros, mas por que somos corrigidos? Porque Deus nos ama. Toda correção é sinal de amor, e não um prêmio. Qual é finalidade da correção? Ela nos redobra o entusiasmo e nos dá força no caminho. “Portanto, ‘firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; acertai os passos dos vossos pés’, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado.” (Hb 12,12-13)

A porta é estreita

O Evangelho em plena sintonia com as outras leituras – que nos falam de correção e do sofrimento do povo que, por sua vez, deve se converter para poder ser o povo de Deus – nos fala que a porta para entrar e para construir o reino de Deus é estreita. Por que? Minha mãe Domenica dizia “não se vai ao paraíso de avião ou de carroça de luxo, mas a pé, com sacrifício e renúncia.” O paraíso é dom de Deus para aqueles que O amam, mas ao mesmo tempo é conquista, fruto da luta, e do autodomínio. Se descobrimos que somos pecadores, devemos nos converter, deixar o caminho do mal e tomar o do bem.

Diante da palavra de Deus de hoje, não é difícil compreender que, quando amamos de verdade, estamos dispostos a fazer todos os sacrifícios.

Não serve nos declararmos cristãos e não vivermos como cristãos. Jesus não nos reconhecerá como Seus discípulos. Poderemos bater à porta, mas ela não se abrirá. Poderemos chamar, mas não haverá resposta. Só o amor nos torna dignos do céu.

Escola de oração

“O mundano ignora, olha para o lado, quando há problemas de doença ou aflição na família ou ao seu redor. O mundo não quer chorar: prefere ignorar as situações dolorosas, cobri-las, escondê-las. Gastam-se muitas energias para escapar das situações onde está presente o sofrimento, julgando que é possível dissimular a realidade, onde nunca, nunca, pode faltar a cruz.” (Gaudete et Exsultate, 75)

A partir das palavras do Papa Francisco, vemos a necessidade cristã de não fechar os olhos para os problemas, de animar o irmão no sofrimento, sem dele fugir, de corrigir fraternalmente o nosso próximo, porque desejamos para nós e para a nossa família o céu. Sabemos, pois, que a porta é estreita e que o caminho até lá não é fácil, mas apoiados uns nos outros, alcançaremos a santidade.

Fonte:https://www.comshalom.org

A passagem do Evangelho de São Marcos que nos recorda o martírio de São João Batista diz: “Imediatamente, mandou um carrasco cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco foi e, lá na prisão, cortou-lhe a cabeça, trouxe-a num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João ficaram sabendo, vieram e pegaram o corpo dele e o puseram numa sepultura” (Mac 6, 27-29).

João Batista é o único Santo que durante o ano litúrgico é celebrado no seu nascimento e na sua morte, respectivamente dia 24 de junho e 29 de agosto. João é primo de Jesus, concebido por Zacarias e Isabel quando já eram idosos, ambos descendentes de famílias sacerdotais. O seu nascimento é colocado cerca de seis meses antes do de Cristo, de acordo com o episódio evangélico da Visitação de Maria a Isabel. Enquanto que a data da morte ocorreu entre os anos 31 e 32, e remonta à dedicação de uma pequena basílica do século V no local do seu sepulcro.

Último profeta e primeiro apóstolo

Depois da juventude, João retirou-se em uma vida ascética no deserto. Andava com vestes de pele de camelo e se alimentava apenas de gafanhotos e mel silvestre. Perto do ano 28-29, durante o império de Tibério, iniciou sua vida pública e sua pregação, deslocando-se para as margens do rio Jordão. Começam a chamá-lo de Messias, mas ele adverte: O Messias já está entre eles e enquanto que ele, João, batiza com a água, Ele batizará com o Espírito Santo e fogo. João é apenas o Precursor de alguém que ele considera muito superior a si. Um dia este alguém, Jesus, apresenta-se a ele no Jordão para ser batizado. Inicialmente João recusa, mas depois obedece, porque ele, além de ser o último grande profeta do Antigo Testamento, é o primeiro apóstolo de Jesus que o seguirá até a morte, prefigurando com o próprio sofrimento e o próprio martírio, a Paixão de Jesus.

Uma lâmpada que arde e ilumina

João não é suave nas suas palavras. Tem recado para todos. Acusa os fariseus considerano-os hipócritas, além disso é repudiado pelos sacerdotes, porque com o seu batismo perdoa os pecados, tornando inúteis os sacrifícios para remissão que na época eram feitos no Templo.

Portanto é obvio que critique também a conduta do rei de Israel, Herodes Antipas, filho do Herodes autor do massacre dos inocentes, que mora com a esposa do irmão Felipe, Herodíades. Herodes, aprisiona João na fortaleza de Maqueronte, atual Jordânia, mas não o odeia: conversam muito e são discursos que o perturbam. Também teme que a sua morte possa causar uma rebelião no povo.

Na festa de aniversário de Herodes, a filha de Herondíades, Salomé, faz uma dança em honra do rei que fica fascinado e lhe concede como presente qualquer desejo seu, mesmo a metade do reino. Salomé, depois de falar com a mãe, pede a cabeça de João Batista. Herodes vacila, mas não pode recusar, pois tinha feito uma promessa. Assim João Batista morre, como mártir. Não um mártir da fé – porque não lhe foi pedido que a negasse – mas um mártir da verdade. Seja porque jamais a deixou de defendê-la, seja porque pela Verdade que é Jesus, ele viveu e morreu.

Fonte: https://www.vaticannews.va

Na última terça-feira, dia 06 de Agosto de 2019, a Casa de Missão da cidade de Breves, no arquipélago do Marajó, estado do Pará, deu início aos trabalhos do Apostolado “Projeto Recanto Pastorinho”. No momento a Comunidade Católica Presença assiste cerca de 50 crianças com faixa etária de 06 a 12 anos, nos horários alternados das aulas da escola normal. Realizam algumas atividades, como oficina de artesanato, recreação e reforço escolar.
No mesmo dia, na ilha de Melgaço e na cidade de Marabá, ambas no estado do Pará e São José do Rio Pardo – SP, o Projeto voltou das férias com todo empenho levando as crianças e adolescentes a experimentarem seus valores através das oficinas.

Confira as fotos.

 

Projeto Recanto Pastorinho – Melgaço

Projeto Recanto Pastorinho – Breves

Projeto Recanto Pastorinho – Breves

 

A Igreja celebra nesta sexta-feira, 9 de agosto, a festa de Santa Teresa Benedita da Cruz, no civil Edith Stein, co-padroeira da Europa.

A figura desta mulher de diálogo e de esperança, canonizada por João Paulo II, em 1998, foi recordada pelo Papa Francisco, precisamente há um ano, ao término da Audiência Geral de quarta-feira (8/8/18), na Sala Paulo VI, no Vaticano:

Padroeira da Europa

“ A Europa celebra, neste dia, Benedita da Cruz (Edith Stein), mártir e mulher coerente, que buscou Deus com honestidade e amor; uma mulher, mártir do seu povo judeu cristão. Que esta Padroeira da Europa possa, do céu, interceder e proteger a Europa ”

Edith Stein nasceu em Breslávia, na Polônia, em 1891, e morreu como mártir no Campo de Concentração de Auschwitz, em 9 de agosto de 1942.

Até 1922, Edith dedicou-se totalmente à filosofia e ao estudos dos manuscritos do seu mestre Husserl.

Aos 13 anos de idade, deixou o Judaísmo e tornou-se agnóstica. Durante seu curso de filosofia, começou manter seus primeiros contatos com o Catolicismo. Em 1920, a I Guerra Mundial agravou sua crise pessoal.

Conversão

Ao ler a autobiografia de Santa Teresa De Ávila, Edith Stein decidiu ser batizada em 1º de janeiro de 1922.

Assim, deixou seu mestre Husserl e começou a lecionar no Liceu Dominicano de Spira, onde passou dez anos. Depois, deixou sua cátedra por causa da legislação anti-semita.

Em 1934, ingressou para o Carmelo alemão de Colônia, recebendo o nome de Teresa Benedita da Cruz. Em 1938, por questão de segurança, foi transferida para o Carmelo holandês de Echt.

Em 1942, o episcopado holandês sofreu as atrocidades nazistas e todos os católicos, não arianos, foram presos.

Irmã Teresa e sua irmã de sangue, Rosa, foram presas pela Gestapo e levadas para o Campo de Concentração de  Auschwitz, onde, na noite de 6 de agosto, foram executadas na câmara de gás.

Santa Teresa Benedita da Cruz foi canonizada, em 1998, por João Paulo II que a chamou “Ilustre filha de Israel” e “filha do Carmelo.”

Você que é solteiro(a) já pensou em ser celibatário(a)? Ainda não? Está bem, já entendi.  Em pleno século XXI, muitas pessoas ainda não tiveram a oportunidade de fazer para si mesmas essa pergunta, e algumas por não saber do que se trata.

E por que não?

Muitas famílias, e até famílias cristãs e a sociedade em geral, não preparam as crianças e adolescentes para que ao chegar à juventude, tenham condições de perguntar para si mesmas e discernir em qual estado de vida que se sentirá realizado em sua vocação. A maior parte das famílias preparam seus filhos para viver seu estado de vida dentro do sacramento do matrimônio, outras mergulhadas na mentalidade secularizada que está tomando conta de parte de nossa sociedade, não dispõem de condições que lhes possibilitem orientar seus filhos a se encontrarem, nem dentro do estado de vida ao celibato, e nem dentro do estado de vida ao sacramento do matrimônio.

E o que é o celibato? Vamos refletir um pouco?

Celibato é o estado de vida em que uma determinada pessoa, homem ou mulher, sentindo-se chamada por Deus a viver uma entrega maior de si mesma para o serviço do seu Reino, com liberdade, renuncia ao sacramento do matrimônio para viver uma íntima relação amorosa esponsal com Jesus.

Toda igreja, pela graça do sacramento do batismo, é esposa de Cristo que aguarda a união com seu esposo. Todos os filhos da igreja são chamados a militar aqui na terra, preparando-se para um casamento que acontecerá lá no céu. O celibatário sentindo o apelo de Deus e um ardoroso amor inflamar sua alma, antecipa já aqui nesta terra, esta realidade esponsal que todos nós vamos viver no céu. Sentindo-se profundamente amado por Deus, deseja ardentemente corresponder a esse amor.

O celibatário renuncia ao sacramento do matrimonio não por não ter achado a pessoa certa; porque não é bom; porque não quer se comprometer; se decepcionou em seus relacionamentos; não quer ter filhos. Não. Tanto o sacramento do matrimônio quanto o estado de vida ao celibato tem a mesma dignidade e o mesmo querer de Deus. Os celibatários são como nos ensina o Catecismo da Igreja (nº 1579), “Chamados a se consagrarem com indiviso coração ao Senhor e a “cuidar das coisas do Senhor”, entregam-se inteiramente a Deus e aos homens. O celibatário é um sinal desta “nova vida”, vivem como celibatários e querem guardar o celibato “por causa do Reino dos Céus” (Mt 19,12). Ao passo que o celibatário vai se configurando a Jesus, que se entregou totalmente ao Pai por amor a nós, esse amor torna-se fecundo em toda dimensão de seu ser gerando vida, não no sentido físico, mas sim no sentido espiritual, gera a vida, a presença de Jesus nas almas.

A vida celibatária não é uma vida de solidão, ao contrário é uma vida povoada pela certeza da presença de Deus em cada instante da caminhada. Viver a vida celibatária é experimentar o cumprimento da promessa de Jesus que nos ensina em seu evangelho, “todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá (com perseguição) o cêntuplo e possuirá a vida eterna” (Mt 19,29).

Queridos pais, não tenham medo de apresentar a forma de vida ao celibato a seus filhos. Queridos jovens sentindo esse apelo do Senhor em sua vida, não tenham medo de dar uma resposta generosa ao Senhor. Sê firme e corajoso! Celibato: Porque não?

Cleunice Custódio Eleutério – Missionária da Comunidade Católica Presença

Certamente já ouvimos dizer que “só amamos o que conhecemos”, pois então temos a oportunidade de conhecermos um pouco mais, sobre uma das maiores preciosidades que Deus nos deu: a Família. Sua natureza, sua dignidade, seu valor, encontramos especialmente no Catecismo da Igreja Católica, ensino seguro e autêntico sobre este bem tão atacado hoje:

“Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a de sua constituição fundamental… Um homem e uma mulher unidos em casamento formam com seus filhos uma família… ordenados para o bem…”.  

Deus não só instituiu a família, como a sagrou, legitimou e elevou o matrimônio, quando ao vir ao mundo o Seu Filho Amado, escolheu nascer e crescer protegido pela família da terra, a Sagrada Família. E ainda mais quando realizou o primeiro milagre nas bodas de Caná, Sua Presença nesta celebração da vida, autenticou a união de um homem e uma mulher com laços de amor eterno.

Se continuarmos seguindo o ensinamento do Catecismo veremos que:

 “A família é uma comunidade privilegiada… A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e reprodutora é o reflexo da obra criadora do Pai”.

O que significa decidir por uma vocação de grande responsabilidade, a de se espelhar na Trindade, na unidade entre as pessoas.  A de refletir o agir de Deus em defesa da vida.

“A vida em família é iniciação para a vida em sociedade”. O que se aprende em casa ficará para sempre como marca no ser humano principalmente nas crianças, que tudo absorvem nos primeiros anos de vida – “Os pais são os primeiros e principais educadores de seus filhos”. Na família assimilamos os verdadeiros valores cristãos, assimilamos o somos, o que devemos ser:  filhos amados de Deus, membros da Igreja –  Corpo Místico de Cristo e, portanto, precisamos viver de acordo com a Verdade.

“A família é, pois, a primeira escola das virtudes de que as sociedades têm necessidade” (GE,3).

É um remédio para os males deste mundo – contra o egoísmo, na família deve-se viver a partilha, a corresponsabilidade, todos podem cooperar para o bem de seus membros. É remédio contra a incredulidade, é no lar onde se propaga a fé de maneira particular, por mais simples e é exatamente a simplicidade e a humildade nos homens que agrada a Deus (Provérbios 3, 34). Remédio contra o desamor, porque somos chamados à doação mútua, ao amor autêntico, chamados a viver a fidelidade e o zelo para com nosso próximo mais próximo, aquele que vive conosco, dentro da mesma casa, no mesmo lar.

Esse desejo de sararmos os enfermos com o pecado, os errantes pelo desconhecimento, a começar pelos nossos familiares, aumenta quando caminhamos na Presença de Deus, sob Seu olhar Paterno, ouvindo a Voz do Bom Pastor que ama e cuida de suas ovelhas, e nos aguarda todos os dias no Sacrário onde reina vivo e ressuscitado!

Que o Senhor nos abençoe eternamente.

Paula Lord – Missionária da Comunidade Católica Presença

É comum e natural ver grupos de pessoas que tenham o mesmo objetivo de vida fazer uso de sinais que lembram a finalidade ao qual foram criados. Esta realidade dos sinais são vistos dentro da igreja pois há décadas, reconhecemos os Franciscanos pelos seus hábitos e também o “Tau” de Francisco de Assis. Dentro das Novas Comunidades a grande maioria trás sinais de pertença, mas qual o significado da Cruz da Comunidade Presença? É o que iremos descobrir neste artigo.

Quem utiliza a cruz?

A cruz com o crucificado é conferida aqueles que dentro do carisma Presença já concluíram a fase do discipulado, isto é, a fase inicial da vida do missionário que deverá ter o período mínimo de três anos e logo na sequência ingressa na fase preparatória da consagração definitiva que é chamada de Vínculos Temporários, estes que chegam nesta fase temporária e também os membros definitivos na consagração utilizam a Cruz Presença.

A Cruz com Cristo Crucificado?

Em muitas outras instituições até mesmo em novas comunidades a cruz é usada como sinal de pertença, nós da Comunidade Presença utilizamos a cruz com Jesus Crucificado, pois temos como inspiração a vida e os escritos de Santa Catarina de Sena que nos revela que: “a cruz não permitirá dormir no sono do descuido de Deus e dos irmãos”  a Santa também nos orienta que o corpo do crucificado são degraus para alcançar a vontade de Deus, ou seja, desde o primeiro degrau que é os pés de Jesus onde “caminhamos para atingir o amor”  que nos faz atingir o segundo degrau que é o do peito de Jesus onde “conhecemos os segredos do coração de Cristo, tendo uma experiência do amor do seu coração aberto”  e por fim alcançando o último degrau que é o da boca do Filho de Deus aonde “nossa alma receba a paz”, temos um percurso de santidade que norteia a vida dos missionários.

O Logo escondido: qual o sentido de termos o nosso logo escondida na cruz de Cristo? Primeiramente para cumprir os escritos de Santa Catarina de Sena ao qual a nossa vida deve estar escondida nas chagas do crucificado e o segundo atributo é que a nossa frente está Jesus, o carisma será sempre um seguimento de Cristo.

Portanto temos como definição sobre a cruz missionária da Comunidade Presença, que “olhando para a cruz saberemos que o corpo de Cristo se fez uma caverna para esconder-nos dos inimigos, para ser lugar de repouso e acalmar. No corpo de Cristo crucificado recordaremos que seu corpo é nosso alimento servido na chama do amor e seu sangue é nossa bebida servida no altar da eucaristia” (Santa Catarina de Sena).

E aí gostou de saber quais são os significados de nosso sinal de pertença? Com certeza em outras novas comunidades e expressões você irá encontrar outros sinais, mas é certo que cada comunidade tem o seu próprio e expressa principalmente o legado, missão e valor do carisma na sociedade.

Marília Siqueira – Missionária da Comunidade Católica Presença

Primeira etapa de formação de instrutores do Método de Ovulação Billings na sede da Comunidade Católica Presença foi concluída com sucesso. Contamos com a presença de instrutores especialistas credenciados pelo CENPLAFAM (Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família), o casal Alan e Eliene

Você conhece o MOB (Método de Ovulação Billings)?

É um método natural para a vivência de uma paternidade e maternidade responsável. Um método científico, simples e eficaz para o reconhecimento da fertilidade.

As vantagens do Método de Ovulação Billings são inúmeras:

1. Fácil de aprender e Simples de usar;
2. Dispensa todo tipo de drogas, porque é 100 % natural;
3. É sem custos;
4. É um recurso para casais que estão desejando obter uma gravidez;
5. É uma forma natural de espaçar uma gestação;
6. Ajuda monitorar a saúde reprodutiva da mulher;
7. Permite aos cônjuges conversar mais sobre sua vida sexual e sua fertilidade;
8. É moralmente aceito em todas as culturas;
9. Ajuda a descobrir a ternura e a afetividade como componente importante da sexualidade humana.

Para mais informação entre em contato conosco.

No dia 13/07 a Comunidade Católica Presença junto com a Paróquia Santa Cruz iniciou a Missão Porta Porta na Cidade de Palmeiras . Nestes dias as famílias, crianças e lares estão sendo visitados por membros da Comunidade e paroquianos que foram formados em um curso aplicado na última semana. O encerramento dessa missão será no dia 18/07.
Confira um pouco do trabalho feito com as crianças nessa ultima segunda feira 15/07.

Confira mais foto
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Você conhece o MOB? (Método de Ovulação Billings)

É um método natural para a vivência de uma paternidade e maternidade responsável. Um método científico, simples e eficaz para o reconhecimento da fertilidade.

As vantagens do Método de Ovulação Billings são inúmeras:

1. Fácil de aprender e Simples de usar;
2. Dispensa todo tipo de drogas, porque é 100 % natural;
3. É sem custos;
4. É um recurso para casais que estão desejando obter uma gravidez;
5. É uma forma natural de espaçar uma gestação;
6. Ajuda monitorar a saúde reprodutiva da mulher;
7. Permite aos cônjuges conversar mais sobre sua vida sexual e sua fertilidade;
8. É moralmente aceito em todas as culturas;
9. Ajuda a descobrir a ternura e a afetividade como componente importante da sexualidade humana.

Nos dias 13 e 14 de julho de 2019, a Comunidade Católica Presença realizará um Curso sobre o MOB, com a presença de instrutores especialistas credenciados pelo CENPLAFAM (Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família), o casal Alan e Eliene.

O Curso será realizado no sábado das 08:00 às 17:00, e prossegue no Domingo das 08:00 até o horário do almoço.

O valor da inscrição é:

– R$ 60,00 – individual
– R$ 100,00 – Casal

A inscrição inclui a participação no evento e as refeições.

O Curso é indicado para casais, jovens, solteiros, casais de namorados e noivos, que desejam conhecer o Método.

Para inscrições e maiores informações ligue para o telefone (19) 99363-2456 (WattsApp)

Catanduva

O Santo Padre nomeou Bispo de Catanduva (SP)  Dom Valdir Mamede, transferindo-o da sede episcopal titular de Naisso e do cargo de Bispo Auxiliar de Brasília.

Dom Valdir Mamede nasceu em 21 de julho de 1961, em Silvianópolis, Arquidiocese de Pouso Alegre, Minas Gerais. Fez estudos filosóficos na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1981-1983) e estudos teológicos no Studium Theologicum de Curitiba (1984-1987). Obteve também o Doutorado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense (2000-2002). Foi ordenado sacerdote a 21 de maio de 1988.

Durante o seu ministério sacerdotal, ocupou os seguintes cargos: Vigário paroquial (1989-1992) e depois pároco do Imaculado Coração de Maria no Rio de Janeiro (1992-1995); pároco de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Taguatinga, Arquidiocese de Brasília (1995-1999); vigário judicial e pároco do Imaculado Coração de Maria em Brasília. Foi também Professor de Direito Canônico no Seminário Arquidiocesano de Brasília.

Em 6 de fevereiro de 2013, foi eleito Bispo titular de Naisso e Auxiliar da Arquidiocese de Brasília, e recebeu a ordenação episcopal no dia 16 de março seguinte.

No âmbito da Conferência Episcopal Brasileira, foi membro da Comissão dos Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância.

Caruaru

O Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Caruaru (Brasil), apresentada por Dom Bernardino Marchiò, e nomeou bispo da mesma Diocese, Dom José Ruy Gonçalves Lopes, O.F.M. Cap., transferindo-o da Diocese de Jequié.

Dom José Ruy Gonçalves Lopes, O.F.M.Cap., nasceu a 6 de agosto de 1967 em Feira de Santana, na Arquidiocese de mesmo nome, no Estado da Bahia. Emitiu os votos religiosos na Ordem dos Frades Capuchinhos em 10 de janeiro de 1988 e foi ordenado sacerdote em 5 de dezembro de 1993, em Feira de Santana. Completou seus estudos filosóficos e teológicos na Pontifícia Universidade Católica de São Salvador da Bahia. Em seguida, fez um curso de especialização em Teologia na Faculdade de Teologia “Nossa Senhora da Assunção” da Arquidiocese de São Paulo.

As principais posições ocupadas na sua Ordem são: formador do noviciado, ecônomo, definidor provincial, ministro provincial, vice-presidente da conferência capuchinha do Brasil, membro da equipe de formação inicial da ordem. Na arquidiocese de São Salvador da Bahia foi vigário paroquial, administrador paroquial e reitor de capelania, capelão do leprosário, membro do conselho presbiteral e professor de teologia moral. Foi eleito Bispo de Jequié a 4 de julho de 2012 e a sua ordenação episcopal foi no dia 7 de setembro de 2012.

Fonte: https://www.vaticannews.va

Graça e Paz!

Sabemos que o Ano Diocesano da Juventude em nossa diocese está todo pautado no sínodo dos bispos que ocorreu dos dias 3 à 28 de outubro de 2018, com o tema: “Os Jovens, a Fé e o Discernimento vocacional”, presidido e acompanhado por nosso queridíssimo Papa Francisco, na cidade do Vaticano em Roma.

No início da carta apostólica gerada neste sínodo com o título “Christus Vivit” (Cristo Vive), Papa Francisco diz: “É Ele nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo.”

“Ele vive e quer-te vivo!”

É necessário um caminhar, uma escuta atenta da Igreja para com os jovens, como Jesus fez com os discípulos de Emaús. (Lc. 24,1-35).

“Caminhar com Eles”

Não existe para nós maior exemplo de juventude do que o próprio Cristo, que é sempre jovem. Com apenas 30 anos iniciou seu apostolado publicamente, vivendo inteiramente sua vida na propagação do Reino de Deus. Com 33 anos entregou-se por amor na Cruz, para a salvação de cada um de nós.

Cristo deseja caminhar conosco, e muitas vezes, não paramos para escutar a Deus, ainda mais os jovens com tantos distrativos, como: celular, internet, televisão, “que tende a privilegiar a imagem” relativamente à escuta e à leitura, influencia e compromete o modo de aprender e o desenvolvimento do sentido crítico (Cristo Vive 86), e com isso vemos uma juventude líquida, incapaz de fazer escolhas maduras em suas vidas.

Somos movidos por um desejo de verdade interior, mesmo sem perceber, temos sede de estar, de caminhar com Jesus, que é o próprio Caminho, Verdade e Vida (Jo. 14,6).

Muitas vezes buscamos em tantos lugares a tão sonhada felicidade, em pessoas, objetos, bens, e nada disso pode preencher a nossa alma que foi criada para o infinito, e só encontraremos a paz, quando repousarmos em Deus que é tudo em todos.

“Eles abriram os olhos”

“No mesmo instante, caíram dos olhos de Saulo umas como que escamas, e recuperou a vista” (At. 9,18a). Temos aqui um sinal lindo da misericórdia de Jesus para com um pecador, assassino e perseguidor dos cristãos, ao qual era movido pelo ódio do pecado, mas no momento que se encontra com o amor de Deus é transformado.

Jovem, seja qual for o estado de vida que você se encontra, neste dia Jesus vem ao teu encontro, para assim como Saulo, retirar também dos teus olhos as escamas.

Neste Ano da Juventude, Deus quer contar com você e ele te acolhe como o filho pródigo (Lc. 15,11-32), a Igreja te acolhe e põe-se a escutar os teus anseios, Papa Francisco na Exortação Apostólica “Cristo Vive” diz: “a escuta torna possível o intercâmbio de dons num contexto de empatia (…) Ao mesmo tempo, estabelece as condições para um anúncio do Evangelho que alcance verdadeiramente, de modo incisivo e fecundo, o coração”.

Interessante que só depois do partir do pão que ‘‘os olhos se abriram’’ e O reconheceram (Lc. 24,30s)

Jovem, os nossos olhos só se abrirão para a Verdade, quando retornarmos para o centro da nossa Fé, que é Jesus no altar da Santa Missa, porque o fogo do Espírito Santo nasce do altar do sacrifício.

 “Partiram sem demora”

 O retorno dos discípulos (Lc. 24,33) é um ato de esperança, por que novamente seus corações voltaram a sonhar.

Vemos uma luta em nosso país, cada um buscando seus direitos para um Brasil melhor, e isso é bom na maioria das vezes, porém nós, juventude cristã temos que saber que só teremos um mundo melhor quando eu e você formos aquilo que Deus deseja de nós, e o desejo do Senhor é que sejamos Santos. “Através da santidade dos jovens, a Igreja pode renovar o seu ardor espiritual e o seu vigor apostólico. O bálsamo da santidade gerada pela vida boa de muitos jovens pode curar as feridas da Igreja e do mundo”. (Cristo Vive 50).

E para isso temos inúmeros exemplos, porém não existe modelo mais perfeito, humilde e puro do que o de Maria Santíssima, foi ela que gerou em seu ventre o Salvador, e conviveu com Jesus desde o nascimento até a entrega na Cruz.

No coração da Igreja, resplandece Maria, que em sua Juventude fez uma escolha definitiva, entregou-se aos planos de Deus inteiramente, sem reservas. No entanto, é claro que no coração daquela pequena jovem de apenas 13 ou 15 anos de idade, surgiram dúvidas, porém “o sim e o desejo de servir foram mais fortes do que as dúvidas e dificuldades” (Cristo Vive 44).

Hoje em seu coração filho amado de Deus, possa ter a certeza que você é muito precioso para o Senhor. Em especial neste Ano da Juventude, que a Igreja se volta para nós, jovens do mundo inteiro, a força que existe dentro de nós possa ressoar para que todos saibam que existe uma juventude santa que ama a Jesus e que não vai corromper seus valores, para entrar em uma “fôrma” ou “estatística” que esse mundo nos oferece, vamos testemunhar a alegria de Deus enquanto juventude.

Deus abençoe!

Rodolfo Raimundo – missionário da Comunidade Católica Presença

Segundo o ACI Digital (02/07/2019), o maestro José Maurício Bragança Moreira ficou cego durante 14 anos e, em 2014, voltou a enxergar, após rezar pedindo à intercessão de Ir. Dulce dos Pobres; o reconhecimento deste milagre levará à canonização da primeira santa brasileira no próximo dia 13 de outubro, no Vaticano.

A apresentação do miraculado aconteceu na segunda-feira, 1º de julho, em Salvador (BA), durante coletiva de imprensa no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

“Eu sou paciente de glaucoma muito grave e ele me cegou durante 14 anos”, relatou José Maurício, segundo site da Arquidiocese de Salvador.

O maestro recordou que, em 2014, passou por “uma situação muito complicada”. “No dia do milagre, 10 de dezembro daquele ano, o meu coral ia cantar, mas a minha esposa nem me deixou sair de casa por causa do derrame que eu tive nos olhos devido a uma conjuntivite viral”.

“Eu passei a noite sem conseguir dormir e por volta das 4h eu peguei a imagem de Irmã Dulce, que fica na cabeceira da minha cama, e coloquei nos meus olhos e pedi a ela que aliviasse a minha dor, porque estava muito difícil, já que eu estava a quatro dias sem conseguir dormir”, contou.

De acordo com José Maurício, naquele mesmo momento, já bocejou. “Então, ela já me fez dormir e acredito que ela tenha operado durante o meu sono. Quando eu acordei de manhã, a minha esposa me deu umas compressas de gelo e foi quando eu comecei a enxergar o gelo e a ver a minha mão, e aos poucos a visão foi voltando”.

“O momento que começou o retorno da visão foi pouco tempo depois da oração. É um milagre”, assegurou.

Entretanto, mesmo após voltar a enxergar, os exames clínicos de José Maurício continuam sendo como de um paciente cego.

“Eu ouvi de médicos que eu nunca ia voltar a enxergar porque a visão perdida do nervo ótico não se recupera. Eu nunca pedi para voltar a enxergar, pois eu tinha consciência de que era impossível. O que Irmã Dulce me deu foi muito mais do que a cura da conjuntivite ou o alívio da dor. Ela atendeu a minha oração. É uma gratidão infinita, pois eu nunca imaginei que isso ia acontecer em minha vida”, acrescentou o miraculado.

É possível ser santo nos dias de hoje

O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, participou da coletiva de imprensa e falou sobre o exemplo de Ir. Dulce para todos, mostrando que é possível ser santo nos dias de hoje.

“Irmã Dulce foi em nossa frente para dizer: a santidade em nossa época é possível; a santidade em nossa época não é algo irrealizável, não é para um grupinho de pessoas privilegiadas: é para todos”, disse o Prelado.

Segundo ele, o “Anjo Bom da Bahia” veio “nos mostrar isso amando, amando a Jesus, servindo a Jesus nos pobres. É possível sermos santos!”, exclamou.

“Nós vamos ter um exemplo muito concreto de como agradar a Deus. Agrada a Deus quem faz a Sua vontade, a vontade de Deus é que a gente O ame sobre todas as coisas, e ame ao próximo de forma muito concreta”.

Por isso, disse, “agora nós vamos seguir com mais carinho, com mais disposição, nos voltar para os necessitados”.

Dom Murilo assinalou ainda que, provavelmente, muitas pessoas, “em números, fizeram mais do que Irmã Dulce, mas poucos fizeram com tanto amor e é isso o que caracteriza o trabalho dela: o amor que ela colocou naquilo que ela fez”.

O Arcebispo informou ainda que, após a cerimônia de canonização presidida pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro, no Vaticano, no dia seguinte, “portanto 14 de outubro, às 10h, na Igreja Santo Antônio dos Portugueses, em Roma, nós teremos a Missa da Santíssima Trindade, agradecendo este dom”.

Por outro lado, “no dia 20 de outubro, às 16h, na Arena Fonte Nova, em Salvador, será a primeira Missa oficial no Brasil”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/apos-14-anos-cego-voltou-a-enxergar-o-milagre-da-canonizacao-de-ir-dulce-71824

O que levou Tomé a duvidar tão veementemente? Seria mesmo a incredulidade uma parte tão forte em seu perfil?

Diante da atitude do discípulo Tomé ao fato da Ressurreição do Cristo, nós, muitas vezes, temos ouvido, e assim, tomamos partido que esse discípulo representa a falta de fé. Quem não se lembra da sua frase? “Se não vir, nas mãos d’Ele o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no Seu lado, não acreditarei!” (cf. Jo 20, 25).

O que levou esse homem a duvidar tão veementemente? Seria mesmo a incredulidade uma parte tão forte em seu perfil? Vejamos!

Potencialidades e defeitos dos discípulos

Tomé, um dos doze apóstolos de Jesus, sem grande destaque nos escritos bíblicos, ganha importância no fim do Evangelho de São João. Jesus “conhecia aqueles que chamou” (cf. Jo 13, 18), e não quis nenhum sem motivo. O Mestre convidou Seus discípulos, sabendo de suas potencialidades e defeitos, características fundamentais para a missão que cada um seguiria. Em suas pequenas participações narradas, encontramos pontos importantes da personalidade do israelita Tomé, um homem ousado.

No trecho, bastante conhecido do Evangelho citado, temos a presença de Tomé que participou ativamente do fato narrado.

O contexto é o seguinte: Jesus morreu na Cruz; fora sepultado; e no domingo as mulheres voltaram do túmulo noticiando que o corpo de Cristo já não estava mais lá. Em seguida, Jesus apareceu para Maria Madalena, que logo levou a notícia para todos: “Eu vi o Senhor”.

No versículo 19, ao anoitecer daquele dia, no domingo, Jesus apareceu para todos os apóstolos que estavam reunidos de portas fechadas e com medo.

O texto em questão também nos mostra a ausência de um deles, Tomé, que não estava com os apóstolos. Onde estaria ele? Ele não se escondeu e, enquanto os outros se fecharam, ele estava fora. Não que seja melhor, mas mostra que não temia aparecer em público.

Não era de fugir

Antes, Tomé também é citado em outras passagens do Evangelho de João, e suas participações mostram uma característica forte: ele não era de fugir.

No Evangelho de São João, capítulo 11, temos a narração da morte e ressurreição de Lázaro. Jesus decidiu voltar à Judeia, mas Seus discípulos se mostraram temerosos, pois acabaram de ameaçá-lo na mesma região. Mas, Tomé  coloca-se ousadamente com o Mestre: “Vamos nós também para morrermos com Ele” (cf. Jo 11,16). O apóstolo não teme seguir o Mestre e morrer com Ele.

Tomé confia em Jesus, ama-O e não tem reservas com o Mestre. Seu desejo de segui-Lo fica claro quando o Cristo fala da casa do Pai e de um lugar que irá preparar para eles. Vemos Tomé questionar Jesus: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” (cf. Jo 14, 5).

Talvez, ele não tenha parado na experiência vivida por seus irmãos e queria fazer sua experiência própria.

Com todo amor que ele sentia por Jesus, o desejo de estar ao lado d’Ele e com o sentimento de culpa(como os outros apóstolos também sentiam) por tê-Lo abandonado em Sua agonia, Tomé não aceitará apenas ouvir de seus irmãos: “nós vimos o Senhor”. Para ele, não bastava ouvir, porque não queria parar na experiência feita por Pedro, João e os outros.

Tomé não aceitava apenas ouvir a narração de Madalena, que contou com detalhes o momento em que encontrou-se com o Mestre. Tomé, ousadamente, expressa seu desejo profundo. Quem sabe, além da dúvida nas palavras de seus irmãos, ele revela a agonia pessoal de sua alma? Ele quer fazer a sua experiência e, ouvir seus companheiros, fez aumentar o desejo dele.

Ouvir e atender

Tomé é um homem que não tem medo, um homem que sabe o que quer. Não apenas isso, mas também, pede ao Senhor, expõe-se e, com isso, compromete-se; e Deus não deixa de ouvir e atender a esse homem.

Muitos ouvem a experiência de pessoas que, verdadeiramente, viram o Senhor e se encantaram com Ele, encheram-se do desejo de viver a mesma coisa, pois um testemunho encheu o coração deles.

Como Tomé, você precisa pedir a Deus aquilo de que necessita para crer mais. Esse homem não permitiu que sua fé estacionasse, pois vendo sua debilidade, sua descrença, coloca diante de Deus seu coração.

Homens que não têm reservas diante do Senhor são os que tocam na intimidade do Rei. Tomé deu a Deus seus limites e Ele o fez adentrar em Sua intimidade.

Fonte:https://formacao.cancaonova.com/biblia/estudo-biblico/a-ousadia-de-tome/

O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira (1º/07), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.

Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

No dia 24 de junho o Projeto Recanto Pastorinho realizou o “Arraiá do Recanto Pastorinho”, no qual foi trabalhado o conhecimento sobre a cultura da Região Nordeste através da aproximação com as danças tipicas, literatura, culinária, costumes e tradições desta região. Essas atividades foram desenvolvidas com o objetivo de que as crianças e adolescentes conhecessem diferentes culturas e tradições do nosso pais, bem como trabalhar a valorização da diversidade cultural.
#ComunidadePresença
#RecantoPastorinho

Confira as fotos:https://www.facebook.com/comunidadepresenca/

O Papa Francisco anunciou hoje os temas escolhidos para o itinerário de três anos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que culmina com a celebração internacional do evento, a decorrer em Lisboa no verão de 2022.

“A próxima edição internacional da JMJ será em Lisboa, em 2022. Para esta etapa de peregrinação intercontinental dos jovens escolhi como tema ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1, 39)”, disse o pontífice, no Vaticano.

Francisco falava esta manhã aos jovens participantes no XI Fórum Internacional da Juventude dedicado ao Sínodo e à Exortação Apostólica ‘Cristo Vive’, uma iniciativa promovida pela Santa Sé.

No seu discurso, o Papa manifestou a intenção de que estes temas promovam uma “harmonia” entre o itinerário para a JMJ 2022 e o caminho da Igreja Católica após o Sínodo dedicado às novas gerações (outubro de 2018).

Desejo que haja uma grande sintonia entre o itinerário para a JMJ de Lisboa e o caminho pós-sinodal. Não ignorem a voz de Deus, que impele a levantar e seguir os caminhos que Ele preparou para vocês. Como Maria, e junto com ela, sejam portadores da sua alegria e do seu amor, todos os dias”, referiu.

edição portuguesa (37ª JMJ) tem como tema uma passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 1, 39) relativa à visita da Virgem Maria à sua prima, Santa Isabel, mãe de São João Batista.

Em 2020, a celebração da JMJ acontece a nível diocesano, nas várias comunidades católicas, no Domingo de Roamos (5 de abril) e o tema escolhido pelo Papa Francisco é ‘Jovem, eu te digo, levanta-te!’ (Lc 7, 14), uma afirmação de Jesus Cristo que surge no contexto de um relato de ressurreição do filho único de uma mulher viúva – uma situação de particular fragilidade no contexto do mundo judaico de então.

Para 2021, com celebração igualmente a nível diocesano (28 de março), a proposta é a passagem do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos relativa à conversão de São Paulo: “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (At 26, 16).

O Papa disse aos jovens que se reuniram no Vaticano, incluindo dois representantes portugueses, que são o “hoje de Deus, o hoje da Igreja”.

“A Igreja tem necessidade de vocês para ser plenamente ela própria. Como Igreja, são o Corpo do Senhor Ressuscitado, presente no mundo. Peço que se lembrem sempre que são membros de um único corpo, estão ligados uns aos outros e não sobrevivem sozinhos”, assinalou.

A 27 de janeiro deste ano, o Vaticano anunciou que Portugal vai acolher a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na cidade de Lisboa, em 2022. As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude. Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

2020 | No Brasil denominado JDJ – Jornada Diocesana da Juventude
“Jovem, eu te digo, levanta-te!” (cf. Lc 7, 14)

2021 | No Brasil denominado JDJ – Jornada Diocesana da Juventude
“Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (cf. At 26, 16)

2022 | A nível Mundial: JMJ Lisboa
“Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39)

É um rigoroso trabalho científico com o título “Papa emérito” referindo-se a Bento XVI depois da renúncia ao trono pontifício, mas também uma homenagem e ao guia espiritual que soube acolhê-lo e orientá-lo na sua decisão de entrar para o seminário. Rosario Vitale fez um importante estudo que reflete com profundidade histórica e canônica a escolha do Papa Ratzinger.

A apresentação em Roma

Durante o lançamento do livro na Câmara dos Deputados, o jornalista Luca Caruso recordou os momentos da renúncia de Bento XVI, através dos fatos da época, desde o momento da Declaratiorecebida pelos jornalistas das Agências e confirmada pelo Padre Lombardi ao lançamento da notícia em todo o mundo.

O livro

O texto de Rosario Vitale se articula em três capítulos. No primeiro o autor repercorre “A renúncia ao trono de Pedro na história”, no segundo, detêm-se em pontos de contato e sobre as diferenças entre a renúncia de Celestino V e a do Papa Ratzinger, ocorrida em 11 de fevereiro de 2013. No terceiro o estudioso analisa “o status canônico e o título do Papa renunciatário”.

O serviço ao povo de Deus

A obra é enriquecida por um ensaio intrudutivo de Valerio Gigliotti, professor de Direito da Universidade de Turim. Na introdução “A renuntiatio papae: governo e serviço na Igreja”, o jurista introduz algumas temáticas que serão desenvolvidas no texto de Vitale. Do ensaio emerge o quadro de uma renúncia que se inscreve na tradição, mas com uma novidade que abre “a valorização da dimensão mística”, ao lado e complementar à do “governo”, no exercício do ministério petrino, dimensão absolutamente não “personalista”ou “subjetiva”, mas “privada e comunitária ao mesmo tempo, do serviço ao Povo de Deus na oração e na caridade”.

Os rastros de um encontro

O livro dedicado a “Bento XVI, simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor”, é também o tributo de Rosario Vitale a um Papa que soube favorecer a sua vocação, concedendo-lhe uma graça que lhe possibilitou frequentar o seminário. O autor que vive com força exemplar algumas dificuldades físicas, pôde encontrar nos jardins do Vaticano e agradecer pessoalmente o Papa Ratzinger, com o qual falou de fé e vocação.

“A unidade da Igreja está sempre em perigo, há séculos. Foi assim em toda a sua história. Guerras, conflitos internos, ameaças de cismas. Mas sempre prevaleceu a consciência de que a Igreja é e deve ficar unida. A sua unidade sempre foi mais forte do que as lutas e as guerras internas”. Esta é a certeza de Bento XVI que recorda a todos: “O Papa é um só, Francisco”.

A sua preocupação pela unidade da Igreja é ainda mais forte nos tempos atuais, nos quais os cristãos mostram-se muitas vezes divididos em público e confrontam-se também em exaltadas discussões, muitas vezes usando de modo absolutamente impróprio o nome de Ratzinger. As palavras de Bento foram concedidas ao jornal Corriere della Sera, que anuncia a próxima publicação de um diálogo com o Papa emérito.

Unidade nas diversidades

São palavras que recordam o grande compromisso em reforçar a comunhão eclesial que caracterizou todo o pontificado de Bento XVI, até o último dia do seu ministério petrino: “Permaneçamos unidos, queridos Irmãos – disse no seu último discurso aos cardeais em 28 de fevereiro de 2013 – “nesta unidade profunda”, onde as diversidades – expressão da Igreja universal – concorram sempre para a harmonia superior e concorde” e assim servimos a Igreja e a humanidade inteira”. E prometeu a sua oração para a eleição do seu sucessor: “Que o Senhor vos mostre o que Ele quer. E entre vós, entre o Colégio Cardinalício, está também o futuro Papa ao qual já hoje prometo a minha reverência e obediência incondicionadas”.

 

Fonte: https://www.vaticannews.va

Deus quer restaurar o ser humano por inteiro e somente a experiência com o amor de Deus é capaz de transformar a vida. Como uma obra de arte passa pelas mãos do artista para ser restaurada, também nós precisamos deixar o Senhor devolver a originalidade com que nos criou, em Seu mais profundo amor.

Nesta terça-feira (18), iniciou o Restaurados no Amor na Comunidade Católica Presença, um projeto que tem como objetivo a evangelização e restauração da pessoa através do Amor de Deus. Esse trabalho é feito através de nove terças-feiras onde temos oração, pregação e partilhas sagradas.

Entre em contato com a Comunidade e saiba como você pode participar!

 

No final da catequese da audiência geral da última quarta-feira (19), o Papa fez uma saudação aos peregrinos presentes em várias línguas. Ao falar aos peregrinos de língua polonesa e francesa recordou a Solenidade de Corpus Christi desta quinta-feira (20) definindo-a “uma oportunidade particular para reavivar a nossa fé na presença real do Senhor na Eucaristia. A celebração da Santa Missa, a adoração eucarística e as procissões pelas ruas das cidades e dos vilarejos – prosseguiu o Papa – são o testemunho da nossa veneração e da adesão a Cristo que nos dá o Seu Corpo e o Seu Sangue, para alimentar-nos com Seu amor e fazer-nos participar da Sua vida na glória do Pai.

A Eucaristia nos faz viver a vida de Cristo

Na sua saudação aos peregrinos provenientes da Suíça, da França e de outros países francófonos, em particular os de Genebra, Paris e Guadalupe, Papa Francisco falou da festa de Corpus Christi, evidenciado que “é um convite a dar um lugar central à Eucaristia na nossa vida. É a Eucaristia – concluiu – que nos faz viver a vida de Cristo e faz a Igreja”.

Fonte:https://www.vaticannews.va

A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo nos leva à tomada de consciência da grandiosidade da amizade selada entre Deus e o Homem.

Desde crianças, nos acostumamos tanto a ir à missa dominical que perdemos um pouco o significado do que celebramos. Ela corre o perigo de se tornar um simples momento de oração comunitária e de devoção. Se isso acontece, estamos corrompendo o sentido da Eucaristia.

Em primeiro lugar, ela nos conscientiza da grande amizade selada entre Deus e o Homem. Deus quer se unir para sempre ao ser por ele criado, que inventa um modo de estar sempre visivelmente presente aos olhos de sua criatura.  Mais ainda, na 1ª Carta aos Coríntios, Paulo nos diz que o Senhor realizou a nova e eterna aliança, através do derramamento de seu sangue, objeto de perdão e da santificação humana. O pão, seu corpo, é partido como alimento entre os irmãos. “Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.” (1Cor 10,17)

Por isso do mesmo modo que a Igreja faz a Eucaristia, a Eucaristia faz a Igreja. Não é possível separar o corpo eucarístico do corpo eclesial, da comunidade.

Celebrar a Eucaristia é fazer memória da ação do Senhor na Ceia e de sua morte, é tornar presente seu sacrifício redentor, é a celebração da partilha na Comunidade e é a celebração do futuro, de sua vinda gloriosa.

Celebrar a Eucaristia e partilhar o corpo e o sangue do Senhor é comprometer-se em partilhar o que se tem e, sem dúvida, partilhar a própria vida como fez Jesus e continua fazendo na Eucaristia. De fato, viver a Eucaristia é comprometer-se com o outro, é fazer-se responsável pelo outro.

Que nossa vida, nossos dias, sejam marcados pelo seguimento da pessoa de Jesus Cristo, de sua entrega para o bem de todos, sem receio de sacrifícios e de partilhas. Partilhar o pão eucarístico, o corpo do Senhor, seja incentivo e também reflexo da partilha do pão que está sobre nossa mesa, de todos os dons que o Senhor nos presenteia, sem mérito nosso, enfim, de toda nossa vida.

Fonte: https://www.vaticannews.va

Queridos irmãos e irmãs graça e paz, meditaremos aqui sobre Antônio de Pádua e Lisboa, pois o mesmo é um dos Santos baluartes da Comunidade Católica Presença. É o santo mais popular de toda a Igreja Católica e venerado em todo o Mundo.

Antônio nasceu em Lisboa numa nobre família por volta de 1.195, batizado com o nome de Fernando, foi num primeiro momento “agostiniano”, dedicando-se no estudo da Bíblia e dos padres da igreja, que lhe fez adquirir uma ciência teológica vista nos seus ensinos e em suas pregações.

Em 1.220 Fernando desejando a perfeição cristã, pede para se tornar frade menor, e ao ser admitido na Ordem Franciscana, passa a ser chamado de nome Antônio. Em 1.221 no capítulo da ordem conhece São Francisco de Assis. Um dia estando em uma ordenação sacerdotal é obrigado a pregar, fato que mudou sua vida, pois diante das belas palavras que o Espírito lhe inspirou, os superiores o destinaram à pregação, começando assim suas atividades apostólicas pela Itália e França. O Espírito do Senhor se utilizou de Santo Antônio de um modo espetacular, pois muitos corações heréticos retornam a Santa Mãe Igreja ao ouvirem seus sermões. Foi um dos primeiros mestres de Teologia dos Frades Menores. Faleceu em 13 de junho de 1.231 nas proximidades de Pádua, foi chamado de “Arca do Testamento” pelo Papa Gregório IX e canonizado um ano após sua morte em 1.232.

Além disso, Santo Antônio nos deixou, já no finalzinho de sua vida, dois ciclos de Sermões intitulados “Sermões Dominicais” e “Sermões sobre os Santos”, e hoje recorrendo a esses escritos, que lançam luzes e ilumina nossa caminhada de fé, em um de seus Sermões Dominicais, Antônio nos diz:

“[…] Quando a mulher, isto é, o prazer da carne e a vaidade do mundo, pronta a captar almas, ilude o infeliz espírito do homem com falsos deleites, transtorna lhe o sentido.

[…] Por isso, diz-se em S. João que o Anjo do Senhor descia à piscina, a água era agitada e um ficava curado. Quando o Anjo do Senhor, isto é, a graça do Espírito Santo, desce à piscina, desce ao coração do pecador, move-se com o espírito com a água da compunção, e um fica curado, isto é, o verdadeiro penitente […] Com isto concorda a terceira parte da Epístola de hoje: Pelo que, diz S. Tiago, renunciando a toda a impureza e abundância de malícia, recebei com mansidão a palavra enxertada em vós a qual pode salvar as vossas almas. Por isso, a fim de merecerdes receber o Espírito da verdade, renunciando a toda a impureza de alma e de corpo e à abundância da malícia, que é o pensamento dum espírito malvado, com mansidão, porque os mansos herdarão a terra, recebei a palavra enxertada, conferida por Deus só aos mansos e aos acostumados à mansidão columbina […]

Santo Antônio nos mostra que o homem cega sua pobre alma, quando é  iludido pelo prazer da carne, quando alimenta a sua vida de um desejo imoderado por atrair para si toda e qualquer admiração mundana, acaba por, cair numa vida de pecado que o entristece, pois não encontra a verdade que dá sentido a sua vida nas coisas passageiras deste mundo, assim também nos afirma São Paulo aos Romanos:

“Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos”. (Rm 1,25).

Mas quem poderá então tirar o homem deste destino, você poderia se perguntar. Santo Antônio nos responde quando diz:

“Mas quando vier aquele espírito de verdade que ilumina o coração do homem, então ensina toda a verdade e expulsa toda a mentira.”

Santo Antônio se refere ao Espirito Santo, neste trecho acima, pois “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a Verdade” (Jo 16,13). O Espirito da verdade convencerá o homem a respeito do pecado e suas seduções, pois a Verdade é o Cristo, nos revela o próprio Jesus ao nos dizer “eu sou a Verdade” (Jo 14,6), e isso fica mais claro quando Jesus nos diz: “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8,32), ou seja, quem é tocado pelo Espirito Santo e conhece a Jesus Cristo, é liberto de todo pecado e fantasias desta terra passageira, e recebe vida em abundância.

Santo Antônio sempre pregou JESUS CRISTO Verdade Eterna do Pai, pois:

“Pregou aos grandes e aos pequenos, ao Colégio Cardinalício e aos hereges e judeus. Sua pregação, que acompanhava sua vida santa e seus milagres, era tão eficaz que multidões se convertiam à Fé. Refutava tão bem os infiéis – com palavras e atos – que ficou conhecido como, O Martelo dos Hereges. Combateu heresias que contestavam o valor de toda a vida, a autoridade da Igreja e a própria Natureza de Deus. Não só proclamou o Evangelho, mas também o viveu plenamente, de modo que sua própria vida atestava a profunda verdade de suas palavras. Sua eloquência não era pela força das palavras, mas da Verdade. Por isso e pelo seu desejo de martírio, foi proclamado Doutor da Igreja e Confessor, em 1946, pelo papa Pio XII.”

Com tudo isso não nos resta dúvida que Santo Antônio é de fato um pregador por Excelência da Verdade que é CRISTO, vos digo, como não ser atraído pela única Verdade nas palavras deste Santo, nos deixemos como nos pede Santo Antônio, ser tocados e convencidos pelo Espirito Santo, pois só assim chegaremos à eternidade da qual desfruta este Santo e muitos outros que como Ele fizeram o mesmo.

 

Abraço fraterno!

 

Antônio Carlos

Missionário da Comunidade Católica Presença

 

Na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra;

“O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações.

Até à Ascensão de Jesus, aguardavam um Reino de Deus para eles (cf. At 1, 6), agora estão ansiosos por alcançar fronteiras desconhecidas. Antes, quase nunca falaram em público e muitas vezes, quando o fizeram, criaram problemas como Pedro que renegou Jesus; agora falam corajosamente a todos. Em resumo, a história dos discípulos, que parecia ter chegado ao fim, é renovada pela juventude do Espírito: aqueles jovens, que dominados pela incerteza se sentiam no fim, foram transformados por uma alegria que os fez renascer.

Foi o Espírito Santo que fez isto. O Espírito não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores. Mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.

Harmonia dentro do homem. Era dentro, no coração, que os discípulos precisavam de ser mudados. A sua história diz-nos que a própria visão do Ressuscitado não basta; é preciso acolhê-Lo no coração. De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo, se não se vive como ressuscitados. E é o Espírito que faz viver e ressurgir Jesus em nós, que nos ressuscita dentro. Por isso Jesus, ao encontrar os Seus, repete: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19.21) e dá o Espírito. A paz não consiste em resolver os problemas a partir de fora – Deus não tira aos Seus tribulações e perseguições –, mas em receber o Espírito Santo.

Nisto consiste a paz, aquela paz dada aos Apóstolos, aquela paz que não livra dos problemas, mas, nos problemas, é oferecida a cada um de nós. É uma paz que torna o coração semelhante ao mar profundo: permanece tranquilo, mesmo quando as ondas estão revoltas à superfície. É uma harmonia tão profunda que pode até transformar as perseguições em bem-aventurança. Mas, em vez disso, quantas vezes permanecemos à superfície!

Em vez de procurar o Espírito, tentamos flutuar, pensando que tudo ficará bem se certo problema passar, se não virmos mais tal pessoa, se melhorar aquela situação. Mas isto é permanecer à superfície: superado um problema, chegará outro; e a ansiedade voltará. Não é afastando-nos de quem pensa diferente de nós que ficaremos tranquilos, não é resolvendo o problema presente que estaremos em paz. O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito.

Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia esteja posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida: uma pastilha atrás doutra para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo o Espírito.

É Ele que coloca ordem neste frenesi. É paz na ansiedade, confiança no desânimo, alegria na tristeza, juventude na velhice, coragem na prova. É Ele que, no meio das correntes tempestuosas da vida, mantém firme a âncora da esperança. Como nos diz hoje São Paulo, é o Espírito que nos impede de recair no medo, fazendo-nos sentir filhos amados (cf. Rm 8, 15). É o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une.

Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.

O Espírito Santo produz harmonia não só dentro, mas também fora, entre os homens. Faz-nos Igreja, compõe partes distintas num único edifício harmónico. Explica-o bem São Paulo que, ao falar da Igreja, repete muitas vezes a palavra «diferente»: «diferentes carismas, diferentesatividades, diferentes ministérios» (cf. 1 Cor 12, 4-6). Somos diferentes, na variedade das qualidades e dos dons. O Espírito distribui-os com criatividade, sem rebaixar nem nivelar. E, a partir desta diversidade, constrói a unidade. Assim procede desde a criação, porque é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. É especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um a sua, diferente. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é aquele que harmoniza, que dá a harmonia e dá a diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e há quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais “social”, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação.

E do ninho à seita, o passo é curto, também dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo.

Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar.  Podemos dizer que vivemos uma cultura do adjetivo que esquece o substantitvo das coisas; e também em uma cultura do insulto, que é a primeira resposta a uma opinião com a qual eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria, não o proselitismo, os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço.  E tantas Igrejas fazem ações programáticas neste sentido de planos pastorais, de discussões sobre todas as coisas. Parace ser aquele o caminho a nos unir, mas este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele «vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado» (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa).

Irmãos e irmãs, rezemos-Lhe diariamente. Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós. Dai-nos a alegria da ressurreição, a perene juventude do coração. Espírito Santo, nossa harmonia! Vós que fazeis de nós um só corpo, infundi a vossa paz na Igreja e no mundo. Espírito santo, tornai-nos artesãos de concórdia, semeadores de bem, apóstolos de esperança.

Fonte: https://www.vaticannews.va

[B0488]

Às 12h10 de hoje, na Sala Paulo VI, o Santo Padre Francisco recebeu em audiência os participantes do encontro promovido pelo Serviço Internacional de Renovação Carismática Católica (CHARIS).

Durante o encontro, animado por testemunhos e momentos de oração, o Papa proferiu o discurso que publicamos abaixo:

Texto original em italiano

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Eu gosto de como algumas pessoas se cumprimentam nesta época da Páscoa. Eles não dizem: “Bom dia” ou “Boa noite”, eles dizem: “Jesus ressuscitou”. Nós nos cumprimentamos assim: “Jesus …” [todos respondem: “Ele ressuscitou”].

Sim, Jesus está vivo! Obrigado porque você lembra que eu gosto dessa música inicial que você cantou.

Nesta solenidade de Pentecostes, uma nova etapa começa na jornada iniciada pela Renovação Carismática há 52 anos. Renovação Carismática que se desenvolveu na Igreja pela vontade de Deus e que, parafraseando São Paulo VI, “é uma oportunidade para a Igreja” (cf. Discurso aos participantes do III Congresso Internacional da Renovação Carismática Católica , 19 de maio de 1975, Pentecostes).

Hoje, em nome da Igreja, agradeço ao ICCRS e à Fraternidade Católica pela missão cumprida nestes trinta anos. Você abriu o caminho e tornou possível, com sua lealdade, que CHARIS seja uma realidade hoje. Thanks!

Obrigado também à equipe de quatro pessoas que encarreguei a implementação deste novo serviço exclusivo; e ao Departamento para os Leigos, a Família e a Vida, na pessoa do Cardeal Farrell, que o acompanhou.

Hoje, algo termina e outro começa: uma nova etapa começa nesta jornada. Uma etapa marcada pela comunhão entre todos os membros da família carismática, em que se manifesta a poderosa presença do Espírito Santo para o bem de toda a Igreja; em que esta Presença faz todos iguais, porque todos e cada um é nascido do mesmo Espírito; grandes e pequenos, ricos em anos e recém-nascidos, engajados em um nível universal ou local, formam o todo, que é sempre superior à parte.

Novo e único serviço de comunhão

Vamos nos mover em direção à unidade: este é o caminho do Espírito.

novo. Como eu te disse no Circus Maximus, a nova lata pode desestabilizar. No início, há um sentimento de insegurança sobre as mudanças que o novo pode trazer: às vezes, um prefere permanecer no próprio e se separa da unidade. E isso é uma tentação do diabo: toda vez que alguém ouve: “Não, o meu é mais que isso”, e “prefiro o velho ao novo”, existe o diabo, porque ele me separa da unidade. Um certo medo do novo é humano – sim, é verdade – mas não é o caso das pessoas espirituais: “Eu faço novas todas as coisas”, diz o Senhor no livro de Apocalipse (21.5). Nosso Deus é o Deus das novidades. As novidades de Deus são sempre de bênção, porque procedem do seu coração amoroso. A tentação de dizer está sempre presente: “Estamos bem como estamos, as coisas estão indo bem, por que mudar? Deixe-os como estão, que sabemos como fazer “. Este pensamento não vem do Espírito, pelo menos não do Espírito Santo, talvez do espírito do mundo … Não caia nesse erro. “Eu faço novas todas as coisas”, diz o Senhor.

Novo e único . Um serviço para todas as realidades carismáticas que o Espírito criou no mundo. Não é um organismo que serve alguma realidade e outro organismo que serve outras realidades e um terceiro … e assim por diante. Não: solteiro

Serviço . Não governo. Às vezes acontece que nas associações humanas, tanto seculares quanto religiosas, existe a tentação de sempre buscar lucros pessoais. E a ambição de ser visto, direcionar, dinheiro … Sempre assim. Assim, a corrupção entra. Não: serviço, sempre serviço. Serviço não significa “bolso” – o diabo entra nos bolsos -; serviço significa dar : doar, doar-se .

Comunhão . Todos com um coração voltado para o Pai para dar testemunho da unidade na diversidade. Diversidade de carismas que o Espírito despertou nesses 52 anos. “Estique as cordas da tenda”, como diz Isaías 54 (ver versículo 2), para que todos os membros da mesma família possam estar lá. Uma família onde existe apenas um Deus Pai, um Senhor Jesus Cristo e um Espírito que dá vida. Uma família em que um membro não é mais importante que o outro, nem por idade, nem por inteligência, nem por suas habilidades, porque todos são filhos amados do mesmo Pai. O exemplo do corpo que São Paulo nos dá é muito eloquente nesse sentido (ver 1 Coríntios 12 : 12-26). O corpo precisa, um membro precisa do outro. Todos juntos.

Eu vi que há um representante da juventude no Serviço de Comunhão Internacional. Ele está presente aqui? Parabéns! Eu saúdo! Os jovens são o futuro da Igreja, é verdade, mas são o presente: eu estou presente e futuro na Igreja. Fico feliz que você tenha lhes dado a visibilidade e a responsabilidade que merecem, para ver o presente com outros olhos e olhar o futuro com você.

Eu também aprendi que o CHARIS agora possui os direitos de publicar os Documentos Malines. O presidente me deu a versão em espanhol, obrigado! Coisa boa. Faça-os conhecidos! Eu lhe disse em várias ocasiões que sou o “documento de acompanhamento”, a bússola da corrente da graça.

Você me pediu para lhe contar o que o Papa e a Igreja esperam deste novo serviço, de Caris e de toda a Renovação Carismática. Eu digo brincando: o que o Papa espera dos “espiritualistas”. [eles riem] O que o Papa espera de você:

– Que este movimento compartilhe o Batismo no Espírito Santo com todos na Igreja. É a graça que você recebeu. Compartilhe-o! Não guarde por si mesmo!

– Isso serve à unidade do corpo de Cristo que é a Igreja, uma comunidade de crentes em Jesus Cristo. Isso é muito importante porque o Espírito Santo é quem faz unidade na Igreja, mas é também o que faz a diversidade. A personalidade do Espírito Santo é interessante: ele faz a maior diversidade com os carismas, mas depois faz com que esses carismas, em harmonia, se encontrem em unidade. Porque, como São Basílio diz, “o Espírito Santo é harmonia”, que dá harmonia, na Trindade, e também entre nós.

– E para servir os pobres, os mais necessitados de todas as necessidades, físicas e espirituais. Isso não significa que, como alguns podem pensar, a Renovação se tornou comunista. Não, ele se tornou um evangélico, isso está no Evangelho.

Estas três coisas: Batismo no Espírito Santo, unidade do Corpo de Cristo e serviço aos pobres, são o testemunho necessário para a evangelização do mundo, para o qual todos nós somos chamados para o nosso batismo. Evangelização que não é proselitismo mas principalmente testemunha. Testemunho de amor: “olha como eles se amam”, é o que atraiu a atenção daqueles que conheceram os primeiros cristãos. “Veja como eles se amam”. Às vezes, em muitas comunidades, podemos dizer: “Veja como eles estão mal!”, E isso não vem do Espírito Santo. “Veja como eles se amam”. Evangelizar é amar. Compartilhe o amor de Deus por todo ser humano. Organizações podem ser feitas para evangelizar, programas podem ser planejados e estudados com cuidado, mas se não há amor, se não há comunidade, não serve para nada! “Veja como eles se amam”. Esta é a comunidade: na Segunda Carta de João há uma advertência, uma advertência, no versículo 9. Ela diz: “Tenha cuidado porque aqueles que vão além da comunidade não são do bom espírito”. Talvez alguém tenha essa tentação: “Não, vamos fazer uma organização como essa, então …; vamos fazer um prédio assim, ou aquela outra coisa … “. Primeiro amor. Com ideologia, apenas com metodologia, isso é excesso, indo além das comunidades, e João disse: “Este é o espírito do mundo, não é o Espírito de Deus”. “Veja como eles se amam”. ou aquela outra coisa … “. Primeiro amor. Com ideologia, apenas com metodologia, isso é excesso, indo além das comunidades, e João disse: “Este é o espírito do mundo, não é o Espírito de Deus”. “Veja como eles se amam”. ou aquela outra coisa … “. Primeiro amor. Com ideologia, apenas com metodologia, isso é excesso, indo além das comunidades, e João disse: “Este é o espírito do mundo, não é o Espírito de Deus”. “Veja como eles se amam”.

Renovação carismática, corrente de graça do Espírito Santo, seja testemunha deste amor! E por favor, ore por mim.

Agora, eu gostaria de antecipar 25 minutos – então, se quiser, faça você mesmo – mas eu gostaria de fazer isso com você: 25 minutos à frente do ato que hoje é feito em toda a Igreja, um minuto de silêncio pela paz. Por quê? Porque hoje é o aniversário, o quinto aniversário do encontro aqui no Vaticano dos Presidentes do Estado da Palestina e do Estado de Israel. Rezamos juntos pela paz e em todo o mundo hoje teremos um minuto de silêncio. Nós fazemos isso agora, antes da Bênção, todos juntos, de pé.

Obrigado, e deixe a comunidade de Renovação ficar em silêncio, é quase heróico! [risos] Obrigado!

Agora eu te dou a bênção.

[Blessing]

Cristo ressuscitou!

Graça e paz

Em toda a história sempre se falou do fermento como um produto que aumenta, e que faz crescer. Porém é bom lembrar que precisamos saber que tipo de produto estamos usando e para qual finalidade, porque pode se usar para o bem, para a santidade, ou para o pecado e a morte.

Veja bem, Jesus fala no Evangelho para termos cuidado com o fermento dos fariseus que é a hipocrisia, o farisaísmo. São Paulo na 1° Carta aos Coríntios no capítulo 5, fala para nos purificarmos do fermento velho, porque Cristo Ressuscitou. Portanto irmãos, temos que pedir sempre, a graça do Espírito Santo pra nos dar discernimento e sabedoria, pois os tempos são maus, e nós sem o auxílio Divino temos a tendência ao pecado.

Estamos findando o tempo litúrgico da Páscoa, há poucos dias celebramos a Ressurreição do Senhor, e Ele tem nos falado e mostrado, como que pedido: “Saí da vida velha, vêm pra vida nova, vem para a alegria, VEM sentir-se amado e acolhido”. O Papa Francisco também nos chama a viver o Evangelho com alegria, pois assim viviam os primeiros cristãos, alegres e com singeleza de coração.

Irmãos é urgente! Vamos viver a Vida Nova que o senhor nos oferece, vamos ser fermento novo, massa nova, pois assim estaremos agradando a Deus e aos nossos irmãos, e o mais importante: o lucro é nosso, pois somos nós que ganhamos. Nunca devemos esquecer: “Somos cidadãos do céu”. Filipenses 3,20.

Grande abraço! Deus abençoe!

Seu irmão em Cristo: Silvio Silva – Missionário da Comunidade Católica Presença.

Nesta terça-feira, 4, teve início, no centro de Congressos de Villa Aurelia, em Roma, o encontro internacional de fundadores e moderadores das Novas Comunidades.

O evento vai até hoje, 05, e acontece em preparação ao primeiro encontro do Charis, novo órgão internacional de unidade da Renovação Carismática Católica e das Novas Comunidades.

Programação

Na terça feira foi apresentado um resumo histórico da trajetória da Fraternidade Católica pelo australiano Shayne Bennet, um dos fundadores da organização. Logo após, Gilberto Barbosa, até então presidente da Fraternidade Católica, falou sobre a nova visão de comunhão que a partir deste serviço do Charis passa a atuar como órgão de unidade da Renovação Carismática Católicae das Novas Comunidades em todo o mundo.

O fundador da Comunidade Obra de Maria afirmou que as novas comunidades estão abertas à nova realidade e continuarão empenhadas e comprometidas, assumindo em oração os desafios da nova missão.

Para esta quarta-feira, 5, estão previstas, além de colocações e momentos de oração, grupos de partilha por regiões/línguas e uma reunião com o Serviço Internacional do Charis.

Em entrevista à Canção Nova, Gilberto comentou sobre este novo tempo de integração:

“Nós não estamos vendo o término da Fraternidade, como um fim, mas como o começo de uma nova fase que a gente começa a viver nessa comunhão que o Papa pede de um único serviço à Renovação Carismática Católica. No Brasil nós já vivemos essa integração. O próprio Padre Jonas sempre fez questão de dizer que as ‘Comunidades também são Renovação’, e a Charis vem para isso, para dizer que todos fazemos parte dessa grande família que é o Charis. Quem faz nascer o Charis é a própria Fraternidade junto com o ICCRS, os dois findam e se começa um novo, e nós estamos inseridos neste novo.”

Charis

O Charis, Serviço Internacional para a Renovação Carismática Católica, surgiu de um pedido feito pelo Papa Francisco por um único organismo que atendesse às Novas Comunidades e à RCC, em 2015.

“A palavra Charis vem do grego e significa graça. O apóstolo São Paulo, sobretudo em muitas de suas cartas, utiliza este termo para dizer: Deus nos concede pelo Espírito Santo a graça de uma vida nova, o dom de uma vida nova em Cristo Jesus. Então a palavra ‘charis’ significa graça porque o Espírito Santo nos concede esse dom para que possamos viver como discípulos e discípulas de Cristo”,

De acordo com o padre Wagner Ferreira, o Charis quer ser antes de tudo um organismo que promove a comunhão e a unidade das diversas expressões carismáticas. “Que possamos dar ao mundo e à Igreja um testemunho de unidade, comunhão e fraternidade”, completou. Sobre o encontro da Charis acontecer próximo à solenidade de Pentecostes, o sacerdote destacou: “Pentecostes é uma solenidade que marca não só o início, mas a difusão da Igreja de Cristo para todo o mundo e, mais do que nunca, a Igreja Católica precisa de um novo Pentecostes, ela precisa dessa renovação dos dons do Espírito Santo para que possa realizar a missão que o próprio Cristo lhe confiou”.

Desde então, os passos para a criação do órgão, vinculado ao Dicastério para Leigos, Família e Vida, foram dados. O Charis foi instituído e seus estatutos promulgados no dia 8 de dezembro de 2018. Os membros designados para o Charis assumirão o organismo no encontro que começará nesta quinta-feira, 6, e terminará no sábado, 8, com a Audiência com o Papa Francisco.

Fonte: https://noticias.cancaonova.com/

Previsão de uma Praça São Pedro lotada no final da tarde do próximo sábado para a Vigília de Pentecostes com o Papa Francisco, que no dia seguinte preside a Celebração Eucarística no mesmo local. Toda a Diocese de Roma foi convocada para participar.

No próximo sábado, 8 de junho, às 18 horas (horário italiano), os fiéis da Diocese de Roma tem um encontro marcado com o Papa Francisco na Praça São Pedro, para a Vigília de Pentecostes. Já no domingo, às 10h30, o Pontífice preside a Santa Missa na Solenidade de Pentecostes, e ao final reza o Regina Coeli com os fiéis reunidos na Praça. O Vatican News transmitirá a Vigília e a Santa Missa, com comentários em português.

Na carta-convite enviada aos párocos, diáconos, religiosos, religiosas e responsáveis por movimentos laicais, o Vigário do Papa para a Diocese de Roma, cardeal De Donatis,  enfatiza que a Vigília é “um importante momento de comunhão e de espiritualidade”, outra “etapa no caminho pastoral da diocese, iniciado pelo Santo Padre em 9 de maio, com a assembleia diocesana na Basílica São João de Latrão”.

“Devemos traduzir a orientação dada a nós por nosso bispo – indica  – com gestos concretos e escolhas pastorais que nos ajudem a percorrer mais um passo de nosso caminho, que tem início agora e se estende ao longo de todo o próximo ano pastoral”.

“Podemos louvar ao Senhor por essa oportunidade”, diz Dom De Donatis, acrescentando que após o encontro na Praça São Pedro, a celebração tem continuidade com a procissão com ícone de Nossa Senhora do Divino Amor, até a Praça de Porta Capena. E aqueles que quiserem, poderão viver a experiência da peregrinação noturna até o Santuário do Divino Amor.

Para participar da Vigília é necessário fazer o pedido de um ingresso, inteiramente gratuito, para o e-mail segreteriaeventi@diocesidiroma.it. Os bilhetes poderão ser retirados na Secretaria Geral do Vicariato (Piazza di S. Giovanni in Laterano), Sala 40 (segundo andar), até 6 de junho, nos seguintes horários: quinta e sexta-feira, das 8h30 às 12h30; terça e quarta, das 8h30 às 12h30 e das 15 às 16h30.

“Na Vigília de Pentecostes, uma renovada efusão do Espírito será a experiência culminante da diocese de Roma – explica o padre Giuseppe Midilli,  diretor do escritório litúrgico diocesano – reunida na  Praça São Pedro com o Papa Francisco, envolvida pelo abraço simbólico das colunatas que expressam a proximidade do Paráclito, iluminada pelas tochas que simbolizam os sete dons, convocada como comunidade em festa, que canta e louva o Ressuscitado, interpelada e regenerada pela Palavra, para colocar-se sempre no seguimento de Cristo”.

Fonte: https://www.vaticannews.va

No mês de Junho a Igreja Católica, celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção tem um sólido fundamento na escritura. ” Porque Eu sou manso e humilde de coração”. Mt 11,29

Não há dúvida de que a devoção ao coração do salvador tem sido e continua a ser uma das expressão mais difundida e amada pelo povo. Jesus é o consolador, um Deus que vem ao nosso socorro, com um amor que não se cansa. Esse é o coração Sagrado de Jesus!

Quando Seu coração foi transpassado por uma lança, jorrou sangue e água que nos cura e liberta todos os dias da escravidão dos nossos pecados. Em um dos escrito de Santa Catarina de Sena, ela nós relata que ” Não foram os pregos que sustentaram Jesus no madeiro, mas sim o amor que Ele tem por cada um”.Portanto tenhamos essa confiança que Ele nos ama, meus irmãos. E diante desse amor convido a juntos nos consagrar ao Sagrado Coração de Jesus.

” O coração de Jesus, meu Salvador, que depois de ter derramado na Cruz o vosso sangue, até a última gota, vos imolais todos os dias as missas, eis-me prostado diante de Vos, desejando ardentemente corresponder aos apelos de vossa imensa caridade”. Amem

Sagrado Coração de Jesus, rogai por nos!
Graça e paz!

Fabiana Garcia
Missionária da Comunidade Presença

Uma proposta do novo serviço único da Renovação Carismática Católica

Publicamos a segunda mediação composta pelo Padre Raniero Cantalamessa OFM Cap., Pregador da Casa Pontifícia, em preparação para o grande encontro que o Papa Francisco presidirá em 9 de junho no Vaticano, por ocasião do Pentecostes ( www.charis.international).

A meditação faz parte da campanha de oração pela Igreja lançada pelo novo serviço único da Renovação Carismática Católica, estabelecido pela Santa Sé, com o nome de Charis em preparação para o Pentecostes.

Em nossa jornada de preparação espiritual para o Pentecostes de 2019, refletimos sobre a importância da oração para receber o Espírito. Nesta segunda reflexão, meditamos sobre a importância da conversão.

No Evangelho a palavra conversão retorna em dois contextos diferentes e é dirigida a duas categorias diferentes de ouvintes. A primeira é dirigida a todos, a segunda àqueles que já aceitaram o convite e estiveram com ele por algum tempo. Vamos mencionar a primeira apenas para entender melhor a segunda que é a que mais nos interessa, neste momento de passagem na vida da Renovação Carismática Católica.

A pregação de Jesus começa com as palavras programáticas:

“O tempo é cumprido e o reino de Deus está próximo; convertam-se e creiam no Evangelho “(Mc 1:15).

Antes de Jesus, a conversão sempre significava um “retorno” (a palavra hebraica, shub, significa reverter o curso, refazendo os passos de alguém). Indicou o ato de alguém que, em um certo momento da vida, percebe que está “fora do caminho”. Então ele pára, ele tem uma reflexão tardia; ele decide retornar à observância da lei e reentrar na aliança com Deus, fazendo uma verdadeira “reviravolta”. A conversão, neste caso, tem um significado fundamentalmente moral e sugere a ideia de algo doloroso para realizar: mudar os costumes.

Este é o significado usual de conversão nos lábios dos profetas, até e incluindo João Batista. Mas nos lábios de Jesus esse significado muda. Não porque ele gosta de mudar os significados das palavras, mas porque, com a sua vinda, as coisas mudaram. “O tempo está cumprido e o Reino de Deus chegou!” Converter não significa voltar para a antiga aliança e para a observância da lei, mas significa dar um salto adiante e entrar no reino, para apreender a salvação que chegou aos homens de graça, por iniciativa livre e soberana de Deus.

Conversão e salvação trocaram lugares. Não antes da conversão e depois, como conseqüência, salvação; mas pelo contrário: primeira salvação, então, como sua exigência, conversão. Não: arrependa-se e o Reino entrará em você, o Messias virá, como os últimos profetas estavam dizendo, mas: seja convertido porque o reino veio, está entre vocês. Converter é tomar a decisão que salva, a “decisão da hora”, como as parábolas do reino a descrevem.

“Arrepender-se e acreditar” não significa duas coisas diferentes e sucessivas, mas a mesma ação fundamental: converter, isto é, acreditar! Converta-se acreditando! Tudo isso requer uma verdadeira “conversão”, uma mudança profunda na forma como concebemos nossas relações com Deus, requer passar da idéia de um Deus que pede, que ordena, que ameaça, a idéia de um Deus que vem com as mãos cheias para nos dar tudo. É a conversão da “lei” para a “graça” que era tão cara a São Paulo.

Vamos agora ouvir o segundo contexto em que, no Evangelho, falamos de conversão:

“Naquele momento os discípulos se aproximaram de Jesus dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? Então Jesus chamou-lhe uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo que, se não converterdes e não fôr como filhos, não entrarás no reino dos céus” (Mt 18: 1-4).

Desta vez, sim, essa conversão significa voltar, mesmo quando você era criança! O verbo usado, strefo, indica reversão. Esta é a conversão daqueles que já entraram no Reino, acreditados no Evangelho, há muito tempo a serviço de Cristo. É nossa conversão, de nós que temos sido durante anos, talvez desde o começo, na Renovação Carismática!

O que aconteceu com os apóstolos? O que a discussão sobre quem é o maior supor? Que a maior preocupação não é mais o reino, mas seu lugar nele, o eu. Cada um deles tinha algum título para aspirar a ser o maior: Pedro tinha recebido a promessa da primazia, Judas o peito, Mateus poderia dizer que ele tinha deixado mais do que os outros, Andre que tinha sido o primeiro a segui-lo, Tiago e João eles tinham estado com ele em Tabor … Os frutos desta situação são óbvios: rivalidade, suspeita, confronto, frustração.

Voltar as crianças aos apóstolos significava retornar ao que eram no momento do chamado às margens do lago ou na cabine de impostos: despretensioso, sem títulos, sem comparações entre eles, sem inveja, sem rivalidade. Rico apenas em uma promessa (“Eu vou fazer de você pescadores de homens”) e de uma presença, a de Jesus, retorno ao tempo em que eles ainda eram companheiros de aventura, não competidores para o primeiro lugar. Para nós também, o retorno das crianças significa retornar ao momento em que, pela primeira vez, fizemos uma experiência pessoal do Espírito Santo e descobrimos o que significa viver no senhorio de Cristo. Quando dissemos: “Jesus é o suficiente!” E nós acreditamos nisso.

Fico impressionado com o exemplo do apóstolo Paulo descrito em Filipenses 3. Ao descobrir Jesus como seu Senhor, ele considerou todo o seu passado glorioso uma perda, um lixo, a fim de ganhar a Cristo e exercer a justiça derivada da fé nele. Mas, um pouco mais adiante, ele sai com esta afirmação: “Irmãos, eu ainda não acredito que cheguei lá, só sei disso: esqueço o passado, inclino-me para o futuro” (Fp 3, 13). Que passado? Não mais de fariseu, mas de apóstolo. Percebeu o perigo de se ver com um novo “ganho”, uma nova “justiça” própria, derivada do que ele fizera a serviço de Cristo. Ele redefine tudo com essa decisão: “Eu esqueço do passado, me inclino para o futuro”.

Como não podemos ver em tudo isto uma lição preciosa para nós da Renovação Carismática Católica? Um dos muitos slogans que circularam nos primeiros anos da Renovação – uma espécie de grito de guerra – foi: “Devolvendo o poder a Deus!” Talvez ele tenha sido inspirado no verso do Salmo 68, 35 “Reconheça a Deus o seu poder”, que na Vulgata foi traduzido como “Restituir (renda) a Deus o seu poder”. Durante muito tempo, considerei essas palavras como a melhor maneira de descrever a novidade da Renovação Carismática. A diferença é que uma vez eu pensei que o choro era dirigido ao resto da Igreja e nós éramos aqueles que estavam encarregados de fazê-lo ressoar; agora penso que se dirige a nós que, talvez sem perceber, nos apropriamos em parte do poder que pertence a Deus.

Em vista de um novo recomeço da corrente da graça da Renovação Carismática, é necessário “esvaziar os bolsos”, redefinir-se, repetir com profunda convicção as palavras sugeridas pelo próprio Jesus: “Somos servos inúteis. Fizemos o que tínhamos que fazer “(Lc 17,10). Faça o nosso próprio propósito do Apóstolo: “Eu esqueço o passado, inclino-me para o futuro” Vamos imitar os “vinte e quatro anciãos” do Apocalipse que “lançam suas coroas diante do trono” e proclamam: “Tu és digno, ó Senhor e nosso Deus, de receber glória, honra e poder” (Ap 4:10). -11).

A palavra de Deus dirigida a Isaías está sempre atualizada: “Eis que faço uma coisa nova: agora brota, não reparas?” (Is 43, 19). Bem-aventurados somos nós se permitirmos que Deus faça a coisa nova que ele tem em mente para nós e para a Igreja agora mesmo.

Minha sugestão para a cadeia de oração: repetir várias vezes durante o dia uma das invocações dirigidas ao Espírito Santo na seqüência de Pentecostes, aquela que todos sentem mais sensível à sua necessidade:

Lave o que é sórdido.

Molhe o que está seco.

Saudável o que sangra.

Dobre o que é rígido.

Aqueça o que é frio.

Pega o que é errado.

Fonte:https://it.aleteia.org

Hoje a Comunidade Católica Presença completa seu primeiro ano de missão na cidade de Breves na ilha de Marajó. Esteve presente para celebrar a Missa em ação de graça Dom Evaristo Pascoal bispo local e Irmã Rita da Comunidade Filhas da Divina Graça.
Rezemos pelos missionários Cleonice Eleutério, António Carlos, Manuel Bruno e Jamille Carmo para que continuem sendo presença de Cristo nessas terras.



JOVENS TIVERAM FORTE REPRESENTAÇÃO EM FORMAÇÃO COM DOM EDUARDO PINHEIRO EM CASA BRANCA

Na noite de terça (28), mais de 250 jovens estiveram reunidos no Santuário Nossa Senhora do Desterro em Casa Branca, para formação do abordada com o tema os jovens, a fé e o discernimento vocacional.
Estiveram presentes neste encontro Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, Dom Antonio Vilar, bispo diocesano e também o Coordenador Diocesano de Pastoral, Pe. Luis Fernando da Silva.#

Confira as fotos: https://www.facebook.com/diocesesjbvsp/?epa=SEARCH_BOX

A Igreja celebra hoje, 29/05, pela primeira vez na liturgia das missas e das horas, a memória facultativa de São Paulo VI, Papa.

“Considerada a santidade de vida deste Sumo Pontífice, testemunhada nas obras e palavras, e tendo em conta o grande influxo exercitado pelo seu magistério apostólico na Igreja dispersa por toda a terra, o Santo Padre Francisco, acolhendo a petição e os desejos do Povo de Deus, dispôs que a celebração de São Paulo VI, Papa, seja inscrita no Calendário Romano Geral, no dia 29 de maio, com o grau de memória facultativa.”

Com este pequeno trecho do Decreto da Congregação para o Culto Divino, do dia 25 de Janeiro de 2019, o Papa Francisco inseriu em todos os calendários e livros litúrgicos a celebração da Missa e Liturgia das Horas de São Paulo VI, Papa.

Biografia

Paulo VI (de nome, João Baptista Montini) nasceu a 26 de setembro de 1897 em Concesio (Bréscia), Itália, e foi ordenado sacerdote em 29 de maio de 1920. Desde 1924 colaborou com os Sumos Pontífices Pio XI e Pio XII e, ao mesmo tempo, exerceu o ministério sacerdotal junto aos jovens universitários. Nomeado substituto da Secretaria de Estado durante a Segunda Guerra Mundial, empenhou-se em dar exílio aos perseguidos judeus e também aos refugiados. Sucessivamente foi nomeado pró-Secretário de Estado para os Assuntos Gerais da Igreja, razão pela qual conheceu e encontrou muitos impulsionadores do movimento ecumênico. Nomeado arcebispo de Milão, dedicou-se inteiramente ao cuidado da Diocese. Em 1958, foi elevado à dignidade de cardeal da Santa Romana Igreja por São João XXIII e, depois da morte deste, foi eleito à Cátedra de Pedro em 21 de junho de 1963.

São Paulo VI

Perseverou incansavelmente na obra iniciada pelos seus predecessores, em particular, levando a cabo o Concílio Vaticano II. Levou a bom termo numerosas iniciativas como sinal da sua viva solicitude nos confrontos da Igreja com o mundo contemporâneo. Entre elas, recordam-se as suas viagens na qualidade de peregrino, realizadas como atividade apostólica e que serviam, por um lado, para preparar a unidade dos Cristãos, e por outro, para reivindicar a importância dos direitos fundamentais dos homens. Exerceu ainda o seu Magistério em favor da paz, promoveu o progresso dos povos e a inculturação da fé.

Deu cumprimento à reforma litúrgica aprovando ritos e orações seguindo ao mesmo tempo a tradição e adaptando-os aos novos tempos e promulgando com a sua autoridade, para o Rito Romano, o Calendário, o Missal, a Liturgia das Horas, o Pontifical e quase todos os Rituais, a fim de favorecer a participação dos fiéis na liturgia. Do mesmo modo, empenhou-se em que as celebrações pontifícias fossem revestidas de uma forma mais simples. Em 6 de agosto de 1978, em Castel Gandolfo, entregou a alma a Deus e, segundo as suas diretrizes, foi sepultado humildemente, do mesmo modo como tinha vivido.

Deus, Pastor e guia de todos os fiéis, confia a sua Igreja, peregrina no tempo, àqueles que Ele mesmo constituiu vigários do seu Filho. Entre estes, resplandece São Paulo VI que uniu na sua pessoa a fé límpida de São Pedro e o zelo missionário de São Paulo.

A sua consciência de ser Pedro, aparece clara se nos recordamos de que, em 10 de junho de 1969, na visita ao Conselho Mundial das Igrejas em Genebra, apresentou-se dizendo: “O meu nome é Pedro”; mas a missão pela qual se sentia eleito deriva, também, do nome escolhido. Como Paulo, consumiu a sua vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta de uma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres.

A Igreja, de fato, foi sempre o seu amor constante, a sua solicitude primordial, o seu pensamento fixo, o primeiro e fundamental fio condutor do seu pontificado, porque queria que a Igreja tivesse melhor consciência de si mesma e pudesse levar cada vez mais longe o anúncio do Evangelho.

Papa Francisco

Na celebração de canonização, Papa Francisco ressaltou em sua homilia:

“ O Santo Papa Paulo VI escreveu: «É no meio das suas desgraças que os nossos contemporâneos precisam de conhecer a alegria e de ouvir o seu canto» (Exort. ap. Gaudete in Domino, I). Hoje, Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho. Fê-lo Paulo VI, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade. ”


Fonte: https://www.vaticannews.va

O clero de nossa diocese esteve reunido com Dom Vilar, na manhã dessa terça (28), na casa de encontros do Santuário do Desterro, em Casa Branca, em uma formação sobre a juventude.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva Apresentando o Sínodo

O assessor foi o bispo de Jaboticabal-SP, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB, que participou do Sínodo sobre os jovens em Roma no ano passado. O tema da formação foi: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Rezemos pelos jovens de nossa diocese, do Brasil e do mundo.

Leia o documento apresentado:

Exortação Apostólica_CristoViveBaixar

No último dia 20, segunda-feira, a Comunidade Católica Presença fez uma participação especial no Programa de TV “Conta Comigo” da emissora Rede Vida, apresentado por Dalcides Biscalquin.
A Comunidade foi representada pelos missionários Fernando Gomes; que apresentou a Comunidade e seu livro “Sentinelas da Manhã: Afetividade e Sexualidade”, e respondeu algumas perguntas dos telespectadores; pela sua esposa e missionária Lucilene Gomes, Débora Faria e Raiane Pereira, que tocaram e cantaram músicas de autorias próprias.


Confira o programa: https://www.youtube.com/watch?v=HiyBwcM2uqY

Publicamos alguns trechos da entrevista do Papa Francisco à jornalista Valentina Alazraki da emissora mexicana Televisa.

Papa Francisco, falando de violência, há um tema sobre o qual fala-se muito, que é a violência contra as mulheres, os feminicídios. Tenho esta correntinha que me foi dada por uma mulher que teve seu marido assassinado na sua frente, ela estava grávida. E esta é uma blusa que me pediram para lhe entregar. É de uma mulher que foi morta diante de seu filho… Um caso contrário. E pediram para lhe entregar para que o senhor pense em todas as mulheres vítimas da violência, no México e no mundo… Ela chamava-se Rocío…

Papa FranciscoRocío… aqui há uma vida de sofrimento, uma história que termina com violência, injustiça e dor…

Fala-se de estatísticas, porém esta chama-se Rocío, ou se chama Grecia, ou Miroslava, enfim são nomes… São nomes, pessoas em carne e osso. Não se entende porque está nascendo esta violência de gênero contra a mulher todos os dias na Itália, na Espanha, no mundo inteiro. No México… não são estatísticas, são mulheres. Na sua opinião, por que há este ódio contra as mulheres que leva a tantos feminicídios…

Papa FranciscoHoje eu não saberia dar uma resposta sociológica. Todavia, ousaria dizer que a mulher ainda está em segundo lugar… em segundo lugar. Em uma viagem aérea contei-lhes como começaram as jóias das mulheres. Recordam? Bom… desde a época pré-histórica se é verdade ou não, veremos… a mulher está ali. Isso está no imaginário coletivo. Caso a mulher obtenha um cargo importante, com grande influência, então ficamos sabendo de casos de mulheres fantásticas. Porém no imaginário coletivo diz-se: olha, é mulher e conseguiu! Conseguiu ganhar o prêmio Nobel! Inacreditável. Vê-se o gênio literário que se expressa nestas coisas. E a mulher em segundo lugar. E do segundo lugar passar a objeto de escravidão não precisa muito. É suficiente caminhar pela Estação ferroviária Termini, pelas ruas de Roma para ver. E são mulheres na Europa, na culta Roma. São mulheres escravas. Porque é isso o que são. Porém passar dessa situação para matá-las… Quando visitei um centro de recuperação para jovens no Ano da Misericórdia, tinha uma jovem com a orelha arrancada, porque não tinha levado dinheiro suficiente ao seu patrão. Essas pessoas controlam os clientes de modo especial, então se a moça não faz o seu dever é espancada ou é punida como aconteceu com aquela jovem. Mulheres escravas. Li há pouco o livro de Nadia Murad, “Eu serei a última”,  deu-me de presente quando veio aqui em Roma. Aconselho a quem não leu. Ali está concentrado, mesmo sendo em uma cultura especial, tudo o que o mundo pensa das mulheres. Um mundo sem mulheres não funciona. Não porque é a mulher que tem os filhos, deixemos de lado a procriação. Uma casa sem uma mulher não funciona. Há uma palavra que está para sair do dicionário, porque causa medo em todos: a ternura. É patrimônio da mulher. Porém, daqui ao feminicídio, à escravidão, o passo é breve. Qual é o motivo do ódio, não saberia explicar. Talvez algum antropólogo poderá explicar melhor. E como se cria este ódio, matar mulheres é uma aventura? Não sei explicar. Mas é evidente que a mulher continua em segundo plano e a expressão de surpresa quando uma mulher tem sucesso indica isso muito bem.

Na América Latina o senhor conheceu bem essas realidades. Agora estou escrevendo um livro que terá como título “Grécia e as outras”, que fala justamente das mulheres vítimas, de um modo ou de outro, de violências. Impressionou-me a coragem das mulheres mexicanas e latino-americanas. Fazem tudo sozinhas. São mães, muitas vezes mães-avós, cuidando dos netos, responsáveis em todos os sentidos da família, porque os maridos, ou foram mortos ou são alcoólatras ou têm problemas. São mulheres heroínas…

Papa FranciscoVeja bem, a mulher sempre tende a esconder a fraqueza, a salvar a vida. Há uma imagem que ficou particularmente marcada em mim: a fila de mães ou de mulheres que vejo sempre, quando chego em um cárcere, esperando para entrar e visitar os filhos, ou o marido encarcerado. E todas as humilhações que devem suportar para conseguir fazer isso. Ficam nas ruas. Passam os ônibus, as pessoas ficam olhando para elas. Mas elas não se importam com isso. Pensam, o meu amor está ali dentro.

Têm uma grande coragem.

Papa FranciscoFantásticas. Fantásticas e guerreiras. Recorda-me sempre o caso do Uruguai na Grande guerra civil. Foram as mulheres mais gloriosas da América, porque depois daquela guerra tão injusta, defenderam a pátria, a cultura, a fé e a língua. Sem se prostituir e continuando a procriar. Fantástico!

Fonte:https://www.vaticannews.va

Na homilia da missa desta terça-feira, 28, Francisco afirmou que o pecado envelhece e o Espírito Santo torna os cristãos sempre jovens.


Papa Francisco durante homilia da missa desta terça-feira, 28/ Foto: Vatican Media

O Espírito Santo é o protagonista da passagem do Evangelho proposta na liturgia da missa desta terça-feira, 28, celebrada pelo Papa Francisco na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano. “No discurso de despedida aos discípulos antes de subir ao Céus, Jesus nos faz uma verdadeira catequese sobre o Espírito Santo. Jesus nos explica quem ele é”, ressaltou o Pontífice. O Santo Padre recorda que os discípulos ficaram tristes ao ouvir que Jesus os deixaria. “Jesus os repreendeu por isso. Não, a tristeza não é um comportamento cristão”, alertou o Papa.

“Contra a tristeza, na oração, pedimos ao Senhor para que guarde em nós a juventude renovada do espírito”, rogou Francisco, que prosseguiu: “Aqui, entra em jogo o Espírito Santo porque é Ele que faz com que haja em nós essa juventude que nos renova sempre”. O Papa citou uma santa que dizia: “Um santo triste é um triste santo”. “Portanto, um cristão triste é um triste cristão e isso não é bom. A tristeza não entra no coração do cristão, porque ele é jovem”, afirmou.

O Pontífice frisou: “O Espírito Santo é aquele que nos torna capazes de carregar as cruzes”. O Santo Padre citou o exemplo de Paulo e Silas que na prisão cantavam hinos a Deus, conforme a primeira leitura desta terça-feira, 28, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos. “O Espírito Santo renova todas as coisas. O Espírito Santo é aquele que nos acompanha na vida, que nos sustenta. É o Paráclito”, frisou o Papa. “Mas que nome estranho”, disse Francisco, que lembrou que numa missa para crianças, num domingo de Pentecostes, ele perguntou se elas sabiam quem era o Espírito Santo. E um menino lhe respondeu: “O paralítico”.

“Muitas vezes nós pensamos que o Espírito Santo é um paralítico, que não faz nada … Pelo contrário, é Aquele que nos sustenta. Paráclito: a palavra paráclito significa ‘aquilo que está ao meu lado para me apoiar’, para que eu não caia, para que eu vá adiante, para que eu conserve essa juventude do Espírito. O cristão é sempre jovem, sempre. Quando o coração do cristão começa a envelhecer, a sua vocação de cristão começa a diminuir. Ou você é jovem de coração e de alma ou não é cristão”, afirmou o Papa.

Francisco prosseguiu, dizendo que na vida haverá dor e citou Paulo e Silas que foram acoitados e sofreram, mas estavam cheios de alegria e cantavam. “Isso é juventude. Uma juventude que faz você olhar sempre a esperança. É isso, avante! Mas, para ter essa juventude é necessário um diálogo cotidiano com o Espírito Santo, que está sempre ao nosso lado. É o grande presente que Jesus nos deixou: esse apoio, o que faz a gente seguir em frente”, apontou. Segundo o Santo Padre, mesmo que homens e mulheres sejam pecadores, o Espírito os ajuda a se arrepender e os faz olhar para frente.

“Fale com o Espírito. Ele apoiará você e lhe dará novamente a juventude”, frisou o Papa, que completou: “O pecado, por outro lado, envelhece: envelhece a alma, envelhece tudo”. O Pontífice sublinhou ainda: “Jamais esta tristeza pagã. Na vida há momentos difíceis, mas nesses momentos sentimos que o Espírito nos ajuda a ir em frente (…) e a superar as dificuldades. Até mesmo o martírio”. Francisco concluiu: “Peçamos ao Senhor para não perder esta juventude renovada, para não ser cristãos aposentados que perderam a alegria e se deixam conduzir… O cristão nunca se aposenta, o cristão vive, vive porque é jovem, quando é cristão verdadeiro”.

Fonte: https://www.vaticannews.va

No dia 20 de maio a Comunidade Presença realizou a Formação Missionária para os paroquianos da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de São João da Boa Vista.
Agradecemos ao Pe. Edson Valim pelo convite e confiança a Comunidade.

Graça e Paz neste final de semana dias 25 e 26 de maio 2019 na Comunidade Emanuel aconteceu um Módulo da Escola Diocesana de Formação para as Novas Comunidades à luz do Direito Brasileiro e do Direito Canônico!

Contamos com a presença da mentora Lucimar Maziero e o assessor das novas comunidades Pe. André Luiz Passos e os palestrantes Pe. Diogo (Diocese de São João da Boa Vista SP) Pe. Luis Fernando (Diocese de São João da Boa Vista SP) Dra. Thatiara(Rib Preto SP), Dr. Tiago(Rib Preto SP), Dr. Leonardo Spiga Real(Tambaú SP) e Débora Faria (Com Católica Presença).

No dia 17 de maio nosso bispo Dom Antônio Emídio Vilar se reuniu com os fundadores das Novas Comunidades da nossa Forania para discutirem assuntos que envolve as Comunidades.
Que possamos orar por essa nova fase que Deus confiará a todas as Comunidades.

“Sendo e levando a presença de Deus como fonte de benção. Vivendo a bondade, verdade e a justiça, pois sem Jesus nada podemos fazer.”

Nesse domingo dia 05 de maio de 2019, na Casa de Nazareth em São José do Rio Pardo alguns membro da Comunidade Católica Presença realizaram suas troca de Vínculo assumindo o compromisso ao Discipulado, Temporário e uma missionária ao vínculo definitivo a essa obra.
Contamos com a presença do Pe. Luis Fernando diretor Espiritual da Comunidade que presidiu a Santa Missa, com os familiares e amigos da obra. Rezemos para que nossos irmãos possam ser fiéis ao chamado de Deus a essa nova etapa.

Confira as fotos: https://www.facebook.com/comunidadepresenca/

No dia 13 de maio de 2019, o Santo Padre Francisco recebeu o Cardeal Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em audiência com a Reverendíssima Eminência. Durante a Audiência, o Sumo Pontífice autorizou a mesma Congregação a promulgar os Decretos relativos: – milagre, atribuído à intercessão da Beata Dulce Lopes Pontes (secular: Maria Rita), da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus; nascida em São Salvador da Bahia (Brasil) em 26 de maio de 1914 e falecida em 22 de maio de 1992. (Promulgação de Decretos da Congregação para as Causas dos Santos, 14.05.2019)

Beata Irmã Dulce, o “Anjo bom” será proclamada Santa.

#SerSantoépossívelSim

Concluiu-se nesta sexta-feira com a tomada de posse da nova presidência a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida. A Santa Missa no Santuário Nacional foi presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

No dia de ontem foram eleitos os últimos presidente de Comissões de Pastoral. Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS) foi eleito, em primeiro escrutínio, por maioria absoluta dos votos, como presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Dom Nelson Francelino, bispo de Valença (RJ), foi eleito para a presidência da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude para o próximo quadriênio. E dom Joaquim Giovani Mol, bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG), foi eleito para presidir a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Nos dias passados foi eleita a nova presidência: dom Walmor sucede ao Arcebispo de Brasília (DF), o cardeal dom Sérgio da Rocha. Primeiro vice – Presidente: o arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler, foi eleito como primeiro vice-presidente; o segundo vice-presidente é o bispo de Roraima, dom Mário Antônio da Silva.

Secretário Geral: foi eleito como novo secretário-geral da CNBB, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Joel Portella Amado.

Novas Diretrizes Gerais

Outro momento importante dessa Assembleia Geral foi a aprovação por parte dos bispos das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evagelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019 a 2023).

O foco central das Novas Diretrizes é mais uma vez um novo chamado de retorno às fontes para olhar  a experiência das comunidades primitivas e inspirados por elas formar, no hoje da história e na realidade urbana, comunidades eclesiais missionárias.

O padre Manoel de Oliveira Filho, membro da Comissão do Texto Central fala de quatro pilares das Diretrizes: a) Palavra de Deus e a iniciação à vida cristã; O pilar do Pão que é a casa sustentada pela liturgia e sobre a espiritualidade; o pilar da Caridade que é a casa sustentada sobre o acolhimento fraterno e sobre o cuidado com as pessoas, especialmente os mais frágeis e excluídos e invisíveis; o pilar da Missãoporque é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade eclesial que não leve, inevitavelmente, à vida missionária.

A realidade urbana, fragmentada, carregada de luz e de sombras, mas também cheia de potencialidades, é definida pelo padre muito mais do que um lugar social geográfico mas como uma mentalidade e cultura. “Nesta realidade a Igreja é convidada a ser presença. Como casa. Como comunidade eclesial missionária”, reafirmou.

A diretrizes, segundo ele, apontam para um rumo muito bonito, porque partem de uma perspectiva de encontro com Deus e com os irmãos, numa dinâmica de acolhida, de portas abertas, de ir ao encontro, de espera e acolhida ativa para formar as comunidades. As Igrejas e comunidades são convidadas, segundo o que propõe as novas diretrizes, a serem luzeiros no meio do mundo. O religioso afirmou que as comunidades podem estar em qualquer lugar: no condomínio, numa praça, no trabalho. “Mas também nas paróquias, comunidades, nos colégios católicos, nas obras sociais”, disse.

“As novas diretrizes apontam para rumos e horizontes muito bonitos de avanço, de comprometimento

Após a assembleia, o religioso aponta que todas as instâncias, as pastorais e organismos, e as Igrejas particulares, toda vida eclesial precisam entrar mesmo neste rumo, na direção apontadas pelas Diretrizes. “Seguir este caminho, acreditar no projeto e proposta. Vamos todos precisar, como todo a vida de Igreja, fazer um caminho de conversão, ler estudar, colocar na mente e descer para o coração para transformar em realidade”, conclui.

Fonte: http://www.vaticannews.va/pt.html

Oitavo dia de trabalhos da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida. A Missa do início do dia no Santuário Nacional foi dedicada aos Regionais Norte 2 e Norte 3, e foi presidida por Dom Philip Eduard Roger Dickmans da Diocese de Miracema do Tocantins.

Continuam as eleições para os presidentes das 12 Comissões pastorais da CNBB. Após a eleição ontem de manhã do novo secretário-geral da (CNBB), dom Joel Portella Amado, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, o bispo de Tubarão (SC), dom João Francisco Salm, foi eleito, como novo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB. O bispo já era membro da Comissão como referencial para o diaconado brasileiro. Já o bispo de Tocantinópolis (TO), dom Giovane Pereira de Melo, foi eleito novo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato. Dom Odelir José Magri, bispo de Chapecó (SC) foi eleito para presidir a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial. Ele é o coordenador do grupo de trabalho sobre o Mês Missionário Extraordinário deste ano.

Na segunda-feira foi escolhida a nova presidência da CNBB: o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi eleito presidente; foram também eleitos os dois vice-presidentes, uma novidade do novo estatuto da Conferência: dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS), e dom Mário Antonio Silva, bispo de Roraima. Sobre a nova presidência eis o que nos disse Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho.

Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro

Preocupados com a situação atual do Brasil os senhores bispos divulgaram uma mensagem ao Povo Brasileiro. Sobre a mensagem eis o que nos disse Padre Geraldo Martins Dias, Assessor da CNBB…

Sínodo Pan-Amazônico

Na coletiva de segunda-feira o Cardeal Dom Cláudio Hummes nomeado, pelo Papa Francisco como relator geral do Sínodo Pan-Amazônico afirmou que “o Papa Francisco insiste que busquemos alternativas. Não devemos traçar os mesmos caminhos do que não deu certo. O Sínodo deve enfrentar as surpresas da caminhada. A Igreja está a serviço da humanidade, por isso, a importância de debater esse tema”, destacou.

Dom Cláudio alertou sobre a grave crise ambiental vivida no mundo. “A Igreja tem tarefas novas e mais urgentes para tratar. Já iniciamos a fase das consultas nas bases, dentro das comunidades carentes, indígenas e dioceses. Contamos com grande ajuda das comunidades e da REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica). E finalizou: “nosso papel é defender a vida e, como diz o Santo Padre, o território da Amazônia e os povos nunca estiveram tão ameaçados. As ações nunca foram tão agressivas e o desmatamento tão grande”.

Mineração no Brasil

“A mineração no Brasil e os desafios na atuação da Igreja” também foi tema de um dos “meeting point” durante 57ª Assembleia. Os convidados foram o bispo de Caxias (MA) dom Sebastião Lima Duarte e o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Vicente de Paula Ferreira.

Segundo dom Vicente, a voz da Igreja deve ser uma voz profética e que precisa ajudar a sociedade a refletir sobre a questão da mineração no país. “A Igreja não faz política partidária, mas a voz da Igreja precisa ser escutada pela nossa sociedade. A voz da Igreja em Brumadinho, por exemplo, é a que o povo mais acredita. Creio que a mineração não vá parar de verdade. Tem muitas cosias que acontecem e a Igreja não tem a pretensão de dizer que tem que acabar com a mineração”, disse.

O auxiliar de Belo Horizonte acredita, porém, que no Estado de Minas Gerais essa reflexão tem que ser feita imediatamente. “Mas em Minas já se esgotou, está ficando um mar de lamas. Se não dermos um basta, o que vai ser de Minas? São situações de uma calamidade, de um cenário desolador. Que tipo de mineração e onde ela pode ser autorizada? Tem coisa mais importante que minério. Tem o exemplo da Serra da Piedade, que o que tem de mais importante não é minério, mas tem a proteção d’água, do nosso meio ambiente. Onde moram os índios, o que é mais importante? Onde vai acontecer é questão que tem boa vontade dos políticos. Matar gente não vale, destruir rios não vale, matar pessoas não vale. Vai acabar com a gente, com nosso planeta, é insustentável. Onde pode acontecer, isso tem que ser dialogado com políticos e empresários”, afirmou.

Sobre os desafios da Igreja nesta realidade, dom Vicente disse que em Brumadinho, que há mais de cem dias foi devastada pela lama da Vale, a Igreja tem sido essa presença acolhedora e confortadora. “Como dizer do amor de Deus num paraíso que está sendo destruído? Não é fácil estar aqui na assembleia não, porque o coração está em Brumadinho. Nós somos hoje nessa região de brumadinho uma referência. A Igreja tem credibilidade numa crise política e social. As pessoas confiam na gente. Testemunhando o Evangelho, desapegados de qualquer pretensão, de donos da verdade, mas abraçado àqueles que estão sofrendo”, finalizou.

O bispo de Caxias (MA) e presidente do Grupo de Trabalho da Mineração, dom Sebastião Lima Duarte, explicou sobre a realização dos trabalhos. “Nosso objetivo é conhecer melhor a realidade e os impactos da mineração no Brasil. Segundo ele, realidade pouco conhecida ainda pela própria Igreja no Brasil. Neste sentido, o grupo traçou um conjunto de ações. Uma delas é dar continuidade ao levantamento das áreas, no Brasil, impactadas por projetos de mineração, bem como identificar quais são os grupos e organizações que atuam nesta pauta”.

Celebração Ecumênica

Um grupo formado por seis lideranças de diferentes confissões participou no fim da tade de ontem, terça-feira, às 18h, da Celebração Ecumênica na 57a Assembleia Geral dos Bispos do Brasil tendo como horizonte o fortalecimento da unidade entre os cristãos.

Estiveram presentes com os bispos a pastora Silvia Genz, pastora presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), padre Gregório Teodoro, da Igreja Ortodoxa Antioquena, o pastor luterano Inácio Lemke, presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), a pastora Anita Wright, moderadora da Igreja Presbiterana UnIda (IPU), a pastora da Igreja Presbiterana Unida (IPU), Sônia Mota, secretária executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e o pastor Paulo César Pereira, presidente da Aliança Batista do Brasil (ABB).

A presidência da CNBB e o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB, dom Francisco Biasin também participaram.

Fonte: http://www.vaticannews.va


Queridos irmãos e irmãs,
Hoje gostaria de vos falar sobre uma mulher que desempenhou um papel eminente na história da Igreja. Trata-se de Santa Catarina de Sena. O século em que ela viveu — o décimo quarto — foi uma época difícil para a vida da Igreja e de todo o tecido social, tanto na Itália como na Europa. Todavia, mesmo nos momentos de maior dificuldade, o Senhor não cessa de abençoar o seu Povo, suscitando Santos e Santas que despertam as mentes e os corações, levando a conversão e renovação. Catarina é uma delas, e ainda hoje nos fala e nos leva a caminhar com coragem rumo à santidade para sermos, de modo cada vez mais pleno, discípulos do Senhor.

Nasceu em Sena em 1347, numa família muito numerosa, e faleceu em Roma em 1380. Com 16 anos, impelida por uma visão de São Domingos, entrou na Terceira Ordem Dominicana, no ramo feminino chamado das Manteladas. Permanecendo em família, confirmou o voto de virgindade feita de modo particular, quando ainda era uma adolescente, dedicando-se à oração, à penitência e às obras de caridade, sobretudo em benefício dos enfermos.

Quando a fama da sua santidade se difundiu, foi protagonista de uma intensa actividade de conselho espiritual em relação a todas as categorias de pessoas: nobres e homens políticos, artistas e pessoas do povo, pessoas consagradas, eclesiásticos, inclusive o Papa Gregório xi que nesse período residia em Avinhão e que Catarina exortou enérgica e eficazmente a regressar a Roma. Viajou muito para solicitar a reforma interior da Igreja e para favorecer a paz entre os Estados: também por este motivo, o Venerável João Paulo II quis declará-la co-Padroeira da Europa: o Velho Continente nunca esqueça as raízes cristãs que estão na essência do seu caminho e continue a haurir do Evangelho os valores fundamentais que asseguram a justiça e a concórdia.

Catarina sofreu muito, como numerosos Santos. Chegou-se mesmo a pensar que era necessário desconfiar dela, a tal ponto que, em 1374, seis anos antes da sua morte, o capítulo geral dos Dominicanos a convocou em Florença para a interrogar. Puseram ao seu lado um frade douto e humilde, Raimundo de Cápua, futuro Mestre-Geral da Ordem. Tendo-se tornado seu confessor e também seu «filho espiritual», escreveu uma primeira biografia completa da Santa. Ela foi canonizada em 1461.

A doutrina de Catarina, que aprendeu a ler com dificuldade e a escrever quando já era adulta, está contida em O Diálogo da Providência Divina, ou seja, Livro da Doutrina Divina, uma obra-prima da literatura espiritual, no seu Epistolário e na colectânea das suas Orações. O seu ensinamento é dotado de uma riqueza tão profunda, que o Servo de Deus Paulo VI, em 1970, a declarou Doutora da Igreja, título que se acrescentava ao de co-Padroeira da cidade de Roma, por desejo do Beato Pio IX, e de Padroeira da Itália, segundo a decisão do Venerável Pio XII.

Numa visão que nunca mais se cancelou do coração e da mente de Catarina, Nossa Senhora apresentou-a a Jesus, que lhe confiou um anel maravilhoso, dizendo-lhe: «Eu, teu Criador e Salvador, desposo-te na fé, que conservarás sempre pura, até quando celebrares comigo no Céu as tuas bodas eternas» (Raimundo de Cápua, Santa Catarina de Sena, Legenda maior, n. 115, Sena 1998). Aquele anel permaneceu visível unicamente para ela. Neste episódio extraordinário vemos o centro vital da religiosidade de Catarina e de toda a espiritualidade autêntica: o cristocentrismo. Cristo é para ela como o esposo, com quem está em relação de intimidade, de comunhão e de fidelidade; é o bem-amado acima de qualquer outro bem.

Esta profunda união com o Senhor é ilustrada por outro episódio tirado da vida desta insigne mística: a troca do coração. Segundo Raimundo de Cápua, que transmite as confidências recebidas de Catarina, o Senhor Jesus apareceu-lhe tendo na mão um coração humano vermelho resplandecente, abriu-lhe o peito, introduziu-o nele e disse-lhe: «Caríssima filhinha, dado que no outro dia tomei o teu coração, que tu me oferecias, eis que agora te concedo o meu, e doravante estará no lugar que o teu ocupava» (Ibidem). Catarina viveu verdadeiramente as palavras de São Paulo, «… já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).

Como a Santa de Sena, cada fiel sente a necessidade de se uniformizar com os sentimentos do Coração de Cristo para amar a Deus e ao próximo como o próprio Cristo ama. E todos nós podemos deixar-nos transformar o coração e aprender a amar como Cristo, numa familiaridade com Ele alimentada pela oração, pela meditação sobre a Palavra de Deus e pelos Sacramentos, principalmente recebendo de maneira frequente e com devoção a Sagrada Comunhão. Também Catarina pertence àquela plêiade de Santos eucarísticos, com a qual eu quis concluir a minha Exortação Apostólica Sacramentum caritatis (cf. n. 94). Estimados irmãos e irmãs, a Eucaristia é uma dádiva extraordinária de amor que Deus nos renova continuamente para alimentar o nosso caminho de fé, revigorar a nossa esperança e inflamar a nossa caridade, para nos tornar cada vez mais semelhantes a Ele.

Em volta de uma personalidade tão vigorosa e autêntica, foi-se constituindo uma verdadeira família espiritual. Tratava-se de pessoas fascinadas pela respeitabilidade moral desta jovem mulher de elevadíssimo nível de vida, e por vezes impressionadas também pelos fenómenos místicos aos quais assistiam, como os frequentes êxtases. Muitos se puseram ao seu serviço e sobretudo consideraram um privilégio ser orientados espiritualmente por Catarina. Chamavam-lhe «mãezinha», porque como filhos espirituais dela recebiam o alimento do espírito.

Também hoje a Igreja recebe um grande benefício do exercício da maternidade espiritual de numerosas mulheres, consagradas e leigas, que alimentam nas almas o pensamento de Deus, revigoram a fé das pessoas e orientam a vida cristã rumo a metas cada vez mais elevadas. «Digo-vos e chamo-vos filho — escreve Catarina, dirigindo-se a um dos seus filhos espirituais, o cartuxo Giovanni Sabbatini — enquanto vos dou à luz mediante contínuas orações e desejos diante de Deus, do mesmo modo como uma mãe dá à luz o seu filho» (Epistolário, Carta n. 141: A dom Giovanni de Sabbatini). Ao frade dominicano Bartolomeu de Dominici, ela estava habituada a dirigir-se com estas expressões: «Amadíssimo e caríssimo irmão e filhinho em Cristo, dócil Jesus».

Outra característica da espiritualidade de Catarina está vinculada ao dom das lágrimas. Elas exprimem uma sensibilidade sublime e profunda, uma capacidade de comoção e de ternura. Não poucos Santos tiveram o dom das lágrimas, renovando a emoção do próprio Jesus, que não impediu nem escondeu o seu pranto diante do sepulcro do amigo Lázaro e do sofrimento de Maria e de Marta, e da visão de Jerusalém nos seus últimos dias terrenos. Segundo Catarina, as lágrimas dos Santos misturam-se com o Sangue de Cristo, do qual ela falava com tonalidades vibrantes e imagens simbólicas muito eficazes: «Recordai Cristo crucificado, Deus e homem (…). Ponde-vos como objectivo Cristo crucificado, escondei-vos nas chagas de Cristo crucificado, afogai-vos no sangue de Cristo crucificado» (Epistolário, Carta n. 21: A alguém sobre cujo nome não se pronuncia).

Aqui podemos compreender por que motivo Catarina, embora estivesse consciente das faltas humanas dos sacerdotes, sempre teve uma grandíssima reverência por eles: eles dispensam, através dos Sacramentos e da Palavra, a força salvífica do Sangue de Cristo. A Santa de Sena convidava sempre os ministros sagrados, até o Papa, a quem chamava «doce Cristo na terra», a serem fiéis às suas responsabilidades, impelida sempre e unicamente pelo seu amor profundo e constante pela Igreja. Antes de morrer, ela disse: «Partindo do corpo eu, na verdade consumi e entreguei a minha vida na Igreja e pela Santa Igreja, o que é para mim uma graça extremamente singular» (Raimundo de Cápua, Santa Catarina de Sena, Legenda maior, n. 363).

Portanto, de Santa Catarina nós aprendemos a ciência mais sublime: conhecer e amar Jesus Cristo e a sua Igreja. No Diálogo da Providência Divina ela, com uma imagem singular, descreve Cristo como uma ponte lançada entre o céu e a terra. Ela é formada por três grandes escadas, constituídas pelos pés, pelo lado e pela boca de Jesus. Elevando-se através destas grandes escadas, a alma passa pelas três etapas de cada caminho de santificação: o afastamento do pecado, a prática da virtude e do amor, a união dócil e afectuosa com Deus.

Caros irmãos e irmãs, aprendamos de Santa Catarina a amar com coragem, de maneira intensa e sincera, Cristo e a Igreja. Por isso, façamos nossas as palavras de Santa Catarina, que podemos ler no Diálogo da Providência Divina, na conclusão do capítulo que fala de Cristo-ponte: «Por misericórdia Vós lavastes-nos no Sangue e por misericórdia desejastes dialogar com as criaturas. Ó Louco de amor! Não vos foi suficiente encarnar, mas também quisestes morrer! (…) Ó misericórdia! O meu coração ofega-me quando penso em Vós: para onde eu me dirija a pensar, mais não encontro do que misericórdia» (cap. 30, págs. 79-80).

Obrigado!


SaudaçãoAmados peregrinos vindos do Brasil e de outros países de língua portuguesa, sede bem-vindos! Santa Catarina de Sena ensina que a ciência mais sublime consiste em amar Jesus Cristo e a sua Igreja. Segui o exemplo desta santa, amando Jesus com coragem e sinceridade, para assim alcançardes a paz e a alegria que vêm de Deus. Ide em paz!

Fonte: https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2010/documents/hf_ben-xvi_aud_20101124.html

A festa da divina misericórdia é um dos elementos mais importantes da devoção à Divina Misericórdia presentes nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustina. Uma das primeiras revelações de Jesus à Santa Faustina diz respeito à Festa da Misericórdia, que deveria ser celebrada no 2º domingo da Páscoa, onde nós diz:

Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).

Atendendo a esse pedido dado pelo nosso Senhor nós da Comunidade Católica Presença tem à alegria de convidar você e seus familiares para participar da Festa da Divina Misericórdia, que acontecerá no dia 28 de Abril, na Paróquia Santuário Santo Antônio na cidade de São José do Rio Pardo, dando inicio ás 14:00h com o termino 17:00h.

Será um encontro onde estaremos reunidos com o objetivo de adentrar no coração Misericordioso de Jesus, através do santo terço, louvor, oração e pregação.

Participe deste momento e faça a experiencia da força da misericórdia, assim como relata o Emérito Bento XVI

“porque há uma força que não reside em nosso coração, mas que emana do próprio coração de Deus. É a força de sua misericórdia”.

Deus te abençoe, graça e paz!

O balanço das vítimas dos ataques de Páscoa no Sri Lanka contra três igrejas e três hotéis de Colombo, sobe para 359 mortos. É o que afirma a Polícia, acrescentando que outros 18 suspeitos foram encarcerados durante à noite, subindo para 58 o número de pessoas presas, relacionadas com os atentados.

Nesta terça-feira (23/04), dia de luto nacional, o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade dos ataques, mas o Governo cingalês afirma que as bombas são uma “retaliação pelo massacre na mesquita de Christchurch na Nova Zelândia”.

Segundo as autoridades, a reivindicação dos militantes do Califado deve ser vista com muita cautela, pois a notícia foi dada pelo Amaq, órgão oficial de imprensa do Estado Islâmico, que não dá nenhuma prova de apoio à declaração. O Governo acredita que a responsabilidade deve ser atribuída a dois grupos islâmicos locais: o National Thowheed Jamath (Ntj) e il Jamaat-ul-Mujahideen, que teriam agido com o apoio de forças estrangeiras. Enquanto isso, as autoridades prolongaram o cessar-fogo das 21h desta terça-feira às 4h desta quarta.

Morte de muitas crianças

Tinha apenas dezoito meses a vítima mais jovem dessa fúria terrorista insensata no Domingo de Páscoa, no Sri Lanka. Dentre as vítimas estão 45 crianças, conforme evidenciado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e muitos falam de “massacre dos inocentes”.

Segundo a Agência Ansa, o Unicef afirmou que 27 crianças morreram e outras 10 ficaram feridas durante a explosão na igreja de São Sebastião, em Katuwapitiya, em Negombo. Em Batticaloa morreram 13, e outras 15, de 7 a 16 anos, estão recebendo atendimento no hospital. Dentre os mortos há também cinco crianças estrangeiras, e 20 estão internadas no hospital, em Colombo.

Todavia, por trás desses números, estão gradualmente surgindo as histórias de muitas pessoas. Dentre os fiéis na igreja de Santo Antônio, em Colombo, havia também o taxista K. Pirathap que com sua esposa e duas filhas havia um motivo a mais para celebrar: tinha comprado um carro novo.

No início, eles eram tidos como desaparecidos. Depois, um tio deles foi chamado para ver se dentre os 40 cadáveres das pessoas mortas na igreja havia também os deles. Ele os encontrou ali.

Depois, há o fim absurdo da família de um dos terroristas, Insan Seelawan. Quando a Polícia foi à sua casa, em Dematagoda, na terça-feira (23/04), sua esposa, que estava em casa com seus dois filhos, explodiu uma bomba.

Ninguém tem o direito de tirar a vida

Ainda nesta terça-feira, na igreja de São Sebastião de  Katuwapitiya, em Negombo, houve os funerais de 15 católicos mortos.

Até agora as pessoas assassinadas naquela igreja são 102. Segundo a correspondente de AsiaNews, Melani Manel Perera, que se encontra no Sri Lanka, “durante a bênção dos corpos, o cardeal Malcolm Ranjith, arcebispo de Colombo, disse: “Ninguém tem o direito de tirar a vida. A vida é dom de Deus. Qual é o objetivo de matar pessoas inocentes? Colecionar tesouros neste mundo? Ou assumir o poder e governar este país sobre o sangue dos pobres inocentes? Sobre os corpos de pessoas que não têm nenhuma culpa? Peço-lhes para deter o derramamento de sangue. Chega de matar nesse momento. Peço-lhes pelo amor de Deus. É isso que os assassinos esperam de nós.”

“Sob um controle rígido, às 10h da manhã desta terça-feira”, ressalta ainda a jornalista de AsiaNews, “houve os funerais comuns para aqueles que tinham pedido.

Alguns caixões foram levados ao pátio da igreja Katuwapitiya onde foi armada uma grande tenda em que cabiam 15 caixões. Somente os familiares, os religiosos e os jornalistas puderam participar da bênção do cardeal Ranjith, os bispos auxiliares, dom Maxwell Silva e dom J.D. Anthony, junto com outros sacerdotes. Estavam presentes muitos sacerdotes. Depois da bênção, os familiares levaram os defuntos ao cemitério e a maioria dos corpos foi enterrada.

O arcebispo de Colombo afirmou: “A vida é um segredo. Somente Deus tem o poder de decidir e nós devemos obedecer ao seu querer. Talvez, neste momento, algum dos responsáveis dessa tragédia esteja nos ouvindo. Temos de dizer a todos que nós não aceitamos atos desse tipo por nenhum motivo. Qualquer que seja a expectativa, é errado fazer essas coisas”.

“Quando chegar a hora da paz e da reconciliação entre as pessoas”, acrescentou, “quando chegar a hora de estabelecer essa paz, Deus os punirá por aquilo que fizeram. Vocês não têm o direito de tirar a vida de pessoas inocentes. A sua consciência sabe bem que ninguém tem o direito de destruir o corpo do outro. Os nossos fiéis vieram como uma família, como indivíduos para adorar a Deus, assim como vieram aqueles que perderam suas vidas. É uma experiência muito dolorosa. Qualquer fraqueza que tivessem, para todos nós tinham valor, porque eles receberam a vida de Deus. As vítimas desses ataques se tornaram ainda mais vítimas.”

Visita do presidente do Sri Lanka em Negombo

Na manhã de terça-feira, refere ainda Melani Manel Perera de AsiaNews, o presidente Maithripala Sirisena visitou a igreja destruída de São Sebastião para ter informações sobre a situação e examinar os danos provocados na estrutura.

Ele encontrou o pároco pe. Fonseka e manifestou seus sentimentos a ele e a todos os católicos daquela área. Sirisena informou-se sobre os trabalhos de reconstrução. Depois, disse que ordenou ao Exército do Sri Lanka de terminar os trabalhos o mais rápido possível. Durante o encontro, ele afirmou que o Governo adotou todas as medidas necessárias para prevenir outros atos violentos desse tipo no país. Ao mesmo tempo, o presidente se uniu à despedida dos defuntos que morreram na explosão. Visitou várias casas da área, levando sua saudação e condolências aos familiares das vítimas e a toda a comunidade católica.

Nesta quarta-feira (24/04), Sirisena anunciou uma rápida reestruturação do aparato de inteligência do país, afirmando que não tinha sido informado sobre o perigo de atentado.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html

Santo Agostinho lançou um apelo que, muitos séculos depois, manteve intacta a sua relevância: “In te ipsum redi. In interiore homine habitat veritas”[1]: “Retorne a si mesmo. A verdade habita no homem interior”. Em um discurso ao povo, com insistência ainda maior, ele exorta:

“Entrai de novo em vosso coração! Onde quereis ir para longe de vós? Ao ir longe, vos perdereis. Por que vos dirigis a estradas desertas? Retornai do vosso deambular que vos levastes para fora da estrada; voltai para o Senhor. Ele está pronto. Em primeiro lugar, retornai ao vosso coração, vós que vos tornastes estranhos a vós mesmos, vagando lá fora: não vos conheceis a vós mesmos, e procurais aquele que vos criou! Voltai, retornai ao coração, desprendei-vos do vosso corpo… Retornai ao coração: ali examinai o que se pode perceber de Deus, porque ali se encontra a imagem de Deus; na interioridade do homem mora Cristo, na vossa interioridade vos renovais segundo a imagem de Deus”[2].

Continuando o comentário iniciado no Advento sobre o versículo do Salmo “A minha alma tem sede do Deus vivo”, refletimos sobre o “lugar” onde cada um de nós entra em contato com o Deus vivo. No sentido universal e sacramental este “lugar” é a Igreja, mas no sentido pessoal e existencial é o nosso coração, o que a Escritura chama “o homem interior”, “o homem escondido no coração”[3]. Esta escolha é impulsionada também pelo tempo litúrgico em que nos encontramos.  Jesus nestes quarenta dias está no deserto, e é aí que devemos chegar até ele. Nem todos podem ir para um deserto exterior; mas todos podemos nos refugiar no deserto interior que é o nosso coração. “Cristo habita na interioridade do homem”, disse-nos Agostinho.

Se quisermos uma imagem plástica ou um símbolo que nos ajude a realizar esta conversão interior, o Evangelho oferece-nos com o episódio de Zaqueu. Zaqueu é o homem que quer conhecer Jesus e, para isso, sai de casa, entra na multidão, sobe a uma árvore… Procura-o fora. Mas, eis que, quando Jesus passou, viu-o e disse-lhe: “Zaqueu, desce imediatamente, porque hoje tenho de entrar em tua casa” (Lc 19, 5). Jesus traz Zaqueu de volta à sua casa e ali, no segredo, sem testemunhas, acontece o milagre: Ele conhece verdadeiramente quem é Jesus e encontra a salvação.

Nós nos parecemos muito com Zaqueu. Procuramos Jesus e o procuramos fora, nas ruas, na multidão. E é o próprio Jesus quem nos convida a voltar à nossa casa em nossos corações, onde Ele deseja encontrar-se conosco.

Interioridade, um valor em crise

A interioridade é um valor em crise. A “vida interior” que antes era quase sinônimo de vida espiritual, agora tende a ser vista com desconfiança. Há dicionários de espiritualidade que omitem completamente as vozes “interioridade” e “recolhimento” e outros que as trazem, mas não sem expressar algumas reservas. Por exemplo, nota-se que, afinal, não há nenhum termo bíblico que corresponda exatamente a estas palavras; que poderia ter havido, neste ponto, uma influência decisiva da filosofia platônica; que poderia favorecer o subjetivismo e assim por diante.

Um sintoma revelador deste declínio do gosto e da estima pela interioridade é o destino da Imitação de Cristo, que é uma espécie de manual para a introdução à vida interior. De livro mais amado entre os cristãos, depois da Bíblia, ele passou, em poucas décadas, a ser um livro esquecido.

Algumas das causas desta crise são antigas e inerentes à nossa própria natureza. A nossa “composição”, isto é, o nosso ser feito de carne e espírito, nos faz como um plano inclinado, mas inclinado para o exterior, o visível e o múltiplo. Assim como o universo, após a explosão inicial (o famoso Big Bang), também nós estamos em fase de expansão e de afastamento do centro. “O olho não para de olhar, nem o ouvido se cansa de ouvir”, diz as Escrituras (Ec 1, 8). Estamos perpetuamente “saindo” por aquelas cinco portas ou janelas que são nossos sentidos.

Outras causas são mais específicas e atuais. Uma delas é a emergência do “social” que é certamente um valor positivo do nosso tempo, mas que, se não for reequilibrado, pode acentuar a projeção ao exterior e a despersonalização do homem. Na cultura secularizada e leiga dos nossos tempos o papel que desempenhava a interioridade cristã foi assumido pela psicologia e pela psicanálise, que, no entanto, se detêm no inconsciente do homem e, em todo caso, na sua subjetividade, independentemente da sua íntima ligação com Deus.

No campo eclesial, a afirmação, com o Concílio, da ideia de uma “Igreja para o mundo” fez com que o antigo ideal de fugir do mundo fosse por vezes substituído pelo ideal de fugir para omundo. O abandono da interioridade e a projeção para o exterior é um aspecto – e entre os mais perigosos – do fenômeno do secularismo. Houve até mesmo uma tentativa de justificar teologicamente esta nova orientação que tomou o nome de teologia da morte de Deus, ou da cidade secular. Deus – se fala – deu-nos, ele próprio, um exemplo. Encarnando-se, esvaziou-se, saiu de si mesmo, da interioridade trinitária, “mundanizou-se”, isto é, dispersou-se no profano. Tornou-se um Deus “fora de si mesmo”.

A interioridade na Bíblia

Como sempre, no cristianismo, a crise de um valor tradicional deve ser respondida realizando uma recapitulação, isto é, retomando as coisas ao seu início para levá-las a uma nova realização. Em outras palavras, trata-se de partir novamente da palavra de Deus e, à sua luz, de redescobrir, na própria Tradição, o elemento vital e perene, libertando-o dos elementos caducos com os quais se revestiu ao longo dos séculos. Foi isto que o Concílio Vaticano II seguiu como método em todo o seu trabalho. Como na natureza, na primavera, a árvore é podada dos ramos da estação anterior para possibilitar uma nova floração do tronco, assim também nós devemos fazer na vida da Igreja.

Já os profetas de Israel haviam lutado para deslocar o interesse do povo das práticas exteriores de culto e do ritualismo para a interioridade da relação com Deus. “Este povo – lemos em Isaías – vem a mim apenas com palavras e honra-me com os lábios, enquanto o seu coração está longe de mim e o culto que me prestam é uma enxurrada de costumes humanos” (Is 29, 13). A razão é que “o homem olha para as aparências, mas Deus examina o coração” (1 Sam 16,7). “Rasgai o vosso coração, não as vossas vestes, lemos noutro profeta” (Gl 2, 13).

É o tipo de reforma religiosa que Jesus assumiu e fez frutificar. Alguém que examine a obra de Jesus e as suas palavras, fora de preocupações dogmáticas, do ponto de vista da história das religiões, observa antes de tudo uma coisa: que ele quis renovar a religiosidade judaica, muitas vezes acabada nas águas rasas do ritualismo e do legalismo, recolocando no centro dela uma relação íntima e vivida com Deus. Ele não se cansa de se referir àquela esfera “secreta “, o “coração”, onde se faz o verdadeiro contato com Deus e com a sua vontade viva e da qual depende o valor de cada ação (cf. Mt 15, 10 ss.). O chamado à interioridade encontra a sua motivação bíblica mais profunda e objetiva na doutrina da inabitação de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, na alma do batizado[4].

Com o passar do tempo, na visão bíblica da interioridade cristã, algo ficou obscuro, contribuindo para a crise de que falei acima. Em certas correntes espirituais, como em alguns místicos do Reno, o caráter objetivo desta interioridade havia sido obscurecido. Eles insistem em um retorno ao “fundo da alma” através do que eles chamam de “introversão”. Mas nem sempre fica claro se este “fundo da alma” pertence à realidade de Deus ou à do eu, ou, pior ainda, se ambos estão, ao mesmo tempo, panteisticamente fundidos.

Nos últimos séculos, o aspecto do método tinha acabado por prevalecer sobre o conteúdo da interioridade cristã, por vezes reduzindo-a a uma espécie de técnica de concentração e de meditação, mais do que ao encontro com Cristo vivo no coração, embora não tenham faltado em nenhuma época realizações esplêndidas da interioridade cristã. A Beata Isabel da Trindade está na linha da mais pura interioridade objetiva, quando escreve: “Encontrei o céu na terra, porque o céu é Deus e Deus está no meu coração”.

Retorno à interioridade

Mas voltemos ao presente. Por que é urgente voltar a falar de interioridade e redescobrir o seu sabor? Vivemos numa civilização toda projetada para o exterior. O que se observa no âmbito físico ocorre no âmbito espiritual. O homem envia suas sondas para a periferia do sistema solar, fotografa o que está em planetas distantes, mas ignora o que se agita a poucos milhares de metros abaixo da crosta terrestre e, portanto, não consegue prever terremotos e erupções vulcânicas. Também sabemos, agora em tempo real, o que acontece no outro extremo do mundo, mas ignoramos o que se agita no fundo do nosso coração. Vivemos como numa centrifugadora em ação a toda a velocidade.

Fugir, isto é, sair, é uma espécie de palavra de ordem. Existe até uma literatura de escapismo, espetáculos de evasão. A evasão está, por assim dizer, institucionalizada. O silêncio assusta. Não se consegue viver, trabalhar, estudar sem voz ou música por perto. Há uma espécie de horror vacui, de medo do vazio, que nos leva a ficar atordoados.

Tive a oportunidade de pisar uma vez numa discoteca, convidado para conversar com os jovens ali reunidos. Bastou-me para ter uma ideia do que reina ali: a orgia do barulho, o ruído ensurdecedor como droga. Na saída da discoteca foram feitas pesquisas entre os jovens e à pergunta: “Por que vocês se reúnem neste lugar?”, responderam alguns: “Para não pensar!”. Mas é fácil imaginar a que manipulações estão expostos os jovens que desistiram de pensar.

“Que sejam sobrecarregados de trabalhos; ocupem-se eles de suas tarefas e não deem ouvidos às palavras de Moisés!” foi a ordem do Faraó do Egito (cf. Ex 5, 9). A ordem tácita, mas não menos peremptória, dos faraós modernos é: “Sobrecarreguem de barulho estes jovens, que fiquem atordoados, para que não pensem, não façam escolhas livres, mas sigam a moda que nos convém, comprem o que dizemos, pensem como queremos!”. Para um setor muito influente da nossa sociedade, o do entretenimento e da publicidade, os indivíduos contam apenas como “espectadores”, números que aumentam a “audiência” dos programas.

Temos de nos opor a este esvaziamento com um “não” resoluto. Os jovens são também os mais generosos e dispostos a rebelar-se contra a escravidão e, de fato, há fileiras de jovens que reagem a este assalto e, em vez de fugir, procuram lugares e tempos de silêncio e de contemplação para encontrarem de vez em quando a si próprios e, em si, a Deus. São muitos, mesmo que ninguém fale deles. Alguns fundaram casas de oração e de contínua adoração eucarística e, através da Rede, dão a muitos a possibilidade de se unirem a eles.

A interioridade é o caminho para uma vida autêntica. Hoje fala-se muito de autenticidade e se faz dela o critério de sucesso ou fracasso da vida. Talvez o filósofo mais famoso do século passado, Martin Heidegger, tenha colocado este conceito no centro do seu sistema. Para o cristão, a verdadeira autenticidade só pode ser alcançada vivendo o “coram Deo”, na presença de Deus.

Um vaqueiro – escreve Kierkegaard – que, se possível, é um “eu” diante das vacas, é um “eu” muito baixo; um soberano que é um “eu” diante de seus servos, o mesmo. Nenhum deles é um “eu”; em ambos os casos falta a medida… Mas que realidade infinita o “eu” não adquire, adquirindo consciência de existir diante de Deus, tornando-se um eu humano, cuja medida é Deus! […] Fala-se tanto de vidas desperdiçadas. Mas desperdiçada é apenas a vida daquele homem que nunca percebeu, porque nunca teve, no sentido mais profundo, a impressão de que existe um Deus e que ele, precisamente ele, o seu eu, está diante deste Deus”[5].   

O Evangelho nos conta a história de um desses “vaqueiros”. Havia fugido da casa paterna e dissipado os seus bens e a sua juventude, vivendo dissolutamente. Mas um dia “voltou a si mesmo”. Reexaminou a sua vida, preparou as palavras a dizer e partiu a caminho da casa de seu pai (cf. Lc 15, 17). A sua conversão ocorreu neste momento, antes de se mudar, enquanto estava sozinho no meio de uma manada de porcos. Aconteceu no momento em que “reentrou em si mesmo”. Depois disso, não fez nada além de executar o que tinha decidido. A conversão externa foi precedida da conversão interna e recebeu o seu valor da mesma. Quanta fecundidade nesse “retornar a si mesmo!”.

Não são apenas os jovens que estão sobrecarregados com a onda de exterioridade. O mesmo acontece com as pessoas mais comprometidas e ativas da Igreja. Até os religiosos! Dissipação é o nome da doença mortal que nos mina a todos. Acaba-se por ser como um vestido de cabeça para baixo, com a alma exposta aos quatro ventos. Em um discurso proferido aos superiores de uma ordem religiosa contemplativa, São Paulo VI disse:

“Hoje estamos em um mundo que parece estar lutando com uma febre que se infiltra até no santuário e na solidão. O barulho e o ruído invadiram quase tudo. As pessoas já não conseguem se recolher. Nas garras de mil distrações, elas habitualmente dissipam as suas energias atrás das diferentes formas da cultura moderna. Jornais, revistas, livros invadem a intimidade das nossas casas e dos nossos corações. É mais difícil do que nunca encontrar a ocasião para aquele recolhimento em que a alma pode estar plenamente ocupada em Deus”.

Santa Teresa de Ávila escreveu uma obra intitulada O Castelo Interior, que é certamente um dos frutos mais maduros da doutrina cristã da interioridade. Mas há também, infelizmente, um “castelo exterior” e hoje vemos que é possível fechar-se também neste castelo. Trancados fora de casa, incapazes de entrar. Prisioneiros da exterioridade! Santo Agostinho descreve assim a sua vida antes da conversão:

“Estavas dentro de mim e eu fora e eu te procurava aqui em baixo, me jogando deformado, sobre essas formas de beleza que são as suas criaturas. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Mantinham-me afastado de ti aquelas criaturas que não existiram se não fosse porque as fizeste existir”[6].

Quantos de nós deveríamos repetir esta amarga confissão: “Estavas dentro de mim, mas eu estava fora!” Há quem sonhe com a solidão, mas só sonham com ela. Amam-na, desde que permaneça no sonho e nunca se traduza em realidade. Na realidade, fogem dela, têm medo dela. O desaparecimento do silêncio é um sintoma grave. Foram removidos, quase que totalmente, aqueles típicos cartazes que em todos os corredores das casas religiosas intimavam em latim: Silentium!  Creio que em muitos ambientes religiosos exista o dilema: Ou silêncio ou morte! Ou encontramos um clima e tempos de silêncio e interioridade ou é o esvaziamento espiritual progressivo e total. Jesus chama o inferno de “as trevas exteriores” (cf. Mt 8,12) e esta designação é muito significativa.

Não nos deixemos enganar pela objeção habitual: mas Deus se encontra fora, em nossos irmãos, nos pobres, na luta pela justiça; se encontra na Eucaristia que está fora de nós, na palavra de Deus… Tudo verdade. Mas onde é que tu realmente “encontras” o teu irmão e os pobres, se não no teu coração? Se só os encontras fora, não é um “eu”, uma pessoa que encontras, mas uma coisa; é mais um choque do que um encontro. Onde encontras o Jesus da Eucaristia senão na fé, isto é, dentro de ti? Um verdadeiro encontro entre pessoas só pode acontecer entre duas consciências, duas liberdades, isto é, entre duas interioridades.

É também errado pensar que a insistência na interioridade pode prejudicar o empenho ativo pelo Reino e pela justiça; pensar, em outras palavras, que afirmar o primado da intenção pode prejudicar a ação. A interioridade não se opõe à ação, mas a uma certa forma de agir. Longe de diminuir a importância de agir por Deus, a interioridade a fundamenta e a preserva.

O eremita e o seu eremitério

Se quisermos imitar o que Deus fez encarnando-se, imitemo-lo verdadeiramente até ao extremo. É verdade que ele se esvaziou, saiu de si mesmo, da interioridade da Trindade, para vir ao mundo. Mas sabemos como isso aconteceu: “O que era permaneceu, o que não era assumiu”, diz um antigo adágio sobre a Encarnação. Sem abandonar o seio do Pai, o Verbo veio entre nós. Nós também vamos em direção ao mundo, mas sem nunca nos abandonarmos completamente. “O homem interior – diz a Imitação de Cristo – recolhe-se espontaneamente porque nunca se dispersa completamente nas coisas exteriores. Ele não é prejudicado pela atividade externa e pelas ocupações necessárias, mas sabe se adaptar às circunstâncias”[7].

Mas procuremos também ver como fazer, concretamente, para redescobrir e preservar o hábito da interioridade. Moisés era um homem muito ativo. Mas nós lemos que ele fez construir uma tenda portátil e em cada estágio do êxodo armava a tenda fora do acampamento e regularmente entrava nela para consultar o Senhor. Ali, o Senhor falava com Moisés “face a face, como um homem fala ao outro” (Ex 33,11).

Isto nem sempre pode ser feito. Nem sempre é possível retirar-se a uma capela ou a um lugar solitário para reencontrar o contato com Deus. São Francisco de Assis sugere outra medida mais acessível. Ao enviar seus frades pelas ruas do mundo, dizia: “Temos um eremitério sempre conosco onde quer que vamos e quando quisermos podemos, como eremitas, voltar a esse eremitério. “O irmão corpo é o eremitério e a alma a eremita que  vive dentro dele para rezar a Deus e meditar”[8]. É a mesma recomendação que Santa Catarina de Siena expressava com a imagem da “cela interior” que todos levam consigo e na qual é sempre possível retirar-se com o pensamento, para reconectar um contato vivo com a Verdade que vive em nós.

É a esta cela invisível, não delimitada por muros – escreve Santo Ambrósio – que Jesus nos convida com as palavras: “Quando orares, entra no teu quarto e, quando a porta estiver fechada, ora a teu Pai em segredo” (Mt 6, 6).[9]

No início escutamos o apelo sincero de Santo Agostinho para voltar ao coração, terminamos escutando outro apelo igualmente sincero na mesma direção, o que Santo Anselmo de Aosta dirige ao leitor no início de seu Proslogion:

Vamos, homenzinho, abandona as tuas ocupações por um momento, esconde-te um pouco dos teus pensamentos tumultuados. Abandone agora as suas pesadas preocupações, adie os seus compromissos laboriosos. Dedique-se a Deus por um tempo e descanse nele. Entra na câmara do teu espírito, exclui tudo dela, exceto Deus e tudo o que te ajude a buscá-lo, e quando fechardes a porta (Mt 6, 6), buscai-o. Dize agora, ó meu coração, na tua totalidade, dize agora a Deus: “Busco o teu rosto; o teu rosto, ó Senhor, eu busco” (Sl 27,8).

Com estes desejos e intenções começamos o nosso dia de trabalho, ao serviço da Igreja.

Na audiência ao prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, no último sábado, o Papa Francisco reconheceu o milagre por intercessão do Venerável Servo de Deus Pe. Donizetti Tavares de Lima que será beatificado, e as virtudes heróicas dos Servos de Deus frei Damião de Bozzano e do leigo Nelson Santana.

Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência, no último sábado (06/04), o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu.

Pe. Donizetti Tavares de Lima será beatificado

Durante o encontro, o Santo Padre autorizou a promulgação de alguns decretos, reconhecendo o milagre por intercessão do Venerável Servo de Deus Pe. Donizetti Tavares de Lima que será beatificado.

O sacerdote diocesano brasileiro nasceu em 3 de janeiro de 1882, em Cássia (MG), e faleceu em 16 de junho de 1961, em Tambaú (SP).

Padre Donizetti espalhou por Tambaú diversas obras sociais, dentre as quais a fundação do asilo São Vicente de Paulo e da Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Tambaú. Criou também a Congregação Mariana, a Irmandade das Filhas de Maria e o Círculo Operário Tambauense.Ouça a reportagem

Exerceu seu sacerdócio como Jesus, a serviço dos pobres, dos marginalizados e doentes. Viveu de maneira simples e humilde, sempre à disposição do povo.

Ainda hoje em Tambaú as suas obras sociais continuam sendo testemunhas de seu zelo social. Tinha grande devoção a Nossa Senhora Aparecida. Em sua época, contam-se vários sinais milagrosos da multidão que ia a Tambaú para receber a bênção do pe. Donizetti.

Nelsinho Santana, menino de grande fé

Francisco reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus Nelson Santana que torna-se Venerável. Leigo, brasileiro de Ibitinga (SP), Nelson nasceu 31 de julho de 1955, e morreu em Araraquara (SP), em 24 de dezembro de 1964., na vigília de Natal.

Nelsinho, como era conhecido, era um garoto que tinha câncer no braço. Entre os 7-8 anos, ele sofreu uma queda, provocando um ferimento no ombro esquerdo que começou a se complicar. Seu braço esquerdo foi amputado. Dos 7 aos 9 anos praticamente morou no hospital e fez lá a sua primeira comunhão. Ele mesmo anunciou a sua morte previamente. O lugar onde Nelsinho foi enterrado, com o passar do tempo, tornou-se alvo de muitas visitas por graças alcanças atribuídas a ele.

Frei Damião de Bozzano e as Santas Missões

Francisco também reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus frei Damião de Bozzano, no século Pio Giannotti, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Ele agora torna-se Venerável. O frade capuchinho nasceu em Bozzano, na Itália, em 5 de novembro de 1898 e morreu em Recife, no Brasil, em 31 maio de 1997.

Frei Damião chegou ao Brasil, em 1931, e radicou-se em Recife. Dedicou-se às populações mais pobres do país e às Santas Missões durante os seus 66 anos de vida religiosa.

As Santas Missões eram um tempo forte de graça e conversão. A cidade parava para ouvir e celebrar a Palavra de Deus proclamada por Frei Damião. Durante a semana da Missão havia encontros específicos com homens, mulheres, jovens, catequese para as crianças, visitas aos doentes e encarcerados.

A Missão começava geralmente na segunda-feira e encerrava-se no domingo com a procissão dos motoristas e a bênção dos automóveis pela manhã, e à noite, o grande sermão com os últimos conselhos do missionário.

Outros cinco novos Veneráveis

O Pontífice reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus Carlo Cavina, sacerdote diocesano, fundador da Congregação das Filhas de São Francisco de Sales. Nasceu em Castel Bolognese, na Itália, em 29 de agosto de 1820 e morreu em 15 de setembro de 1880 em Lugo (Itália).

O Papa também reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus Raffaele de Sant’Elia a Pianisi, no século Domenico Petruccelli, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Nasceu em Sant’Elia a Pianisi, na Itália, em 14 de dezembro de 1816 e ali faleceu em 6 de janeiro de 1901.

Reconheceu também as virtudes heroicas do Servo de Deus Vittorino Nymphas Arnaud Pagés, no século Agostino, irmão professo do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs. Nasceu em Onzillon, na França, em 7 de setembro de 1885 e morreu em San Juan de Puerto Rico (Porto Rico), em 16 de abril de 1966.

O Papa também reconheceu as virtudes heroicas da Serva de Deus Consolata Betrone, no século Pierina Lorenzina Giovanna, monja professa das Clarissas Capuchinhas. Nasceu em Saluzzo, na Itália), em 6 de abril de 1903, e morreu em Moriondo (Itália), em 18 de julho de 1946.

Por fim, o Sant oPadre reconheceu as virtudes heroicas da Serva de Deus Gaetana Tolomeo, conhecida como “Nuccia”, leiga nascida em Catanzaro, Itália, em 10 de abril de 1936 e falecida ali em 24 de janeiro de 1997.

Fonte:
https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2019-04/papa-promulgacao-decretos-pe-donizetti-tavares-de-lima-beato.html

Nesta quarta pregação, do período quaresmal, o Capuchinho continuou a aprofundar o tema: “Voltar para dentro de si mesmo”, extraído do pensamento de Santo Agostinho.

Deus vivo

Frei Cantalamessa iniciou sua meditação recordando que, este ano, celebramos o oitavo centenário do encontro de São Francisco de Assis com o Sultão do Egito al-Kamil, ocorrido em 1219, ao regressar da sua viagem ao Oriente.

Este evento, disse o Pregador, tem um detalhe que diz respeito ao tema das meditações quaresmais sobre o “Deus vivo”.

Ao voltar do Oriente, o Pobrezinho de Assis escreveu uma carta de exortação aos Poderosos das Nações.

Acredita-se que o Santo tenha se inspirado na sua viagem ao Oriente, onde ouviu a oração vespertina dos muezins através dos minaretes. Um belo exemplo, não só de diálogo entre as diferentes religiões, mas também de enriquecimento mútuo.

Nós, cristãos, – disse o Pregador da Casa Pontifícia – temos uma imagem diferente de Deus: um Deus que é amor infinito, além de poder infinito, ao qual temos a obrigação primordial de adorar: “Virá a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores deverão adorar o Pai em espírito e verdade”, diz o evangelista João.

Texto integral da quarta meditação do Frei Cantalamessa

Adoração

O Novo Testamento deu maior dignidade à palavra “adoração”. De fato, “Está escrito: ao Senhor, teu Deus adorarás, só a ele prestarás culto“.

A Igreja – disse Cantalamessa – retomou este ensinamento, fazendo da adoração o ato por excelência do culto. A adoração é o único ato religioso que não pode ser oferecido a ninguém, em todo o universo, nem sequer a Nossa Senhora, mas apenas a Deus.

A atitude externa, que corresponde à adoração, é, geralmente, a genuflexão, o gesto de dobrar os joelhos.

Mas, o que significa, realmente, adorar, perguntou o Frei Capuchinho. A expressão de adoração mais eficaz, do que qualquer palavra, afirmou, é o silêncio, na presença do Senhor Deus!” Adorar, segundo a maravilhosa afirmação de São Gregório de Nazianzeno, significa “elevar a Deus um hino de silêncio”! É consentir a Deus ser Deus. 

Mas, adorar a Deus não é tanto um dever, uma obrigação, mas um privilégio, uma necessidade. O homem precisa de algo majestoso para amar e adorar! Ele foi criado para isto.  Não é Deus que precisa ser adorado, mas o homem que precisa adorar. No entanto, adoração deve ser um ato livre.

O Padre Raniero Cantalamessa concluiu sua quarta pregação de Quaresma dizendo que a Igreja Católica tem uma forma particular de adoração: adoração Eucarística, o culto eucarístico, a contemplação de Cristo e do seu mistério. Enfim, a adoração Eucarística é uma das formas mais eficazes de evangelização.

O Pregador terminou sua meditação com o Salmo: “Vinde, inclinemo-nos em adoração; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou. Ele é nosso Deus! Nós somos as suas ovelhas e ele o nosso Pastor”!

Fonte: https://www.vaticannews.va

Aconteceu dos dias 29 à 31 de março, no Santuário Nossa Senhora do Desterro em Casa Branca-SP, o II Congresso Amor Autêntico Brasil, com o tema: “Não tenhais medo de escolhas definitivas”. O Congresso reuniu diversos jovens de várias partes do Brasil, com o objetivo de ser uma resposta concreta ao Sínodo dos Bispos sobre Juventude, Fé e Discernimento Vocacional, encorajando os jovens a construírem um projeto de vida sólido pautado nos valores do evangelho, especialmente o matrimônio, mostrando a verdade sobre o amor.

#euacreditonoamorautentic

Projeto Recanto Pastorinho- SP está comemoramos 6 anos de existência.

O projeto atende crianças e adolescentes de 6 a 15 anos da cidade de São José do Rio Pardo. Tendo como objetivo promover a construção de valores e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitário, através de atividades diversificadas, contribuindo assim para o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes.

Para conhecer mais esse projeto entre em contato conosco através dos telefones 19 3608-1113 ou 19 99827-1531 Ritiane

Graça e paz!
No dia 17 de março de 2019 aconteceu na comunidade católica presença na missão Maraba encontro vocacional de 2019. Teve como tema ” Encontro fascinante,” as pregações foram ministradas pelos missionários Lidiane, Maria Vanessa e Dienes.

Os vocacionados foram convidados a recordar seu encontro com Cristo, para que livremente dê uma resposta a Deus, desejando sempre fazer a vontade Dele.

Abraço fraterno

Dienes Ramos Assunção
(Coordenadora vocacional da missão Marabá)

Olá irmãos, graça e paz!

No dia 14 de Abril deste ano, nossa Igreja inicia com o Domingo de Ramos a caminhada intensa para a Páscoa, a Semana Santa ou Semana Maio. E para que você e sua família possam vivê-la bem, aqui estão algumas informações de significação importantes para nós católicos:

  1. Uma das cerimônias litúrgicas deste dia é a Bênção dos Santos Óleos, usados durante todo o ano pelas paróquias: o da Crisma, o dos Catecúmenos e o dos Enfermos.
  2. A Eucaristia é o Sacramento Memorial Perpétuo das maravilhas de Deus realizadas por Jesus. Ele dá um sentido novo à Páscoa e atualiza a libertação da escravidão, a do povo de Israel que saiu do Egito; e a nossa, quando nos liberta de nossos pecados.
  3. Quando Jesus ordena aos seus discípulos “Fazei isso em memória de mim”, e que repetissem essas suas palavras e esse seu gesto (da última ceia) de geração em geração até a sua volta, os constitui sacerdotes do Novo Testamento, e todos aqueles que o fizerem participando ministerialmente, até a sua volta.
  4. No Evangelho, Jesus lava os pés dos discípulos, esse gesto é chamado “Mandatum” (mandamento). Este mandamento do Amor Fraternal compromete todos os discípulos de Jesus, inclusive a nós, sem qualquer distinção ou exceção. Pois deixou claro que se fez servo, e que nós devemos ser servos uns dos outros. Esse servir é uma expressão do Amor, do Perdão e do Ajudar.
  1. A Celebração da Luz acontece à noite, é uma vigília em honra ao Senhor, e pela exortação do Evangelho, temos as luzes acesas aguardando o Senhor chegar para que nos encontre à sua espera, e nos convide a sentarmos em sua mesa.
  2. Em um lugar à parte, prepara-se uma fogueira, a assembleia se reúne ao seu redor e o sacerdote abençoa o fogo novo. O Círio Pascal é apresentado ao sacerdote que faz uma cruz nele com um estilete e pronuncia as palavras sobre a eternidade de Cristo. Expressa assim por meio de gestos e palavras toda a doutrina do Império de Jesus sobre o cosmo, pois nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo (homens, coisas e tempo) estão submetidos a Seu Senhorio.
  3. Na Procissão do Círio Pascal as luzes permanecem apagadas, o diácono toma o Círio e proclama “Eis a Luz de Cristo!”, os fiéis respondem “Demos graças a Deus!”, e acendem suas velas no fogo do Círio, que representa o Cristo Ressuscitado, a Coluna de Fogo e de Luz que nos guia pelas trevas.
  4. Para a “Proclamação da Páscoa” assembleia permanece de pé com as velas acesas, o presidente da Celebração incensa o Círio, e a Páscoa é Proclamada, o hino de louvor anuncia a Alegria da Páscoa (no Céu, na Terra, na Igreja, e da Assembleia dos Cristãos), que provém da vitória de Jesus sobre as trevas, e as velas são apagadas.
  5. As leituras da Liturgia desta noite percorrem o antigo e o novo testamento, recordando desde a criação do mundo, a libertação do povo judeu (Páscoa dos Judeus), até Jesus Cristo que é o cumprimento de todas as profecias.

            Agora que já conhecemos um pouco mais sobre a Semana Santa, você e sua família estão convidados pelo próprio Senhor, a participarem com muita devoção de cada dia desta semana iluminada que trás sentido à nossa fé, e juntos podermos proclamar em um só coração, o grande “Aleluia” da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Abraço Fraterno!

Cristiane Carneiro Marques – Missionária da Comunidade Católica Presença

SERIA A QUARESMA UMA IMPOSIÇÃO DA IGREJA PARA SEUS FIÉIS?

É chegado o tempo da Quaresma, que para nós Cristãos é especial pela reflexão e vivência do jejum, da penitência, da oração e da esmola (MT 6,1-9). É importante se ter claro que Jejum, penitência, oração e esmola, são aspectos de todos os tempos da vida Cristã e não apenas da Quaresma. Contudo a Quaresma nos leva a olhar de uma maneira diferente para esses elementos, em vistas de preparar-nos para a Páscoa, ou seja, sem uma boa vivência da Quaresma nossa Páscoa é superficial.

A Quaresma não é uma invenção da Igreja, mas é proposta pela mesma, antes de tudo, porque Jesus a viveu MT 4,1-11, em outras palavras, o primeiro referencial da Quaresma é o próprio Cristo, quer dizer que, buscar vivê-la é se configurar a Cristo, é trilhar um caminho que antes foi trilhado por nosso Mestre e Senhor, portanto na Quaresma, dentre outras coisas, Jesus revela armas para combatermos a concupiscência e o demônio, assim vivenciarmos o nosso Batismo.

JEJUM E PENITÊNCIA É A MESMA COISA?

Jejum e Penitência são coisas diferentes. Enquanto o Jejum consiste em se tirar refeição, podendo ser isso de forma total (quando não se faz nem uma refeição durante o dia), pode também ser de forma atenuada (fazendo-se apenas uma refeição completa, isto é, come-se naquela refeição o que comeríamos em outros dias (nem mais, nem menos) e dois leves lanches, um no café da manhã e outro no café da noite, de maneira que esses dois últimos juntos não deem um completo, além disso, deve-se tomar líquido caso necessário). Estas, portanto, seriam as formas mais tradicionais de jejum, contudo há outras, por exemplo, o jejum a pão e água.

a penitência consiste em se abster de algo, que não necessariamente é alimento e não implica necessariamente em tirar refeições completas, por exemplo, me propor em não jogar vídeo game ou em não comer chocolate. A penitência deve ser de algo que se goste e se tenha acesso. Tanto a penitência, quanto o jejum, deve nos interpelar ao autodomínio, a mortificação. Toda via isso também pode se dar no sentido inverso,ou seja,vez de evitar comer algo que se goste, se propor a comer algo que não se goste, por exemplo, não gostar de alface, mas por penitência “se deliciar” com a mesma.

 ISSO NÃO SERIAM PRÁTICAS SOMENTE DA IGREJA DE OUTROURA?

Tanto o jejum como a penitência, se feitos no espírito Cristão, isto é, com vistas de nos fortalecer no amor, não constitui em desequilíbrios, nem tão pouco, em masoquismo, mas se trata de práticas ascéticas que dão solidez, concretude a nossa espiritualidade, pois, uma espiritualidade sem ascese é “caldo de água”, não traz nutrientes para a fé vivida, portanto é manca. Por outro lado, a ascese sem espiritualidade, descamba no rigorismo, no legalismo, por isso, para uma fé madura, ambas devem andar juntas, a espitualidade dar sentido e significado a ascese e a ascese dar consistência e solidez a espiritualidade, sendo assim, se pode dizer que o Jejum e a penitência não foram práticas do Cristianismo de outrora, são práticas necessárias ao Cristianismo de hoje, que devem ser retomadas com a devida moderação, mas também com justa fundamentação. Não podemos esquecer que tais práticas, além da vida de Jesus, fizeram também parte da vida de tantos santos ao longo da história, sendo impossível afirma que da “noite para o dia” estas se tornaram ineficazes a fé. Uma coisa é amadurecer a necessária reflexão a respeito de tal assunto, outra, bem diferente e inadequada, é querer negar isso radicalmente, desconsiderando os benefícios que tais práticas proporcionaram e ainda o podem fazer a nossa fé.

POR QUE ALGUNS TÊM DIFICULDADE DE ASSIMILAR E VIVÊNCIAR TAIS PRÁTICAS? HÁ BENEFÍCIO NO SACRIFÍCIO?

Dentre outros fatores é preciso considerar o atual contexto, marcado pelo laxismo, pelo hedonismo (prazer pelo prazer) e o epicurismo (foge da dor, busca o prazer). Realidades que causam inconsciente ou conscientemente aversão a práticas que exigem sacrifícios. Claro que devemos buscar as facilidades que são adequadas e necessárias à vida, contudo ignorar que na vida não se terá que fazer sacrifícios por amor, seria uma grande ilusão, uma negação da realidade da condição humana, ou seja, procurar somente a satisfação a qualquer custo e não procurarmos o sentido das nossas cruzes na cruz de Cristo não é sadio, pois, isso poderia nos levar a hipersensibilidade, a uma espécie de “frouxidão existencial”, onde qualquer “coisinha” é motivo para nos causar “enormes sofrimentos” (vitimísmo).Em outras palavras, nos faz uma geração  que diante dos problemas da vida,ou se preferirmos das cruzes,sempre foge e por isso não amadurece e consequentemente não ama de verdade,haja vista que o amor se dar na doação e não se doa quem não está disposto ao sacrifício. Amar, portanto não é para os frouxos, mas quem está disposto a se doar, então jejum e penitência devem ser vistos como formas de treinar, de educar para o amor! Lembre-nos que quem não é capaz de doar-se nas pequenas coisas, não o será nas grandes.

Outro benefício seria a união com Deus por meio da oração, que pode nos levar a uma união mais estreita com o mistério da cruz de Cristo por meio da mística. Além disso, o jejum e a penitência pode nos levar a experimentar as nossas necessidades corporais sendo assim uma oportunidade para exercitarmos a humildade.

O Jejum e a penitência podem tonar-nos também mais conscientes do sofrimento daqueles que por diversas situações são obrigados a fazerem “jejum ou penitências forçados”, provoca-nos assim a uma luta mais intensa contra o egoísmo.

Mas, para que se concretizem os benefícios acima citados entre outros, faz-se necessário, que o jejum e a penitência não sejam feitos de qualquer jeito, antes devem ser feitos no Espírito, lembre-nos que é o Espírito que nos da vida as nossas mortificações. Então é importante lembrar que há elementos que devem simultaneamente acompanha o Jejum e a penitência, dentre estes, destacam-se:

É importante considerar que através da penitência e do jejum combatemos a concupiscência da carne e através da oração a concupiscência da vida, isto é, aquilo que nos leva a achar que podemos tudo por nós mesmos, em outras palavras, o não querer depender de Deus. Todas as vezes que nos colocamos em oração abrimos a “porta do nosso coração a graça de Deus e vivemos o que o evangelho de São João diz não capitulo 15 “sem mim nada podeis fazer”(Jo,15,5), portanto, a oração é uma forma de viver a dependência de Deus, a confiança incondicional no seu amor.

 Por isso, a oração deve ser um “derramar a nossa alma na presença do Senhor”, deve ser feita na verdade. Não precisamos, nem devemos esconder nada Dele. Não esperemos estar bem ou com problemas para orarmos, devemos fazer sempre em todas as circunstâncias, seja essa oração externalizada em palavras, ou apenas feita no íntimo, contudo que seja feita na sinceridade, com transparência, pois, esta pode ser fonte de milagres e acima de tudo meio de conversão. É a oração também que nos mantêm vigilantes reavivando o dom do discernimento dos espíritos. Contudo, devemos entender que oração não é monologo, mas diálogo e isso faz toda diferença, pois ao falar com Deus, este nos responde,sendo assim não rezamos para que sempre aconteça o que queremos, mas, para fazermos a vontade de Deus, mesmo que isso implique em muitas em renúncias. Portanto, mais do que o falar com Deus a oração nos leva a ouvi-lo. 

A “esmola” é o remédio contra a concupiscência do olhar, ou seja, o ter semnecessidade, de maneira desordenada. Toda via “esmola” aqui deve ser entendida não apenas como o ato de dar algumas moedas, mas como abertura para vivência da caridade, tanto no sentido de ajudar com a doação de alimentos, dinheiro, roupas, isto é, as chamadas obras de misericórdia corporais, como também através da realização de visitas aos doentes, abertura para o perdão nos relacionamentos, entre outras práticas que estão ligadas as chamadas obras de misericórdia espirituais.

 Dar “esmola”, faz parte da tradição da Igreja, sendo assim, seria incoerente de nossa parte como Cristãos nos fecharmos a essa prática delegando-a outros, por exemplo, somente ao estado. Ou seja, uma coisa é agir com prudência ao dar bens materiais, outra é agir com indiferença, portanto, na dúvida, se não se sabe ao certo, se alguém fará um proveito adequado do doado, mesmo assim deve-se doar. Aqui é valido lembrar que ajudamos não para agradar ou sermos vistos pelas pessoas, mas o fazemos por Jesus. Uma santa e abençoada Quaresma a todos! Abraços fraternos!

Seminarista Bruno Oliveira Pereira
Missionário da Comunidade Católica Presença

«Cristo vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!».

Assim começa a Exortação Apostólica pós-sinodal “Christus vivit” de Francisco, assinada segunda-feira, 25 de março, na Santa Casa de Loreto, e dirigida «aos jovens e a todo o povo de Deus». No documento, composto por nove capítulos divididos em 299 parágrafos, o Papa explica que se deixou «inspirar pela riqueza das reflexões e diálogos do Sínodo dos jovens», celebrado no Vaticano em outubro de 2018.

Primeiro capítulo: «Que diz a Palavra de Deus sobre os jovens?»

Francisco recorda que « numa época em que os jovens contavam pouco, alguns textos mostram que Deus vê com olhos diferentes» e apresenta brevemente figuras de jovens do Antigo Testamento: José, Gedeão , Samuel, o rei David, Salomão e Jeremias , a jovem serva hebreia de Naaman e a jovem Rute. Depois passa para o Novo Testamento. O Papa recorda que «Jesus, o eternamente jovem, quer dar-nos um coração sempre jovem» e acrescenta: «Notemos que Jesus não gostava que os adultos olhassem com desprezo para os mais jovens ou os mantivessem, despoticamente, ao seu serviço. Pelo contrário, pedia: “O que for maior entre vós seja como o menor” (Lc 22, 26). Para Ele, a idade não estabelecia privilégios; e o facto de alguém ter menos anos não significava que valesse menos ou tivesse menor dignidade». Francisco afirma: «Nunca nos arrependeremos de gastar a própria juventude a fazer o bem, abrindo o coração ao Senhor e vivendo contracorrente».

Segundo capítulo: «Jesus Cristo sempre jovem»

O Papa aborda o tema dos primeiros anos de Jesus e recorda a narração evangélica que descreve o Nazareno «em plena adolescência, quando regressou para Nazaré com seus pais, depois que estes O perderam e reencontraram no Templo». Não devemos pensar, escreve Francisco, que «Jesus fosse um adolescente solitário ou um jovem fechado em si mesmo. A sua relação com as pessoas era a dum jovem que compartilhava a vida inteira duma família bem integrada na aldeia», «ninguém O considerava um jovem estranho ou separado dos outros». O Papa faz notar que Jesus adolescente, «graças à confiança que n’Ele depositam seus pais…move-Se livremente e aprende a caminhar com todos os outros». Estes aspectos da vida de Jesus não deveriam ser ignorados na pastoral juvenil, «para não criar projetos que isolem os jovens da família e do mundo, ou que os transformem numa minoria selecta e preservada de todo o contágio». Precisamos, sim, «de projetos que os fortaleçam, acompanhem e lancem para o encontro com os outros, o serviço generoso, a missão».

Jesus «vos ilumina, a vós jovens, mas a partir da própria juventude que partilha convosco » e n’Ele se podem reconhecer muitos traços típicos dos corações jovens. Junto «d’Ele, podemos beber da verdadeira fonte que mantém vivos os nossos sonhos, projetos e grandes ideais, lançando-nos no anúncio da vida que vale a pena viver»; «O Senhor chama-nos a acender estrelas na noite doutros jovens».

Francisco fala então da juventude da Igreja e escreve: « Peçamos ao Senhor que liberte a Igreja daqueles que querem envelhecê-la, ancorá-la ao passado, travá-la, torná-la imóvel. Peçamos também que a livre doutra tentação: acreditar que é jovem porque cede a tudo o que o mundo lhe oferece, acreditar que se renova porque esconde a sua mensagem e mimetiza-se com os outros. Não! É jovem quando é ela mesma, quando recebe a força sempre nova da Palavra de Deus, da Eucaristia, da presença de Cristo e da força do seu Espírito em cada dia».

É verdade que «nós, membros da Igreja, não precisamos de aparecer como sujeitos estranhos. Todos nos devem sentir irmãos e vizinhos, como os Apóstolos que «tinham a simpatia de todo o povo» (At 2, 47; cf. 4, 21.33; 5, 13). Ao mesmo tempo, porém, devemos ter a coragem de ser diferentes, mostrar outros sonhos que este mundo não oferece, testemunhar a beleza da generosidade, do serviço, da pureza, da fortaleza, do perdão, da fidelidade à própria vocação, da oração, da luta pela justiça e o bem comum, do amor aos pobres, da amizade social». A Igreja pode sempre cair na tentação de perder o entusiasmo e procurar «falsas seguranças mundanas. São precisamente os jovens que a podem ajudar a permanecer jovem».

O Papa volta então a um dos ensinamentos que ele gosta muito e explica que é necessário apresentar a figura de Jesus «de modo atraente e eficaz» e diz: «Por isso é necessário que a Igreja não esteja demasiado debruçada sobre si mesma, mas procure sobretudo refletir Jesus Cristo. Isto implica reconhecer humildemente que algumas coisas concretas devem mudar».

Na exortação se reconhece que há jovens que sentem a presença da Igreja «como importuna e até mesmo irritante». Um comportamento que mergulha as raízes «mesmo em razões sérias e respeitáveis: os escândalos sexuais e económicos; a falta de preparação dos ministros ordenados, que não sabem reconhecer de maneira adequada a sensibilidade dos jovens; pouco cuidado na preparação da homilia e na apresentação da Palavra de Deus; o papel passivo atribuído aos jovens no seio da comunidade cristã; a dificuldade da Igreja dar razão das suas posições doutrinais e éticas perante a sociedade atual».

Há jovens que «reclamam uma Igreja que escute mais, que não passe o tempo a condenar o mundo. Não querem ver uma Igreja calada e tímida, mas tão-pouco desejam que esteja sempre em guerra por dois ou três assuntos que a obcecam. Para ser credível aos olhos dos jovens, precisa às vezes de recuperar a humildade e simplesmente ouvir, reconhecer, no que os outros dizem, alguma luz que a pode ajudar a descobrir melhor o Evangelho». Por exemplo, uma Igreja demasiado temerosa e estruturada pode ser constantemente crítica «de todos os discursos sobre a defesa dos direitos das mulheres, e apontar constantemente os riscos e os possíveis erros dessas reclamações», enquanto uma Igreja «viva pode reagir prestando atenção às legítimas reivindicações das mulheres», embora «não concorde com tudo o que propõem alguns grupos feministas».

Francisco apresenta então «Maria, a jovem de Nazaré», e o seu sim como aquele «de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: Sentes-te portador duma promessa?». Para Maria «as dificuldades não eram motivo para dizer “não”» e assim colocando-se em jogo tornou-se a «influenciadora de Deus».  O coração da Igreja também está cheio de jovens santos. O Papa recorda São Sebastião, São Francisco de Assis, Santa Joana d’Arc, o Beato mártir Andrew Phû Yên, Santa Catarina Tekakwitha, São Domingos Sávio, Santa Teresa do Menino Jesus, Beato Zeferino Namuncurá, Beato Isidoro Bakanja, Beato Pier Jorge Frassati, Beato Marcelo Callo, a jovem Beata Clara Badano.

Terceiro capítulo: «Vós sois o agora de Deus»

Não podemos limitar-nos a dizer, afirma Francisco, que «os jovens são o futuro do mundo: são o presente, estão a enriquecê-lo com a sua contribuição». Por isso é preciso escutá-los mesmo se «prevalece a tendência de fornecer respostas pré-fabricadas e receitas prontas, sem deixar assomar as perguntas juvenis na sua novidade e captar a sua interpelação».

«Hoje nós, adultos, corremos o risco de fazer uma lista de desastres, de defeitos da juventude actual… Mas, qual seria o resultado deste comportamento? Uma distância sempre maior». Quem foi chamado a ser pai, pastor ou guia dos jovens deveria ter a capacidade «de individuar percursos onde outros só veem muros, é saber reconhecer possibilidades onde outros só veem perigos. Assim é o olhar de Deus Pai, capaz de valorizar e nutrir os germes de bem semeados no coração dos jovens. Por isso, o coração de cada jovem deve ser considerado ‘terra santa’». Francisco convida também a não generalizar, porque existe uma «pluralidade de mundos juvenis».

Falando depois do que ocorre aos jovens, o Papa recorda os jovens que vivem em contextos de guerra, aqueles explorados e vítimas de raptos, criminalidade organizada, tráfico de seres humanos, escravidão e exploração sexual, estupros. E também aqueles que vivem perpetrando crimes e violências. «Muitos jovens são mentalizados, instrumentalizados e utilizados como carne de canhão ou como força de choque para destruir, intimidar ou ridicularizar outros. E o pior é que muitos se transformam em sujeitos individualistas, inimigos e difidentes para com todos, tornando-se assim presa fácil de propostas desumanizadoras e dos planos destrutivos elaborados por grupos políticos ou poderes económicos». Ainda mais numerosos no mundo são os jovens que padecem formas de marginalização e exclusão social, por razões religiosas, étnicas ou económicas. Francisco cita adolescentes e jovens que «ficam grávidas e a praga do aborto, bem como a propagação do SIDA/HIV, as várias formas de dependência (drogas, jogos de azar, pornografia, etc.) e a situação dos meninos e adolescentes de rua» , situações de marginalização duplamente dolorosas e difíceis para as mulheres. «Não podemos ser uma Igreja que não chora à vista destes dramas dos seus filhos jovens. Não devemos jamais habituar-nos a isto…A pior coisa que podemos fazer é aplicar a receita do espírito mundano, que consiste em anestesiar os jovens com outras notícias, com outras distrações, com banalidades». O Papa convida os jovens a aprender a chorar pelos coetâneos que estão pior do que eles.

É verdade, explica Francisco, que «os poderosos prestam alguma ajuda, mas muitas vezes por um alto preço. Em muitos países pobres, a ajuda económica dalguns países mais ricos ou dalguns organismos internacionais costuma estar vinculada à aceitação de propostas ocidentais relativas à sexualidade, ao matrimónio, à vida ou à justiça social. Esta colonização ideológica prejudica de forma especial os jovens». O Papa chama a atenção também para a cultura de hoje que apresenta o modelo juvenil de beleza e usa os corpos juvenis na publicidade: «não é um elogio para os jovens. Significa apenas que os adultos querem roubar a juventude para si mesmos».

Acenando a «desejos, feridas e buscas», Francisco fala da sexualidade: «num mundo que destaca excessivamente a sexualidade, é difícil manter uma boa relação com o próprio corpo e viver serenamente as relações afetivas. Por esta e outras razões, a moral sexual é frequentemente «causa de incompreensão e alheamento da Igreja, pois é sentida como um espaço de julgamento e condenação» mesmo que existam jovens que expressam de maneira explícita o desejo de se confrontar sobre esses temas . O Papa, diante dos progressos da ciência, das tecnologias biomédicas e das neurociências recorda que «podem levar-nos a esquecer que a vida é um dom, que somos seres criados e limitados, podendo facilmente ser instrumentalizados por quem detém o poder tecnológico».

A exortação se detém em seguida sobre o tema do «ambiente digital», que criou «uma nova maneira de comunicar» e que «pode facilitar a circulação duma informação independente». Em muitos países, a web e as redes sociais já constituem «um lugar indispensável para se alcançar e envolver os jovens». Mas é também um território de solidão, manipulação, exploração e violência, até ao caso extremo da dark web. Os meios de comunicação digitais podem expor ao risco de dependência, isolamento e perda progressiva de contacto com a realidade concreta…Difundem-se novas formas de violência através das redes sociais, como o cyberbullying; a web é também um canal de difusão da pornografia e de exploração de pessoas para fins sexuais ou através do jogo de azar».  Não se deve esquecer que «há interesses económicos gigantescos que operam no mundo digital», capazes de criar «mecanismos de manipulação das consciências e do processo democrático». Há circuitos fechados que «facilitam a divulgação de informações e notícias falsas, fomentando preconceitos e ódio… A reputação das pessoas é comprometida através de processos sumários on-line. O fenómeno diz respeito também à Igreja e seus pastores». Num documento preparado por trezentos jovens de todo o mundo antes do Sínodo, se afirma que «as relaçõeson-line podem tornar-se desumanas e a imersão no mundo virtual favoreceu uma espécie de «migração digital», isto é, um distanciamento da família, dos valores culturais e religiosos, que leva muitas pessoas para um mundo de solidão».

O Papa prossegue apresentando «os migrantes como paradigma do nosso tempo», e recorda os inúmeros jovens diretamente envolvidos nas migrações. «A preocupação da Igreja visa, em particular, aqueles que fogem da guerra, da violência, da perseguição política ou religiosa, dos desastres naturais devidos também às alterações climáticas e da pobreza extrema»: alguns estão à procura de uma oportunidade, sonham um futuro melhor. Outros migrantes são «atraídos pela cultura ocidental, nutrindo por vezes expectativas irrealistas que os expõem a pesadas decepções. Traficantes sem escrúpulos, frequentemente ligados a cartéis da droga e das armas, exploram a fragilidade dos migrantes… Há que assinalar a particular vulnerabilidade dos migrantes menores não acompanhados… Nalguns países de chegada, os fenómenos migratórios suscitam alarme e temores, frequentemente fomentados e explorados para fins políticos. Assim se difunde uma mentalidade xenófoba, de clausura e retraimento em si mesmos, a que é necessário reagir com decisão». Os jovens que migram experimentam a separação do seu contexto de origem e, muitas vezes, também um desenraizamento cultural e religioso. Francisco pede «especialmente aos jovens que não caiam nas redes de quem os quer contrapor a outros jovens que chegam aos seus países, fazendo-os ver como sujeitos perigosos».

O Papa fala também dos abusos sobre menores, faz seu o compromisso do Sínodo para a adoção de rigorosas medidas de prevenção e exprime gratidão «a quantos têm a coragem de denunciar o mal sofrido», recordando que «graças a Deus», os sacerdotes que caíram nestes crimes horríveis não constituem a maioria; esta mantém um ministério fiel e generoso». Pede aos jovens, se vêem um sacerdote em risco, porque tomou um rumo errado, de ter a ousadia e a coragem de lhe lembrar o seu compromisso para com Deus e o seu povo.

O abuso não é o único pecado dos membros da Igreja. «Os nossos pecados estão à vista de todos; refletem-se, impiedosamente, nas rugas do rosto milenário da nossa Mãe», mas a Igreja não recorre a cirurgias estéticas, «não tem medo de mostrar os pecados dos seus membros». «Lembremo-nos, porém, que não se abandona a Mãe quando está ferida». Este momento sombrio, com a ajuda preciosa dos jovens, «pode verdadeiramente ser uma oportunidade para uma reforma de alcance histórico para se abrir a um novo Pentecostes».

Francisco recorda aos jovens que «há uma via de saída» em todas as situações escuras e dolorosas. Recorda a boa notícia que nos deu a manhã da Ressurreição. E explica que mesmo que o mundo digital pode expor a tantos riscos, há jovens que sabem ser criativos e geniais nestes âmbitos. É o caso do jovem servo de Deus Carlos Acutis, que «soube usar as novas técnicas de comunicação para transmitir o Evangelho», não caiu na armadilha e dizia: «todos nascem como originais, mas muitos morrem como fotocópias». Não deixes que isto te aconteça», adverte o Papa. «Não deixes que te roubem a esperança e a alegria, que te narcotizem para te usar como escravo dos seus interesses», busque a grande meta da santidade. «Ser jovem não significa apenas procurar prazeres transitórios e sucessos superficiais. Para a juventude desempenhar a finalidade que lhe cabe no curso da vida, deve ser um tempo de doação generosa, de oferta sincera». «Se és jovem em idade, mas te sentes frágil, cansado ou desiludido, pede a Jesus que te renove». Mas recordando sempre que «é muito difícil lutar contra…as ciladas e tentações do demónio e do mundo egoísta, se estivermos isolados», serve, de fato, uma vida comunitária.

Quarto capítulo: «O grande anúncio para todos os jovens»

A todos os jovens o Papa anuncia três grandes verdades. Um «Deus que é amor» e portanto « Deus ama-te. Nunca duvides disto» e depois «lançar-te, com segurança, nos braços do teu Pai divino». Francisco afirma que a memória do Pai «não é um “disco rígido” que grava e armazena todos os nossos dados, a sua memória é um coração terno e rico de compaixão, que se alegra em eliminar definitivamente todos os nossos vestígios de mal…Porque te ama. Procura ficar um momento em silêncio, deixando-te amar por Ele» . E o seu é um amor que «entende mais de levantamentos que de quedas, mais de reconciliação que de proibições, mais de dar nova oportunidade que de condenar, mais de futuro que de passado».

A segunda verdade é que «Cristo salva-te». « Nunca esqueças que «Ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros». Jesus nos ama e nos salva porque «só o que se ama pode ser salvo. Só o que se abraça, pode ser transformado. O amor do Senhor é maior que todas as nossas contradições, que todas as nossas fragilidades e que todas as nossas mesquinhices». E «o seu perdão e a sua salvação não são algo que compramos, ou que temos de adquirir com as nossas obras ou com os nossos esforços. Jesus perdoa-nos e liberta-nos gratuitamente». A terceira verdade é que «Ele vive!». «É preciso recordá-lo…porque corremos o risco de tomar Jesus Cristo apenas como um bom exemplo do passado, como uma recordação, como Alguém que nos salvou há dois mil anos. De nada nos aproveitaria isto: deixava-nos como antes, não nos libertaria». Se «Ele vive, isso é uma garantia de que o bem pode triunfar na nossa vida…Então podemos deixar de nos lamentar e podemos olhar em frente, porque com Ele é possível sempre olhar em frente».

Nestas verdades aparece o Pai e aparece Jesus. E onde estão o Pai e Jesus, também está o Espírito Santo. «Todos os dias invoca o Espírito Santo…Tu não perdes nada e Ele pode mudar a tua vida, pode iluminá-la e dar-lhe um rumo melhor. Não te mutila, não te tira nada, antes ajuda-te a encontrar da melhor maneira aquilo que precisas».

Quinto capítulo: «Percursos de juventude»

«O amor de Deus e a nossa relação com Cristo vivo não nos impedem de sonhar, não nos pedem para restringir os nossos horizontes. Pelo contrário, esse amor instiga-nos, estimula-nos, lança-nos para uma vida melhor e mais bela. A palavra «inquietude» resume muitas das aspirações do coração dos jovens». Pensando a um jovem o Papa vê aquele que tem os pés sempre um atrás do outro, pronto a arrancar, a partir. Sempre a olhar para diante. A juventude não pode ser um «tempo suspenso», porque é «a idade das escolhas» em âmbito profissional, social, político e também na escolha do seu par e na opção de ter os primeiros filhos. A ânsia «pode tornar-se uma grande inimiga, quando leva a render-nos, porque descobrimos que os resultados não são imediatos. Os sonhos mais belos conquistam-se com esperança, paciência e determinação, renunciando às pressas. Ao mesmo tempo, é preciso não se deixar bloquear pela insegurança: não se deve ter medo de arriscar e cometer erros». Francisco convida os jovens a não observar a vida da sacada, a não passar a vida diante dum visor, a não se reduzir a veículo abandonado, a anão olhar o mundo como turistas. Fazei-vos ouvir! Lançai fora os medos que vos paralisam…Vivei!». Convida-os a «viver o presente» para viver plenamente e com gratidão cada um dos pequenos presentes da vida sem «ser insaciáveis» e «obcecados por prazeres sem fim». Viver o presente, de fato, «não significa abandonar-se a uma libertinagem irresponsável que nos deixa vazios e sempre insatisfeitos».

«Não conhecerás a verdadeira plenitude de ser jovem, se… não viveres na amizade de Jesus». A amizade com Jesus é indissolúvel, porque nunca nos deixa e assim como o amigo, «conversamos, partilhamos as coisas mais secretas. Com Jesus, também conversamos»: rezando «abrimos o jogo a Ele, damos-Lhe lugar «para que Ele possa agir, possa entrar e possa vencer». «Não prives a tua juventude desta amizade», «viverás a experiência estupenda de saber que estás sempre acompanhado» como os discípulos de Emaús: São Oscar Romero dizia: «O cristianismo não é um conjunto de verdades em que é preciso acreditar, de leis que se devem observar, de proibições. Apresentado assim, repugna. O cristianismo é uma Pessoa que me amou tanto que reclama o meu amor. O cristianismo é Cristo».

O Papa falando do crescimento e da maturação, indica portanto a importância de buscar «um desenvolvimento espiritual», de «buscar o Senhor e guardar a sua Palavra», de manter «a união com Jesus…porque não crescerás na felicidade e santidade só com as tuas forças e a tua mente». Também o adulto deve maturar, sem perder os valores da juventude: «Em cada momento da vida, podemos renovar e fazer crescer a nossa juventude. Quando comecei o meu ministério como Papa, o Senhor alargou os meus horizontes e deu-me uma renovada juventude. O mesmo pode acontecer com um casal já com muitos anos de matrimónio, ou com um monge no seu mosteiro». Crescer «quer dizer conservar e alimentar as coisas mais preciosas que te oferece a juventude, mas ao mesmo tempo significa estar disponível para purificar o que não é bom».

«Lembro-te, porém, que não serás santo nem te realizarás copiando os outros. Quando se fala em imitar os santos, não significa copiar o seu modo de ser e de viver a santidade». Francisco propõe «percursos de fraternidade» para viver a fé, recordando que «o Espírito Santo quer impelir-nos a sair de nós mesmos, para abraçar os outros…Por isso, é sempre melhor vivermos a fé juntos e expressar o nosso amor numa vida comunitária», superando «a tentação de nos fecharmos em nós mesmos, nos nossos problemas, sentimentos feridos, lamentações e comodidades». «Deus ama a alegria dos jovens e convida-os sobretudo à alegria que se vive na comunhão fraterna».

O Papa fala depois dos «jovens comprometidos»afirmando que podem correr «o risco de se fechar em pequenos grupos…Têm a sensação de viver o amor fraterno, mas o seu grupo talvez se tenha tornado um simples prolongamento do próprio eu. Isto agrava-se, se a vocação do leigo for concebida unicamente como um serviço interno da Igreja…esquecendo-se que a vocação laical é, antes de mais nada, a caridade na família, a caridade social e caridade política». Francisco propõe «aos jovens irem mais além dos grupos de amigos e construírem a amizade social: «buscar o bem comum chama-se amizade social. A inimizade social destrói. E uma família destrói-se pela inimizade. Um país destrói-se pela inimizade. O mundo destrói-se pela inimizade. E a inimizade maior é a guerra. E hoje vemos que o mundo se está a destruir pela guerra. Porque são incapazes de se sentar e falar».

«O empenho social e o contacto direto com os pobres continuam a ser uma oportunidade fundamental para descobrir ou aprofundar a fé e para discernir a própria vocação». O Papa cita o exemplo positivo dos jovens nas paróquias, escolas e movimentos que «costumam ir fazer companhia a idosos e enfermos, visitar bairros pobres». Enquanto «outros jovens participam em programas sociais que visam construir casas para os sem-abrigo, bonificar áreas contaminadas, ou recolher ajudas para os mais necessitados. Seria bom que esta energia comunitária fosse aplicada não só em ações esporádicas, mas de forma estável». Os universitários «podem unir-se de forma interdisciplinar para aplicar os seus conhecimentos na resolução de problemas sociais e, nesta tarefa, podem trabalhar lado a lado com jovens doutras Igrejas e doutras religiões» Francisco encoraja os jovens a assumirem este compromisso: «Vejo que muitos jovens, em tantas partes do mundo, saíram para as ruas para expressar o desejo de uma civilização mais justa e fraterna…São jovens que querem ser protagonistas da mudança…Não deixeis para outros o ser protagonista da mudança!».

Os jovens são chamados a ser «missionários corajosos» testemunhando do Evangelho em toda parte, com a sua própria vida, o que não significa «falar da verdade, mas vivê-la» A palavra, porém, não deve ser mantida em silêncio: «Sede capazes de ir contracorrente, compartilhar Jesus, comunicar a fé que Ele vos deu». Para onde Jesus nos manda? «Não há fronteiras, não há limites: envia-nos a todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nossos olhos mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todos». Não se pode esperar que «a missão seja fácil e cómoda».

Sexto capítulo: «Jovens com raízes»

Francisco diz que lhe faz mal «ver que alguns propõem aos jovens construir um futuro sem raízes, como se o mundo começasse agora». Se uma pessoa «vos fizer uma proposta dizendo para ignorardes a história, não aproveitardes da experiência dos mais velhos, desprezardes todo o passado olhando apenas para o futuro que essa pessoa vos oferece, não será uma forma fácil de vos atrair para a sua proposta a fim de fazerdes apenas o que ela diz? Aquela pessoa precisa de vós vazios, desenraizados, desconfiados de tudo, para vos fiardes apenas nas suas promessas e vos submeterdes aos seus planos. Assim procedem as ideologias de variadas cores, que destroem (ou desconstroem) tudo o que for diferente, podendo assim reinar sem oposições.».  Os manipuladores usam também a adoração da juventude: «O corpo jovem torna-se o símbolo deste novo culto e, consequentemente, tudo o que tenha a ver com este corpo é idolatrado e desejado sem limites, enquanto o que não for jovem é olhado com desprezo. Mas é uma arma que acaba por degradar os jovens». «Queridos jovens, não permitais que usem a vossa juventude para promover uma vida superficial, que confunde beleza com aparência », porque há beleza no trabalhador que regressa a casa surrado na esposa mal penteada e já um pouco idosa, que continua a cuidar do seu marido doente, na fidelidade dos casais que se amam no outono da vida. Hoje, ao invés, promovem-se «uma espiritualidade sem Deus, uma afetividade sem comunidade nem compromisso com os que sofrem, o medo dos pobres vistos como sujeitos perigosos, e uma série de ofertas que pretendem fazer-vos acreditar num futuro paradisíaco que sempre será adiado para mais tarde»: o Papa convida  os jovens a não se deixarem dominar por essa ideologia que leva a «autênticas formas de colonização cultural» que  desenraíza os jovens das pertenças culturais e religiosas das quais são provenientes  com uma tendência para “homogeneizá-los” transformando-os em sujeitos manipuláveis feitos em série.

Fundamental é a «relação com os idosos», que ajuda os jovens a descobrir a riqueza viva do passado, conservando-a na memória. «A Palavra de Deus recomenda que não se perca o contacto com os idosos, para poder recolher a sua experiência». «Isto não significa que tenhas de estar de acordo com tudo o que eles dizem, nem que deves aprovar todas as suas ações» trata-se «simplesmente de se manter aberto para recolher uma sabedoria que se comunica de geração em geração». «Ao mundo, nunca foi nem será de proveito a ruptura entre gerações…É a mentira que deseja fazer-te crer que só o novo é bom e belo».

Falando de «sonhos e visões», Francisco observa: «Se os jovens e os idosos se abrirem ao Espírito Santo, juntos produzem uma combinação maravilhosa: os idosos sonham e os jovens têm visões»; se «os jovens se enraizarem nos sonhos dos idosos, conseguem ver o futuro». É preciso, portanto «arriscar juntos», caminhando juntos jovens e idosos: as raízes «não são âncoras que nos prendem», mas «são um ponto de arraigamento que nos permite crescer e responder aos novos desafios».

Sétimo capítulo: «A pastoral dos jovens»

O Papa explica que a pastoral juvenil foi abalroada pelas mudanças sociais e culturais e os jovens não encontram resposta para as suas inquietudes, necessidades, problemas e feridas». Os próprios jovens «são agentes da pastoral juvenil, acompanhados e orientados mas livres para encontrar caminhos sempre novos, com criatividade e ousadia». Por conseguinte, «precisa colocar em campo a sagacidade, o engenho e o conhecimento que os próprios jovens têm da sensibilidade, linguagem e problemáticas dos outros jovens». A pastoral juvenil precisa de adquirir outra flexibilidade, «convidando os jovens para acontecimentos que, de vez em quando, lhes proporcionem um espaço onde não só recebam uma formação, mas lhes permitam também compartilhar a vida, festejar, cantar, escutar testemunhos concretos e experimentar o encontro comunitário com o Deus vivo».

A pastoral juvenil só pode ser sinodal, isto é, capaz de dar forma a um “caminhar juntos” e envolve duas grandes linhas de ação: a primeira é a busca, a segunda é o crescimento. Para a primeira, Francisco confia na capacidade dos próprios jovens de «encontrar os caminhos atraentes para convidar»: «devemos apenas estimular os jovens e dar-lhes liberdade de ação». O mais importante, porém, «é que cada jovem ouse semear o primeiro anúncio na terra fértil que é o coração doutro jovem». Deve-se privilegiar «a linguagem da proximidade, a linguagem do amor desinteressado, relacional e existencial que toca o coração», aproximando-se dos jovens «com a gramática do amor, não com o proselitismo». No que diz respeito ao crescimento, Francisco chama a atenção de propor aos jovens tocados por uma experiência intensa de Deus «encontros de “formação” onde se abordam apenas questões doutrinais e morais…Resultado: muitos jovens aborrecem-se, perdem o fogo do encontro com Cristo e a alegria de O seguir» . Qualquer projeto formativo «deve, certamente, incluir uma formação doutrinal e moral». De igual modo é importante que «estejam centrados» sobre o querigma, isto é «a experiência fundante do encontro com Deus através de Cristo morto e ressuscitado», e sobre o crescimento «no amor fraterno, na vida comunitária, no serviço». Por isso, «a pastoral juvenil deveria incluir sempre momentos que ajudem a renovar e aprofundar a experiência pessoal do amor de Deus e de Jesus Cristo vivo». E deve ajudar os jovens a «crescer na fraternidade, viver como irmãos, auxiliar-se mutuamente, criar comunidade, servir os outros, aproximar-se dos pobres».

As instituições da Igreja tornem-se, portanto «ambientes adequados», desenvolvendo «capacidade de acolhida»: «Nas nossas instituições devemos oferecer lugares que eles possam gerir a seu gosto, com a possibilidade de entrar e sair livremente, lugares que os acolham e onde lhes seja possível encontrar-se, espontânea e confiadamente, com outros jovens tanto nos momentos de sofrimento ou de chatice como quando desejam festejar as suas alegrias».

Francesco descreve então «a pastoral das instituições educacionais», afirmando que a escola «precisa duma urgente  autocrítica». E recorda que «há escolas católicas que parecem ser organizadas somente para conservar o existenteA escola transformada num “bunker”, que protege dos erros “de fora”: tal é a caricatura desta tendência». Quando os jovens saem advertem «um desfasamento insanável entre o que lhes ensinaram e o mundo onde lhes cabe viver». Na realidade, «uma das maiores alegrias dum educador é ver um aluno constituir-se como uma pessoa forte, integrada, protagonista e capaz de se doar». Não se pode separar a formação espiritual da formação cultural: «Eis a vossa tarefa: responder aos estribilhos paralisantes do consumismo cultural com escolhas dinâmicas e fortes, com a investigação, o conhecimento e a partilha». Entre as «áreas de desenvolvimento pastoral », o Papa indica as «expressões artísticas», a «prática desportiva», e o compromisso pela salvaguarda do meio ambiente.

Serve «uma pastoral juvenil popular»«mais ampla e flexível que estimula, nos distintos lugares onde se movem concretamente os jovens, as lideranças naturais e os carismas que o Espírito Santo já semeou entre eles. Trata-se, antes de mais nada, de não colocar tantos obstáculos, normas, controles e enquadramentos obrigatórios aos jovens crentes que são líderes naturais nos bairros e nos diferentes ambientes. Devemos limitar-nos a acompanhá-los e estimulá-los». Pretendendo «uma pastoral juvenil asséptica, pura, caracterizada por ideias abstratas, afastada do mundo e preservada de toda a mancha, reduzimos o Evangelho a uma proposta insípida, incompreensível, distante, separada das culturas juvenis e adaptada só a uma elite juvenil cristã que se sente diferente, mas na verdade flutua num isolamento sem vida nem fecundidade». Francisco convida a ser «uma Igreja com as portas abertas. Não é necessário sequer que uma pessoa aceite completamente todos os ensinamentos da Igreja para poder participar em alguns dos nossos espaços dedicados aos jovens»: «deve haver espaço também para «todos aqueles que têm outras visões da vida, professam outras crenças ou se declaram alheios ao horizonte religioso». O ícone desta abordagem é-nos oferecido pelo episódio evangélico dos discípulos de Emaús: Jesus interroga-os, escuta-os com paciência, ajuda-os a reconhecer o que estão vivendo, a interpretar à luz das Escrituras o que viveram, aceita ficar com eles, entra na noite deles. São eles mesmos que escolhem retomar sem demora o caminho na direção oposta.

«Sempre missionários». Lembra que não há necessidade de fazer um longo percurso para que os jovens se tornem missionários»: «Um jovem que vai em peregrinação pedir ajuda a Nossa Senhora e convida um amigo ou um companheiro para que o acompanhe, com este gesto simples está a realizar uma valiosa ação missionária».A pastoral juvenil «deve ser sempre uma pastoral missionária».  E os jovens precisam de ser respeitados na sua liberdade, «mas necessitam também de ser acompanhados» pelos adultos, a família deveria ser o primeiro espaço de acompanhamento, e também pela comunidade: «Isto implica que se olhe para os jovens com compreensão, estima e afeto, e não que sejam julgados continuamente ou lhes seja exigida uma perfeição que não corresponde à sua idade». Adverte-se a carência de pessoas especializadas e dedicadas ao acompanhamento e «e algumas jovens notam uma falta de figuras femininas de referência dentro da Igreja». Os mesmos jovens «descreveram-nos» as caraterísticas que esperam encontrar num acompanhador; «ser um cristão fiel comprometido na Igreja e no mundo; uma tensão contínua para a santidade; não julgar, mas cuidar; escutar ativamente as necessidades dos jovens; responder com gentileza; conhecer-se; saber reconhecer os seus limites; conhecer as alegrias e as tribulações da vida espiritual. Uma qualidade de primária grandeza é saber reconhecer-se humano e capaz de cometer erros: não perfeitos, mas pecadores perdoados». Devem saber «caminhar juntos» aos jovens respeitando a sua liberdade.

Oitavo capítulo: «A vocação»

«O ponto fundamental é discernir e descobrir que aquilo que Jesus quer de cada jovem é, antes de tudo, a sua amizade». A vocação missionária tem a ver com o nosso serviço aos outros. «Com efeito, a nossa vida na terra atinge a sua plenitude, quando se transforma em oferta». «Para realizar a própria vocação, é necessário desenvolver-se, fazer germinar e crescer tudo aquilo que uma pessoa é. Não se trata de inventar-se, criar-se a si mesmo do nada, mas descobrir-se a si mesmo à luz de Deus e fazer florescer o próprio ser». E este “ser para os outros” na vida de cada jovem está relacionado com duas questões fundamentais: a formação duma nova família e o trabalho».

No que diz respeito ao «amor e à família», o Papa escreve que os «jovens sentem fortemente a chamada ao amor e sonham encontrar a pessoa certa com quem formar uma família», e o sacramento do matrimónio «corrobora este amor com a graça de Deus, arraigando-o no próprio Deus». Deus nos criou sexuados. Ele próprio criou a sexualidade, que é um presente maravilhoso e portanto, sem tabus. É um dom que o Senhor nos dá. «E fá-lo com dois propósitos: amar-se e gerar vida. É uma paixão…O verdadeiro amor é apaixonado». Francisco observa que «o aumento de separações, divórcios…pode causar grandes sofrimentos e crises de identidade nos jovens. Por vezes, têm de assumir responsabilidades desproporcionadas para a sua idade» . Apesar de todas as dificuldades, «Quero dizer-vos…que vale a pena apostar na família e que nela encontrareis os melhores estímulos para amadurecer e as mais belas alegrias para partilhar. Não deixeis que vos roubem a possibilidade de amar a sério». «Julgar que nada pode ser definitivo é um engano e uma mentira…peço-vos para serdes revolucionários, peço-vos para irdes contracorrente».

No que diz respeito ao trabalho, o Papa escreve: «Peço aos jovens que não esperem viver sem trabalhar, dependendo da ajuda doutros. Isto não faz bem, porque «o trabalho é uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, é caminho de maturação, desenvolvimento humano e realização pessoal. Neste sentido, ajudar os pobres com o dinheiro deve ser sempre um remédio provisório para enfrentar emergências». E depois de notar como no mundo do trabalho os jovens experimentam formas de exclusão e marginalização, afirma a propósito do desemprego juvenil: «É uma questão…que a política deve considerar como prioritária, sobretudo hoje que a velocidade dos avanços tecnológicos, aliada à obsessão de reduzir os custos laborais, pode levar rapidamente à substituição de inúmeros postos de trabalho por máquinas» . E aos jovens diz: «É verdade que não podes viver sem trabalhar e que, às vezes, tens de aceitar o que encontras, mas nunca renuncies aos teus sonhos, nunca enterres definitivamente uma vocação, nunca te dês por vencido».

Francisco conclui este capítulo falando das “vocações a uma consagração especial“. «No discernimento duma vocação, não se deve excluir a possibilidade de consagrar-se a Deus…Porquê excluí-lo? Podes ter a certeza de que, se reconheceres uma chamada de Deus e a seguires, será isso que dará plenitude à tua vida».

Nono capítulo: «O discernimento»

O Papa recorda que «sem a sapiência do discernimento, podemos facilmente transformar-nos em marionetes à mercê das tendências da ocasião». «Uma expressão do discernimento é o esforço por reconhecer a própria vocação. É uma tarefa que requer espaços de solidão e silêncio, porque se trata duma decisão muito pessoal que mais ninguém pode tomar no nosso lugar». «O dom da vocação será, sem dúvida, um dom exigente. Os dons de Deus são interativos e, para os desfrutar, é preciso pôr-me em campo, arriscar».

A quem ajuda os jovens no discernimento pedem-se três sensibilidades. A primeira é a atenção à persona: «trata-se de escutar o outro, que se nos dá com as suas palavras». A segunda consiste no discernir, isto é«trata-se de individuar o ponto certo onde se discerne o que é a graça e o que é tentação». A terceira consiste em «escutar os impulsos “para diante” que o outro experimenta. É a escuta profunda do ponto «para onde o outro quer verdadeiramente ir».Quando alguém escuta a outro desta maneira, «a dado momento deve desaparecer para o deixar seguir o caminho que ele descobriu. Desaparecer como desaparece o Senhor da vista dos seus discípulos». Devemos «suscitar e acompanhar processos, não impor percursos. Trata-se de processos de pessoas, que sempre são únicas e livres. Por isso é difícil elaborar receituários».

A exortação se conclui com «um desejo» do Papa Francisco: «Queridos jovens, ficarei feliz vendo-vos correr mais rápido do que os lentos e medrosos. Correi atraídos por aquele Rosto tão amado, que adoramos na sagrada Eucaristia e reconhecemos na carne do irmão que sofre…A Igreja precisa do vosso ímpeto, das vossas intuições, da vossa fé…E quando chegardes aonde nós ainda não chegamos, tende a paciência de esperar por nós».

Fonte: http://www.vaticannews.va

1° Encontro Vocacional 2019

Neste final de semana no dia 24 de Março aconteceu na sede da Comunidade Presença, o primeiro encontro vocacional deste ano.

Este dia foi regado de oração, partilhas, momentos fraternos e pregações que auxiliaram aqueles que sentem uma inquietação de dar algo mais de si para Deus. Contamos com a presença do Padre Carlos, que presidiu a Santa missa. Tivemos a graça e a providência de contar com a presença de nossa fundadora Lucimar Maziero e também de toda a Equipe Vocacional que neste ano acompanharão os vocacionados durante este processo de discernimento.
Para maiores informações do Caminho Vocacional entre em contato através dos telefones 019 97110-2202 ou 98237-2221

No dia 17/03/19, aconteceu o primeiro encontro vocacional do ano de 2019 da Comunidade Presença em Melgaço PA. O encontro é para pessoas que querem discernir sua vocação, e conhecer mais de perto o carisma da Comunidade Presença.

Neste ano estarão participando do encontro, jovens da cidade de Melgaço e do interior do rio Anapu e Mapari. Foi uma alegria poder contar com a presença de cada um desses jovens e comemorarmos juntos os 8 anos da comunidade Presença no Marajó.

Comunidade Católica Presença Missão Melgaço comemora oito anos de pastoreio levando a presença de Deus no meio do povo, como fonte de bençãos, junto a paróquia de São Miguel Arcanjo.

Agradecemos ao pároco Pe. Tadeus, os Vigários, Pe. Marcelo Souza, Pe. Miguel e todos os amigos da Comunidade. Que possamos juntos viver o que Santa Catarina de Sena nós pede:


“Ser cada vez mais o que devemos ser, pois só assim atearemos fogo no mundo inteiro

Se deseja fazer parte dessa obra, venha fazer o vocacional. Entre em contato através do telefones 91 9221-6850.
Deus te abençoe, graça e paz!

Nos dias 09 e 10 de Março de 2019, aconteceu em Açailandia-MA, o 5° Pérolas curadas para Ama. O evento contou com a presença das missionárias Rafaela Sá Soares de Oliveira e Naiane de Cássia Machado.

O rema do evento foi Lapidadas no sofrimento, curadas no amor de Deus. O evento que tinha no seu público alvo mulheres, contou com 460 mulheres, que foram visitadas pela Presença de Deus.

Para maiores informações sobre esse evento, entre e contato através do telefone 94 8155-6111.

«A criação encontra-se em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19)

Queridos irmãos e irmãs!

Todos os anos, por meio da Mãe Igreja, Deus «concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que (…), participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina» (Prefácio I da Quaresma). Assim, de Páscoa em Páscoa, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo: «De facto, foi na esperança que fomos salvos» (Rm 8, 24). Este mistério de salvação, já operante em nós durante a vida terrena, é um processo dinâmico que abrange também a história e toda a criação. São Paulo chega a dizer: «Até a criação se encontra em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rm 8, 19). Nesta perspectiva, gostaria de oferecer algumas propostas de reflexão, que acompanhem o nosso caminho de conversão na próxima Quaresma.

1. A redenção da criação

A celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação, cientes de que tornarnos semelhantes a Cristo (cf. Rm 8, 29) é um dom inestimável da misericórdia de Deus.

Se o homem vive como filho de Deus, se vive como pessoa redimida, que se deixa guiar pelo Espírito Santo (cf. Rm 8, 14), e sabe reconhecer e praticar a lei de Deus, a começar pela lei gravada no seu coração e na natureza, beneficia também a criação, cooperando para a sua redenção. Por isso, a criação – diz São Paulo – deseja de modo intensíssimo que se manifestem os filhos de Deus, isto é, que a vida daqueles que gozam da graça do mistério pascal de Jesus se cubra plenamente dos seus frutos, destinados a alcançar o seu completo amadurecimento na redenção do próprio corpo humano. Quando a caridade de Cristo transfigura a vida dos santos – espírito, alma e corpo –, estes rendem louvor a Deus e, com a oração, a contemplação e a arte, envolvem nisto também as criaturas, como demonstra admiravelmente o «Cântico do irmão sol», de São Francisco de Assis (cf. Encíclica Laudato si’, 87). Neste mundo, porém, a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte.

2. A força destruidora do pecado

Com efeito, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios –, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como bem nos apraz. Então sobrepõe-se a intemperança, levando a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo aqueles desejos incontrolados que, no livro da Sabedoria, se atribuem aos ímpios, ou seja, a quantos não têm Deus como ponto de referência das suas ações, nem uma esperança para o futuro (cf. 2, 1-11). Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.

Como sabemos, a causa de todo o mal é o pecado, que, desde a sua aparição no meio dos homens, interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, à qual nos encontramos ligados antes de mais nada através do nosso corpo. Rompendo-se a comunhão com Deus, acabou por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto de o jardim se transformar num deserto (cf. Gn 3, 17-18). Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para interesse próprio em detrimento das criaturas e dos outros.

Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco. O pecado – que habita no coração do homem (cf. Mc 7, 20-23), manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros e muitas vezes também do próprio – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.

3. A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus, aqueles que se tornaram «nova criação»: «Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas» (2 Cor 5, 17). Com efeito, com a sua manifestação, a própria criação pode também «fazer páscoa»: abrir-se para o novo céu e a nova terra (cf. Ap 21, 1). E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

Esta «impaciência», esta expetativa da criação ver-se-á satisfeita quando se manifestarem os filhos de Deus, isto é, quando os cristãos e todos os homens entrarem decididamente neste «parto» que é a conversão. Juntamente conosco, toda a criação é chamada a sair «da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). A Quaresma é sinal sacramental desta conversão. Ela chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos, com a ilusão de assegurarmos um futuro que não nos pertence. E, assim, reencontrar a alegria do projeto que Deus colocou na criação e no nosso coração: o projeto de amá-Lo a Ele, aos nossos irmãos e ao mundo inteiro, encontrando neste amor a verdadeira felicidade.

Queridos irmãos e irmãs, a «quaresma» do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus que era antes do pecado das origens (cf. Mc 1,12-13; Is 51,3). Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação, que «será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus» (Rm 8, 21). Não deixemos que passe em vão este tempo favorável! Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais. Assim, acolhendo na nossa vida concreta a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, atrairemos também sobre a criação a sua força transformadora.

Fonte: Vatican News

Foi publicada, neste sábado (09/3), a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que ocorrerá no próximo dia 12 de maio, IV Domingo da Páscoa, sobre o tema: “A coragem de arriscar pela promessa de Deus”.

Manoel Tavares – Cidade do Vaticano

No início da sua Mensagem, o Papa recordou os dois grandes eventos, que se realizaram recentemente na Igreja: o Sínodo dedicado aos jovens, em outubro de 2018, e a 34ª Jornada Mundial da Juventude no Panamá. Estes dois eventos permitiram à Igreja dar ouvidos à voz do Espírito e também à voz dos jovens, aos seus interrogativos, às suas fadigas e esperanças.

Por isso, neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, Francisco retoma o que partilhou com os jovens no Panamá e reflete sobre a chamada do Senhor, que nos torna portadores de uma promessa e, ao mesmo tempo, nos pede coragem de arriscar com Ele e por Ele.

Logo, promessa e risco: dois aspetos que o Papa propõe aos jovens ao contemplar o trecho evangélico da vocação dos primeiros discípulos às margens do Lago da Galileia.

Dois irmãos, Simão e André, junto com Tiago e João se ocupam da faina diária de pescadores. Nesta cansativa profissão, aprenderam as leis da natureza, desafiando-as quando os ventos eram contrários e as ondas agitavam os barcos. Em certos dias, a pesca abundante recompensava da árdua fadiga, mas, outras vezes, o trabalho de uma noite inteira de pesca não bastava para encher as redes e voltavam para casa, cansados e decepcionados.

Como na história de cada vocação, também neste caso acontece um encontro: no seu caminho, Jesus encontra aqueles pescadores e se aproxima deles. A mesma coisa acontece para quem escolhe compartilhar sua vida no matrimônio ou quando sente o fascínio da vida consagrada. Trata-se da surpresa de um encontro e da promessa de uma alegria, capaz de saciar a nossa vida.

De fato, Jesus não demorou a fazer a sua “promessa” àqueles pescadores: «Farei de vocês pescadores de homens».

Contudo, a chamada do Senhor não é uma ingerência de Deus na nossa liberdade; não é uma jaula ou um peso que devemos carregar. Pelo contrário, é a iniciativa amorosa com que Deus vem ao nosso encontro e nos convida a participar de um grande projeto.

A vocação é um convite a não ficarmos parados na praia com as redes na mão, mas a seguir Jesus no seu caminho, para a nossa felicidade e para o bem dos que nos rodeiam.

Claro, aceitar a sua promessa requer coragem de “arriscar”. De fato, os primeiros discípulos, “deixaram logo as redes e seguiram Jesus”. Aceitar a chamada do Senhor quer dizer deixar-se envolver totalmente e “correr o risco” de enfrentar um desafio inédito; é preciso deixar tudo o que nos impede de fazer uma escolha definitiva; é preciso audácia para descobrir o projeto que Deus tem para nós. Devemos confiar na promessa do Senhor.

No encontro com o Senhor, alguém pode sentir-se chamado à vida consagrada ou ao sacerdócio. Trata-se de uma descoberta que entusiasma e, ao mesmo tempo, assusta para se tornar “pescadores de homens” no barco da Igreja, dedicando-se totalmente ao serviço do Evangelho e dos irmãos, colaborando assim com a sua obra. Não há maior alegria do que arriscar a vida pelo Senhor!

O Santo Padre conclui a sua Mensagem com um apelo aos jovens: “Não sejam surdos à chamada do Senhor! Se Ele os chamar, não se oponham, mas confiem nele. Não se deixem contagiar pelo medo, que nos paralisa, diante da proposta do Senhor. Lembrem-se sempre que o Senhor promete, aos que deixam tudo para segui-lo, a alegria de uma vida nova, que enche o coração e anima nosso caminho”.

“Porém, nem sempre é fácil discernir a própria vocação e orientar a própria a vida. Por isso, os jovens devem poder contar com a Pastoral juvenil e vocacional, que ajude os ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual”.

Neste Dia Mundial de Orações pelas Vocações, o Papa nos convida a pedir ao Senhor que nos ajude a descobrir o seu projeto de amor e que nos dê a coragem de arriscar a empreender o caminho da sua sequela.

Íntegra da Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações -12 de maio de 2019 – IV Domingo da Páscoa.

A coragem de arriscar pela promessa de Deus

Queridos irmãos e irmãs!

Depois da experiência vivaz e fecunda, em outubro passado, do Sínodo dedicado aos jovens, celebramos recentemente no Panamá a XXXIV Jornada Mundial da Juventude. Dois grandes eventos que permitiram à Igreja prestar ouvidos à voz do Espírito e também à vida dos jovens, aos seus interrogativos, às canseiras que os sobrecarregam e às esperanças que neles vivem.

Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, retomando precisamente aquilo que pude partilhar com os jovens no Panamá, desejo refletir sobre a chamada do Senhor enquanto nos torna portadores duma promessa e, ao mesmo tempo, nos pede a coragem de arriscar com Ele e por Ele. Quero deter-me brevemente sobre estes dois aspetos – a promessa e o risco –, contemplando juntamente convosco a cena evangélica da vocação dos primeiros discípulos junto do lago da Galileia (cf. Mc 1, 16-20).

Dois pares de irmãos – Simão e André, juntamente com Tiago e João – estão ocupados na sua faina diária de pescadores. Nesta cansativa profissão, aprenderam as leis da natureza, desafiando-as quando os ventos eram contrários e as ondas agitavam os barcos. Em certos dias, a pesca abundante recompensava da árdua fadiga, mas, outras vezes, o trabalho duma noite inteira não bastava para encher as redes e voltava-se para a margem cansados e desiludidos.

Estas são as situações comuns da vida, onde cada um de nós se confronta com os desejos que traz no coração, se empenha em atividades que – espera – possam ser frutuosas, se adentra num «mar» de possibilidades sem conta à procura da rota certa capaz de satisfazer a sua sede de felicidade. Às vezes goza-se duma pesca boa, enquanto noutras é preciso armar-se de coragem para governar um barco sacudido pelas ondas, ou lidar com a frustração de estar com as redes vazias.

Como na história de cada vocação, também neste caso acontece um encontro. Jesus vai pelo caminho, vê aqueles pescadores e aproxima-Se… Sucedeu assim com a pessoa que escolhemos para compartilhar a vida no matrimónio, ou quando sentimos o fascínio da vida consagrada: vivemos a surpresa dum encontro e, naquele momento, vislumbramos a promessa duma alegria capaz de saciar a nossa vida. De igual modo naquele dia, junto do lago da Galileia, Jesus foi ao encontro daqueles pescadores, quebrando a «paralisia da normalidade» (Homilia no XXII Dia Mundial da Vida Consagrada, 2/II/2018). E não tardou a fazer-lhes uma promessa: «Farei de vós pescadores de homens» (Mc 1, 17).

Sendo assim, a chamada do Senhor não é uma ingerência de Deus na nossa liberdade; não é uma «jaula» ou um peso que nos é colocado às costas. Pelo contrário, é a iniciativa amorosa com que Deus vem ao nosso encontro e nos convida a entrar num grande projeto, do qual nos quer tornar participantes, apresentando-nos o horizonte dum mar mais amplo e duma pesca superabundante.

Com efeito, o desejo de Deus é que a nossa vida não se torne prisioneira do banal, não se deixe arrastar por inércia nos hábitos de todos os dias, nem permaneça inerte perante aquelas opções que lhe poderiam dar significado. O Senhor não quer que nos resignemos a viver o dia a dia, pensando que afinal de contas não há nada por que valha a pena comprometer-se apaixonadamente e apagando a inquietação interior de procurar novas rotas para a nossa navegação. Se às vezes nos faz experimentar uma «pesca miraculosa», é porque nos quer fazer descobrir que cada um de nós é chamado – de diferentes modos – para algo de grande, e que a vida não deve ficar presa nas redes do sem-sentido e daquilo que anestesia o coração. Em suma, a vocação é um convite a não ficar parado na praia com as redes na mão, mas seguir Jesus pelo caminho que Ele pensou para nós, para a nossa felicidade e para o bem daqueles que nos rodeiam.

Naturalmente, abraçar esta promessa requer a coragem de arriscar uma escolha. Sentindo-se chamados por Ele a tomar parte num sonho maior, os primeiros discípulos, «deixando logo as redes, seguiram-No» (Mc 1, 18). Isto significa que, para aceitar a chamada do Senhor, é preciso deixar-se envolver totalmente e correr o risco de enfrentar um desafio inédito; é preciso deixar tudo o que nos poderia manter amarrados ao nosso pequeno barco, impedindo-nos de fazer uma escolha definitiva; é-nos pedida a audácia que nos impele com força a descobrir o projeto que Deus tem para a nossa vida. Substancialmente, quando estamos colocados perante o vasto mar da vocação, não podemos ficar a reparar as nossas redes no barco que nos dá segurança, mas devemos fiar-nos da promessa do Senhor.

Penso, antes de mais nada, na chamada à vida cristã, que todos recebemos com o Batismo e que nos lembra como a nossa vida não é fruto do acaso, mas uma dádiva a filhos amados pelo Senhor, reunidos na grande família da Igreja. É precisamente na comunidade eclesial que nasce e se desenvolve a existência cristã, sobretudo por meio da Liturgia que nos introduz na escuta da Palavra de Deus e na graça dos Sacramentos; é nela que somos, desde tenra idade, iniciados na arte da oração e na partilha fraterna. Precisamente porque nos gera para a vida nova e nos leva a Cristo, a Igreja é nossa mãe; por isso devemos amá-la, mesmo quando vislumbramos no seu rosto as rugas da fragilidade e do pecado, e devemos contribuir para a tornar cada vez mais bela e luminosa, para que possa ser um testemunho do amor de Deus no mundo.

Depois, a vida cristã encontra a sua expressão naquelas opções que, enquanto conferem uma direção concreta à nossa navegação, contribuem também para o crescimento do Reino de Deus na sociedade. Penso na opção de se casar em Cristo e formar uma família, bem como nas outras vocações ligadas ao mundo do trabalho e das profissões, no compromisso no campo da caridade e da solidariedade, nas responsabilidades sociais e políticas, etc. Trata-se de vocações que nos tornam portadores duma promessa de bem, amor e justiça, não só para nós mesmos, mas também para os contextos sociais e culturais onde vivemos, que precisam de cristãos corajosos e testemunhas autênticas do Reino de Deus.

No encontro com o Senhor, alguém pode sentir o fascínio duma chamada à vida consagrada ou ao sacerdócio ordenado. Trata-se duma descoberta que entusiasma e, ao mesmo tempo, assusta, sentindo-se chamado a tornar-se «pescador de homens» no barco da Igreja através duma oferta total de si mesmo e do compromisso dum serviço fiel ao Evangelho e aos irmãos. Esta escolha inclui o risco de deixar tudo para seguir o Senhor e de consagrar-se completamente a Ele para colaborar na sua obra. Muitas resistências interiores podem obstaculizar uma tal decisão, mas também, em certos contextos muito secularizados onde parece não haver lugar para Deus e o Evangelho, pode-se desanimar e cair no «cansaço da esperança» (Homilia na Missa com sacerdotes, pessoas consagradas e movimentos laicais, Panamá, 26/I/2019).

E, todavia, não há alegria maior do que arriscar a vida pelo Senhor! Particularmente a vós, jovens, gostaria de dizer: não sejais surdos à chamada do Senhor! Se Ele vos chamar por esta estrada, não vos oponhais e confiai n’Ele. Não vos deixeis contagiar pelo medo, que nos paralisa à vista dos altos cumes que o Senhor nos propõe. Lembrai-vos sempre que o Senhor, àqueles que deixam as redes e o barco para O seguir, promete a alegria duma vida nova, que enche o coração e anima o caminho.

Queridos amigos, nem sempre é fácil discernir a própria vocação e orientar justamente a vida. Por isso, há necessidade dum renovado esforço por parte de toda a Igreja – sacerdotes, religiosos, animadores pastorais, educadores – para que se proporcionem, sobretudo aos jovens, ocasiões de escuta e discernimento. Há necessidade duma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual.

Como várias vezes se assinalou durante a Jornada Mundial da Juventude do Panamá, precisamos de olhar para Maria. Na história daquela jovem, a vocação também foi uma promessa e, simultaneamente, um risco. A sua missão não foi fácil, mas Ela não permitiu que o medo A vencesse. O d’Ela «foi o “sim” de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: sentes-te portador duma promessa? Que promessa trago no meu coração, devendo dar-lhe continuidade? Maria teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer “não”. Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a covardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido» (Vigília com os jovens, Panamá, 26/I/2019).

Neste Dia, unimo-nos em oração pedindo ao Senhor que nos faça descobrir o seu projeto de amor para a nossa vida, e que nos dê a coragem de arriscar no caminho que Ele, desde sempre, pensou para nós.

Vaticano, Memória de São João Bosco, 31 de janeiro de 2019

O Senhor nos ensina através do seu evangelho de hoje “ Quem quiser ser o primeiro deve ser o último”. Ou seja, o servidor de todos! Porém, a humildade não acontece em um estalar de dedos e é na primeira leitura de Eclesiástico 2,1-13, que encontramos um itinerário para alcançar a humildade.

Primeiramente se entramos para o serviço do Senhor prepara a tua alma para a provação. Todos os povos, raças e crenças passam por provações. Está não é uma realidade exclusiva do Cristão. O que é próprio do ser cristão é a maneira de passar pela provação. Por isso, o Senhor nos recomenda. Prepara a tua alma para a provação!  Pois o cristão não pode ser um murmurador nas horas difíceis da vida, mas abraçar a provação, assim, como o fogo que purifica o ouro.

Mas como Cristo se preparou para a provação? No orto das oliveiras, suando sangue, enquanto seus amigos dormiam. Não é fácil, mas encontramos na primeira leitura alguns passos para a humildade:

Se encontrarmos dificuldades para suportar as provações, somos convidados a interrogar os antepassados e ver quando foi que o Senhor não nos socorreu. Nunca Ele nos abandonou! Na comunidade, em nossa vocação somos convidados a interrogar e olhar para a vida dos mais velhos que sejam firmes e constantes que já passaram por muitas provas e não para aqueles que percebemos que apenas murmuram em seus afazeres, trabalho, missão, família, etc… para não corrermos o risco de se aliar as murmurações e perdermos a alegria da vocação. Portanto vamos viver hoje esses três passos que o Senhor nós ensinou.

Deus te abençoe

Daniele Batista Ramos

Missionária da Comunidade Católica Presença

A criação clama pela conversão dos filhos de Deus, escreve o Papa Francisco em sua mensagem para a Quaresma 2019.

O texto foi divulgado esta terça-feira (26/02) na Sala de Imprensa da Santa Sé, com o título “A criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus”, extraído de Romanos 8,19.

O Pontífice oferece algumas propostas de reflexão para acompanharem o caminho de conversão nesta Quaresma.

O Pontífice destaca que a criação se beneficia da redenção do homem quando este vive como filho de Deus, isto é, como pessoa redimida. Neste mundo, porém, adverte Francisco, “a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte”.

A força destruidora do pecado

Com efeito, prossegue o Papa, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo, das outras criaturas, mas também de nós mesmos. Isso leva a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo desejos incontrolados.

“ Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais. ”

A aparição do mal no meio dos homens interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, a ponto de o jardim se transformar num deserto.
Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, explica o Papa, a sentir-se o seu senhor absoluto. Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco.

“O pecado, manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.”

A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus. E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

A Quaresma chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos.

“ Queridos irmãos e irmãs, a ‘quaresma’ do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus. Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação. ”

“Não deixemos que passe em vão este tempo favorável!”, é o apelo final do Papa.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html

Celebrar o amor humano

Belo é o Amor Humano! O encontro do masculino e feminino, o enamoramento, a jornada de namoro e noivado, o sagrado matrimônio e a fundação de uma nova família, são experiências humanas que precisam ser celebradas! Deve ser Alegria do Amor, como recentemente escreveu o Papa Francisco, em sua encíclica Amoris Laetitia.

As experiências negativas

Devido às desordens que o pecado realizou dentro de nós e as inúmeras confusões disseminadas pela sociedade atual, a autêntica beleza do amor fica muitas vezes ofuscada, e aquilo que deveria ser uma experiência de alegria profunda e duradoura torna-se não raras vezes uma euforia passageira, que normalmente tem prazo de validade: “até que eu você não me incomode”, “até que eu não me interesse por outra pessoa”, “até que você não exija nada de mim”, “até que eu não me canse de ti…”, e por aí vai…

Muitos são aqueles que no meio dessa confusão acabam vivendo situações negativas em sua vida sentimental ou testemunham desastres afetivos em sua trajetória história familiar e social, e por isso acabam por não acreditar que o amor verdadeiro exista. Alguns acham até bonito o discurso, mas pensam que só serve para os outros. E pior ainda são os casos daqueles que se revoltaram e mergulharam em relacionamentos cada vez mais superficiais e descartáveis, onde a “pegação”, a “curtição” e a “ralação” transformaram-se em hábitos do cotidiano.

Recobre a esperança

Se você caiu nessa falta de esperança e deixou-se desanimar pelas desilusões da vida, convido-lhe hoje a não permanecer surdo aos anseios mais profundos do seu coração. Você foi criado para viver um Amor Autêntico! Portanto, não se contente com as migalhas e as caricaturas de amor. Não se deixe entorpecer pela mediocridade e o conformismo. Não fique aí assistindo o espetáculo trágico de uma sociedade que canta o amor nas músicas, expressa nas artes, registra nos poemas e nos livros, mas não tem a coragem de lutar por ele e colocá-lo em prática. Não se deixe distrair e enganar por vozes sedutoras que lhe apresentam o caminho de um amor fácil e mágico. Pois tudo o que é grandioso na vida é árduo e exige sacrifícios.Saia do meio da confusão do prazer egoísta e de uma sexualidade fora do seu verdadeiro significado, e retorne o seu olhar para Cristo!

Recomeçar a partir de Cristo

Isso mesmo: olhe para Cristo! Pois só Ele tem palavras de vida eterna! (João 6, 68). Somente Cristo pode devolver-lhe o verdadeiro sentido do amor. O plano de Deus para o amor entre o homem e a mulher pode ser vivido de forma plena, com a ajuda de Cristo! Jesus veio restituir a esperança aos nossos corações. Ele veio sarar os corações feridos, dar liberdade aos cativos, devolver a vista aos cegos e inaugurar um tempo de graça na sua vida! (cf. Lucas 4,19). E, acima de tudo, foi na cruz que o Senhor Jesus oferece-nos o modelo do verdadeiro amor. Madre Tereza de Calcutá dizia que “o amor, para ser verdadeiro, tem de doer”. E o que mais dói em nós é declarar morte ao nosso egoísmo e realizar o êxodo de nós mesmos. Por isso que o conselho que o Papa Bento XVI deu aos jovens casais de namorados em Ancona em 2011 é válido para todos nós hoje, quando ele disse:

“não vos esqueçais de que para ser autêntico, também o amor exige um caminho de amadurecimento: a partir da atração inicial e do «sentir-se bem» com o outro, educai-vos a «amar» o outro, a «querer o bem» do outro. O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito do outro”.

Até mesmo os casados, que são “eternos namorados” têm muito a aprender com essas palavras.

Abraçando o caminho de um amor autêntico.

Se quisermos viver o amor autêntico, precisamos entender que as bases de um relacionamento duradouro e saudável são o respeito, o perdão, a capacidade de diálogo, a gratuidade, a generosidade, o sacrifício e a renúncia. Pois ninguém poderá dizer um sim para o outro, se em certa medida não disser um não a si mesmo.

O amor “tudo crê” (I Coríntios 13, 7), portanto, mesmo se aqueles que estão ao seu redor não acreditam mais no amor, creia você! Se muitos não esperam mais a pessoa certa e estão rendendo-se a qualquer um que aparece e vivem de forma banal a sua sexualidade antes do casamento, então espere você! Pois o amor “tudo espera” (I Coríntios 13, 7)! Mesmo que esteja sendo pressionada a ceder diante dos prazeres fáceis, suporte! Não abra mãos dos verdadeiros valores! Pois o amor “tudo suporta” (I Coríntios 13, 7) Por fim, mesmo que você conheça casos que não deram certo. Não tenha medo! Olhe para quem deu certo! Porque o verdadeiro amor “jamais acabará”(I Coríntios 13, 7). Seja você hoje, o primeiro a abraçar o Amor Autêntico na sua vida e ingressar no grupo dos revolucionários que se rebelam contra a cultura atual.

Tenha a coragem de ser feliz!

Os homens e mulheres do nosso tempo precisam ter a coragem de ser felizes. Mas para isso terão que nadar contra a correnteza. Essa tarefa cabe principalmente às novas gerações que são as mais afetadas pela cultura do descartável. Portanto, exortamos aos jovens que: Não tenham medo de amar! Não tenham medo de fazer escolhas definitivas. Pois a Palavra de Deus diz que “no amor não há temor, pois o perfeito amor lança fora o temor. Pois o temor envolve castigo, e quem teme, não é perfeito amor” (I João 4, 18). Acredite na força do amor! Você é capaz de amar! Deus nos capacita com sua graça! É possível viver um amor que seja para sempre, pois o amor autêntico promete o infinito. Não queira nada menos do que um amor assim. Viva a realidade do amor, que precisa ir além dos sentimentos, e ser vivida com muita inteligência, força de vontade, dedicação, coragem e sacrifício. A sociedade atual esqueceu-se dessas palavras. Talvez seja por isso que ela fale muito de amor e ensine tão pouco como vivê-lo. O amor é um dom, mas é ao mesmo tempo uma tarefa. Uma tarefa realizadora e que plenifica a vida. Seja você um revolucionário do amor. O casamento não está fora de moda! É possível viver um amor de verdade, um amor que seja de fato autêntico.

Fonte: http://amorautentico.com.br/

A palavra lectio divina vem do latim e significa: Lectio: Em primeiro lugar indica lição, ou texto, posteriormente em uma segunda tradução, passou a ser compreendido por leitura, que também se origina de “legere” que quer dizer conhecer.

Divina: Derivação do adjetivo latino “divinum” indica algo pertencente ou relacionado a Deus, algo sagrado. Em resumo, quer dizer: leitura dos textos sagrados recomendada pelos Padres da Igreja.

A lectio divina que compreendemos hoje, é apresentada como um método de leitura da Escritura, tem suas origens no século 12, relacionada ao que tem sido chamado de “teologia monástica”. Após o Concílio Vaticano II, ocorreu uma orientação cada vez maior para a dedicação ao estudo e oração das Sagradas Escrituras, e a Dei Verbum (Constituição Dogmática Pós-Concílio) vai dizer: “Que a Leitura deve ser acompanhada de oração para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem (…) a fim de que nenhum destes se torne pregador vão e superficial da palavra de Deus, por não a ouvir de dentro” (Dei Verbum, in nº 25).

Passos da Lectio Divina

Guigo, o monge Cartucho (cisterciense do século XII) nos indica as etapas da lectio divina.

1.Leitura (Lectio):

A leitura é um exercício externo, e o grau dos principiantes. Tenhamos portanto a humildade de ler a Sagrada Escritura, mesmo se, às vezes, nós temos a pretensão de já conhecê-la. A leitura deve ser desinteressada, gratuita, amorosa e na fé, e requer dedicação de tempo para não ser realizada de maneira superficial.

Para uma boa leitura, é necessário primeiro lançar sobre o texto bíblico um olhar impessoal, analisando a cena descrita, a linguagem utilizada e o contexto histórico e sociocultural. A partir disso podemos inferir o sentido literal da Palavra. Mas a riqueza dos textos bíblicos, no Antigo e no Novo Testamento, de forma implícita ou explícita, sempre permitem-nos um encontro com Jesus, o Verbo do Pai. É o que tradicionalmente se conhece por sentido alegórico (ou cristológico) da Escritura. A Palavra de Deus carrega sempre ainda um sentido moral (ou antropológico), uma lição prática que nos podem conduzir a um comportamento justo. Por fim, toda a Escritura faz-nos entrar, já aqui na terra, na visão do Céu e do Eterno. Podemos assim ler a Palavra de Deus em seu sentido escatológico.

2.Meditação:

É o ato da inteligência que nos coloca acima dos sentidos. É o grau daqueles que progridem e o dos que já podem meditar a Palavra de Deus. Para que a Palavra possa penetrar e produzir os seus efeitos em nós, é necessário constância e perseverança no exercício de meditação.

É importante ressaltar que a meditação do texto bíblico não se deve limitar ao tempo do exercício da Lectio Divina, mas somos chamados a continuar a meditar a Palavra durante o nosso dia, e mesmo no decorrer de nossos trabalhos e atividades, permitindo à Escritura de realizar um trabalho de frutificação interior em nossa alma.

3.Oração (Oratio): Prece, oração, que faz entrar no mistério. É o grau dos fervorosos.

A oração é a minha resposta pessoal à leitura da Boa Nova. Depois de ter lido, penetrado, meditado o texto, podemos sentir o desejo de fechar a nossa Bíblia para louvar o Senhor. Agora, a fim de não mais escutar o que o Senhor me diz, mas simplesmente amá -Lo, contemplá –Lo e responder -Lhe. A partir da Palavra viva, nossa oração pode tomar múltiplos aspectos, como o louvor, a ação de graças e o reconhecimento, mas também a contrição do coração, o pedido, a intercessão e a súplica.

4. Contemplação (Contemplatio): Oração de quietude. É o grau dos bem aventurados, que corresponde à vida mística.

A Contemplação é o que fica nos olhos e no coração, quando acabou a Oração. É fundamentalmente, a concentração da minha atenção, não em sentimentos ou em orações, mas em Jesus Cristo e na minha relação pessoal com Ele. É importante durante a etapa da Contemplação guardar um pequeno trecho da Escritura (um versículo) que mais lhe tenha falado ao coração, para ser levado durante todo o dia.

5. Ação (Actio): A Palavra de Deus apropriada passa depois para a vida prática, torna-se vida em minha vida e transforma meus atos.

A partir do que li, do que ouvi, meditei, ruminei, contemplei, me deixei penetrar pelo poder da Palavra. Começa a brotar no meu mais profundo, o desejo de seguir as Palavras da Virgem Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 1,5). A ação movida pela Palavra, consiste em fazer da mensagem a própria vida. É válido traçar propósitos claros e realistas dentro de intervalos de tempo razoáveis. A Palavra vivenciada dia após dia, a começar dos pequenos gestos, configura-nos a Jesus e faz-nos avançar no caminho da santidade.

Que possamos descobrir a importância da Sagrada Escritura em nossas vidas e a necessidade de nos deixar ser constantemente transformados na Palavra de Deus que é o Cristo. Amém.

Fonte: http://jovensconectados.org.br/

Datas foram anunciadas hoje pela secretaria-geral do Sínodo

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica será realizada de 6 a 27 de outubro de 2019, anunciou o Vaticano nesta segunda-feira, 25.

O comunicado é da Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos, órgão que organiza as assembleias sinodais. O tema desta próxima assembleia é “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

O Sínodo foi convocado pelo Papa Francisco em 2017. Na época, ele explicou que esta reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue a esta porção do Povo de Deus comumente esquecida.

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”, disse Francisco.

Desde o anúncio, iniciou-se o a preparação da Assembleia Sinodal, com várias reuniões e encontros. Também já foi elaborado um documento preparatório, por um conjunto de especialistas da América Latina e de Roma, documento a partir do qual teve início o processo de escuta na região Pan-Amazônia.

Concluída essa primeira fase de escuta no último dia 28, será preparada uma síntese das discussões, que segue para Roma, para o conselho pré-sinodal, e até maio será elaborado o novo documento que será entregue aos padres sinodais. Por fim, de maio a outubro inicia-se a última fase, em que os bispos poderão estudar, fazer consultas a especialistas, para que possam se preparar para o Sínodo.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html

“Justamente quando a humanidade possui capacidades científicas e técnicas para alcançar um bem-estar equitativamente difundido, observamos uma intensificação de conflitos e um aumento das desigualdades”, disse Francisco em seu discurso

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (25/02), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da assembleia plenária da Pontifícia Academia para a Vida que celebra seus vinte e cinco anos de fundação.

O Pontífice frisou que por ocasião do aniversário, enviou ao presidente do organismo vaticano, dom Vincenzo Paglia, no mês passado, a Carta Humana communitas que recorda explicitamente o tema das “tecnologias emergentes e convergentes”.

“O que me motivou a escrever essa mensagem foi o desejo de agradecer todos os presidentes que assumiram a liderança da Academia e todos os membros pelo serviço competente e  pelo compromisso generoso de tutelar e promover a vida humana nesses vinte e cinco anos de atividades.”

Intensificação de conflitos e um aumento das desigualdades

“Conhecemos as dificuldades em que o nosso mundo se debate. O tecido das relações familiares e sociais parece se desgastar cada vez mais e se difunde a tendência do fechar-se em si mesmo e nos próprios interesses individuais, com graves consequências sobre a «grande e decisiva questão da unidade da família humana e seu futuro»”, disse Francisco, citando um trecho da Carta Humana communitas.

O Papa chamou a atenção para um paradoxo dramático: “Justamente quando a humanidade possui capacidades científicas e técnicas para alcançar um bem-estar equitativamente difundido, observamos uma intensificação de conflitos e um aumento das desigualdades.”

“O desenvolvimento tecnológico nos permitiu resolver problemas até poucos anos insuperáveis. O “poder fazer” pode obscurecer quem faz e para quem se faz. O sistema tecnocrático baseado no critério da eficiência não responde às questões mais profundas que o homem se faz. Se de um lado não é possível dispensar seus recursos, de outro ele impõe a sua lógica a quem o utiliza.”

A técnica é característica do ser humano

“No entanto, a técnica é característica do ser humano”, ressaltou o Papa, e “não deve ser entendida como uma força que lhe é estranha e hostil, mas como um produto de seu talento, que garante as exigências do viver para si e para os outros. É uma modalidade especificamente humana de habitar o mundo.”

“No entanto, a evolução atual da capacidade técnica produz um encanto perigoso: em vez de entregar à vida humana os instrumentos  que melhoram a sua cura, corre-se o risco de entregar a vida à lógica de mecanismos que decidem seu valor. Essa inversão está destinada a produzir resultados nefastos: a máquina não se limita a dirigir-se sozinha, mas acaba guiando o homem. A razão humana é assim reduzida a uma racionalidade alienada dos efeitos, que não pode ser considerada digna do homem.”

Técnica a serviço da humanidade

O Papa enfatizou “os sérios danos causados ao planeta, nossa casa comum, pelo uso indiscriminado de meios técnicos”, destacando que “a bioética global é uma frente importante na qual trabalhar”.

“Ela expressa a consciência da profunda incidência dos fatores ambientais e sociais sobre a saúde e a vida. Tal abordagem está em sintonia com a ecologia integral, descrita e promovida na Encíclica Laudato si’”, sublinhou.

“A inteligência artificial, robótica e outras inovações tecnológicas devem ser usadas a fim de contribuir para o serviço da humanidade e para a proteção de nossa Casa comum, e não para o exato oposto, como infelizmente, preveem algumas estimativas. A dignidade inerente de todo ser humano deve estar firmemente colocada no centro de nossa reflexão e ação.”

Aliança ética em favor da vida humana

Francisco sublinhou que “é real o risco de o homem ser tecnologizado, em vez de a técnica ser humanizada”. “São atribuídas às “máquinas inteligentes” capacidades que são propriamente humanas”, ressaltou.

Segundo o Papa, o “nosso compromisso, intelectual e especialista, será um ponto de honra para nossa participação na aliança ética em favor da vida humana”.

“Um projeto que agora, num contexto em que mecanismos  tecnológicos cada vez mais sofisticados envolvem diretamente as qualidades humanas do corpo e da psique, torna-se urgente partilhar com todos os homens e mulheres comprometidos com a pesquisa científica e com o trabalho de cura. É uma tarefa difícil, certamente, dado o ritmo acelerado da inovação.”

Francisco concluiu, incentivando a todos a “prosseguir no estudo e na pesquisa a fim de que a obra de promoção e defesa da vida seja cada vez mais eficaz e fecunda”.

Fonte: https://www.vaticannews.va

Quando entendemos verdadeiramente a importância que tem a família, compreendemos e vivemos melhor os planos e sonhos de Deus para nós.

Família significa a reunião de pessoas sobre o mesmo teto, mas é a ternura e a doação que transformam família em lar.

Ainda que com toda a correria do dia a dia e o ritmo frenético de vida que levamos nos dias atuais, se faz extremamente necessário que os filhos tenham esse exemplo, que vejam esse acolhimento de ternura em seus pais. Amor entre os cônjuges, de ambos para seus filhos e dos filhos para os pais.

O Papa Francisco nos dá o seguinte ensinamento:

“Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos; o sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza”.

Sabemos que mesmo com as demandas do dia a dia, precisamos literalmente “gastar tempo”, ou melhor, investir nos doando com qualidade para os nossos, para com aqueles que o Senhor nos confiou nesta vida, ser Presença de Deus.

Presença nas coisas simples de cada dia, como por exemplo, a reunião de todos para a oração e leitura da palavra diária, as refeições em que há a possibilidade de todos estarem juntos, sentar na sombra de uma árvore e observar as nuvens durante o dia ou o céu de estrelas a noite, a prática do perdão em todas as situações e as demonstrações de afeto com olhares demorados, abraços, beijos e partilhas.

Em que você tem investido seu precioso tempo? Nas coisas que passam, ou nas que são eternas?

Não deixe que as preocupações da vida terrena sufoquem a eternidade que Deus sonhou para você e a sua família. Zele por ela, reze por ela, se doe a ela!

Deus o abençoe!

 

Ernandys Alves Reis e Josina Francelina de Barros Reis

Missionários da Comunidade Católica Presença

A homilia do Papa Francisco nesta quinta-feira foi dedicada à cura de nossas doenças espirituais e à conversão.

Para abrir o coração dos outros e convidar à conversão são necessárias mansidão, humildade e pobreza, seguindo os passos de Cristo: foi o que disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta (07/02). A sua reflexão partiu do trecho do Evangelho de Marcos (Mc 6,7-13) proposto pela Liturgia do dia: a mensagem é precisamente a “cura”.

Verniz

Jesus convida os seus discípulos a curar, assim como Ele mesmo veio ao mundo para curar, “curar a raiz do pecado em nós”, “o pecado original”. “Curar é um pouco como recriar”, observou o Papa: “Jesus nos recriou a partir da raiz e depois fez com que fôssemos avante com o seu ensinamento, com a sua doutrina, que é uma doutrina que cura”, sempre. E o primeiro mandamento que dá é a conversão.

A primeira cura é a conversão no sentido de abrir o coração para que entre a Palavra de Deus. Converter-se é olhar para o outro lado, convergir para outra parte. E isso abre o coração, mostra outras coisas. Mas se o coração estiver fechado, não pode ser curado. Se alguém está doente e por teimosia não quer ir ao médico, não será curado. E a eles diz, primeiro: “Convertam-se, abram o coração”. Mesmo que nós cristãos façamos tantas boas coisas, mas se o coração estiver fechado, é só verniz por fora.

E na primeira chuva, desaparecerá. Portanto, Francisco exortou a se questionar: “Eu sinto este convite a me converter, abrir o coração para ser curado, para encontrar o Senhor, para ir avante?”. Para proclamar que as pessoas se convertam, é preciso porém autoridade. Para conquistá-la, Jesus diz no Evangelho, diz “não levem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro”. Ou seja, a pobreza.

Não se cura buscando o poder

O Papa convidou à “pobreza, humildade, mansidão”. E como exorta Jesus no Evangelho, “se não os receberem, vão para outra parte!”, fazendo o gesto de sacudir as sandálias, mas – reiterou Francisco – com mansidão e humildade, porque esta é a atitude do apóstolo.

Se um apóstolo, um convidado, qualquer um de vocês – há tantos convidados aqui -, vai um pouco com o nariz empinado, acreditando ser superior aos outros ou buscando algum interesse humano ou – não sei – buscando posições na Igreja, jamais curará alguém, não conseguirá abrir o coração de ninguém, porque a sua palavra não terá autoridade. O discípulo terá autoridade se seguir os passos de Cristo. E quais são os passos de Cristo? A pobreza. De Deus se fez homem! Ele se aniquilou! Ele se despiu! A pobreza que leva à mansidão, à humildade. O Jesus humilde que sai pela estrada para curar. E assim, um apóstolo com esta atitude de pobreza, de humildade, de mansidão, é capaz de ter a autoridade para dizer: “Convertam-se”, para abrir os corações.

Interessar-se pelas pessoas

Depois de exortar à conversão, os convidados expulsavam muitos demônios, com a autoridade de dizer: “Não, este é um demônio! Isso é pecado. Esta é uma atitude impura! Você não pode fazê-lo”. Mas é preciso dizer com “a autoridade do próprio exemplo, não com a autoridade de alguém que fala lá de cima, mas não está interessado nas pessoas”, destacou ainda Francisco, explicando que isso não é autoridade, é autoritarismo”. “Diante da humildade, diante do poder do nome de Cristo com o qual o apóstolo exerce a sua missão, se é humilde, os demônios fogem”, porque não suportam que os pecados sejam curados.

Os enviados curavam também o corpo, ungindo com óleo muitos enfermos. “A unção é a carícia de Deus”, afirmou o Papa: o óleo, de fato, é sempre uma carícia, amacia a pele e faz se sentir melhor. Portanto, os apóstolos devem aprender “esta sabedoria das carícias de Deus”. “Assim um cristão cura, não somente um bispo”: “cada um de nós – reiterou Francisco –, tem o poder de curar” o irmão ou a irmã “com uma palavra doce, com a paciência, com um conselho, com um olhar, mas como o óleo, humildemente”.

Todos nós precisamos ser curados, todos, porque todos temos doenças espirituais, todos. Mas também todos nós temos a possibilidade de curar os outros, mas com esta atitude. Que o Senhor nos dê esta graça de curar como Ele curava: com a mansidão, com a humildade, com a força do pecado, contra o diabo e ir avante nesta bela missão de nos curar entre nós: “Eu curo uma pessoa e me deixo curar por outra”. Entre nós. Esta é uma comunidade cristã.

Fonte: Vatican news

 “ser e levar a Presença de Deus no meio de seu povo como fonte de bênção”

No dia 02 de Fevereiro de 2019, em São José do Rio Pardo a Comunidade Católica Presença realizou a missa de acolhimento dos novos missionários. Contamos com a presença do Padre Carlos presidindo a santa missa, familiares, amigos e engajados da obra.

Missionário de Vida:

Fagner M. A. Silva Rok- Salto do Céu -MG

Rodolfo Raimundo- Mogi guaçu SP

Jeferson Bispo da Silva – Ibaté SP

Missionário de Aliança:

Cintia Marson- Casa Branca SP

João Henrique dos Santos- Bebedouro SP

Carla Souza Andrade – São Paulo SP

Lucas F. O. Santos – Casa Branca SP

Nilce D. E. Silva- São José do Rio Pardo SP

Laercio da Silva- São José do Rio Pardo SP

Confira as fotos: Facebook Comunidade Presença

Amados irmãos graça e paz!

É com muita alegria que venho esse mês escrever para você sobre algo que Deus tem falado muito ao nosso coração enquanto Comunidade Católica Presença.

O que me faz íntimo de Jesus é colocar em prática a vontade do Pai.

Durante esse mês ouvimos o evangelho de Marcos 3, 31-3 onde nós diz “Tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora a tua procura. Jesus responde: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”. Podemos pensar que a resposta dada por Jesus a sua mãe é dura, mas o centro o ápice desse evangelho é ver que Jesus fez a vontade de Deus como esta escrito no Salmo 39, 8-9.

“Eis que venho fazer com prazer a vossa vontade”. (Salmo 39)

Irmãos o direcionamento e o propósito que devemos ter este mês é justamente isso, fazer com prazer a vontade de Deus em todas as dimensões da nossa vida. Jesus quando nos diz essas palavras, Ele esta afirmando que aceita doar a sua própria vida em reparação dos nossos pecados, pois antigamente se ofertava um animal em reparação de algum mal, mas em Jesus o sacrifício dado é a sua própria vida.

Muitas vezes no ato de fazer a vontade de Deus esta os nossos sacrifícios e tenho certeza, que pra você está aonde esta você teve que fazer grandes sacrifícios. Os sacrifícios feitos por amor trazem a libertação e o regozijo pra nossa alma!

Gostaria de pontuar algo que nossa patrona Santa Catarina de Sena nos ensina. Deus Pai diz a ela que é preciso que a graça de Deus opere nas nossas faculdades, são elas: memoria, inteligência e vontade.

Portanto meus irmãos a minha memória e inteligência precisa estar na graça de Deus para sabermos sacrificar por amor e ser rendidos para fazer a vontade de Deus. Convido você a parar e rezar por essas faculdades, pedindo para que Deus te ajude a fazer com prazer a vontade Dele.

Lucimar Maziero  – Fundadora da Comunidade Católica Presença

Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, foram três as barragens da mineradora Vale que se romperam e o número de vítimas é estimado entre 200 a 300 pessoas.

Segue a nota de solidariedade de Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Mais uma “abominação da desolação”, como disse Jesus no Evangelho de Marcos, referindo-se aos absurdos nascidos das ganâncias e descasos com o outro, com a verdade e com o bem de todos: mais uma barragem rompida em Minas Gerais, agora em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Arquidiocese de Belo Horizonte une-se a cada um dos atingidos, compartilhando suas dores. Nossas comunidades de fé, especialmente às que servem ao Vale do Paraopeba, estejam juntas, para levar amparo, ajuda, a todos que sofrem diante de tão lamentável tragédia.

Os danos humanos e socioambientais são irreparáveis e apontam para uma urgência, já tão evidente: é preciso repensar modelos de desenvolvimento que desconsideram o respeito à natureza, os parâmetros de sustentabilidade. Uma triste coincidência: na sexta-feira, do dia 25, quando uma barragem se rompe no coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a retomada da mineração na Serra da Piedade. Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia.

A Arquidiocese de Belo Horizonte defende, incansavelmente, de modo inegociável, a natureza, obra do Criador, compreendendo que o ser humano, as plantas e os animais devem viver em completa harmonia, pois são todos habitantes do planeta, a Casa Comum.

Rezemos pelas vítimas desta tragédia, unidos ao coração de cada pessoa e de todas as famílias que sofrem, renovemos, mais uma vez, o nosso compromisso com a solidariedade. É urgência minimizar a dor dos atingidos por mais esse desastre ambiental, sem se esquecer de acompanhar, de perto, a atuação das autoridades, na apuração dos responsáveis por mais um triste e lamentável episódio, chaga aberta no coração de Minas Gerais. A justiça seja feita, com lucidez e sem mediocridades que geram passivos, com sentido humanístico e priorizando o bem comum, com incondicional respeito e compromisso com os mais pobres. Minas Gerais está de luto.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

Juntos Por Brumadinho

Diante da tragédia ocorrida em Brumadinho, a Arquidiocese de Belo Horizonte inicia campanha solidária para arrecadar roupas, alimentos e água, destinados aos atingidos pelo rompimento da barragem.

Mais informações: http://arquidiocesebh.org.br/

Na mesma esplanada que acolheu 600 mil jovens para a festa da Vigília na noite anterior, o Papa celebrou na manhã deste domingo (27/01) a missa campal de envio da edição panamenha da Jornada Mundial da Juventude.

Chegando em papamóvel ao Metro Park, Francisco foi recebido pelo Arcebispo de Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, e com ele a bordo, prosseguiu entre os fiéis até a Sacristia do Campo São João Paulo II. Telões foram instalados em pontos estratégicos do campo para uma melhor visibilidade das 600 mil pessoas presentes. Na área destinada às autoridades, estavam os presidentes de 5 países latino-americanos: Costa Rica, Colômbia, Guatemala, El Salvador e Honduras, além do português Marcelo Rebelo de Souza.

Jesus e o ceticismo da comunidade

Em sua homilia, o Papa refletiu sobre ‘o agora de Deus’, tema apresentado no Evangelho de Lucas:

Era o início da missão pública de Jesus e na sinagoga, circundado por conhecidos e vizinhos, Ele pronuncia publicamente as palavras “Cumpriu-se hoje”, que significavam a presença de Deus, o tempo de Deus que torna justos e oportunos todos os espaços e situações. Em Jesus, começa e faz-se vida o futuro prometido.

Mas nem todos aqueles que lá O ouviram, se sentiam convidados ou convocados; não estavam prontos para acreditar em alguém que conheciam e tinham visto crescer e que os convidava a realizar um sonho há muito aguardado. E o mesmo acontece às vezes também conosco, explicou o Papa:

“Nem sempre acreditamos que Deus possa ser tão concreto no dia-a-dia, tão próximo e real, e menos ainda que Se faça assim presente agindo através de alguém conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente”.

Não subestimar, mas assumir

De fato, prosseguiu Francisco, é comum comportarmo-nos como os vizinhos de Nazaré, preferindo um Deus à distância: magnífico, bom, generoso mas distante e que não incomode, porque um Deus próximo no dia-a-dia, amigo e irmão, nos pede para aprendermos proximidade, presença diária e, sobretudo, fraternidade.

Francisco alertou os jovens para o risco de pensar que a vida seja uma promessa que vale só para o futuro, que nada tem a ver com o presente. Como se ser jovem fosse sinônimo de uma ‘sala de espera’ para o futuro, considerando que o seu ‘agora’ ainda não chegou; que são jovens demais para se envolverem no sonho e na construção do amanhã.

Criar um espaço comum e lutar por ele

A este ponto, o Papa recordou o recente Sínodo dos Jovens, celebrado em outubro passado, no Vaticano, destacando como um de seus frutos “a riqueza da escuta entre gerações, do intercâmbio e do valor de reconhecer que precisamos uns dos outros; “que devemos esforçar-nos por promover canais e espaços onde nos comprometamos a sonhar e construir o amanhã, já hoje, unidos, criando um espaço em comum: um espaço que não nos é oferecido como um presente, nem o ganhamos na loteria, mas um espaço pelo qual vocês também devem lutar”.

“ Porque vocês, queridos jovens, não são o futuro, mas o agora de Deus. ”

“Ele os convoca e os chama, em suas comunidades e cidades, para irem à procura dos avós, dos mais velhos; para se erguerem de pé e, juntamente com eles, tomar a palavra e realizar o sonho com que o Senhor os sonhou. Não amanhã; mas agora!”.

A missão com Deus é a nossa vida

Incitando os jovens a deixar-se apaixonar por Deus, sentindo que possuem uma missão, Francisco concluiu sua homilia lembrando que o Senhor e sua missão não são um ‘entretanto’, uma coisa passageira, mas são ‘as nossas vidas’, e que o amor de Deus é concreto, próximo e real:

“É alegria festiva que nasce da opção de participar na pesca miraculosa da esperança e da caridade, da solidariedade e da fraternidade frente a tantos olhares paralisados e paralisadores por causa dos medos e da exclusão, da especulação e da manipulação”.

Viver o amor concretamente

Assim como Maria, que não Se limitou a acreditar em Deus e nas suas promessas como algo possível, mas acreditou em Deus e teve a coragem de dizer ‘sim’ para participar neste agora do Senhor, devemos viver em concreto o nosso amor:

“Que o seu ‘sim’ continue a ser a porta de entrada para que o Espírito Santo conceda um novo Pentecostes ao mundo e à Igreja” – foram as palavras conclusivas do Papa.

O ‘obrigado’ do Papa

No final desta celebração, Francisco agradeceu todas as autoridades civis, o arcebispo de Panamá e os bispos do país e das nações vizinhas, por tudo o que fizeram em suas comunidades para dar abrigo e ajuda a tantos jovens. O ‘obrigado’ do Papa se dirigiu também a todas as pessoas que a apoiaram com a a oração e colaboraram com dedicação e trabalho na realização da JMJ e principalmente, a todos os jovens:

“ Sua fé e alegria fizeram vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro ”

O último pedido a todos foi para que regressem às suas paróquias e comunidades, famílias e amigos e transmitam esta experiência, para que outros possam vibrar “com a sua força e o seu sonho”.

 

Fonte:Vatican News

“Alegra-me poder-vos dizer hoje: Pedro está convosco, para celebrar e renovar a fé e a esperança!”, proclamou o Papa Francisco, com força e alegria, para os jovens do mundo inteiro, presentes na Jornada Mundial da Juventude!

Em seu discurso, na Cerimônia de abertura da JMJ, Francisco apontou alguns conselhos para a renovação da Fé e da esperança na vida do cristão:

  1. Não ter medo! “Pedro e a Igreja caminham convosco e queremos dizer-vos que não tenhais medo, que prossigais com esta energia renovadora e esta inquietação constante que nos ajuda e impele a ser mais alegre e disponíveis”;
  2. Servir aos irmãos, pois, segundo o Papa, só viveremos o Novo Pentecostes, se “soubermos testemunhar anunciando o Senhor no serviço aos nossos irmãos; naturalmente, um serviço concreto”;
  3. Ser decidido: “o discípulo não é apenas aquele que chega a um lugar, mas que começa com decisão, que não tem medo de arriscar e pôr-se a caminho”;
  4. Manter vivo um sonho… Como propõe o Papa, “um sonho comum. Um Sonho grande e capaz de envolver a todos. O sonho, pelo qual, Jesus deu a vida na cruz”;
  5. Ser sempre impelido pelo amor: “um amor que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza nem obriga a estar calado, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor!”;
  6. Buscar auxílio em Maria, pois Ela “encheu-Se de coragem e disse ‘sim’. Encheu-Se de coragem para dar a vida ao sonho de Deus”.

Seguindo estes conselhos do Papa, cada cristão receberá “aquela força nova”, permanecerá cheio do Espírito Santo e conseguirá “manter vivo aquele sonho que nos faz irmãos”.

 

Fonte: Jovens Conectados

O primeiro dia do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude se concluiu com o grande encontro com os jovens, no Campo Santa Maria la Antigua, situado na Faixa Costeira da Cidade do Panamá. Francisco foi recebido calorosamente por milhares de jovens numa festa de cores e alegria.

Um novo Pentecostes

No seu discurso aos jovens o Papa afirmou: “A Jornada Mundial da Juventude é mais uma vez uma festa de alegria e esperança para toda a Igreja e, para o mundo, um grande testemunho de fé (…) Pedro e a Igreja caminham com vocês e quero dizer a todos que não tenham medo, que prossigam com esta energia renovadora e esta inquietação constante que nos ajuda e impele a ser mais alegres e disponíveis, mais ‘testemunhas do Evangelho’. Prossigam, não para criar uma Igreja paralela, um pouco mais “divertida” e “ousada” numa modalidade para jovens, com alguns elementos decorativos, como se isso pudesse deixar vocês contentes. Pensar assim seria não respeitar vocês e também tudo o que o Espírito, por seu intermédio, nos está dizendo. Ao contrário, queremos redescobrir e despertar, juntos, a novidade incessante e a juventude da Igreja, abrindo-nos a um novo Pentecostes”.

“ Um novo Pentecostes só é possível, se, como há pouco vivemos no Sínodo, soubermos caminhar escutando-nos e escutar completando-nos uns aos outros, se soubermos testemunhar anunciando o Senhor no serviço aos nossos irmãos; naturalmente, um serviço concreto ”

Artesãos da cultura do encontro

“Vimos de culturas e povos distintos, falamos línguas diferentes, vestimos roupas diversas. Cada um dos nossos povos viveu histórias e circunstâncias distintas. Quantas coisas podem diferenciar-nos! Mas nada disso impediu que nos pudéssemos encontrar e sentir felizes por estarmos juntos. Isto é possível, porque sabemos que há algo que nos une, há Alguém que nos faz irmãos. Vocês, queridos amigos, fizeram muitos sacrifícios para poder se encontrar, tornando-se assim verdadeiros mestres e artesãos da cultura do encontro. Com seus gestos e atitudes, com as suas perspetivas, desejos e sobretudo a sua sensibilidade, vocês desmentem e recusam certos discursos que se concentram e empenham em semear divisão, em excluir e expulsar os que ‘não são como nós’. Assim é, porque vocês têm um olfato capaz de intuir que ‘o amor verdadeiro não anula as diferenças legítimas, mas harmoniza-as numa unidade superior’. Entretanto sabemos que o pai da mentira prefere o contrário: um povo dividido e litigioso, em vez de um povo que aprenda a trabalhar em conjunto”.

Sonho comum chamado Jesus

“A cultura do encontro é apelo e convite a termos a coragem de manter vivo um sonho comum. Sim, um sonho grande e capaz de envolver a todos. Um sonho chamado Jesus, que convida ao amor verdadeiro”.

Continuando o Papa cita Santo Oscar Romero:

“ O cristianismo não é um conjunto de verdades para se acreditar, nem de leis para se observar nem de proibições. Visto assim, seria muito repugnante. O cristianismo é uma Pessoa que me amou tanto, que reivindica e pede o meu amor. O cristianismo é Cristo ”

e acrescenta o Papa: “é levar adiante o sonho pelo qual Ele deu a vida: amar com o mesmo amor com o qual nos amou”.

Amor silencioso de Jesus

O amor de Jesus continua Francisco “é um amor que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza nem obriga a estar calado, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que entende mais de subidas que de quedas, de reconciliação que de proibições, de dar nova oportunidade que de condenar, de futuro que de passado. É o amor silencioso da mão estendida no serviço e na doação sem se vangloriar”.

O “sim” de Maria

É o amor com o qual Maria disse o seu sim: “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”. “Maria soube dizer ‘sim’. Soube dar vida ao sonho de Deus”.

O Papa conclui convidando os jovens a manter vivo este “sonho que nos faz irmãos e que somos convidados a não deixar congelar no coração do mundo: onde quer que nos encontremos, a fazer seja o que for, sempre poderemos olhar para o alto e dizer: “Senhor, ensina-me a amar como Vós nos amastes”.

 

Fonte:Vatican News

Mensagem do Papa Francisco para o 53.º Dia Mundial das Comunicações Sociais
Das comunidades de redes sociais à comunidade humana: “Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25)
Queridos irmãos e irmãs!
Desde que se tornou possível dispor da internet, a Igreja tem sempre procurado que o seu uso sirva o encontro das pessoas e a solidariedade entre todos. Com esta Mensagem, gostaria de vos convidar, mais uma vez, a refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão.
As metáforas da “rede” e da “comunidade”
Hoje, o ambiente dos mass-media é tão invasivo que já não se consegue separar do círculo da vida quotidiana. A rede é um recurso do nosso tempo: uma fonte de conhecimentos e relações outrora impensáveis. Mas numerosos especialistas, a propósito das profundas transformações impressas pela tecnologia às lógicas da produção, circulação e fruição dos conteúdos, destacam também os riscos que ameaçam a busca e a partilha duma informação autêntica à escala global. Se é verdade que a internet constitui uma possibilidade extraordinária de acesso ao saber, verdade é também que se revelou como um dos locais mais expostos à desinformação e à distorção consciente e conduzida dos factos e relações interpessoais, a ponto de muitas vezes cair no descrédito.
É necessário reconhecer que se, por um lado, as redes sociais servem para nos conectarmos melhor, fazendo-nos encontrar e ajudar uns aos outros, por outro, prestam-se também a um uso manipulador dos dados pessoais, visando obter vantagens no plano político ou económico, sem o devido respeito pela pessoa e seus direitos. As estatísticas relativas aos mais jovens revelam que um em cada quatro adolescentes está envolvido em episódios de cyberbullying[1].
Na complexidade deste cenário, pode ser útil voltar a refletir sobre a metáfora da rede, colocada inicialmente como fundamento da internet para ajudar a descobrir as suas potencialidades positivas. A imagem da rede convida-nos a refletir sobre a multiplicidade de percursos e nós que, na falta de um centro, uma estrutura de tipo hierárquico, uma organização de tipo vertical, asseguram a sua consistência. A rede funciona graças à comparticipação de todos os elementos.
Reconduzida à dimensão antropológica, a metáfora da rede lembra outra figura densa de significados: a comunidade. Uma comunidade é tanto mais forte quando mais for coesa e solidária, animada por sentimentos de confiança e empenhada em objetivos compartilháveis. Como rede solidária, a comunidade requer a escuta recíproca e o diálogo, baseado no uso responsável da linguagem.
No cenário atual, salta aos olhos de todos como a comunidade de redes sociais não é, automaticamente, sinónimo de comunidade. No melhor dos casos, tais comunidades conseguem dar provas de coesão e solidariedade, mas frequentemente permanecem agregados apenas indivíduos que se reconhecem em torno de interesses ou argumentos caraterizados por vínculos frágeis. Além disso, nas redes sociais, muitas vezes a identidade funda-se na contraposição ao outro, à pessoa estranha ao grupo: define-se mais a partir daquilo que divide do que daquilo que une, dando espaço à suspeita e à explosão de todo o tipo de preconceito (étnico, sexual, religioso, e outros). Esta tendência alimenta grupos que excluem a heterogeneidade, alimentam no próprio ambiente digital um individualismo desenfreado, acabando às vezes por fomentar espirais de ódio. E, assim, aquela que deveria ser uma janela aberta para o mundo, torna-se uma vitrina onde se exibe o próprio narcisismo.
A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso autoisolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que as redes socias possam satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenómeno dos jovens «eremitas sociais», que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta dinâmica dramática manifesta uma grave rutura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar.
Esta realidade multiforme e insidiosa coloca várias questões de caráter ético, social, jurídico, político, económico, e interpela também a Igreja. Enquanto cabe aos governos buscar as vias de regulamentação legal para salvar a visão originária duma rede livre, aberta e segura, é responsabilidade ao alcance de todos nós promover um uso positivo da mesma.
Naturalmente não basta multiplicar as conexões, para ver crescer também a compreensão recíproca. Então, como reencontrar a verdadeira identidade comunitária na consciência da responsabilidade que temos uns para com os outros inclusive na rede online?
“Somos membros uns dos outros”
Pode esboçar-se uma resposta a partir duma terceira metáfora – o corpo e os membros – usada por São Paulo para falar da relação de reciprocidade entre as pessoas, fundada num organismo que as une. «Por isso, despi-vos da mentira e diga cada um a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros» (Ef 4, 25). O facto de sermos membros uns dos outros é a motivação profunda a que recorre o Apóstolo para exortar a despir-se da mentira e dizer a verdade: a obrigação de preservar a verdade nasce da exigência de não negar a mútua relação de comunhão. Com efeito, a verdade revela-se na comunhão; pelo contrário, a mentira é recusa egoísta de reconhecer a própria pertença ao corpo; é recusa de se dar aos outros, perdendo assim o único caminho para se reencontrar a si mesmo.
A metáfora do corpo e dos membros leva-nos a refletir sobre a nossa identidade, que se funda sobre a comunhão e a alteridade. Como cristãos, todos nos reconhecemos como membros do único corpo cuja cabeça é Cristo. Isto ajuda-nos a não ver as pessoas como potenciais concorrentes, considerando os próprios inimigos como pessoas. Já não tenho necessidade do adversário para me autodefinir, porque o olhar de inclusão, que aprendemos de Cristo, faz-nos descobrir a alteridade de modo novo, ou seja, como parte integrante e condição da relação e da proximidade.
Uma tal capacidade de compreensão e comunicação entre as pessoas humanas tem o seu fundamento na comunhão de amor entre as Pessoas divinas. Deus não é Solidão, mas Comunhão; é Amor e, consequentemente, comunicação, porque o amor comunica sempre; mais, comunica-se a si mesmo para encontrar o outro. Para comunicar connosco e comunicar-se a nós, Deus adapta-Se à nossa linguagem, estabelecendo na história um verdadeiro e real diálogo com a humanidade (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 2).
Em virtude de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, que é comunhão e comunicação-de-Si, trazemos sempre no coração a nostalgia de viver em comunhão, de pertencer a uma comunidade. Como afirma São Basílio, «nada é tão específico da nossa natureza como entrar em relação uns com os outros, ter necessidade uns dos outros»[2].
O panorama atual convida-nos, a todos nós, a investir nas relações, a afirmar – também na rede e através da rede – o caráter interpessoal da nossa humanidade. Por maior força de razão nós, cristãos, somos chamados a manifestar aquela comunhão que marca a nossa identidade de crentes. De facto, a própria fé é uma relação, um encontro; e nós, sob o impulso do amor de Deus, podemos comunicar, acolher e compreender o dom do outro e corresponder-lhe.
É precisamente a comunhão à imagem da Trindade que distingue a pessoa do indivíduo. Da fé num Deus que é Trindade, segue-se que, para ser eu mesmo, preciso do outro. Só sou verdadeiramente humano, verdadeiramente pessoal, se me relacionar com os outros. Com efeito, o termo pessoa conota o ser humano como «rosto», voltado para o outro, comprometido com os outros. A nossa vida cresce em humanidade passando do caráter individual ao caráter pessoal; o caminho autêntico de humanização vai do indivíduo que sente o outro como rival para a pessoa que nele reconhece um companheiro de viagem.
Do “like” ao “amen”
A imagem do corpo e dos membros recorda-nos que o uso das redes sociais é complementar do encontro em carne e osso, vivido através do corpo, do coração, dos olhos, da contemplação, da respiração do outro. Se a rede for usada como prolongamento ou expetativa de tal encontro, então não se atraiçoa a si mesma e permanece um recurso para a comunhão. Se uma família utiliza a rede para estar mais conectada, para depois se encontrar à mesa e olhar-se olhos nos olhos, então é um recurso. Se uma comunidade eclesial coordena a sua atividade através da rede, para depois celebrar juntos a Eucaristia, então é um recurso. Se a rede é uma oportunidade para me aproximar de casos e experiências de bondade ou de sofrimento distantes fisicamente de mim, para rezar juntos e, juntos, buscar o bem na descoberta daquilo que nos une, então é um recurso.
Assim, podemos passar do diagnóstico à terapia: abrir o caminho ao diálogo, ao encontro, ao sorriso, ao carinho… Esta é a rede que queremos: uma rede feita, não para capturar, mas para libertar, para preservar uma comunhão de pessoas livres. A própria Igreja é uma rede tecida pela Comunhão Eucarística, onde a união não se baseia nos gostos [«like»], mas na verdade, no «amen» com que cada um adere ao Corpo de Cristo, acolhendo os outros.
Vaticano, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2019.
FRANCISCUS

O Papa Francisco já está a caminho do Panamá. O voo da companhia italiana partiu do aeroporto de Fiumicino esta manhã, às 9h51min locais.

O Pontífice e sua comitiva chegarão à capital panamenha depois de percorrer 9.500 quilômetros em 13 horas de voo.

Acolhimento

A chegada está prevista às 16h30min locais, onde haverá o acolhimento oficial no aeroporto internacional de Tocumen. Lá, receberão Francisco o presidente da República, Juan Carlos Varela Rodriguez, acompanhado de sua esposa.

Duas crianças, em hábitos tradicionais, oferecerão flores ao Papa. Também estarão presentes no aeroporto os bispos do país e cerca de dois mil fiéis. O acolhimento oficial não prevê discursos.

Do aeroporto, o Pontífice percorrerá 28 km até a Nunciatura Apostólica do Panamá, onde pernoitará durante os cinco dias de sua estada no país.

Já o primeiro discurso do Santo Padre está marcado para a quinta-feira, no palácio presidencial, por ocasião da visita de cortesia ao presidente da República.

Refugiados

Antes de deixar a sua residência, a Casa Santa Marta, o Santo Padre encontrou um grupo de oito jovens refugiados de várias nacionalidades. Eles estão hospedados no Centro Pedro Arrupe, de Roma.

Fonte: Vatican News

O Papa João Paulo II pronuncia estas palavras em 22 de abril de 1984, do adro da Basílica de São Pedro, depois de ter fechado a Porta Santa pelo Jubileu da Redenção. A grande cruz de madeira, de 3,8 metros de altura, colocada perto do altar principal, está à sua esquerda e depois de ter sido um farol de fé durante um ano inteiro, é entregue nas mãos dos peregrinos do mundo: será “anúncio” e “encontro”, se tornará a “Cruz da JMJ”.

A “Cruz do Ano Santo” é transferida para o Centro San Lorenzo – um lugar para jovens fundado pelo Papa – onde costuma ser encontrada quando não está em peregrinação pelo mundo: sua primeira viagem foi à Alemanha. (Atualmente o Centro está aos cuidados da Comunidade Shalom).

300 mil com o Papa

Em 31 de março de 1985, Domingo de Ramos, uma multidão de mais de 300 mil jovens dos cinco continentes, dirige-se à Praça São Pedro com a “Cruz do Ano Santo”. Eles vieram para o grande encontro de jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude, proclamado pela ONU. João Paulo II fica visivelmente tocado.

A Instituição da JMJ

Em dezembro do mesmo ano, durante as felicitações de Natal à Cúria Romana, o Papa afirma: “Ainda tenho em meus olhos as imagens do encontro daquela assembleia de jovens de todas as raças e proveniências”. Ele reitera que não se trata de uma “massa anônima” ou de “número, mas presença viva e pessoal” que “tomou parte com uma alegria esmagadora e composta, em um ato comunitário de amor e fé a Cristo, o Senhor”. E institui a Jornada Mundial da Juventude: “O Senhor abençoou aquele encontro de maneira extraordinária, tanto que, para os próximos anos, foi instituída a Jornada Mundial da Juventude, a ser celebrada no Domingo de Ramos, com a valorosa colaboração da Conselho para os leigos”.

Nascem assim as Jornadas Mundiais da Juventude, celebradas todos os anos em nível diocesano e com um intervalo periódico de 2 ou 3 anos, em diferentes partes do mundo, no contexto das Jornadas Mundiais de Jovens com o Papa.

Fonte: Jovens Conectados

No dia 20 de janeiro de 2019, os missionários da Comunidade Católica Presença juntamente com a Pastoral da Comunicação (Pascom) de Itobi e Estiva Gerbi participaram do curso Transmissão de Missa ministrado pelos Pasconeiros Arnaldo e Marquinho de Santa Cruz das Palmeiras, na cidade de Itobi na Paróquia Nossa Senhora das Dores. No primeiro momento foi aplicado conteúdo teórico com os temas:

Em seguida foi aplicado a prática do conteúdo, ensinando os participante a como realizar a transmissão de missa via web.

A Comunidade Presença agradece a Pascom de Itobi pela oportunidade de conhecimento adquirido nesse curso.

Confira as fotos

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Falta pouco! A Jornada Mundial da Juventude Panamá 2019 se aproxima e o Comitê Organizador Local divulgou na tarde desta terça-feira, dia 20, a agenda oficial do Papa Francisco. Além das atividades relativas aos eventos centrais da JMJ, o Santo Padre ainda terá encontro com jovens infratores de um centro de reabilitação de menores, com jovens enfermos e com os bispos da América Central. “Foi um desejo do Papa Francisco ir ao encontro dos jovens que não poderão estar nos grandes eventos da jornada e a visita aos menores infratores e aos enfermos vem desta preocupação do Santo Padre”, contou o arcebispo Ulloa Mendieta.

O Papa Francisco chegará ao Panamá no dia 23 de janeiro com um vôo saído de Roma. A previsão da chegada é às 16h30, quando receberá as honras como Chefe de Estado, sendo acolhido pelas autoridades do governo panamenho e da Igreja. Após esta cerimônia, Papa Francisco irá para a “sua casa no Panamá”, a Nunciatura Apostólica, para descansar da longa viagem.

No dia 24 de janeiro, Papa Francisco se encontrará com o presidente da República, autoridades governamentais, corpo diplomático e representantes da sociedade em um encontro com mais de 70 bispos da América Central. Às 17h, se realizará a Cerimônia de Acolhida e Abertura da JMJ no Campo Santa Maria La Antigua.

Um encontro muito especial do Papa Francisco acontece no Centro de Menores em Las Garzas de Pacora no dia 25 de janeiro no período da manhã. Os jovens privados de liberdade participarão de uma liturgia penitencial com o Santo Padre, em um ato de arrependimento, reconciliação e perdão. Já no período da tarde, acontece a Via Crucis com os jovens peregrinos no Campo Santa Maria La Antigua.

No sábado, dia 26 de janeiro, durante a manhã, o Papa Francisco dedicará o altar da Catedral Basílica Santa Maria La Antigua, um momento em que a Igreja Arquidiocesana se reunirá em festa com sacerdotes, consagrados e movimentos laicos de todo o território diocesano. A Catedral, totalmente reformada e com mais de 400 anos de história, tem uma capacidade para 600 pessoa, porém a Praça da Independência, abrigará mais de 1800 fieis das paróquias da arquidiocese.

Após esta celebração na Catedral Arquidiocesana, o Santo Padre se reunirá em privado com um grupo de jovens representando os cinco continentes para um almoço e diálogo no Seminário Maior São José. À tarde, os peregrinos se reunirão para a Grande Vigília com o Papa Francisco no campo São João Paulo II, onde pernoitarão até a missa do domingo, dia 27.

Missa de Envio será celebrada nos primeiros momentos da manhã do dia 27, às 8h. Depois, o pontífice visitará algumas obras de caridade da Igreja na Casa Hogar el Buen Samaritano, um centro de acolhida para pacientes enfermos de AIDS, sem distinção de sexo, religião ou orientação sexual, jovens carentes de recursos para viver a condição.  Neste local, o Papa Francisco rezará a oração mariana do Angelus com jovens dependentes de drogas e álcool.

Ainda no domingo, às 16h30, o Papa Francisco terá um encontro com os voluntários da JMJ – que somam milhares e que tornam possível o evento. Do encontro, o Santo Padre se dirigirá ao Aeroporto Internacional de Tocumen para uma cerimônia de despedida antes de sua partida para Roma.

Confira de forma detalhada a agenda da viagem Apostólica de Sua Santidade Francisco ao Panamá, por ocasião da XXXIV Jornada Mundial da Juventude. 23 a 28 de janeiro de 2019.

Chegada do Papa Francisco

23 de Janeiro 2019

09h35 | Saída: Roma > Panamá
16h30 | Chegada no Aeroporto do Panamá (Tocumen)
16h50 | Acolhida Oficial (Nunciatura Apostólica) Cerimônia de Acolhida do Santo Padre

24 de Janeiro 2019

09h45 | Cerimônia de Boas Vindas (Palácio de las Garzas)
10h00 | Visita ao Presidente da República (Palácio de las Garzas)
10h40 | Encontro com as autoridades, corpo diplomático e representantes da sociedade (Ministério das Relações Exteriores)
11h15 | Encontro com os Bispos Centro-Americanos (Igreja de San Francisco de Asis)
17h30 | Cerimônia de Acolhida e Abertura da JMJ (Campo Santa Maria La Antigua – Cinta Costera) Via Sacra

25 de Janeiro 2019

10h30 | Liturgia Penitencial com os Jovens Privados de Liberdade (Centro de Cumplimiento de Menores Las Garzas de Pacora)
11h50 | Retorno para a Nunciatura Apostólica
17h30 | Via Crucis com os Jovens (Campo Santa Maria La Antigua – Cinta Costera) Vigília com os Jovens

26 de Janeiro 2019

09h15 | Santa Missa de Dedicação do Altar da Catedral Basílica de Santa María la Antígua
12h15 | Almoço com os Jovens (Seminário Mayor San José)
18h30 | Vigília com os Jovens (Campo San Juan Pablo II – Metro Park) Missa de Envio

27 de Janeiro 2019

08h00 | Santa Missa de Envio da JMJ Panamá 2019 (Campo San Juan Pablo II – Metro Park)
10h45 | Visita a Casa Bom Samaritano
16h30 | Encontro com os Voluntários da JMJ (Estadio Rommel Fernández)
18h00 | Cerimônia de Despedida (Aeroporto Tucumen)
18h15 | Saída do Avião para RomaChegada do Papa Em Roma

28 de Janeiro 2019

11h50 | Chegada do Papa no Aeroporto de Roma/Ciampino

*As informações levam em conta o fuso horário do Panamá (UTC-5) e podem estar sujeitas a alterações.

Fonte: http://jovensconectados.org.br

“Podemos estar certos de que Deus responderá. Talvez tenhamos que insistir por toda a vida, mas Ele responderá.”

Dando sequência à sua série de catequeses sobre o Pai Nosso, o Papa falou na Audiência Geral desta quarta-feira sobre a oração perseverante, inspirando-se na passagem de São Lucas 11, 9-13: “Batei e vos será aberto”.

Dirigindo-se aos 7 mil peregrinos presentes na Sala Paulo VI, Francisco começa recordando  que o evangelista descreve “a figura de Cristo em uma atmosfera densa de oração. Nele estão contidos os três hinos que marcam ao longo do dia a oração da Igreja: o Benedictus, o Magnificat e o Nunc dimittis”.

“ Jesus é sobretudo um orante ”

“Na catequese sobre o Pai Nosso vemos Jesus como orante. Jesus reza”, enfatiza o Pontífice. Cada passo na sua vida “é como que movido pelo sopro do Espírito que o guia em todas as suas ações”. E o Papa recorda a Transfiguração, o batismo no Jordão, a intercessão por Pedro. Nas decisões mais importantes – observa –  Jesus “retira-se frequentemente para a solidão, para rezar. Até a morte do Messias está mergulhada em um clima de oração, tanto que as horas da Paixão parecem marcadas por uma calma surpreendente.”

Jesus consola as mulheres, reza pelos que o crucificam, promete o Paraíso ao bom ladrão, expira dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”:

“ A oração de Jesus parece abranda as emoções mais violentas, os desejos de vingança, reconcilia o homem com seu mais amargo inimigo: a morte ”

Dirigir-se a Deus como Pai

É no Evangelho de Lucas – chama a atenção o Papa – que um de seus discípulos pede que o próprio Jesus os ensine a rezar (…). Também nós podemos dizer isto ao Senhor: ensina-me a rezar, para que também eu possa rezar”.

E deste pedido dos discípulos – explica – “nasce um ensinamento bastante extenso, através do qual Jesus explica aos seus com que palavras e com que sentimentos devem dirigir-se a Deus”. E “a primeira parte deste ensinamento é justamente a oração ao Pai (…). O cristão dirige-se a Deus chamando-o antes de tudo de ‘Pai'”. Nós podemos estar em oração “somente com esta palavra, Pai, e sentir que temos um Pai, não um patrão, nem um padrinho, mas um pai”.

Mas neste ensinamento que Jesus dá aos seus discípulos – prossegue Francisco – é interessante insistir em algumas instruções que coroam o texto da oração. Para dar confiança à oração, Jesus explica algumas coisas: “Elas insistem nas atitudes do crente que reza”.

E ilustra isso com “a parábola do amigo inoportuno que vai perturbar toda uma família que dorme, porque de forma inesperada uma pessoa chegou de uma viagem e não tem pão para oferecer a ela. Jesus explica que se ele não se levantar para dar o pão porque é seu amigo, ao menos se levantará por causa da importunação.  “Com isto, Jesus quer ensinar a rezar, a insistir na oração”.  E ilustra também com “o exemplo de um pai que tem um filho faminto: “Qual pai entre vós – pergunta Jesus – se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra em vez de peixe?”.

A oração sempre transforma a realidade

Com estas parábolas – diz o Papa – Jesus faz entender que Deus responde sempre, que nenhuma oração fica sem ser ouvida, “que Ele é Pai e não esquece seus filhos que sofrem”: “Certamente, essas afirmações nos colocam em crise, porque muitas das nossas orações parecem não ter resultado algum. Quantas vezes pedimos e não obtemos –  todos temos experiência disto – batemos e encontramos uma porta fechada? Jesus recomenda a nós, nesses momentos, para insistir e a não nos darmos por vencidos. A oração sempre transforma a realidade, a oração sempre transforma, sempre, transforma a realidade: se não mudam as coisas à nossa volta, pelo menos muda a nós, muda o nosso coração. Jesus prometeu o dom do Espírito Santo a todo homem e mulher que reza”.

Perseverar na oração, Deus responde sempre

“Podemos estar certos – diz o Francisco –  de que Deus responderá. A única incerteza – ressalta – é devida aos tempos, mas não duvidamos que Ele responderá”:

“Talvez tenhamos que insistir por toda a vida, mas Ele responderá. Ele o prometeu: Ele não é como um pai que dá uma serpente em vez de um peixe. Não há nada de mais certo: o desejo de felicidade que todos nós trazemos no coração, um dia se cumprirá. Jesus diz: “Não fará Deus justiça aos seus eleitos, que clamam dia e noite a ele?” Sim, fará justiça, nos escutará.  Que dia de glória e ressurreição será!”

“ Rezar é desde agora a vitória sobre a solidão e o desespero ”

“É como ver cada fragmento da criação que fervilha no torpor de uma história que às vezes não entendemos  o por quê. Mas está em movimento, no caminho, e no final de cada estrada, da coração, de um tempo que estamos rezando, ao fim da vida, há um Pai que espera por tudo e todos com os braços bem abertos. Olhemos para este Pai”.

 

Fonte: Vatican News

Hoje a igreja celebra o Batismo de Jesus, e alguns aspectos são marcantes para a nossa reflexão. Em primeiro lugar, precisamos ter uma boa ideia do que seja o Batismo. O Evangelho deste dia apresenta o encontro entre Jesus e João Batista nas margens do Rio Jordão. Na circunstância, Jesus foi batizado por João. O Batismo de Jesus por João Batista é o ato inaugural do ministério de Jesus. Pode-se dizer que seja a Epifania histórica do Senhor. Atraído pela mensagem de João Batista, Jesus abandona sua rotina de vida em Nazaré da Galiléia, procura o Batismo de João na região do além Jordão e começa a formar seu próprio discipulado para, iniciar seu próprio ministério, assumindo elementos do anúncio de João Batista.

O que significa para nós o Batismo?

É para nós o primeiro dos Sacramentos da nossa Igreja Católica Apostólica Romana. Ao pé da letra, batismo significa imersão. Na simbologia da nossa Igreja, o batismo é o ato que nos transforma de criaturas em filhos de Deus. Por tradição, é feito quando ainda somos um bebês,  já que se temia que as crianças morressem antes de serem batizadas e não fossem consideradas filhas de Deus, e consequentemente não irem para o céu. Quando já estamos mais crescidos, “conscientes” dos nossos atos, recebemos o Sacramento da Confirmação (ou Crisma), no qual afirmamos ter plena consciência da nossa filiação divina, bem como da nossa responsabilidade advinda dessa filiação.

Na época de Jesus, o Batismo era realizado na idade adulta, e significava algo que eu gostaria que cada um de nós parasse um pouco para refletir: a purificação dos pecados. Lembre-se que as pessoas iam a João Batista para se confessar e receber o batismo. Senão vejamos: A pessoa confessava os pecados, e se dirigia para o Rio Jordão, onde era mergulhada por João Batista. Era como se fosse um renascimento! Observe: O mergulho lava a sujeira física, e leva a pessoa de volta ao ventre da mãe, que é o lugar onde ninguém tinha pecado. Da mesma forma que nascemos sem pecado, ao renascermos pelo Batismo, também nascemos limpos de qualquer pecado, e preparados para uma vida nova! Então temos direito a entrar no Reino do Céu.

Por que Jesus foi se batizar? Ele não tinha nenhum pecado! Já era o Filho de Deus! Ele foi se batizar para nos dar o exemplo! Se até Ele se fez humilde a ponto de se colocar na fila dos pecadores, quem somos nós para nos acharmos perfeitos? Ao ser batizado, Jesus começou uma nova etapa da sua vida, e Ele parou de dizer que ainda não era a sua hora.

A partir do Batismo, Jesus começou a sua peregrinação pela Palestina, para anunciar a chegada do Reino dos Céus.

O episódio do batismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena. Eu, filho deste Deus, aceito ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos e estender-lhes a mão? Partilho a sorte dos pobres, dos sofredores, dos injustiçados, sofro na alma as suas dores, aceito identificar-me com eles e participar dos seus sofrimentos, a fim de melhor os ajudar a conquistar a liberdade e a vida plena? Não tenho medo de me sujar ao lado dos pecadores, dos marginalizados, se isso contribuir para promovê-los e para lhes dar mais dignidade e mais esperança?

No batismo, Jesus tomou consciência da sua missão, recebeu o Espírito e partiu em viagem pelos caminhos poeirentos da Palestina, a testemunhar o projeto libertador do Pai. Eu, que no batismo aderi a Jesus e recebi o Espírito que me capacitou para a missão, tenho sido uma testemunha séria e comprometida desse programa em que Jesus se empenhou e pelo qual ele deu a vida? Renovemos o nosso Batismo!

Padre Bantu Mendonça

Fonte: Retirado do Blog do padre Bantu