A Arquidiocese de Campinas, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas e Comissão para a Implementação do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé da CNBB são as entidades diretamente envolvidas na realização do Seminário assinalando os 10 anos do Acordo Brasil Santa Sé, que será realizado no Auditório Dom Gilberto, no Campus I da PUC-Campinas, de 12 a 14 de novembro.

Marcado por uma série de palestras e conferências sobre diversos aspectos das relações entre a Igreja Católica e a sociedade brasileira, o evento conta com a participação do cardeal Dom Lorenzo Baldisseri, atual Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, que foi Núncio Apostólico no Brasil, entre 2002 e 2012.

O Seminário

Durante o evento, palestrantes e conferencistas de Universidades Católicas e entidades católicas vão debater com o público participante temas referentes a atuação da Igreja no Brasil e suas relações com a sociedade brasileira, incluindo: Personalidade Jurídica dos Entes Eclesiásticos, Filantropia, Vínculos Empregatícios, Aspectos Contábeis e Questões Estatutárias das Organizações Religiosas, Relações entre Igreja e Estado, Patrimônios Históricos e Religiosos, entre outros.

O Seminário representa uma oportunidade ímpar para pessoas e entidades que buscam conhecer ou consolidar conhecimento sobre as relações da Igreja com a sociedade brasileira, nos seus aspectos jurídicos, administrativos, legais, contábeis e culturais, interessando não só às pessoas diretamente ligadas à Igreja, como também estudantes e profissionais de diversas áreas, como, por exemplo, advogados, urbanistas, contabilistas, historiadores e administradores.

O Acordo Brasil e Santa Sé

Documento que dá amparo aos direitos essenciais para o desenvolvimento da missão da Igreja no Brasil, assinado no dia 13 de novembro de 2008, na Cidade do Vaticano, o Acordo entre o Brasil e a Santa Sé trata da personalidade jurídica da Igreja Católica no Brasil. O documento é considerado o maior marco nas relações Igreja e Estado no Brasil, fruto de anos de diálogos e negociações entre a autoridade eclesiástica e o governo brasileiro.

O texto garante à Igreja Católica no Brasil o exercício de sua missão para o bem do povo brasileiro, especialmente os mais necessitados. Em 20 artigos, o texto do Acordo consolida em, um único instrumento legal, direitos já garantidos pela legislação brasileira e pela jurisprudência dos tribunais do País.

Via Vatican News

Nos dias 9 a 11 de novembro de 2018 os missionários da Casa de Missão em Breves estavam presente nas festividades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
O Círio de N. S. de Nazaré é a maior manifestação de fé dos Paraenses. Esta festa surgiu na cidade de Belém do Pará no ano de 1793, sendo uma herança deixada pelos portugueses que colonizaram o país. Após alguns anos essa festa se estendeu para alguns municípios do Estado. Na cidade de Breves – PA acontece todo segundo fim de semana de novembro. Os dias desse ano foram:

• Dia 9 de novembro com o Círio das crianças.
• Dia 10 foi a chegada da imagem peregrina da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, com santa missa e trasladação dá imagem da Igreja Matriz de São José e Santa Terezinha até a Matriz de Sant’Ana, onde aconteceu um show e em seguida vigília com a Comunidade Católica Presença.
• Dia 11 foi o encerramento com a Missa no Estádio Municipal, presidida pelo Bispo Dom José Luiz Ascona Hermoso e despedida da imagem que voltou para a basílica de Nossa Senhora de Nazaré
É bom lembrar que antes dessa festa, tem toda uma programação de preparação para esses grandes dias. Uma dessas preparações são as peregrinações nos estabelecimentos públicos da cidade de Breves e a Comunidade Presença esteve auxiliando em toda essas preparações.
Confira:

Biográfia

 Clélia Cleópatra Merloni nasceu em Forlì, na Itália, em 10 de março de 1861. À medida que crescia, se sentia sempre mais atraída para a oração e a intimidade com Deus do que para a vida social da elite ou administrar os negócios da família, conforme o desejo do seu pai.

Mulher inteligente, dotada de muitas qualidades, respondeu com grande generosidade ao chamado de Deus, consagrando-se totalmente a Deus na vida consagrada.

Em 30 de maio de 1894, Madre Clélia fundou o Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, colocando a serviço dos mais necessitados e marginalizados todo o seu potencial carismático, suas energias, seu zelo apostólico e a considerável herança deixada por seu pai. Na virada do século XIX para o século XX, enviou as primeiras Apóstolas Missionárias às Américas e ao Exterior.

O ideal de vida de Madre Clélia era a Santidade: “Quero ser santa”, dizia para cumprir plena e totalmente a vontade de Deus, junto com suas filhas religiosas. Neste seu percurso, teve que passar por tempos de purificação e enfrentar provações difíceis, como profundas humilhações, dores físicas, morais e espirituais. Porém, ela aceitou tudo com amor e por amor ao Sagrado Coração de Jesus, ao qual dedicara toda a sua vida.

Madre Clélia faleceu em Roma, em 21 de novembro de 1930. Seu corpo, exumado em 1945, foi encontrado incorrupto, e descansa na Capela da Casa Geral das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, em Roma.

O Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração (IASCJ), está presente em 15 países e com forte presença em território brasileiro.

Milagre

A Congregação das Causas dos Santos, com a junta médica de especialistas, Bispos e Cardeais, aprovou o milagre, por intercessão de Madre Clélia, do médico Pedro Ângelo de Oliveira Filho, brasileiro, de Ribeirão Preto (SP).

O milagre, que passou por uma minuciosa análise, teve início em 14 de março de 1951, quando o médico brasileiro, Pedro Ângelo, foi, repentinamente, acometido por uma progressiva paralisia dos quatro membros; sendo hospitalizado, com urgência, na Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto, foi-lhe diagnosticado um paralisia ascendente progressiva, chamada síndrome de Landry ou Guillain Barré. Em poucos dias, a paralisia piorou causando insuficiência respiratória aguda e atingindo a glote, o que lhe dificultava deglutir.

Devido ao péssimo diagnóstico, à gravidade da doença e aos remédios insuficientes da época, os médicos suspenderam o tratamento e, em 20 de março, informaram à família que o paciente não passaria daquela noite.

Diante desta grave situação, sua esposa, Angelina Oliva, pediu orações à Irmã Adelina Alves Barbosa. A religiosa propôs-lhe fazer uma novena a Madre Clélia, com uma foto e uma relíquia, que continha uma partícula do véu da Madre. Assim, a religiosa, a esposa, os filhos e outros parentes começaram a rezar com fervor. No entanto, a Irmã Adelina aproximou-se do paciente, deu-lhe de beber e colocou sobre seu peito a pequena relíquia.

Até então, o paciente não conseguia engolir nada, até que, momentos depois, perceberam que ele engoliu a água e não perdia mais a saliva. Todos ficaram maravilhados com a rápida melhora do paciente.

No dia seguinte, o médico foi visitar Pedro Ângelo e, vendo que ele estava completamente curado, exclamou que era um milagre!

Após 25 anos do milagre, o doutor Pedro Ângelo faleceu, em 25 de setembro de 1976, por uma parada cardíaca.

Beata Clélia Merloni, rogai por nós!

Nessa noite do dia 4 de novembro, foi finalizado em Marabá a primeira etapa formativa da catequese na Paróquia São José Operário com a presença do Bispo Dom Vital Coberllini.
Foram dois anos e meio, para concluir a primeira etapa formativa.
A catequese agora com a graça de Deus, tem livro próprio e acontece em todas as comunidades. Conta com 45 catequistas que fazem a reciclagem a cada dois meses.
Nós agradecemos a todos os irmãos que contribuíram pra que chegássemos até aqui e a todos os irmãos que puderam estar presente. Foi uma noite muito especial.
Deus abençoe a cada um!

Nessa noite do dia 4 de novembro, foi finalizado em Marabá a primeira etapa formativa da catequese na Paróquia São José Operário com a presença do
Bispo Dom Vital Coberllini.
Foram dois anos e meio, para concluir a primeira etapa formativa.
A catequese agora com a graça de Deus, tem livro próprio e acontece em todas as comunidades. Conta com 45 catequistas que fazem a reciclagem a cada dois meses.
Nós agradecemos a todos os irmãos que contribuíram pra que chegássemos até aqui e a todos os irmãos que puderam estar presente. Foi uma noite muito especial.
Deus abençoe a cada um!

JUVENTUDE X ROSÁRIO

“Com efeito, recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo”. João Paulo II

O jovem vive numa busca da verdade, querendo compreender e desvendar o que de fato ela é, vivendo novas experiências, sem se dar conta muitas vezes do perigo que está correndo.

Sou jovem e acredito que como todo jovem também tenho meus medos, incerteza e principalmente questionamentos sobre o futuro. Mas, afirmo a vocês caro leitores, é na intimidade com Nossa Senhora através do santo rosário que encontro às respostas que procuro no silêncio e abandono.

O rosário é uma oração simples e poderosa, grandes santos de nossa igreja declararam sua devoção a Nossa Senhora, dentre todos eles um que é bem atual, e que, quando falamos sobre juventude e rosário, já trazemos a memória, é o saudoso São João Paulo II. O “Papa da juventude”, que nos ensinou a não termos medo, de nos decidirmos por Cristo, com o lema de seu pontificado TOTUS TUS. Mostrava para o mundo todo a companhia certa que deveríamos levar nos caminhos desta vida, pois com Maria afrente nada podemos temer.

Nos jovens precisamos aprender a desacelerar um pouco e saber que a direção é mais importante que a velocidade, por isso a importância de meditarmos os mistérios de nossa redenção em cada contemplação do Santo Rosário, pois somos introduzidos na vida de Cristo e nele vamos descobrir a verdade. Maria gerou Cristo para o mundo, trouxe em seu ventre santo o Rei dos reis, o Filho de Deus, e também deseja gerar em seu ventre todos os jovens, para assim levantar uma juventude santa para a Igreja e sociedade.

Se prestarmos atenção nas Sagradas Escrituras, veremos que até antes dos 30 anos de idade, Jesus teve uma vida oculta com sua família em Nazaré, curiosamente toda sua juventude esteve sob os olhares de sua Mãe a Virgem Maria, soube ser submisso mesmo sendo Deus! É hora juventude, de nos colocar em oração e aprendermos a comtemplar cada mistério, onde iremos passar por todos os momentos da vida de Jesus e vendo em cada Ave Maria a alegria que brota no coração, pela providência de termos uma mãe que cuida de cada filho seu, amparando e cuidando em todas as suas necessidades.

Maria é bendita entre todas as mulheres, e todas as gerações hão de proclamar bem aventurada, é hora de proclamar também neste tempo nossa gratidão e deixar que a Mãe de Deus e nossa nos eduque, nos forme e nos ame. É hoje e agora! Não devemos ter vergonha de assumir a nossa filiação junto a Maria, nem tão pouco de rezar o terço pelas ruas da nossa cidade, pois ele é a arma do cristão católico.

Escrevendo esse artigo, recordei-me quando ainda estava aprendendo a rezar o terço. Não sabia contemplar os mistérios, só sabia as orações e jaculatórias, mas isso não me fez desanimar, pelo contrario, fiz o propósito de rezar todos os dias o rosário e foi então que aprendi a contempla-lo, o meu coração precisava e eu não entendia. Acendeu dentro de mim um desejo enorme de propagar aos meus amigos a experiência que estava tendo com o rosário e com nossa senhora através da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, sentia a leveza em minha alma, era as mãos da minha Mãe me acariciando.

Juventude nós somos o rosto da igreja, precisamos que através de nós outros jovens também queiram viver essa experiência. Não vamos perder tempo, vivamos cada segundo de nossa vida, em Deus e com Maria, sejamos o Sal da Terra e Luz do mundo, assumindo como Leigo (a) atuante e servindo na nossa paróquia.

Que Nossa Senhora os proteja com seu manto sagrado toda juventude, e com Ela poder um dia chegar à glória celeste. Amém.

Sim, somos filhos de missionários!

Nesse mês de Outubro convidamos os adolescentes Davi Sá Soares de Oliveira e Bárbara Sá Soares de Oliveira filhos dos missionários Armando Soares de Oliveira Junior e Rafaela Sá de Oliveira. Juntamente com Maria Julia Bononi filha do casal Samuel Bononi e Adriana do Valle Bononi para responder algumas perguntas de como é “Ser filho de Missionário”.
Confira!

 

 

1- Como é ser filho de pais missionários?

R: Ser filho de missionários é uma experiência muito interessante e benéfica para nossa vida e vocação. Tendo pais que doaram a vida no serviço do Senhor, acabamos por participar deste processo de entrega, seja nas atividades cotidianas, no contato com a comunidade e seu modo de vida, ou até mesmo no próprio agir e portar. Temos muito contato com a rotina e afazeres da comunidade, o que faz com que absorvamos dela valores muito importantes, que podemos levar por toda a vida.

2- Como é a vida e rotina de uma família missionária?

R: A nossa vida e rotina está em grande parte (senão por completo) ligada às da comunidade e seus compromissos. Observamos a divisão dos trabalhos, participamos de algumas das refeições, interagimos com os demais membros e até auxiliamos no que podemos. Quase todos os dias da semana estamos na casa de missão, mas isso não é uma coisa ruim, pois, acabamos por presenciar cada vez mais o agir da providência de Deus, e como Ele opera suas obras nas coisas mais simples. É interessante essa “união de rotinas”, porque acabamos por, desde cedo, sendo introduzidos em meio a atividades e a um modo de vida cristão, e não a algo isolado a que estaríamos sujeitos. Com pais missionários, toda a nossa rotina também se relaciona a missão, algo que nos pode ser muito proveitoso.

3- Como você enxerga o carisma nos seus pais?

R: Posso enxergar o carisma de meus pais em seus pequenos atos. É nisso que a Presença de Deus se manifesta de forma mais plena, nos pequenos gestos e obras quase imperceptíveis, que trazem em si um profundo amor a Deus. Essa é a forma mais bonita de ver o carisma: naquilo que quase não se vê e nem percebe, pois, se em pequenos, interiores e simples atos a Presença de Deus se revela, quer dizer que ela também já consumiu e converteu em si todas as demais formas e potências daqueles que buscam vivenciá-la.

4- Você gosta de ser filho de missionários? Sentem que fazem parte dessa grande família missionaria que seus pais são membros?

R: Mesmo com suas correrias e contratempos, não é algo ruim experimentar deste modo de vida, pelo contrário, é uma experiência muita boa! Os demais missionários são bem acolhedores e zelosos conosco e sempre nos auxiliam no que precisamos. Sentimo-nos, sem dúvida, membros de uma grande família. O que aprendemos e vivenciamos na comunidade acaba por moldar e transformar nosso modo de ser e servir a Deus, e por isso esse contato é bom, pois, mesmo de forma indireta, acaba por nos mostrar coisas que são úteis a nossa salvação e conversão. Estamos sendo educados dentro de um carisma, de certa forma refletiremos a Presença de Deus também em nossas vidas.

5- Como você compreende a consagração dos seus pais a Deus?

R: Como uma entrega total, uma plena prestação de serviços e da vida a Deus. Não como um mero contrato ou acordo, mas como uma restituição de um bem que eles usufruíam Dàqu’Ele que é o verdadeiro dono. Consagrar-se, colocar-se a disposição do sagrado, faz com que tudo se coloque em seu lugar, pois, tudo passa a “girar” em torno de Deus. A consagração feita, por meio do carisma confiado a comunidade católica presença, vem por exaltar um dever de todos os cristãos — um dever, aliás, muito esquecido nos últimos tempos, que é “ser e levar a Presença de Deus”, assim, que forma melhor de fazê-lo, senão vivendo uma verdadeira entrega sem reservas, de todo o seu ser, com suas habilidades e até mesmo seu precioso tempo.

6- Quais foram ou são suas maiores dificuldades, questionamento no âmbito escolar por ser filho (a) de um missionário? Os seus amigos e professores apresentaram questionamento?

R: Nunca tive tantos questionamentos quanto aos compromissos da comunidade, mesmo que alguns cheguem a coincidir com nossos possíveis momentos de lazer ou descanso. No âmbito escolar, é difícil para alguns compreender a dimensão de uma consagração, mas, não podemos culpa-los, pois, é a carência desta experiência no dia a dia que não o permite. Alguns podem se questionar quanto ao tamanho e sentido de tão grande doação, mas, nossas respostas não serão suficientes, até que eles experimentem também deste modo de vida. Alguns devem se perguntar “por que sua mãe não trabalha” ou “qual a necessidade disso tudo”. Esses questionamentos servem para nos mostrar como a grandiosidade de um carisma não pode ser interpretada de qualquer forma, sem aquele primeiro contato e conhecimento.

7- Se você pudesse falar para outros jovens que também são filhos de missionários alguma mensagem o que você diria?

R: Diria para eles buscarem, da forma que puderem utilizar deste contato como o modo de vida dos missionários para se aproximar cada vez mais de Deus. Se em cada atividade, trabalho ou oração, buscarem viver daquilo que estão experimentando, poderão usar de tudo para glorificar a Deus. Não somente para isso, mas, a proximidade com o carisma nos ajuda também a chegar a um conhecimento do nosso também, seja ele o mesmo ou outro. Assim, os filhos destas famílias privilegiadas devem buscar em tudo fazer a vontade de Deus e perseverarem como os pais, pois, a família de missionários é também um reflexo da presença de Deus no mundo!

Davi Sá Soares de Oliveira – Mora em Marabá com os pais Armando Soares de Oliveira Junior e Rafaela Sá de Oliveira, 15 anos.

1- Como é ser filho de pais missionários?

R: É poder experimentar um pouco do convívio missionário na vida fraterna de uma comunidade.

2- Como é a vida e rotina de uma família missionária?

R: Vivemos uma vida bastante corrida. Acordamos muito cedo e ao longo de todo dia compromissos para seguir. Não somente no acompanhamento das missões de meus pais, mas também na vida escolar e em outros compromissos em que estamos envolvidos. Eu particularmente estudo em duas escolas, uma normal Claretiano- Colégio A fazendinha e outra especial o CAP. Sou catequista, meus irmãos coroinhas e meus pais missionários. Temos o costume de ir à missa diariamente e nos finais de semana quase sempre meus pais tem uma missão a cumprir juntos, cada um em sua missão buscando uma vida mais santa e digna do céu.

3- Como você enxerga o carisma nos seus pais?

R: Como algo que fazem parte deles, como reflexo em tudo o que fazem, tendo este amor pelo carisma demonstrando em cada missão que fazem.

4- Quais foram ou são suas maiores dificuldades, questionamento no âmbito escolar por ser filho (a) de um missionário? Os seus amigos e professores apresentaram questionamento?

R: Na verdade não encontro muita dificuldade nesse sentido e sim alguns questionamento de como é minha vida indo tanto na igreja.

5- Se você pudesse falar para outros jovens que também são filhos de missionários alguma mensagem o que você diria?

R: Aprendam! Pois a vida missionária tem muito que nos ensinar. Cada coisa que eles fazem é para o bem do próximo. Vivem da caridade. E não iremos pro Céu se não passarmos pela caridade. É este o ensinamento que devemos aprender com eles.

Bárbara Sá Soares de Oliveira – Mora em Marabá com os pais Armando Soares de Oliveira Junior e Rafaela Sá de Oliveira, 17 anos.

1- Como é ser filho de pais missionários?

R: Ser filha de pais missionários é uma graça muito grande de viver, aprender, abandonar, formar, evangelizar e de buscar a santidade. É ver que não somos perfeitos, mas estamos no melhor caminho.

2- Como é a vida e rotina de uma família missionária?

R: A vida é gastar cada minuto pela evangelização com muito amor e fidelidade. Na rotina a primeira coisa que fazemos juntos é a oração em seguida vou para a escola e a noite conforme as missões deles, pois estou sempre com eles. Já nos fins de semanas sempre que possível buscamos viver o fraterno.

3- Como você enxerga o carisma nos seus pais?

R: Quando saímos para evangelizar, em casa, na situações que exige fortaleza, perseverança e na alegria que eles transmitem para mim.

4- Você gosta de ser filho de missionários? Sentem que fazem parte dessa grande família missionaria que seus pais são membros?

R: Sim gosto, pois com eles vou vivendo “a missão” por amor, com amor e em amor. E também me sinto parte da Comunidade Presença, porque sou acolhida por todos e lembrada em tudo àquilo que a nossa fundadora Lucimar sonha para cada missionário.

5- Como você compreende a consagração dos seus pais a Deus?

R: Compreendo que na medida em que eles doaram a vida para Deus, eles estão abertos para fazer a Sua vontade deixando ser conduzido para onde Ele nos chamar.

6- Quais foram ou são suas maiores dificuldades, questionamento no âmbito escolar por ser filho (a) de um missionário? Os seus amigos e professores apresentaram questionamento?

R: Até o momento não vejo nenhuma dificuldade, pois fui me adaptando ao chamado dos meus pais. Meus amigos e professores não apresentaram nenhum questionamento.

7- Se você pudesse falar para outros jovens que também são filhos de missionários alguma mensagem o que você diria?

R: Estamos juntos no mesmo caminho e vamos permanecer juntos rezando para os nossos pais para que se cumpra na vida deles e na nossa vida a vontade de Deus.

Maria Julia Bononi- Mora em São José do Rio Pardo com os pais Samuel Bononi e Adriana do Valle Bononi, 14 anos.

O que a igreja espera de você jovem?

O jovem é conhecido como aquele que abre o caminho para o novo. Você já parou para pensar o que a igreja espera de você?

Em nossa sociedade atual os jovens estão se iludindo por pratos de pecado que aparentemente parecem ser deliciosos, mas na verdade nos causam uma má digestão, que nos afasta daquele que pode dar sabor em nossa vida que é o próprio Jesus.

A Juventude é chamada a ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14). O Sal da o sabor aos alimentos e nós gostamos de experimentar o novo. Por isso somos convidados a experimentar o sabor da palavra de Jesus em nossas vidas. Também somos convidados á sermos “luz” do mundo, todo jovem gosta de luz, brilho mas para vivermos e sermos essa luz precisamos ter a ousadia de jovens, jovens que buscam uma conversão sincera cada dia, jovens que não fica parado nas dificuldades, medo e tribulação. Afinal como disse Paul Claudel, filósofo católico francês “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio!”. E neste tempo a igreja que é o próprio Jesus Cristo está desafiando você jovem a assumir o seu posto de sentinela, para ficar atento ao chamado de Deus em sua vida e para descobrir qual é o seu lugar dentro desse corpo.

Nós jovens somos a esperança da igreja e o futuro do mundo diz São João Paulo ll.

A tantas maneiras de servi a igreja sem deixar de ser jovem, pois estar no ambiente que é a igreja, não quer dizer que você é careta ou coisa parecida, quer dizer que você busca viver sua juventude dentro do lugar em que você é chamado a estar. E viver essa radicalidade não é só viver os mandamentos, é amar Jesus até o fim, declarando para todos que você quer seguir por amor, que você quer doar sua juventude por amor à igreja de Cristo Jesus sendo sal da terra e luz do mundo.

Jovens têm que viver a alegria de nossa juventude em Jesus!

Portanto se perdermos a esperança quem vai assumir o nosso posto. O jovem é o melhor incentivador de outro jovem. O jovem tem o chamado especial de evangelizar com toda sua ousadia de juventude, de sair pelo mundo testemunhando a alegria de ser de Deus. O jovem tem que mostrar aos outros jovens que vivem perdidos em meio as tantas abominações como drogas, sexo desenfreado, culto exagerado ao corpo que somos felizes e que eles poderão encontrar a verdadeira alegria, felicidade em Cristo Jesus.

Concluo com uma pergunta de São João Paulo II a você jovem

Juventude o que vocês deixaram para a geração futura?

Santa Teresinha Padroeira das Missões

No mês de outubro celebramos o mês das missões, e logo no 1º dia do mês fazemos memória de Santa Teresinha do Menino Jesus, que foi proclamada pelo Papa Pio XI no ano de 1927 como Padroeira das Missões.
Santa Teresinha foi uma freira carmelita enclausurada onde viveu no Carmelo de Lisieux, e mesmo tendo esse estilo de vida tinha um profundo desejo por viver todas as vocações na Igreja, e foi com este desejo que ela compreende a sua vocação que é expressada em sua autobiografia: “Compreendi que o Amor abrange todas as vocações… minha vocação é o Amor”.
Teresinha tinha um ardente desejo da salvação das almas, ela dizia ainda: “ Quisera eu percorrer a terra, apregoar Teu nome, e implantar em terra de infiéis tua gloriosa Cruz”. E foi pela sua configuração a Jesus Crucificado através do Amor que ela viveu a sua missionariedade, oferecendo a sua vida pela salvação das almas e pela Igreja.
Santa Teresinha morreu aos 24 anos, vitima de tuberculose, entregando todo o seu sofrimento por Amor a Jesus.

Santa Teresinha do Menino Jesus, Rogai por nós!

Daniele Franco- Missionária da Comunidade Católica Presença

Seja o vosso sim, sim; e o vosso não, não!

Quando Jesus falou à multidão, no Sermão da Montanha, Ele orientou os que estavam presentes: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; porque o que passa disto é de procedência  maligna”(Mt 5,37). Essa ordem do Mestre, que se estende e ecoa através do tempo e chega aos nossos dias, porta como mensagem central a coerência. Ou seja, o compromisso responsável de associar, principalmente dentro da política, o conteúdo das palavras, dos ideais, dos princípios norteadores da vida, das ações concretizadas na vivência do cotidiano. O sim apenas pode ser sim, e o não apenas pode ser não.

Uma exortação tão clara e direta é atualíssima, se, como cristãos, introjetarmos um olhar sobre a política e nossa relação com esse aspecto de nossa vivência comunitária e humana. A política no Brasil, não por definição, mas por constatação histórica e social, é vinculada às práticas dissimuladas, volúveis, personalistas e incoerentes. O sim pode ser sim, pode ser não ou pode ser talvez. O não pode ser não, pode ser sim ou pode ser talvez. O que se diz pode não ser o que se expressa, e o que se expressa não contém o que se diz. A “coerência” vivida na política segue uma definição própria, específica e, às vezes, deturpada. Sobre a nossa política, uma figura de relevância na história recente afirmou: “Na política, o feio é perder”.

Somos chamados a ser sal da terra e luz do mundo

Diante disso, talvez fosse coerente que as pessoas de bem se afastassem de tais ambientes, de tais esquemas, dessa estrutura que, de tantas formas e meios, viabiliza a deturpação da ideia de coletividade e de trabalho para o bem comum. No afã do senso comum, poderia se perpetuar a máxima do “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”. Essa ação até pode ser aceitável para as pessoas de bem, mas não para os cristãos, exatamente por uma questão de coerência.

No mesmo Sermão da Montanha, disse Jesus: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa” (Mt 5, 13-15). Ou seja, por força da natureza de nosso seguimento a pessoa de Jesus, não podemos dar de ombros para a realidade político-social, pois somos chamados a ser sal e luz. Temos de, onde estivermos, levar sabor ao que está insípido e dissipar as trevas com a luz emanada de Cristo por meio de nós. Um dos campos mais carentes dessa presença, seguramente, é o da política.

A responsabilidade e a própria consciência

A presença do cristão na política se dá de múltiplas formas, sendo a carreira na política a de menor expressividade. O Congresso Nacional é composto por 594 políticos (deputados federais e senadores) incumbidos de representar os 209 milhões de brasileiros, numa proporção de 1 político para 351.852 pessoas. Isso nos leva a afirmar: o meio mais eficaz de contribuirmos para o saneamento de nossa política nacional é sermos coerentes. Comprometa-se com sua consciência, com sua identidade e forma de vida. Comprometa-se com o seu chamado, com sua vocação à santidade.

Pesquise, debata, escute as propostas do seu candidato. Não vote por conveniências pessoais, mas por convicção. Após o voto, acompanhe o mandato de seus representantes, interpele-os se se desviarem de seus compromissos de campanha. Você tem o dever de prestar contas de seus votos a cada quatro anos, quando vai comparecer diante das urnas mais uma vez.

Comprometa-se e seja coerente

Se o seu voto, por desleixo, inconsequência, descompromisso ou pior, por corrupção (em troca de uma vantagem pessoal) elegeu um corrupto, que atuou contra os recursos da saúde, da educação, da segurança, que agiu contra a vida humana, dos nascituros ou na senescência, que aliou-se aos que se esbravejam como inimigos de Cristo e da Sua Igreja, você tem uma parcela direta de responsabilidade. Tal como Pilatos, por mais que você ou eu “lavemos as mãos”, o sangue dos inocentes ainda clama ao céu.

Comprometa-se, meu irmão. Seja coerente! Seja sal e luz. Se, na última eleição, você foi ludibriado ou mesmo equivocado em sua escolha, peça a Deus o auxílio do Espírito Santo e aja com discernimento. Não somos cristãos apenas nas missas e encontros religiosos, mas sim 24 horas por dia. E o seremos também nas dinâmicas que se vinculam à política.

O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus.
Platão

Fonte: Canção Nova

Nessa terça feira (25), no Espaço Presença encerrou-se mais um ciclo do Restaurados no Amor 2, um projeto que nasceu a partir da moção de Deus em olhar para a evangelização da nossa Comunidade.
Esse ciclo “Aprofundamento” deu início no dia 31 de julho, com temas que levavam os participantes a desejarem o crescimento espiritual, se lançando as águas mais profunda do querer de Deus para cada um. Foram 7 semanas de oração, pregação, dinâmica e partilhas que trouxeram para a Comunidade e para os participantes o desejo de serem homens e mulheres mais santos.

Agradecemos a todos que ajudaram direta ou indiretamente para que esse encontro acontecesse e todos os participantes que foram fiéis. Nosso muito obrigado!

 

História do Restaurados no Amor

Percebemos que embora muitas pessoas passam pela comunidade nós não tínhamos um programa de evangelização. Foi então que a Comunidade parou para orar e ouvir a Deus, e Ele nós deu a palavra que se encontra em  Reis 4,1-7 que diz:

“Depois entra, fecha a porta atrás de ti e de teus filhos, e enche com o óleo estas ânforas, pondo-as de lado à medida que estiverem cheias! Partiu a mulher e fechou a porta atrás de si e de seus filhos. Estes traziam-lhe as ânforas e ela as enchia.Tendo enchido as ânforas, disse ela ao seu filho: Dá-me mais uma ânfora. Não há mais, respondeu ele. E o óleo cessou de correr. A mulher foi e contou tudo ao homem de Deus. Este disse-lhe: Vai e vende esse óleo para pagar a tua dívida. Depois disso, tu e teus filhos vivereis do resto.”

Entendemos com essa passagem que a única garrafa de azeite que temos é o Carisma e este deve ser dado as pessoas. Então o Restaurados no Amor é o primeiro anúncio.
Quando pensamos no Restaurados no Amor 2 foi justamente pensando em aprofundar a experiência tida no restaurado 1. Tivemos a moção de transformar o deserto em jardim e foi então, que apartir do dia 22 de Maio de 2018 começamos o segundo Restaurados no Amor 2 e concluímos no dia 26 de setembro de 2018.

Como Levar o Restaurados no Amor para minha cidade?

Se você tem o desejo que esse encontro aconteça também em sua Cidade, entre em contato através do telefone (19) 3608-1113 Samuel Bononi

São Padre Pio de Pietrelcina

Hoje convido vocês há meditar um pouco sobre a vida de Padre Pio de Pietrelcina baluarte da comunidade católica presença.

Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina, foi o quarto filho do casal Grazio Torgione e Maria Guiseppa Di Nunzio. Recebeu junto os sacramentos da crisma e da primeira comunhão, aos doze anos e no dia 10 de agosto de 1910 em Benevento ocorreu sua ordenação.

A vida desse santo foi dedicada á salvação das almas. Passava quase 18 horas em oração e durante toda vida tanto a penitência como a mortificação o acompanharam.

Viveu os três votos evangélicos: pobreza, castidade e obediência.

No dia 2 de setembro de 1915, padre Pio recebeu os estigmas que no momento era invisível aos olhos, mas depois de três anos, em 20 de setembro de 1918 se tornaram visíveis a todos.

Na beatificação de santa Teresa do Menino Jesus, padre Orione estava na Basílica de São Pedro onde acontecia a cerimônia do processo de beatificação e viu Padre Pio. Tempos depois, conversando com ele constatou que esse estava na clausura no dia da beatificação e compreendeu que Padre Pio tinha o dom da bilocação. Foi um grande confessor, tudo fazia por amor, se alegrava ao receber um penitente arrependido e dava á esse um abraço de Pai. Suportou tudo pela salvação das almas, era o primeiro a levantar-se e ultimo a sair da igreja.

Dizia ele: “É preciso amar, amar e nada mais”.

Foram muitas pessoas que tiveram suas vidas transformadas pelo poder da oração de Padre Pio.

Morreu em 23 de setembro de 1968 com 81 anos, sua beatificação se deu por São João Paulo II e canonização em 16 de setembro de 2002, em Roma.

Peçamos assim, a intercessão de São Padre Pio, para que não desanimemos na luta pela santidade e assim um dia poderemos contemplar a glória eterna. Amém!

São Padre Pio, rogai por nos!

Fabiana- Missionária da Comunidade Católica Presença

4Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica define tema do ano 2019
Reunido em Aparecida (SP) desde a última quarta-feira, 19, o Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica do Brasil buscou, à luz do Espírito Santo, o discernimento para o tema que direcionará todos os trabalhos do Movimento em 2019.

Em oração intensa, o Conselho Nacional discerniu que o tema para o próximo ano será: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).

Este tema será trabalhado em conjunto com a moção “Comunhão fraterna”, dada em preparação espiritual para o Jubileu de Ouro da RCCBRASIL que acontecerá em 2019. De acordo com a presidente do Conselho Nacional, Katia Roldi Zavaris, “nos 50 anos da RCC no Brasil, o Senhor quer que vivamos o amor verdadeiro”. Ainda conforme a presidente, “não tem como viver o amor, sem viver a unidade”.

O assistente eclesiástico da RCCBRASIL, Dom Alberto Taveira Corrêa, lembrou a oração de Jesus presente no Evangelho de São João capítulo 17, onde segundo ele, “Jesus reza por nós, para que sejamos esse amor dentro da Igreja”.0424

Na reunião do Conselho Nacional também foram discernidos os temas que serão trabalhados nos encontros de Carnaval, no Pentecostes e nos Cenáculos com Maria. Confira abaixo:

Tema do Ano

“O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5b).

Tema do Carnaval

“Deus nos amou primeiro” (1Jo 4,19b).

Tema de Pentecostes

“Unidos de coração vivemos um novo Pentecostes” (cf. At 2,1-4).

Tema Cenáculo com Maria

“Visitados por Maria, visitados pelo Amor” (cf. Lc 1, 39-45).

Em breve, será divulgada a arte do tema do ano e disponibilizada para download. Assim como a versão infantil, para ser trabalhada pelo Ministério para as Crianças.

Fonte: RccBrasil

24Aprofundamento de Dons

Nós dias 21 a 23 de setembro na cidade de Palmeiras aconteceu o Aprofundamento de Dons. Os missionáros Raphael Matias, Paulo Sergio, Cid Gonçalves e Jhonanthan Felix foram os que aplicaram o aprofundamento.
A Comunidade Católica Presença agradece a todos os irmãos e irmãs de Palmeiras pelo convite.

No plano de Deus Criador e Redentor a família descobre não só a sua identidade, mas também a sua “missão”, o que pode e o que deve ser feito. São chamadas por Deus a desenvolver na história, tarefas que brotam do seu próprio ser e representam o seu desenvolvimento dinâmico e existencial. Cada família descobre e encontra em si mesma o apelo inextinguível, que ao mesmo tempo define a sua dignidade e a sua responsabilidade.

“Família, torna-te aquilo que és”.

Para conseguirmos a restauração da nossa família, é preciso voltar ao princípio e a melhor maneira é entender que a finalidade da família se baseia em ser reflexo da Santíssima Trindade e assim como a Trindade tem sua missão cada família tem a missão criadora, redentora e santificadora. Por tanto, preciso compreender que a minha missão é levar a minha família a ser santa.

A decadência da família

Antigamente as famílias eram pessoas mais simples e humilde que trabalhavam no campo entre elas, vivendo mais unidas e próximas umas das outras. Mas com o passar do tempo começam os ataquem nas famílias, ideologias que vieram para destruir as famílias, mostram que a felicidade está nos “bens”, consentindo que pai e mãe devam trabalhar horas e horas ficando cada vez mais fora de casa, separando assim as famílias.

Devemos então pedir a Deus a graça de restaurar nossas famílias, pois só se restaura aquilo que tem valor e nossa família tem seu valor próprio, já que ganhamos de presente nossa família de Deus devemos cuidar, amar, zelar e rezar por ela. E essa restauração começa nos pequenos gestos dentro de casa. Papa Francisco nos ajuda a compreender isso através das suas catequeses de quarta-feira que são chamadas três palavras: com licença, obrigado e desculpa.

Precisamos portanto, manter nossa família na rocha firme que é Cristo Jesus.

Na noite de ontem em comunhão com toda a Diocese de São João da Boa Vista a Comunidade Católica Presença teve a graça e oportunidade de participar da Formação para Leigos que aconteceu em São José do Rio Pardo na Matriz de São José, ministrado pelo Cônego Darcie. Já na cidade de Grama nossa fundadora Lucimar Maziero foi a que aplicou a formação, abordando a importância dos leigos como protagonistas na Igreja.
Confira!

Comunidade Católica Presença

Nunca insultar os pais! “Poderemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”, “quando descobrirmos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” aconteceu isto ou aquilo que forjou a minha vida.

“Honrar pai e mãe”. O quarto mandamento foi o tema da catequese do Papa na Audiência Geral desta quarta-feira, 19, ao dar continuidade a sua série de reflexões sobre o Decálogo. Francisco pediu para nunca insultarmos os pais. Do Brasil estava presente um grupo do Colégio Santo Inácio, de Fortaleza.

O sentido de “honrar”
Francisco começou explicando aos 13 mil presentes na Praça São Pedro, numa quarta-feira com tempo instável na Cidade Eterna, o sentido desta “honra”, que em hebraico indica a glória, o valor, a consistência de uma realidade. Portanto, “honrar” significa reconhecer este valor.

Se “honrar a Deus nas Escrituras quer dizer reconhecer a sua realidade, considerar a sua presença”, dando a Ele “seu justo lugar na existência”, honrar pai e mãe quer dizer então “reconhecer a sua importância também com atos concretos, que exprimem dedicação, afeto, cuidado”, mas não só.

“Honra o teu pai e a tua mãe, como te ordenou o Senhor, para que se prolonguem os teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus”. O quarto mandamento – explica o Papa – “contém um êxito”, ou seja, “honrar os pais leva a uma vida longa e feliz”.

Feridas da infância
De fato, “a palavra “felicidade” no Decálogo aparece somente ligada à relação com os pais”. E essa sabedoria milenar declara o que as ciências humanas conseguiram elaborar somente há pouco mais de um século, isto é, que as marcas da infância marcam toda a vida:

“Muitas vezes pode ser fácil entender se alguém cresceu em um ambiente saudável e equilibrado. Mas da mesma forma perceber se uma pessoa vem de experiências de abandono ou de violência. A nossa infância é um pouco como uma tinta indelével, se expressa nos gostos, nos modos de ser, mesmo que alguns tentem esconder as feridas de próprias origens”.

Reconhecimento por quem nos colocou no mundo
Francisco chama a atenção, que o quarto mandamento não fala da bondade dos pais, nem pede a eles que sejam perfeitos, mas, “fala de um ato dos filhos, independente dos méritos dos genitores, e diz uma coisa extraordinária e libertadora”:
“Mesmo que nem todos os pais sejam bons e nem todas as infâncias sejam serenas, todos os filhos podem ser felizes, porque a realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo”.

“ A realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo ”

Exemplo do Santos
O Papa ressalta o quanto este quarto mandamento “pode ser construtivo para tantos jovens que vem de histórias de dor e para todos aqueles que sofreram em sua juventude. Muitos santos – e muitos cristãos – depois de uma infância dolorosa viveram uma vida luminosa, porque, graças a Jesus Cristo, se reconciliaram com a vida:

“Pensemos ao hoje Beato, mas no próximo mês Santo Sulprizio, aquele jovem napolitano que há 19 anos acabou sua vida reconciliado com tantas dores, com tantas coisas, porque seu coração era sereno e jamais havia renegado seus pais. Pensemos em São Camilo de Lellis, que de uma infância desordenada construiu uma vida de amor e serviço; mas pensemos Santa Josefina Bakhita, crescida em uma escravidão horrível; ou ao abençoado Carlo Gnocchi, órfão e pobre; e ao próprio São João Paulo II, marcado pela perda da mãe em tenra idade”.

O homem, qualquer que seja a sua história, “recebe deste mandamento a orientação que conduz a Cristo”, em quem se manifesta de fato “o Pai verdadeiro, que nos oferece renascer do alto”.

“Os enigmas de nossas vidas se iluminam quando se descobre que Deus desde sempre nos preparou a vida como seus filhos, onde cada ato é uma missão dele recebida.”

Feridas como potencialidades
As nossas feridas – observou o Santo Padre – iniciam a ser “potencialidades” quando, por graça, descobrimos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” me aconteceu isto, explicando:
“Em vista de qual obra Deus me forjou através da minha história? Aqui tudo se inverte, tudo se torna precioso, tudo se torna construtivo. Então podemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”.

“ Em vista de qual obra Deus me forjou através da minha história? ”

Jamais insultar pai e mãe
“Honrar os pais – exortou o Papa. Nos deram a vida”. E fez um pedido:
“Se você se afastou dos seus pais, mah, faça um esforço e volte, volte para eles. Talvez sejam idosos. Deram a vida a você. E depois, entre nós existe este costume de dizer coisas feias, mesmo palavrões. Por favor. Nunca, nunca, nunca insultar os outros, os pais dos outros. Nunca! Nunca se insulta a mãe, nunca insultar o pai. Nunca! Nunca! Tomem esta decisão interior. A partir de hoje nunca insultarei a mãe ou o pai de quem quer que seja. Nos deram a vida. Nunca devem ser insultados”.

Mas essa vida maravilhosa, disse o Papa Francisco ao concluir, nos é oferta, não imposta. Renascer em Cristo é uma graça a ser acolhida livremente e é o tesouro de nosso Batismo, no qual, por obra do Espírito Santo, um só é o Pai nosso, aquele de céu”.

Fonte: Vatican News

Na Festa da Exaltação da Santa Cruz, Papa Francisco convida a olhá-la. “Hoje seria belo se em casa, tranquilos, ficarmos 5, 10, 15 minutos diante do  crucifixo”.

A Cruz de Jesus nos ensina que na vida existe o fracasso e a vitória, e que não devemos temer os “momentos maus”, que podem ser iluminados justamente pela cruz, sinal da vitória de Deus sobre o mal. Um mal, satanás, que está destruído e acorrentado, mas “ainda late” e se você se aproximar dele para acariciá-lo, ele “destruirá você”.

Foi o que disse o Papa na homilia da Missa celebrada na manhã desta sexta-feira, 14, na Capela da Casa Santa Marta, na Festa da Exaltação da Santa Cruz.

A “derrota” de Jesus ilumina nossos momentos difíceis

Contemplar a Cruz, sinal do cristão – explica Francisco – é para nós contemplar um sinal de derrota mas também um sinal de vitória. Na cruz fracassa “tudo aquilo que Jesus havia realizado na vida”, e acaba toda a esperança das pessoas que seguiam Jesus. “Não tenhamos medo de contemplar a cruz como um momento de derrota, de fracasso”.

E comentando a passagem da Carta aos Filipenses da segunda leitura, o Papa Francisco ressaltou que “Paulo, quando reflete sobre o mistério de Jesus Cristo, nos diz coisas fortes, nos diz que Jesus se esvaziou, aniquilo a si mesmo:

“Assumiu todo o nosso pecado, todo o pecado do mundo: era um “trapo”, um condenado. Paulo não teve medo de mostrar essa derrota e também isso pode iluminar um pouco nossos maus momentos, nossos momentos de derrota, mas também a cruz é um sinal de vitória para nós cristãos”.

Na Sexta-feira Santa, a “grande armadilha” para satanás

O Livro dos Números, na primeira leitura, narra o momento do Êxodo, no qual o povo judeu que murmurava “foi mordido pelas serpentes”. E isto evoca a antiga serpente, satanás, o Grande Acusador, recorda Francisco. Mas a serpente que provocava a morte – diz o Senhor a Moisés – será elevada e dará a salvação.

E esta – comenta o Papa Francisco – “é uma profecia”. De fato, “Jesus feito pecado venceu o autor do pecado, venceu a serpente”. Satanás estava feliz na Sexta-feira Santa – enfatiza Francisco – “tão feliz que não percebeu, a grande armadilha “da história em que cairia”.

Engole Jesus, mas também a sua divindade, e perde!

Como dizem os Padres da Igreja, satanás “viu Jesus tão desfigurado, esfarrapado e como o peixe faminto que vai à isca presa ao anzol, foi lá e o engoliu”. “Mas naquele momento engoliu também a divindade porque era a isca presa ao anzol, com o peixe”.

“Naquele momento – comenta o Pontífice – satanás foi destruído para sempre. Não tem força. A Cruz, naquele momento, torna-se sinal de vitória”.

A antiga serpente está acorrentada, mas não se deve aproximar dela

“A nossa vitória é a cruz de Jesus, vitória diante do nosso inimigo, a grande antiga serpente, o Grande Acusador”. Na cruz – sublinha o Pontífice – “fomos salvos, naquele percurso que Jesus quis percorrer até o mais baixo, mas com a força da divindade”. Jesus disse: “Quando eu for elevado, atrairei todos a mim”:

“Jesus elevado e satanás destruído. A cruz de Jesus deve ser para nós a atração: olhar para ela, porque é a força para continuar em frente. E a antiga serpente destruída ainda late, ainda ameaça, mas, como diziam os Padres da Igrejas, é um cão acorrentado: não se aproxime e não morderá você; mas se você for acariciá-lo porque o encanto o leva  até lá como se fosse um cachorrinho, prepare-se, ele destruirá você”.

A nossa vida segue em frente – esclarece o Papa – com Cristo vencedor e ressuscitado, que nos envia o Espírito Santo, mas também com aquele cão acorrentado, “a quem não devo me aproximar, porque ele me morderá”:

“A cruz nos ensina isso, que na vida há o fracasso e a vitória. Devemos ser capazes de tolerar as derrotas, levá-las com paciência, as derrotas, também dos nossos pecados, porque Ele pagou por nós. Tolerá-los n’Ele, pedir perdão n’Ele, mas nunca se deixar seduzir por esse cão acorrentado. Hoje seria belo se em casa, tranquilos, ficarmos 5, 10, 15 minutos diante do  crucifixo, ou o que temos em casa ou aquele do  rosário: olhar para ele, é o nosso sinal de derrota, que provoca as perseguições, que nos destrói, é também o nosso sinal de vitória porque Deus venceu ali”.

“A ternura é um existencial concreto bom para traduzir em nossos tempos o afeto que o Senhor sente por nós”.

O Papa recebeu em audiência, nesta quinta-feira (13/09), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes do congresso sobre a “Teologia da ternura no Papa Francisco”.

O encontro é promovido pelo Centro Familiar “Casa da Ternura”, criado em 2003, em Perugia, na Itália, por alguns casais leigos junto com Pe. Carlo Rocchetta. Tornou-se agora um lugar de acompanhamento para esposos em dificuldade. A conferência terá início, nesta sexta-feira (14/09), em Assis, e prosseguirá até o próximo domingo.

Ao falar da expressão teologia da ternura, o Santo Padre ressaltou que “teologia e ternura parecem duas palavras distantes: a primeira, recorda o âmbito acadêmico, e a segunda, as relações interpessoais. Na realidade, a nossa fé liga esses dois termos de forma indissolúvel.”

A teologia é chamada a comunicar a concretude do Deus amor
Segundo o Papa, “a teologia não pode ser abstrata, se fosse abstrata seria ideologia, pois nasce de um conhecimento existencial, nasce do encontro com o Verbo que se fez carne! A teologia é chamada a comunicar a concretude do Deus amor e a ternura é um existencial concreto bom para traduzir em nossos tempos o afeto que o Senhor sente por nós.”

Para Francisco, a teologia “não pode ignorar que em muitas partes do mundo a abordagem de questões vitais não começa mais com as questões últimas ou exigências sociais, mas com o que a pessoa sente emocionalmente. A teologia é chamada a acompanhar essa busca existencial, contribuindo com a luz que vem da Palavra de Deus”.

A ternura é confiar em Deus
Quais conteúdos poderia ter uma teologia da ternura? Segundo o Pontífice, os conteúdos são dois: “a beleza de sentir-se amado por Deus e a beleza de amar em nome de Deus”.

“Sentir-se amado é uma mensagem que recebemos muitas vezes nos últimos tempos: do Sagrado Coração, de Jesus misericordioso, da misericórdia como propriedade essencial da Trindade e da vida cristã. A ternura indica o nosso modo de acolher hoje a misericórdia divina. Ela nos revela, junto ao rosto paterno, o rosto materno de Deus, de um Deus apaixonado pelo ser humano, que nos ama com um amor que é infinitamente maior do que o amor de uma mãe pelo seu filho.”

Segundo o Papa, a ternura é uma palavra benéfica, é o antídoto contra o medo de Deus, pois no amor não há medo e a confiança vence o medo. Sentir-se amado significa aprender a confiar em Deus e a dizer-lhe: “Jesus, confio em você”.

A Cruz é o sigilo da ternura divina
“Essas e outras reflexões podem aprofundar a busca a fim de dar à Igreja uma teologia ‘saborosa’, nos ajudar a viver uma fé consciente, cheia de amor e esperança, e a dobrar os joelhos, tocados e feridos pelo amor divino. Nesse sentido, a ternura se refere à paixão. A Cruz é o sigilo da ternura divina que se busca nas chagas do Senhor. A sua paixão nos convida a transformar o nosso coração de pedra num coração de carne, a apaixonarmo-nos por Deus.”

A propósito da beleza de amar em nome de Deus, Francisco ressaltou que “quando uma pessoa se sente realmente amada, é levada também a amar”.

O ser humano também é capaz de ternura
“Se Deus é ternura infinita, o ser humano, criado à sua imagem, é também capaz de ternura. A ternura é o primeiro passo para superar o fechamento de si mesmo e sair do egocentrismo que deturpa a liberdade humana. A ternura de Deus nos leva a entender que o amor é o sentido da vida.”

Segundo o Papa, “somos chamados a derramar no mundo o amor recebido do Senhor”, vivê-lo na Igreja, na família e na sociedade.

Teologia voltada para o serviço da comunidade
“Essas breves pistas apontam para uma teologia a caminho, uma teologia que sai da constrição na qual às vezes é confinada e com dinamismo se volta para Deus, tomando o ser humano pela mão. Uma teologia não narcisista, mas voltada para o serviço da comunidade. Uma teologia que não se contenta em repetir os paradigmas do passado, mas seja a Palavra encarnada.”

“Certamente a Palavra de Deus não muda, mas a carne que é chamada a assumir, essa sim, muda em todas as épocas. Há muito trabalho, portanto, para a teologia e sua missão hoje: encarnar a Palavra de Deus para a Igreja e para o homem do terceiro milênio”, concluiu Francisco.

 “Abrigo-me à sombra de vossas asas, até que a tormenta passe!” (salmo 56,2b)

Graça e paz!

Queridos irmãos, é com este versículo do Salmo 56 que desejo partilhar com vocês. Estamos inaugurando o mês de setembro e acredito que, no meio de tantos acontecimentos, às vezes, nos deparamos com algumas tormentas.

Neste mês, quero deixar um convite muito especial a você, que neste momento, está lendo artigo: encontrar-se com o Senhor todos os dias através da leitura da Palavra de Deus. Isso mesmo! O convite para ler a Palavra de Deus já que, neste mês, comemoramos o mês da Bíblia. Que possamos coloca-la em evidência em nossa vida.

Como sabemos pelo ensinamento de São Paulo a Timóteo: “toda a escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para persuadir, para corrigir e formar na justiça” (2 Tim 3, 16). Por ser a Palavra inspirada por Deus, ela é transformadora em nossa vida e por ela somos formados. Ela é sempre remédio para todos os momentos em nossa vida, pois é Deus falando conosco e alcançando as dimensões de nossa vida. Portanto é pela Palavra de Deus, que podemos instruir e sermos direcionados em todas as nossas decisões.

Em outra carta, São Paulo diz a Timóteo: “aplica-te a leitura da Palavra” (1 Tim 4, 13). É este convite que faço a todos vocês neste mês: vamos nos aplicar à leitura da Palavra de Deus. Acredito que nesta ação seremos orientados e faremos experiências com a voz de Deus em nossa vida. Sua leitura bíblica poderá ser feita com toda confiança, certos de que cada palavra que lemos é uma palavra que sai da boca de Deus para minha vida, conforme esta escrito “de sua boca saia uma espada afiada de dois gumes” (Ap 1, 16). Isto nos indica que a palavra de Deus “penetra a alma” e alcança as profundezas de nossa vida.

Encerro te convidando a rezar conforme o salmista nos inspira: “Abrigo-me à sombra de vossas asas, até que a tormenta passe!” (Salmo 56, 2b). Leia este versículo e repita várias vezes para que o poder desta palavra alcance as tormentas de nossa vida. Vamos nos abrigar embaixo das asas do Senhor, pois lá encontramos alivio, somos acolhidos, amparados e sentimos a proteção de Deus. Caso você esteja passando por alguma tormenta que tem tirado sua paz, sua alegria, seu entusiasmo e seus sonhos, olhe para o Senhor que fala conosco! Volte seus pensamentos, seus sentimentos para Jesus e sinta que pelo poder desta palavra, você esta sendo acolhido pelo Senhor. Ao sentir-se acolhido, vá apresentando a Ele tudo que você entende ser “tormentas” em sua vida, numa atitude de quem confia no Senhor, acolha toda paz que sentimos na presença Dele.

Desejo que, durante este mês, você se aproxime do Senhor pela leitura da Palavra de Deus. Pois, como diz São Jerônimo: “Quem não conhece o Evangelho, não conhece a Jesus Cristo”.

Abraço fraterno.

Lucimar Maziero – Fundadora da Comunidade Católica Presença

Ser Homem para salvar vidas!

 “Sê corajoso: porta-te como homem.” (I Reis, 2,2)

Como se tornou difícil ser homem na sociedade e no mundo, onde se perdeu a referência de masculinidade. Não se ensina mais a verdade do que é ser homem e as referências que são apresentadas deseducam e iludem o homem em sua maneira de “ser”.

Para a salvação da vida, preservação da família e dos valores, tornou-se importantíssimo a figura de homens cheios de autênticas virtudes, próprias de sua masculinidade para a construção da verdadeira civilização do amor.

Que tipo de homem devemos ser?

É importantíssimo recuperarmos a verdade sobre a nossa identidade. Olhando para o corpo do homem que fala sobre a masculinidade, vamos juntos analisar alguns pontos que são diferentes do corpo feminino.

De forma geral, o corpo masculino possui mais músculos, a pele é mais grossa, possuem maior quantidade de pelos no corpo, a voz mais grave, isso mostra uma característica física voltada para o ataque, para o enfrentamento e para a luta. Diferente então do corpo feminino que é mais delicado e sensível.

Os órgãos genitais masculinos, por exemplo, são externos “para fora”. Isso se vê refletido no plano psicológico masculino. Pois os interesses do homem são naturalmente postos no externo, fora dele e tende mais à ação do que à contemplação. Sente uma necessidade interior de tomar a iniciativa e de agir no mundo externo “quer construir o mundo”.

A força do corpo masculino mostra algo profundo, revelando a força interior que possui. A característica física da força aponta para a profunda realidade que a verdadeira masculinidade exige a “força interior”. Na verdade, quão frustrante é achar um homem que sacrifica e paga qualquer custo para ter um ótimo físico, mas parece ser incapaz de resistir a qualquer tentação que sofre. Portanto o homem deve ter em mente que ele é a imagem da força de Deus para a sociedade que vivemos.

Qualidades externas são valorizadas pelo mundo, mas o valor delas é superficial. Se um homem não possui força interior, ele está andando em contradição com o que significa ser homem. É por isso que o valor do soldado só é revelado sob a pressão da batalha.

Muitos homens são feridos em sua masculinidade, justamente por essa falta de modelo, pela imagem distorcida ou ausente de masculinidade, pois não houve alguém que o provocasse a se tornar homem espiritualmente falando, em suas decisões, em seu trabalho e em seu caráter. O Cristianismo nos deu um ideal de masculinidade e aperfeiçoou, resumindo tudo numa palavra: SACRIFICIO. Por isso o ideal masculino: é CRISTO.

“Ser homem é oferecer um sacrifício”

 Ele é o homem perfeito, que restitui aos filhos de Adão semelhança divina, deformada desde o primeiro pecado. Já que, n’Ele, a natureza humana foi assumida, e não destruída, por isso mesmo também em nós foi ela elevada a sublime dignidade. Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado.

Cordeiro inocente mereceu-nos a vida com a livre efusão do seu sangue;        n ‘Ele nos reconciliou Deus consigo e uns com os outros e nos arrancou da escravidão do demónio e do pecado. De maneira que cada um de nós pode dizer com o Apóstolo: o Filho de Deus “amou-me e entregou-se por mim” (Gál. 2,20). Sofrendo por nós, não só nos deu exemplo, para que sigamos os seus passos, mas também abriu um novo caminho, em que a vida e a morte são santificados e recebem um novo sentido. (GAUDIUM ET SPES. N°22)

Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si. (Efésios 5, 25-28)

Cristo é o modelo para todos os homens. Fomos chamados para fazer sacrifícios para o bem dos outros, e não sacrificar os outros egoisticamente para o nosso bem. Nas palavras do lema Jesuíta, nós devemos ser “Homem para os outros”. Ser homem é dar a vida. (“Homens, amai as vossas mulheres como Cristo amou a Igreja” (Efésios 5). E como Cristo Amou? Dando a vida por ela. Daí a noção de virilidade associada à luta. (Vir do latim significa homem). Viril é aquele que luta. O homem varonil, é aquele que luta pela sua pátria, sua família, seu povo defendendo os mais fracos.

Masculinidade, portanto, é uma viagem, uma tarefa e um desafio. Fazer-se homem! Tornar-se homem! A masculinidade é natural, mas não é espontânea. É preciso educar-se para ela. E hoje em dia a masculinidade está correndo um grande perigo, vejamos!

  1. Extremos: homens durões, ríspidos, brutos, violento, injusto e mau.
  2. Extremos: o homem que perdeu a fibra, sem firmeza e sem segurança.
  3. A moda gay / A Ideologia de gênero.

 Qual seria então, o ideal cristão de masculinidade?

O homem gentil, educado, cavalheiro com a mulher, mas corajoso e forte para proteger a família e os filhos. Daí vem outras virtudes espirituais da missão do homem que é a iniciativa, protetor, provedor, disciplina, honradez e a paternidade.

A Masculinidade chega ao seu ápice, na paternidade. O homem se realiza quando entende e assume que nasceu para ser pai. E sendo pai revela ao mundo a paternidade Divina de Deus, sendo o Ícone da Paternidade de Deus.

É tarefa masculina de iniciar o dom da vida, um jovem deve escolher sabiamente quando e através de quem ele trará a vida ao mundo. Pense profundamente nisso: “o jovem que se abstém do sexo até o casamento, está na verdade fazendo o que é melhor para a sua futura criança, não a concebendo. Sabe que agora não é o tempo para se tornar pai”. Então, ele sacrifica os seus desejos pelo bem dos outros.

“Ser pai é ser homem para os outros”

Não podemos ser como homens que escolhem brincar com o futuro dos outros. Onde desprezamos a sabedoria de esperar e satisfazemos os nossos impulsos sexuais a custas de mulheres e crianças.

A própria natureza do amor criativo de Deus, está estampado na anatomia masculina. Isso é uma forma que podemos refletir a imagem e semelhança de Deus na nossa masculinidade; nós iniciamos o dom da vida. A mulher não. Ao contrário, ela o recebe. Assim, as Escrituras não chamam Deus de nossa mãe. Deus não recebe a vida de ninguém. Ele é o autor da vida. Esse fato não faz os homens melhores que as mulheres, porque os dois foram feitos à sua imagem e semelhança. Nós homens iniciamos o dom da vida, mas o corpo da mulher se torna tabernáculo da vida. O milagre da concepção ocorre dentro dela.

Ser pai é um dom, nada na terra é melhor que a paternidade. Prazer, saúde, realização e sucesso podem ser satisfatórios, mas eles são incapazes de nos completar. Paternidade, por outro lado, é eterna. Nas palavras da Igreja “filhos são realmente o dom supremo do casamento”.

A missão de ser pai é algo que todo o homem é chamado, na virtude de ser homem. Este chamado esta estampado em nossos corpos! Mesmo que você tenha a vocação ao sacerdócio você é chamado a ser pai, na imitação de Cristo. Até mesmo aqueles que não sentem o chamado do sacerdócio ou pela vida de casado, ainda são chamados a se tornarem pais na sua própria maneira. É inevitável que seus colegas, sobrinhos e sobrinhas, vizinhos e até jovens primos olharão como um modelo de como um homem deve viver. E é em Deus Pai que está a fonte de toda a paternidade “Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, ao qual deve a sua existência toda família no céu e na terra”. (Efésios 3, 14-15).

Olhando para Deus, vamos aprender a ser pais de verdade, pois Ele é a fonte de toda a paternidade.

O que é ser pai?

O pai é necessariamente proteção, defende a sua mulher seus filhos dando a vida e enfrentando os perigos. Pai é o líder da família aquele que protege, derramando o seu sangue para proteger a sua família e se entregar por ela. Assim como Cristo amou a igreja e se entregou por ela, doando a sua vida se sacrificando. Ser pai é ser família, a vida do pai é família, sendo a cabeça da família, o pai é o primeiro a servir o primeiro a se doar.

“Não estamos como pai, somos pais a paternidade é a nossa identidade mais profunda”.

Pai é o provedor, que sai para prover o alimento para a sua casa, para a sua família, mas é ele que prove o alimento espiritual com paternos conselhos. O pai é aquele que vai colocar limite nos filhos, vai ser a disciplina, os filhos que veem os pais rezando logo são arrastados pelo testemunho do mesmo. O pai é o guia espiritual de sua família!

Portanto você é filho de Deus, é sua missão ser imagem e semelhança do Pai na Terra. Fazendo isso – e vivendo de acordo com o plano de Deus para você que foi estampado no seu corpo – você trará vida ao mundo.

Sejamos então homens e pais, que doando a nossa vida vamos trazer vida ao mundo.

Ser homens para salvar vidas!

Cid Gonçalves- Missionário da Comunidade Católica Presença

“O amor, para que seja autêntico, deve nós custar”

Madre Teresa […] inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera […]. A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres […] Parece-me que, talvez, teremos um pouco de dificuldade de chamá-la de Santa Teresa: a sua santidade é tão próxima de nós, tão tenra e fecunda, que espontaneamente continuaremos a chamá-la de ‘Madre Teresa’”. Com estas palavras, Papa Francisco recordava Madre Teresa, por ocasião da sua canonização em 14 de setembro de 2016.

Quem era Santa Teresa de Calcutá

Nascida em Skopje, hoje Macedônia, no dia 26 de agosto de 1910, em uma família albanesa originária de Kosovo, Agnes Gonxha Bojaxhiu decidiu ser uma irmã religiosa aos 18 anos e entrou na ordem das Irmãs de Loreto, onde recebeu o nome de irmã Mary Teresa, em homenagem à Santa Teresa de Lisieux.

As Missionárias da Caridade

Em 1946, Madre Teresa recebeu a “chamada no chamado” que a levou a fundar, quatro anos depois, a comunidade religiosa das Missionárias da Caridade que foi reconhecida oficialmente na Arquidiocese de Calcutá. Hoje, as Missionárias da Caridade, ou simplesmente as Irmãs de Madre Teresa, como são comumente chamadas, são cerca de seis mil no mundo e estão presentes em 130 países.

No mundo dos pobres

Em 1948, a pequena irmã do sorriso iluminado vestiu pela primeira vez o sari branco bordado de azul e saiu do convento para as periferias degradadas de Calcutá, para se dedicar para sempre aos mais pobres. Madre Teresa saía sempre com o terço nas mãos, para buscar e servir a Ele naqueles que “não são desejados, não são amados, não são cuidados”. Alguns meses depois uniram-se a ela, uma depois da outra, algumas suas ex-alunas.

Fé firme como uma rocha

Depois que Paulo VI deu a concessão para que as atividades das Missionárias da Caridade se espalhassem para fora da Índia, a popularidade da pequena irmã, com uma fé firme como uma rocha, cresceu muito. Todos lembravam dela como uma mulher pequena, delicada, com seu sari branco e azul, mas cuja grandeza conquistava o coração das pessoas no mundo inteiro, mesmo nos que não crêem. Uma notoriedade que aumentou muito por causa de sua amizade com São João Paulo II.

O Nobel da Paz  e a luta pela vida

O afeto e a admiração por Madre Teresa sempre ultrapassou os limites da fé, e a sociedade civil concedeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz em 1979, “pelo seu serviço pelos pobres e com os pobres”. Na ocasião, consciente de ter diante de si uma plateia mundial, a pequena irmã do sorriso iluminado usou seu discurso de agradecimento para lançar uma mensagem na qual falou do aborto. Célebre a sua frase: “E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo o seu próprio filho, como é que podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?”, De fato, Madre Teresa dedicou-se muito em favor da vida e contra o aborto. Um compromisso que durou toda a vida e que foi recordado por São João Paulo II na homilia por ocasião da sua beatificação: “Costumava dizer: ‘Se ouvirem que alguma mulher não deseja ter o seu filho e pretende abortar, procurem convencê-la a trazê-lo para mim. Eu o amarei, vendo nele o sinal do amor de Deus”.

A beatificação

Menos de dois anos depois da sua morte, por causa da sua grande fama de santidade e das graças obtidas pela sua intercessão, São João Paulo II permitiu a abertura da Causa de Canonização. Em 19 de outubro de 2003 foi proclamada beata. “Estou pessoalmente grato a esta mulher corajosa, que senti sempre ao meu lado […] – afirmava durante a homilia São João Paulo II – ia a toda a parte para servir Cristo nos mais pobres entre os pobres. Nem conflitos nem guerras conseguiam ser um impedimento para ela […] Ela escolheu ser não apenas a mais pequena, mas a serva dos mais pequeninos […]. A sua grandeza reside na sua capacidade de doar sem calcular o custo, de se doar ‘até doer’. A sua vida foi uma vivência radical e uma proclamação audaciosa do Evangelho”.

A herança da pequena irmã ícone do amor cristão

Toda a vida e a obra de Madre Teresa oferecem testemunho da alegria de amar e do valor das pequenas coisas feitas com fidelidade e com amor. Ainda hoje, os sinais da sua presença são tangíveis através das suas obras que as Missionárias da Caridade levam adiante em todo o mundo.

Fonte: Vatican News

Tratamos a bíblia como tratamos o nosso celular?

A Palavra de Deus nos últimos anos está cada vez mais acessível a todos os cristãos. Está ao alcance de nossas mãos um instrumento perfeito para o nosso crescimento espiritual. A Sagrada Escritura é uma das fontes que a Igreja encontrou para fundamentar a sua fé. A Igreja busca nela sua força como quem busca água num poço, nos diz o Youcat n.19. Dela extraímos os ensinamentos de Cristo e toda história da nossa salvação. De fato, ela é luz, alimento, fonte de vida, é eterna, pura, fonte de alegria e é a verdade.

No entanto, muitos cristãos permanecem distantes desta riqueza, ignorando este imenso patrimônio espiritual. São Jerônimo, um grande amante das Escrituras, dizia que ignorar a Palavra de Deus é ignorar o próprio Cristo. Portanto, se queremos ser verdadeiros cristãos não podemos deixar de saciar a nossa fome de alimento espiritual com a Bíblia.

O Papa Francisco na sua última viagem ao Chile em Janeiro deste ano, quando se dirigiu aos jovens, contou-nos um episódio em que questionava um jovem sobre o que lhe deixava de mau humor. Em resposta este lhe disse que se irritava quando ficava sem bateria e sem internet no celular, afirmando que se desconecta do mundo e não sabe o que está acontecendo. Diante disso o papa ensinou que sem conexão com Jesus, acabamos afogando nossos sonhos e nossa fé, transformando nossa vida, em um vida sem sentido.

Uma maneira que temos de estar conectados com Jesus são as Sagradas Escrituras. Nelas encontramos forças para nossa caminhada cristã. Se nos dias atuais lidássemos com a Palavra de Deus tal como usamos as tecnologias, certamente seríamos mais conhecedores e praticantes do Evangelho. O Salmo 118, 10-12, pode nos ajudar a fazer algumas reflexões neste sentido. “(…) não permitais que eu me aparte de vossos mandamentos” (v.10). Em muitas circunstâncias não conseguimos ficar alguns minutos sem o nosso smartphone, não nos separamos dele. E quando isso acontece sentimos que nos falta algo, não é verdade? O salmista nos ensina que um sentimento semelhante está presente em seu coração. Porém todo esse afeto está direcionado à Palavra de Deus. Ele implora que não seja separado jamais dos mandamentos do Senhor. Do mesmo modo que estamos ligados ao nosso celular, deveríamos estar sempre conectados com a Sagrada Escritura.

No versículo seguinte lemos: guardo no fundo do meu coração a vossa palavra (v.11). Quanto zelo temos para com nossos aparelhos eletrônicos! Investimos em capas de proteção, não os colocamos em lugares de riscos, sempre uma atenção especial para guarda-los. Deveríamos ter o mesmo zelo e preocupação em guardar a Palavra de Deus e seus mandamentos. Deveríamos nos deter muito em nossas atitudes e comportamentos para não “machucar” e ofender a Deus.

Em seguida o salmista reza: (…) ensinai-me vossas leis (v. 12). Quando adquirimos um novo aparelho gastamos tempo para descobrir todas as suas funções, e aprendemos rapidamente a lidar com smartphones de última geração que apresentam centenas de funções diferentes. O mesmo empenho deveria ser gasto em aprender as leis do Senhor, conforme a oração do salmista. Quanto tempo temos dedicado à leitura e a oração com a Palavra de Deus para aprender os caminhos do Senhor? É tempo de voltar a ter intimidade com Deus em sua Palavra.

Neste mês dedicado à meditação da Palavra de Deus de um modo especial, queremos propor que sejamos mais próximos da Sagrada Escritura. Somos convidados a deleitar-nos nela e saborearmos as delicias que ela nos traz. Conectados na Palavra, seremos cristãos autênticos e cheios de vida para testemunhar com alegria o esplendor do reino de Deus.

Autor: Tiago Borges

Seminarista e Missionário da Comunidade Católica Presença

Silêncio e oração diante de quem busca o escândalo

Nesta segunda-feira, 3 de setembro, quando o pontificado do Papa Francisco completa 2 mil dias, o Pontífice retomou sua habitual agenda, inclusive celebrando as missas na capela da Casa Santa Marta.

O Papa comentou o Evangelho do dia, extraído de Lucas, afirmando que a vontade de “escândalo” e de “divisão” só pode ser combatida com o silêncio e a oração.

De volta a Nazaré, Jesus é acolhido com reserva. A Palavra do Senhor cristalizada nesta narração permite, portanto, “refletir sobre o modo de agir cotidiano, quando há incompreensões” e entender “como pai da mentira, o acusador, o diabo, atua para destruir a unidade de uma família, de um povo”.

Nenhum profeta é bem recebido em sua Pátria

Ao chegar à sinagoga, Jesus é acolhido com grande curiosidade: todos querem ver com os próprios olhos as grandes obras de que foi capaz em outras terras. Mas o Filho do Pai Celeste usa somente “a Palavra de Deus”, um hábito que adota quando “quer vencer o Diabo”. E é justamente esta atitude de humildade que deixa espaço à primeira “palavra-ponte”, esclareceu o Papa, uma palavra que semeia a “dúvida”, que leva a uma mudança de atmosfera, “da paz à guerra”, “do estupor ao desprezo”. Com o “seu silêncio”, Jesus vence os “cães raivosos”, vence “o diabo” que “tinha semeado a mentira no coração”.

“Não eram pessoas, era um bando de cães raivosos que o expulsaram da cidade. Não raciocinavam, gritavam. Jesus ficou em silêncio. Levaram-no até ao alto do monte com a intenção de lançá-lo no precipício. Esta passagem do Evangelho termina assim: com o seu silêncio vence aquele bando selvagem e vai embora, pois não tinha chegado ainda a hora. O mesmo acontece na Sexta-feira da Paixão: as pessoas que no Domingo de Ramos fizeram festa para Jesus e disseram “Bendito és Tu, Filho de Davi”, diziam crucifica-o: tinham mudado. O diabo semeou a mentira em seu coração, e Jesus fazia silêncio.”

A verdade é mansidão

“Isto nos ensina que quando existe este modo de agir, de não ver a verdade, permanece o silêncio”, afirmou o Papa.

“O silêncio que vence, porém através da Cruz. O silêncio de Jesus. Quantas vezes nas famílias começam as discussões sobre política, esporte, dinheiro, uma vez, depois outra e aquelas famílias acabam sendo destruídas naquelas discussões em que se vê que o diabo está ali, que quer destruir… Silêncio. Dizer o que pensa e depois se calar, pois a verdade é mansidão, a verdade é silenciosa, a verdade não é barulhenta. Não é fácil o que Jesus fez, mas há a dignidade do cristão que está fundamentada na força de Deus. Com as pessoas que não têm boa vontade, com as pessoas que buscam somente o escândalo, que buscam somente a divisão, que buscam somente a destruição também nas famílias: silêncio e oração.”

A dignidade da vitória da ressurreição

O Papa Francisco concluiu com esta oração:
“Senhor, nos dê a graça do discernimento quando devemos falar e quando devemos calar, durante a vida toda: no trabalho, em casa, na sociedade… durante a vida inteira. Assim, seremos mais imitadores de Jesus”.

Fonte: Vatican News

O sonho de Deus
O motivo que o levou a Dublin foi o Encontro Mundial das Famílias: “A minha presença era, sobretudo, confirmar as famílias cristãs em sua vocação e missão”, disse Francisco.

O sonho de Deus para toda a família humana é a unidade, a harmonia e paz, recordou o Papa, e Ele chama as famílias a participar deste sonho, fazendo do mundo uma casa onde ninguém se sinta “sozinho, indesejado ou excluído”.

Pontos de luz
O Pontífice definiu como “pontos de luz” os testemunhos de amor conjugal oferecidos por casais de todas as idades. Foi assim na Catedral, no centro dos frades capuchinhos que acolhe casais em situação de vulnerabilidade, na vigília no estádio Dublin, em que falaram famílias que sofreram com as guerras, os vícios, inclusive tecnológicos, e foram renovadas pelo perdão. Foram ressaltados o valor da comunicação entre as gerações e o papel específico que cabe aos avós para consolidar os laços familiares e transmitir a fé.

“Hoje, é difícil dizer, parece que os avós incomodam. Nessa cultura do descarte, eles são deixados de lado. Mas eles são a sabedoria, a memória das famílias. Por favor, não descartem os avós, que sejam sempre próximos aos netos.”

Irlanda do Norte
Na programação da visita, estava prevista também uma etapa no Santuário mariano de Knock. “Ali, na capela construída no local da aparição de Nossa Senhora, confiei à sua proteção materna todas as famílias, em especial as irlandesas. Embora a minha viagem não incluísse uma visita à Irlanda do Norte, dirigi uma saudação cordial ao seu povo e encorajei o processo de reconciliação, pacificação, amizade e cooperação ecumênica.”

Dor e amargura
Mas além da alegria, a visita à Irlanda enfrentou um elemento de “dor e amargura” pelo sofrimento causado no país por várias formas de abusos na Igreja.

“ O encontro com alguns sobreviventes deixou um sinal profundo; e várias vezes pedi perdão ao Senhor por esses pecados, pelo escândalo e o sentimento de traição provocado. ”

O Papa louvou o percurso de purificação e de reconciliação empreendido pelos bispos irlandeses com aqueles que sofreram abusos, e as normas severas adotadas com a ajuda das autoridades nacionais.

Renovação
No encontro com os Bispos, o Papa pediu a eles que, com a honestidade e a coragem, inaugurem uma estação de renovação da Igreja na Irlanda.

“Na Irlanda há fé, são pessoas de fé, com grandes raízes. Mas há poucas vocações ao sacerdócio”, disse Francisco, rezando uma Ave-Maria com os fiéis na Praça para pedir a Nossa Senhora que envie “sacerdotes santos” à Irlanda.

Ideal da família
Francisco então concluiu definindo o Encontro Mundial das Famílias uma experiência profética.

“Nós esquecemos as muitas famílias que vão avante com fidelidade, pedindo perdão recíproco quando há problemas. Hoje é moda ver nas revistas, nos jornais, os casais que se divorciaram, se separaram. Por favor, isso é ruim! Eu respeito cada um, devemos respeitar todas as pessoas, mas o ideal não é o divórcio, a separação, a destruição da família, mas a família unida. Esse é o ideal!”

O Papa exortou então os fiéis a se prepararem para o próximo Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Roma em 2021.

Rezar pela Criação
No final da Audiência, o Pontífice saudou os estudantes do Colégio Pio Brasileiro de Roma e recordou que no próximo sábado, 1° de setembro, celebra-se o quarto Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, realizado em união com os ortodoxos e a adesão de outras comunidades cristãs.

“Na mensagem deste ano, desejo chamar a atenção para a questão da água, bem primário a ser tutelado e colocado à disposição de todos”, disse Francisco, convidando todos os fiéis a se unirem em oração pela nossa casa comum.

Fonte: Vatican News

“Tarde te amei , ó beleza tão antiga e tão nova!… Eu era inquieto, algúem que buscava a felicidade, buscava algo qe não achava. Mas Tu te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-te…Tu estavas dentro de mim e eu fora.”

Ainda hoje é possível percorrer a vicissitude de Santo Agostinho graças sobretudo às Confissões, escritas para louvor de Deus e que estão na origem de uma das formas literárias mais específicas do Ocidente, a autobiografia, isto é, a expressão pessoal da consciência de si. Pois bem, quem quer que tome conhecimento deste livro extraordinário e fascinante, ainda hoje muito lido, apercebe-se facilmente do modo como a conversão de Agostinho não tinha sido improvisada nem plenamente realizada desde o início, mas possa antes ser definida um verdadeiro caminho, que permanece um modelo para cada um de nós.

Este itinerário teve certamente o seu ápice com a conversão e depois com o batismo, mas não se concluiu naquela Vigília pascal do ano 387, quando em Milão o retórico africano foi batizado pelo Bispo Ambrósio. De fato, o caminho de conversão de Agostinho prosseguiu humildemente até o fim da sua vida, a ponto que se pode verdadeiramente dizer que as suas diversas etapas podem-se distinguir facilmente em três. Essas são uma única grande conversão.

Primeira etapa

Santo Agostinho foi um pesquisador apaixonado pela verdade: foi-o desde o início e depois em toda a sua vida. A primeira etapa do seu caminho de conversão realizou-se precisamente na progressiva aproximação ao cristianismo. Na realidade, ele tinha recebido da mãe Mônica, à qual permaneceu sempre muito ligado, uma educação cristã e, apesar de ter vivido durante os anos juvenis uma vida desregrada, sentiu sempre uma atração profunda por Cristo, tendo bebido o amor pelo nome do Senhor com o leite materno, como ele mesmo ressalta (cf. Confessiones, III, 4, 8).

Mas também a filosofia, sobretudo de índole platônica, tinha contribuído para o aproximar ulteriormente a Cristo manifestando-lhe a existência do Logos, a razão criadora. Os livros dos filósofos indicavam-lhe que há a razão, da qual vem depois todo o mundo, mas não lhe diziam como alcançar este Logos, que parecia tão distante. Só a leitura do epistolário de São Paulo, na fé da Igreja católica, lhe revelou plenamente a verdade. Esta experiência foi sintetizada por Agostinho numa das páginas mais famosas das Confessiones: ele narra que, no tormento das suas reflexões, tendo-se retirado num jardim, ouviu improvisamente uma voz infantil que repetia uma cantilena que nunca tinha ouvido: tolle, lege, tolle, lege, “toma, lê, toma, lê” (VIII, 12, 29).

Recordou-se então da conversão de Antônio, pai do monarquismo, e com solicitude voltou ao código paulino que até há pouco tinha nas mãos, abriu-o e o seu olhar caiu na passagem da epístola aos Romanos onde o Apóstolo exorta a abandonar as obras da carne e a revestir-se de Cristo (13, 13-14). Tinha compreendido que aquela palavra naquele momento se dirigia pessoalmente a ele, vinha de Deus através do Apóstolo e indicava-lhe o que fazer naquele momento. Sentiu assim dissipar-se as trevas da dúvida e encontrou-se enfim livre de se doar totalmente a Cristo: “Tinhas convertido a ti o meu ser”, comenta ele (Confessiones, VIII, 12, 30). Foi esta a primeira e decisiva conversão.

Segunda etapa

O retórico africano chegou a esta etapa fundamental do seu longo caminho graças à sua paixão pelo homem e pela verdade, paixão que o levou a procurar Deus, grande e inacessível. A fé em Cristo fez-lhe compreender que Deus, aparentemente tão distante, na realidade não o era. Ele, de fato, tinha-se feito próximo de nós, tornando-se um de nós. Neste sentido a fé em Cristo levou a cumprimento a longa pesquisa de Agostinho sobre o caminho da verdade. Só um Deus que se fez “próximo”, um de nós, era finalmente um Deus ao qual se podia rezar, pelo qual e com o qual se podia viver. Este é um caminho a percorrer com coragem e ao mesmo tempo com humildade, na abertura a uma purificação permanente da qual cada um de nós tem sempre necessidade.

Mas com aquela Vigília pascal de 387, como dissemos, o caminho de Agostinho não estava concluído. Tendo regressado à África e fundado um pequeno mosteiro retirou-se aí com poucos amigos para se dedicar à vida contemplativa e de estudo. Este era o sonho da sua vida. Agora era chamado a viver totalmente pela verdade, com a verdade, na amizade de Cristo que é a verdade. Um sonho agradável que durou três anos, até quando foi consagrado sacerdote, a seu mau grado, em Hipona e destinado a servir os fiéis, continuando a viver com Cristo e por Cristo, mas ao serviço de todos. Isto era para ele muito difícil, mas compreendeu desde o início que só vivendo para os outros, e não simplesmente para a sua contemplação particular, podia realmente viver com Cristo e por Cristo.

Assim, renunciando a uma vida apenas de meditação, Agostinho aprendeu, muitas vezes com dificuldade, a pôr à disposição o fruto da sua inteligência em benefício do próximo. Aprendeu a comunicar a sua fé ao povo simples e a viver assim para ela naquela que se tornou a sua cidade, desempenhando incansavelmente uma atividade generosa e difícil que descreve do seguinte modo num dos seus belos sermões: “Continuamente pregar, discutir, repreender, edificar, estar à disposição de todos é uma grande tarefa, um grande peso, uma enorme fadiga” (Serm. 339, 4). Mas ele assumiu sobre si este peso, compreendendo que precisamente assim podia estar mais próximo de Cristo. Compreender que se chega aos outros com simplicidade e humildade, foi esta a sua verdadeira e segunda conversão.

Terceira etapa

Mas há uma última etapa do caminho agostiniano, uma terceira conversão: a que o levou todos os dias da sua vida a pedir perdão a Deus. Inicialmente tinha pensado que quando fosse batizado, na vida de comunhão com Cristo, nos Sacramentos, na celebração da Eucaristia, teria alcançado a vida proposta pelo Sermão da montanha: a perfeição doada no batismo e reconfirmada na Eucaristia. Na última parte da sua vida compreendeu que o que tinha dito nas suas primeiras pregações sobre o Sermão da montanha isto é, que agora nós como cristãos vivemos este ideal permanentemente era errado. Só Cristo realiza verdadeira e completamente o Sermão da montanha.

Nós temos sempre necessidade de ser lavados por Cristo, que nos lava os pés, e por Ele renovados. Temos necessidade de uma conversão permanente. Até o fim temos necessidade desta humildade que reconhece que somos pecadores a caminho, enquanto o Senhor nos dá a mão definitivamente e nos introduz na vida eterna. Agostinho faleceu com esta última atitude de humildade, vivida dia após dia.

Esta atitude de humildade profunda diante do único Senhor Jesus introduziu-o na experiência de humildade também intelectual. De fato, Agostinho, que é uma das maiores figuras na história do pensamento, quis nos últimos anos da sua vida submeter a um lúcido exame crítico as suas numerosas obras. Tiveram assim origem as Retractationes (“revisões”), que deste modo inserem o seu pensamento teológico, verdadeiramente grande, na fé humilde e santa daquela a que chama simplesmente com o nome de Catholica, isto é, da Igreja.

“Compreendi escrever precisamente neste livro muito original (I, 19, 1-3) que um só é verdadeiramente perfeito e que as palavras do Sermão da montanha estão totalmente realizadas num só: no próprio Jesus Cristo. Toda a Igreja, ao contrário todos nós, inclusive os apóstolos devemos rezar todos os dias: perdoai-nos os nossos pecados assim como nós os perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Convertido a Cristo

Convertido a Cristo, que é verdade e amor, Agostinho seguiu-o toda a vida e tornou-se um modelo para cada ser humano, para nós todos em busca de Deus. “Por isto quis concluir a minha peregrinação a Pavia recomendando idealmente à Igreja e ao mundo, diante do túmulo deste grande apaixonado de Deus, a minha primeira Encíclica, intitulada Deus Caritas Est”, afiram Bento XVI.

De fato, ela deve muito, sobretudo na sua primeira parte, ao pensamento de Santo Agostinho. Também hoje, como no seu tempo, a humanidade precisa conhecer e sobretudo viver esta realidade fundamental: Deus é amor e o encontro com ele é a única resposta às inquietações do coração humano. Um coração habitado pela esperança, talvez ainda obscura e inconsciente em muitos dos nossos contemporâneos, mas que para nós cristãos abre já hoje ao futuro, a ponto que São Paulo escreveu que “na esperança somos salvos” (Rm 8, 24). “Quis dedicar à esperança a minha segunda Encíclica, Spe Salvi, e também ela é amplamente devedora a Agostinho e ao seu encontro com Deus”, afirma Bento XVI.

Num bonito texto Santo Agostinho define a oração como expressão do desejo e afirma que Deus responde alargando a Ele o nosso coração. Por nosso lado, devemos purificar os nossos desejos e as nossas esperanças para acolher a doçura de Deus (cf.In I Ioannis, 4, 6). De facto, só ela, abrindo-nos também aos outros, nos salva. Rezemos portanto para que na nossa vida nos seja concedido todos os dias seguir o exemplo deste grande convertido, encontrando como ele em cada momento da nossa vida o Senhor Jesus, o único que nos salva, purifica e concede a verdadeira alegria, a verdadeira vida.

Fonte: Comunidade Shalom

Bartolomeu: Modelo para quem quer se deixar conduzir pelo Senhor!

Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos.

Bartolomeu nasceu em Caná, na Galiléia, uma pequena aldeia a quatorze quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra “bar” que dizer “filho” e “tholmai” significa “agricultor”. Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias.

Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: “Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento”.

Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu a sua ascensão ao céu.

Anúncio da Boa-Nova

Depois de Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia.

Superou dificuldades incríveis, de idioma e cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais doze cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo. Era o dia 24 de agosto de 51.

A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo.

São Bartolomeu, rogai por nós!

Fonte: www.paulinas.org.br

Audiência: invocar o nome de Deus sem hipocrisias
A Sala Paulo VI acolheu cerca de sete mil peregrinos para a Audiência Geral desta quarta-feira (22/08).

Dando continuidade às catequeses sobre os Dez mandamentos, o Papa comentou o segundo: “não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão”.

Trata-se de um convite a não ofender o nome de Deus e evitar um uso inoportuno, superficial, vazio ou hipócrita.

Nome é missão
Na Bíblia, o nome representa a verdade íntima das coisas e, sobretudo, das pessoas. Alguns personagens bíblicos recebem um novo nome ao serem chamados por Deus para realizar uma missão, como Abraão e Simão Pedro.

Em concreto, conhecer o nome de Deus significa experimentar a transformação da própria vida: pensemos no Batismo, onde recebemos uma vida nova, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.

O Pontífice então deu uma “tarefa” aos adultos: que ensinem as crianças a fazer bem o sinal da cruz. “É o primeiro ato de fé de uma criança”, reiterou.

Sem hipocrisias
Todavia, advertiu o Papa, é possível viver uma relação falsa com Deus, como faziam os doutores da lei. Portanto, esta Palavra do Decálogo é justamente o convite a uma relação com Deus sem hipocrisias, a uma relação na qual entregamos a Ele tudo aquilo que somos.

É preciso deixar de lado a teoria e tocar o coração, como fazem os santos e as pessoas que dão um testemunho de vida coerente. Assim, o anúncio da Igreja será mais ouvido e resultará mais crível.

“ Cristo em nós e nós Nele. Unidos. Isso não é hipocrisia, é verdade. Isso não é rezar como um papagaio, é rezar com o coração, amar o Senhor. ”

Deus jamais diz “não”
A partir da cruz de Cristo, prosseguiu, ninguém pode desprezar si mesmo e pensar mal da própria existência. “Ninguém e nunca! Porque o nome de cada um de nós está sobre os ombros de Cristo.”

Francisco então concluiu: “Qualquer pessoa pode invocar o santo nome do Senhor, que é Amor fiel e misericordioso, em qualquer situação se encontre. Deus jamais dirá ‘não’ a um coração que O invoca sinceramente”.

ATUAL CONTEXTO, PRINCIPAIS DESAFIOS.

Dentre as realidades que encontramos na Igreja talvez o celibato seja uma das menos compreendidas e mais questionadas. Na causa de tal situação pode-se verificar vários fatores, dentre os quais se destaca o atual contexto erotizado, onde se faz uma equivocada interpretação da sexualidade humana, o materialismo que pretensiosamente dissemina a mentalidade da construção de “paraísos terrestres”, o hedonismo, que ilusoriamente quer nos levar a acreditar que a verdadeira felicidade esta no prazer pelo prazer, e o ateísmo prático, onde se diz crer em Deus, mas, se vivi como se Deus não existisse.

Tal situação favorece questionamentos do tipo: “Se Deus fez o homem e a mulher um para o outro, porque tem gente na Igreja que não se casa?” “Se o instinto sexual é algo natural no ser humano, não séria contra a natureza humana abster-se do mesmo?” “Será que, se os Padres pudessem casar, não resolveria o problema dos escanda-los na Igreja?” “Porque os padres não se casam, se os Apóstolos eram casados?”

Essas são apenas algumas das muitas questões com as quais se “bombardeia” esse estado de vida. Faz-se, então necessário conhecer melhor essa vocação, não somente para dar adequadas respostas, mas, principalmente contemplar o mistério e a beleza presentes na mesma, pois, o celibato é um dom, um chamado e não uma invenção humana, que só será compreendido na ótica da fé.

OS FUNDAMENTOS BÍBLICOS DO CELIBATO.

O celibato não é algo desprovido de fundamentos Bíblicos, pois, se em alguns trechos a Bíblia diz, que “o homem deve deixar sua casa e unir-se a sua mulher” (GEN 2,22) e que “os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a Igreja e que as esposas devem ser submissas aos maridos, como a Igreja é a Cristo” (EFE 5,25-33), em outros ela “Bíblia”, também traz a possibilidade do celibato, como por exemplo, o profeta Jeremias, o único celibatário descrito no Antigo testamento (JER 16,1-3), já no Novo testamento podemos destacar São Paulo (1COR 7,1-39) e principalmente o próprio Jesus.

Nesse sentido destaca-se a passagem do evangelho de Mateus que diz:

Com efeito, há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. E há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do reino os céus. Quem tiver capacidade para compreender, compreenda!” (MT19,12).

Temos aqui três situações diferentes, que para serem mais bem compreendidas devem-se levar em consideração que os eunucos eram funcionários da nobreza, castrados a fim de cuidarem das mulheres da realeza, a partir disso se entende que Jesus se serve dessa realidade comum em sua época para ensinar, que alguns seriam “eunucos desde o ventre”, ou seja, não contrairião o matrimônio devido a questões naturais, tais como circunstâncias fisiológicas ou psicológicas; outros seriam “feitos eunucos pelos homens”, isto é, por alguma circunstância provocada pelo próprio homem, seriam impossibilitados para o matrimônio e outros que “se fariam eunucos por causa do reino dos céus”, esta terceira situação corresponde aqueles que mediante ao chamado (dom de Deus), optam em exercício consciente de sua liberdade por não contrair o matrimônio, a fim de fazer uma entrega a Deus com um “coração indiviso estando assim mais disponíveis para viver a intimidade com Deus e mais livres para o serviço do reino.

A HISTÓRIA DO CELIBATO.

O celibato, apesar de não ser um dogma (impassível de mudanças) é algo assumido pela disciplina da Igreja, sendo que isso não ocorreu “da noite para o dia”, é antes fruto de discernimentos feitos a partir da prática pastoral e discussões teológicas, em outras palavras, se trata de algo amadurecido, fundamentado teológica e espiritualmente. Para verificar isso basta recorrer à história da igreja, o que nos levará também a entender mais a posição do magistério em relação a tal realidade, pois, muitas vezes não se compreende melhor o presente por não se conhecer mais o passado.

É certo que na Igreja primitiva os padres e até mesmo Papas tinham esposas, toda via, há de se considerar também, que nesse período o celibato não era uma realidade inexistente, é o caso, por exemplo, já citado do Apostolo São Paulo, ou seja, no período Apostólico, apesar do celibato não ser algo canonicamente obrigatório para os ministros ordenados, na prática já era algo assumido por alguns.

No ano de 295 a 302 d.C, ocorreu o concílio de Elvira que definiu o celibato obrigatório, contudo, somente a nível local. Em 323 o concílio de Nicéia orientou os membros do clero a não morar com mulheres, a não ser que fossem parentes como, a mãe, a tia, ou irmãs. Entre os anos de 440 a 461, Leão Magno instituiu várias leis em relação ao Celibato, sendo que em 451 o concílio de Calcedônia determinou oficialmente o celibato para monges e virgens. No século XI, devido a um período de degradação moral do clero, os Papas Leão IX (1139-1054) e posteriormente Gregório VII (1073-1085) ampliaram as leis do celibato. Em 1139, no primeiro concílio de Latrão, essas leis quanto ao celibato clerical foram reforçadas. Deve-se levar em consideração que neste período, o celibato já era aceito e visto pela maioria como algo necessário. O quarto concílio de Latrão (1215) assume a mesma postura. Mas, é somente no concílio de Trento (1545-1563), que o celibato é definido como uma disciplina obrigatória para toda igreja Latina, inclusive para o clero secular. Ainda reafirmando essa decisão e orientando quanto a mesma temos, a encíclica Sacra Virginitas de Pio XII (1965), o documento Presbyterum ordinis n.16 e Optatum totius,n.10, a encíclica Sacerdotales caelibus do Papa Paulo VI de 1967, e de 1971  Sacerdotio ministerial.

EQUIVOCOS SOBRE O CELIBATO.

Celibato é Castração?

Não, pois, devemos considerar que a energia sexual, denominada pela psicanálise como libido não encontra no ato sexual sua única maneira de expressão, ou seja, esta pode sadiamente ser expressa de outras maneiras, em outras palavras, o celibatário se abstem do ato sexual, não porque, esteja reprimindo seus instintos, ou, seja impotente, mas, faz isso por motivos “mais altos”, isto é, por motivações espirituais e teológicas, isso significa que nesse caso o desejo sexual natural do ser humano não é ignorado ou negado, mas, direcionado para uma “fecundidade espiritual” na vivência de uma “paternidade ou maternidade espiritual” que se dá por meio de uma doação integral em prol do reino de Deus, o que garante um relacionamento sadio com a realidade sexual desde o ponto de vista da fé como também da ciência.

Castidade e celibato são a mesma coisa?

Apesar de inseparáveis são coisas diferentes. Celibato é uma forma particular de viver a castidade, e está é por sua vez , uma virtude necessária em todos os estados de vida, ou seja, tanto o celibatário como aquele que discerniu pelo matrimônio, mesmo que de maneiras diferentes, precisam viver a castidade, pois, é ela que protege o amor do egoísmo, nos levando a amar na verdade, ou seja, a um amor autêntico, em suma, a castidade é essencial para a vivência do amor no celibato e este é uma forma de expressão da mesma.

Ser celibatário é ser “Solteirão”?

O celibatário não é um isolado, um antisocial, ou alguém que não assumiu o matrimônio motivado por egoísmos, ou que ficou travado em suas relações afetivas devido a decepções ao longo de sua história, mas, se trata de uma pessoa, que de maneira livre e generosa vive o amor em sua relação com Deus e com os irmãos, ou seja, que não se omite do compromisso de amar, da vivência da esponsalidade, em resumo, a pessoa do celibatário não é “solta”, descomprometida, fechada em si mesma, não é aquela que não consegue amar, mas aquela comprometida com o bem de todos, em outras, é aquela que ama muito.

O celibato é só para Padres?

Não, pois, há homens e mulheres que assumindo um carisma, um dom, um chamado deixam tudo, inclusive a possibilidade do matrimônio, por causa do reino dos céus, no entanto, não aspiram ao sacerdócio, em outras palavras, todo sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana é celibatário, mas, nem todo celibatário é chamado ao sacerdócio ministerial.

CELIBATO, SINAL DE CONTRADIÇÃO.

A vocação do celibato não será compreendida e nem tão pouco aceita por todos, como dar a entender o próprio Jesus ao dizer:

Nem todos são capazes de compreender essas palavras, mas, só aqueles a quem é concedido.”(MT 19,11)

Compreende-se assim a partir desse trecho Bíblico que o celibato é uma manifestação “da sabedoria da Cruz, que para este mundo é loucura” (1Cor 1,18), é profecia de uma realidade que será vivida plenamente no céu ,mas, que de algum modo já é vivida e anunciada aqui, como  sinal que aponta para aquilo que esta por vir, em outras palavras, a vida do celibatário é uma profecia que anuncia que fomos feitos para uma núpcia eterna com Deus, por isso, é algo valido para toda e qualquer época, porque, não possui seus fundamentos na chamada “evolução do pensamento”, mas, numa realidade sobrenatural, no querer de Deus. A partir disso se conclui, que o celibato não esta ultrapassado,      “fora de moda”, somente, não esta sendo compreendido em seu real significado, ou seja, não esta sendo visto como o mistério Divino que é.

Então, se você se sente chamado a tão grande vocação, a conhecer e “mergulhar” mais em tão grandioso mistério, não tenha medo de aprofundar seu discernimento, mesmo que para isso tenha que “remá contra a maré” de algumas atuais mentalidades, não tenha medo de correr o risco de ser incompreendido (a), rejeitado (a) e até mesmo taxado de louco (a), lembre-se que a verdadeira felicidade e liberdade, esta em fazer a vontade de Deus. Recordemos sempre que se Deus nos chama também nos dará a graça para respondermos, se nos pede também nos dará a graça para realizarmos, afinal de contas este estado de vida, apesar de se concretizar por meio do sim de homens e mulheres, não é iniciativa humana, se fosse seria um desastre! Trata-se antes, de um dom de Deus, de um chamado, de uma realidade sonhada, realizada e sustentada por Ele! Por isso, resta-nos em uma atitude de gratidão dizer o que já dizia São Paulo: “se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (ROM 8,31)  ou  ainda como mesmo Apostolo dizer; “tudo posso naquele que me fortalece”. (FIL 4,13)

Deus o Abençoe! Abraços Fraternos!

MISSIONÁRIO: Seminarista Bruno Oliveira Pereira

Catequese II: As famílias à luz da Palavra de Deus

Catequese II: As famílias à luz da Palavra de Deus.

“Ajudai, ó Mãe, a nossa fé. Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada. Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa. Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-Lo com a fé. Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer. Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado. Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho. Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor!” (Papa Francisco, Encíclica Lumen fidei 29 de junho de 2013)

O ícone evangélico que é o pano de fundo dessas catequeses imediatamente nos torna conscientes do significado religioso da Sagrada Família de Nazaré. Enquanto lemos no Evangelho de Lucas, todos os anos, pontualmente para a festa da Páscoa, José e Maria com Jesus vão ao templo de Jerusalém para cumprirem juntos, seu ato de fé. Estamos diante de uma família em que todos os membros, pai, mãe e filho, juntos realizam uma longa jornada, com todas as dificuldades e os imprevistos do tempo (tanto que, no caminho de volta, Jesus se perdeu), para comemorar seu ato de ação de graças pascal a Deus pela libertação que Ele trouxe para o povo de Israel da escravidão no Egito. É uma família que, ao lembrar o amor salvador de Deus, a torna viva e ativa no presente em vista de um futuro em que a fidelidade divina dará plenitude e satisfação à Sua promessa.

A peregrinação não é apenas um simples ato devocional e religioso que faz parte das tradições do próprio povo. Certamente, não é uma novidade ver as famílias completas de cada membro participar de festas religiosas que chamam a atenção de comunidades inteiras, como a festa do Padroeiro ou os eventos religiosos que caracterizam algumas culturas em seu viver, os tempos fortes do ano litúrgico, especialmente o Natal, a Semana Santa e a Páscoa.

O que a Sagrada Família faz não é apenas um ato tradicional, mas algo que revela um importante “background” do qual estamos conscientes através dos mesmos relatos evangélicos anteriores a narração desse episódio. Tanto Maria quanto José são desafiados por uma Palavra que, vindo do Alto de um modo inesperado e 2 surpreendente, provoca uma resposta de fé. A leitura inexperiente dos dois relatos evangélicos, a de Lucas sobre Maria e a de Mateus sobre José, nem sempre faz compreender a adesão total da fé dos dois ao misterioso projeto divino. Muitas vezes, damos por certo e óbvio a aparição do anjo a Maria em sua casa em Nazaré e a José no sonho, e nos parece normal que os dois deem o seu consentimento.

Na realidade, as duas histórias do Evangelho pretendem transmitir um encontro com o divino e Seu consequente chamado envolvido num mistério tão profundo que as palavras não poderiam expressar. Lucas não fala de aparição, mas usa a expressão “entrou onde ela estava” (Lc 1, 28), enquanto Mateus, ao escrever “apareceu-lhe em sonho um anjo do Senhor” (Mt 1.20), afirma que não é tão evidente a manifestação do divino porque na verdade acontece no sonho.

Portanto, não é a chamada “teofania” a mensagem central dos dois evangelistas, mas é a Palavra de Deus que desafia o coração de Maria e o coração de José a uma resposta total que marcará toda a vida deles. Tal Palavra comunica, informa, os torna conscientes de eventos novos, extraordinários e inesperados, mas acima de tudo quer criar um relacionamento com a pessoa interpelada. Para ambos, Deus comunica a mesma Palavra: “Não tenha medo”(Lc 1, 30, Mt 1.20).

A este respeito, iluminantes são as palavras do Papa Francisco em Amoris laetitia: «A Palavra de Deus não se mostra como uma sequência de teses abstratas, mas sim como uma companheira de viagem também para as famílias que estão em crise ou atravessam alguma dor, e lhes indica o objetivo da jornada, quando Deus “Isso enxugará toda lágrima de seus olhos e não haverá mais morte nem luto, nem lamentação ou problema” (Ap 21,4)» (Al 22). Se Maria e José vão todos os anos ao templo de Jerusalém para a festa da Páscoa, dispostos ao sacrifício e os imprevistos que implica uma viagem daquele tempo, levando com eles Jesus, é porque eles fizeram e continuaram a experimentar a Palavra de Deus em sua vida concreta.

Toda a história é uma trama tecida pelo mesmo fio que é a Palavra. É a Palavra que os leva a dar à luz o Filho na gruta de Belém, realizando o que a Bíblia profetizou em Miqueias: «E tu, Belém, terra de Judá, não é, de modo algum, a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá um príncipe, que apascentará o meu povo Israel» (Mt 2,6); É a mesma Palavra que os convida a fugir para o Egito para salvar Jesus das mãos de Herodes (Mt 2:13); e novamente é a Palavra que os faz retornar à terra de Israel na morte de Herodes (Mt 2: 19-23).

A Sagrada Família com suas vicissitudes ensina-nos a todos que a Palavra de Deus não é uma transmissão de verdades religiosas ou uma catequese ou um ensinamento de normas morais para serem postas em prática; A Palavra é uma relação viva e profunda com Deus que se torna história na vida de cada família.

É por isso que o lugar próprio originário em que a narração da experiência da Palavra divina é transmitida, é precisamente a família, como reitera o próprio Papa Francisco: «A Bíblia também considera a família como a sede da catequese dos filhos. Isto resplandece na descrição da celebração da Pascal (ver Ex 12: 26-27, Dt 6: 20-25), e em 3 seguida foi explicado na hagadá judaica, isto é, na narração dialógica que acompanha o rito da ceia pascal. Ainda mais, um Salmo exalta o anúncio familiar da fé: “O que ouvimos e conhecemos e nossos pais nos disseram que não o manteremos escondido de nossos filhos, contaremos à geração futura as ações gloriosas e poderosas do Senhor e as maravilhas que ele realizou. Ele estabeleceu um ensinamento em Jacó, colocou uma lei em Israel, que ordenou aos nossos pais que faça conhecer aos seus filhos, para que a geração futura conheça os filhos que nascerão. Eles se levantarão para contar a seus filhos” (78,3-6). Portanto, a família é o lugar onde os pais se tornam os primeiros mestres da fé para os seus filhos.

É uma tarefa “artesanal”, de pessoa para pessoa: “Quando seu filho num amanhã lhe perguntará […] tu lhe responderás” (Ex 13,14)» (Al 16). Estamos tão acostumados a reduzir a transmissão da fé apenas ao ensino das normas, da verdade, das práticas religiosas, esquecemos que a fé é uma experiência viva e concreta de Deus. Mas se essa experiência não é realizada e não se faz carne nas quatro paredes da casa, a fé cristã é limitada apenas a um mero ato religioso ritualístico dentro dos edifícios de nossas igrejas com pouquíssimas ressonâncias na realidade quotidiana. É comum o lamentar-se que, muitas vezes, as crianças e os jovens de hoje, completando o processo de iniciação cristã com admissão aos sacramentos, já não frequentam mais as paróquias, deixam de entrar nas igrejas para qualquer ato litúrgico, nem mesmo aos ditos “feriados religiosos” de Natal e Páscoa.

Há poucas pessoas que se perguntam como um jovem pode ter o único desejo de ir à igreja se ele não experimentar a concretude da Palavra de Deus em casa e na vida de cada dia. É urgente, portanto, mudar o registro e começar de novo como se Jesus Cristo fosse anunciado pela primeira vez. O Papa Francisco insiste, com razão, sobre isso: «Diante das famílias e no meio delas, deve ressoar sempre de novo o primeiro anúncio, que é o “mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário” e “deve ocupar o centro da atividade evangelizadora”.

É o anúncio principal, “aquele que sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra”. Porque “nada há de mais sólido, mais profundo, mais seguro, mais consistente e mais sábio que esse anúncio” e “toda a formação cristã é, primariamente, o aprofundamento do querigma”» (Al 58). Como anunciar o querigma hoje? Mais uma vez, José e Maria abrem caminho para nós. Eles vão a Jerusalém não para uma festa, mas apenas para a Páscoa, que não é apenas a festa mais importante para o povo de Israel, por causa do seu significado, mas é o que toca realmente a vivência concreta da pessoa.

Em outras palavras, os pais de Jesus experimentaram a Páscoa nos acontecimentos de suas vidas; não é uma pura memória do passado, não é apenas uma celebração ritual, mas uma experiência viva de morte e ressurreição na existência deles. Eles certamente não tinham o menor conhecimento e consciência da Páscoa do Filho Jesus, mas sabemos que aqueles que escrevem as histórias do Evangelho sempre começam do querigma, do anúncio  fundamental da morte e ressurreição de Cristo e depois narram todos os outros episódios à luz daquele evento. Maria e José vivem seu ser Família de acordo com os ritmos da Palavra porque estão totalmente enxertados na lógica da pascal.

Da mesma forma, a Palavra de Deus se torna carne em toda chamada Igreja doméstica apenas vivendo o mistério pascal na vida familiar; na verdade, é precisamente a Páscoa de Cristo que dá sabor e gosto de família às nossas casas. E a Páscoa não é uma ideia ou uma verdade ou um anúncio para ser transmitido às famílias, mas já está presente em cada família a partir do dia da celebração do Sacramento do Matrimônio. Seu Sacramento nupcial é a atualização do mistério pascal de Cristo vivo e operante em sua relação de amor.

Quantos esposos cristãos estão cientes dessa verdade extraordinária? Quantos sabem que sua vida conjugal e familiar, em virtude da graça nupcial dada pelo Sacramento do Matrimônio, é uma contínua celebração da Páscoa? A quantos que foram revelados que todos os acontecimentos de sofrimento, de dor e de morte são inerentes a lógica pascal, e é por isso que não há um evento tão doloroso que não seja sempre a penúltima palavra e o prelúdio de uma surpreendente ressurreição?

Se ninguém reparte a Palavra de Deus para eles, quem será capaz de procurar e perceber o Grande Mistério encoberto em sua carne? É por isso que «Os Padres sinodais também evidenciaram que “a Palavra de Deus é fonte de vida e espiritualidade para a família. Toda a pastoral familiar deverá deixar-se moldar interiormente e formar os membros da igreja doméstica, através da leitura orante e eclesial da Sagrada Escritura. A Palavra de Deus é não só uma boa nova para a vida privada das pessoas, mas também um critério de juízo e uma luz para o discernimento dos vários desafios que têm de enfrentar os cônjuges e as famílias”» (Al 227).

Para que nossas famílias se tornem o que são em virtude do Sacramento, é essencial um cuidado pastoral comum que se mova e se mova nesse sentido. É um trabalho artesanal que exige pouca atenção diária que suavize o caminho para uma verdadeira espiritualidade conjugal e familiar. Precioso é, portanto, a contribuição e o apoio dos pastores que são chamados a «encorajar as famílias a crescer na fé. Por esta razão, é bom exortar as frequentes confissões, a direção espiritual, a participação em retiros. Mas não devemos esquecer de convidar para criar espaços semanais de oração familiar, porque “uma família que reza unida permanece unida”.

Além disso, quando visitamos as casas, devemos convidar todos os membros da família a um momento para rezar uns pelos outros e para confiar a família às mãos do Senhor. Ao mesmo tempo, convém incentivar cada um dos cônjuges a reservar momentos de oração a sós diante de Deus, porque cada qual tem as suas cruzes secretas. Por que não contar a Deus o que turba o coração ou pedir-Lhe a força para curar as próprias feridas e pedir as luzes necessárias para poder cumprir o próprio compromisso?» (Al 227).

Mais que ensinar ou instruir ou educar, o papa Francisco frequentemente fala de “encorajar” porque ele sabe que a arte do verdadeiro mestre não é apenas a do saber ensinar, mas sobretudo a de infundir força diante das dificuldades e de saber transmitir mais com o coração do que com a razão o que queremos dar ao outro. O Santo Padre está bem ciente de que é preciso muita coragem para começar uma família, e ele mesmo está muito surpreso (o escreve no início de Amoris laetitia) que «apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio “o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens, e isto incentiva a Igreja”» (Al 1).

Rezar, então, diante de um drama familiar, como a perda súbita de um filho ou a morte prematura do próprio cônjuge ou a perda de trabalho de ambos ou a forte crise de um casal, não é tão fácil e óbvio. Se não se entra na lógica do mistério pascal sempre vivo e ativo em cada matrimônio, os ensinamentos se tornam palavras que voam facilmente no primeiro sopro de vento. É necessário muito encorajamento; mas também precisamos de testemunhos concretos que suavizem o caminho e mostrem que em Cristo morto e ressuscitado tudo é possível. Qual melhor testemunho de vida podemos encontrar mais da Família de Nazaré.

As famílias «Como Maria, são exortadas a viver, com coragem e serenidade, os desafios familiares tristes e entusiasmantes, e a guardar e meditar no coração as maravilhas de Deus (cf. Lc 2, 19.51). No tesouro do coração de Maria, estão também todos os acontecimentos de cada uma das nossas famílias, que Ela guarda solicitamente. Por isso pode ajudar-nos a interpretá-los de modo a reconhecera mensagem de Deus na história familiar» (Al 30). A Palavra de Deus, portanto, dá a cada família a sabedoria da vida e a luz necessárias para poder interpretar cada acontecimento familiar, grande ou pequeno que seja, e assim provar o prelúdio daquelas Núpcias Eternas ao qual cada família sempre foi chamada.

Em Família

Para refletir

1. Por que a Palavra de Deus muitas vezes é vista em nossas famílias como algo distante, puramente religiosa e incompreensível? Quais são as causas e quais são as propostas possíveis? 2. Raramente uma família, em momentos de dificuldades profundas e de uma crise severa, se volta para encontrar luz e apoio na Palavra de Deus. O que está faltando e o que pode ser feito?

Prática

1. Houve assuntos familiares em que a Palavra de Deus realmente se encarnou em sua casa? Conte.

2. Se celebra a Páscoa em família apenas se a vivemos. Dar gosto pascal aos acontecimentos familiares é como provar o vinho novo das bodas de Cana. À luz da catequese, você experimentou o mistério pascal vivo e operante na vossa casa?

Na Igreja

Para refletir

1. Se “a Bíblia é povoada por famílias” (Al 8), como o Papa Francisco nos diz, por que a Sagrada Escritura é vista como abstrata e distante das famílias atuais? Qual o cuidado pastoral, ou melhor, qual espiritualidade falta em nossas comunidades cristãs?

2. Nós estamos testemunhando cada vez mais uma frequência menor de católicos em nossas liturgias e muitas vezes paramos neste sintoma de sinal externo de um problema mais profundo. Como a Igreja poderia ou deveria enfrentar essa situação?

Prática

1. Como se certificar de que a Bíblia não só entre, ou seja lida nas casas, mas se torne uma verdadeira luz para as famílias?

2. Estamos mais preocupados em celebrar o mistério pascal em nossas igrejas e menos tornando-o vivo nas famílias? Quais poderiam ser as propostas para uma mu dança de mentalidade?

 

Fonte: www.vaticannews.va

Argentina: Rejeitado projeto de lei que legaliza o aborto
Com 38 votos contra e 31 a favor, o Senado argentino rejeita o projeto de lei sobre a interrupção voluntária da gravidez. Na Argentina, portanto, o aborto continua ilegal.

A legislação

O principal elemento de novidade da lei recém-rejeitada era a possibilidade para todas as mulheres de interromperem a gravidez até a 14ª semana. A legislação atual, no entanto, autoriza o aborto apenas quando a gravidez é resultado de estupro ou se exista perigo para a vida da mãe.

A posição da igreja

Sobre a escolha certamente influenciou a posição compacta em favor da vida e contra a proposta de lei por parte da Igreja argentina, em todos os seus componentes. Precisamente no dia de ontem, foram celebradas missas pela vida em muitas cidades, começando pela capital de Buenos Aires.

Nenhuma nova proposta

A rejeição pelo Senado significa que por um ano não será possível reapresentar uma nova proposta de lei sobre o mesmo assunto. Além disso, 2019 será um ano eleitoral e, portanto, pouco apropriado para o exame de temas com um conteúdo de forte tensão social, como a interrupção da gravidez.

A campanha pelo aborto foi marcada por grande polarização na sociedade argentina. Movimentos estudantis e feministas organizaram diversas passeatas às vésperas da votação na Câmara de Deputados, em junho, e fizeram do verde um símbolo do direito de interromper a gravidez, sublinham as agência internacionais de notícias. Em resposta, setores religiosos organizaram marchas com o azu-celeste, da bandeira argentina, pedindo a defesa das duas vidas; da mãe e da criança.

Fonte: www.vaticannews.va

Santidade não é algo pronto, mas, um projeto em construção!

Quando buscamos conhecer com mais profundidade e realismo a história da Igreja católica, fundada por Cristo, percebemos que a santidade será, sempre, um projeto possível. O convite explícito à santidade feito por Jesus terá sua validade em todos os tempos, em todos os lugares e, para todas as pessoas que querem segui-lo com radicalidade. Em todos os séculos, não obstante as tribulações enfrentadas pelas comunidades eclesiais, a santidade de muitos batizados e batizadas sobressaiu de maneira luminosa. Afirma o Papa Francisco: “Com efeito, a chamada à santidade está patente, de várias maneiras, desde as primeiras páginas da Bíblia; a Abraão, o Senhor propô-la nestes termos: «anda na minha presença e sê perfeito» (Gn 17,1).(GE 1)

Torna-se incalculável o número de pessoas que não tiveram medo de entregar a vida, radicalmente, no seguimento de Jesus Cristo, fonte de toda santidade. A própria Sagrada Escritura nos mostra isso de forma magistral quando fala dos que tiveram suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro. “Então, um dos Anciãos falou comigo, perguntando: ‘Estes, que estão vestidos com túnicas brancas, quem são e de onde vieram?’ Eu respondi: ‘Tu é que sabes, meu senhor’. Ele então me disse: ‘Estes são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro.’” (Apoc. 7, 13-14)

Diz o Papa: “E, entre tais testemunhas, podem estar a nossa própria mãe, uma avó ou outras pessoas próximas de nós (cf. 2 Tm 1, 5). A sua vida talvez não tenha sido sempre perfeita, mas, mesmo no meio de imperfeições e quedas, continuaram a caminhar e agradaram ao Senhor”. (GE 3) No projeto de construção da santidade importa correr com perseverança, sem perder o foco do essencial: “Corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fixos em Jesus, autor e consumador da nossa fé.” (Hb12.1-2)

Faz bem compreender que o gostoso de uma festa não é a celebração da festa em si, mas, a preparação dela. Um fato a ser celebrado tem sempre um antes, um durante e, um depois. Se o sentido maior de um evento fosse tão somente a sua celebração, tudo estaria terminado com a sua realização. Pelo contrário, a festa é boa quando precedida por uma planificação consistente, bem ordenada, contemplando o que é viável, oportuno, necessário, etc. E, durante a preparação de uma festa, tantas são as situações difíceis e desafiadoras que vão aparecendo. Todavia, não são as dificuldades que nos farão desanimar.

Assim acontece no projeto de construção da santidade. Santidade, não é um “pacote pronto” que se pode comprar. Santidade é um caminho a ser percorrido, não sem dificuldades e enfrentamentos, evidentemente. Na construção da santidade virão as tempestades e soprarão os ventos contra nós, mas, se o fundamento da nossa opção pela santidade for Cristo Ressuscitado, tudo encontrará n’Ele a sua consistência essencial. Portanto, santidade diz de construção com empenho, com determinação, com coragem, com criatividade, com ousadia e, constância. Santidade é luta cotidiana. Afirma o Papa na Exortação: “Para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque «esta é, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santificação» (1 Ts 4, 3). Cada santo é uma missão; é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho. (EG 19)

Quanto mais claros e consistentes forem os nossos objetivos na construção da santidade, tanto mais beleza e sentido encontraremos na caminhada. Enquanto Deus nos permitir viver, o projeto de santidade será uma construção permanente. Em Cristo, o caminho de santidade será construído com muito amor, carinho, dedicação, criatividade e muita ousadia. Afirma o Papa Francisco: “Ao mesmo tempo, a santidade é ousadia, é impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo. Para isso ser possível, o próprio Jesus vem ao nosso encontro, repetindo-nos com serenidade e firmeza: «não temais!» (Mc 6, 50). «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20).

Padre Renato

Reflexão sobre a Exortação Apostólica Gaudete et Exultate.

Papa: fim de semana com os jovens, em vista do Sínodo.

Setenta mil jovens italianos de 16 a 19 anos participarão neste fim de semana (11 e 12/08) em Roma de dois eventos com a presença do Papa Francisco em vista do Sínodo da Juventude de outubro próximo.

Evento vai movimentar a cidade
O primeiro encontro será no Circo Máximo (centro histórico da cidade) e o segundo, na Praça São Pedro. No total, espera-se a participação de mais de 100 mil jovens de todo o país. 195 dioceses estão envolvidas na programação.

“Falamos de algo que está movimentando toda a Península, invadida por um exército unido e pacífico”, disse o Presidente da CEI (Conferência Episcopal Italiana) e arcebispo de Perugia, Cardeal Gualtiero Bassetti, apresentando o evento à imprensa, terça-feira (07/08).

120 bispos participarão da peregrinação
A escolha da Igreja, explicou, quer ser “uma grande pedagogia”. Em relação às peregrinações que os jovens estão fazendo nestes dias do norte ao sul da Itália, disse que “caminhar juntos é formativo para os jovens: lado a lado com o outro, em silêncio, entram em si mesmos longe da frenesia da vida cotidiana”.

“Pedagógica é também a modalidade das peregrinações, que não são apenas uma visita aos lugares, mas também às pessoas, aos santos do território, aos lugares do sofrimento”, observou o cardeal. Caminhando com os jovens, estarão também 120 bispos.

Primavera da humanidade
“É a melhor maneira de se preparar para o Sínodo; os jovens não são um objeto no qual a Igreja está interessada, mas um sujeito vivo. Estamos esperando muito destes encontros”, acrescentou o Presidente da CEI, “porque queremos ouvir uma nova mensagem do Papa. Os jovens que marcham em direção a uma primavera de história e humanidade. E nós vamos junto com eles”.

“ Nos dias 11 e 12 de agosto, serão envolvidos também os jovens migrantes, que poderão participar graças à ajuda nas despesas para viagem e a um par de sapatos novos, presenteados para a caminhada ”

Papa: envio e benção dos dons italianos
Ainda sobre o programa, Pe. Michele Falabretti, responsável da pastoral juvenil na CEI, adiantou que haverá eventos de espiritualidade (vigílias de oração), cultura e arte (um percurso em meio a obras de Caravaggio, na igreja de São Luis dos Franceses). Ao final da missa de domingo, na Praça São Pedro, o Papa vai confiar aos jovens o mandato missionário, abençoar uma imagem de Nossa Senhora de Loreto e uma cópia do crucifixo de São Damião que desde a JMJ de 1987 em Buenos Aires, são os dons oferecidos pela Igreja italiana às Jornadas. Abençoadas domingo, acompanharão a delegação jovem italiana ao Panamá, em janeiro de 2019.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Fonte: www.vaticannews.va

Papa: “Sucesso, poder e dinheiro são idolos que escravizam”

Dando continuidade às catequeses sobre os Dez mandamentos, nesta quarta-feira (08/08) o Papa Francisco aprofundou o tema da idolatria, refletindo sobre o bezerro de ouro, narrado no Livro do Êxodo.

A tradicional audiência geral foi realizada na Sala Paulo VI, onde o ar condicionado aliviou o calor do Papa e das 7 mil pessoas participantes. Ilustrando o trecho bíblico do Êxodo, apresentado no início do encontro, o Papa disse que o Povo de Israel estava no deserto, angustiado sem água e alimentos, esperando Moisés que subira ao monte para encontrar o Senhor.

“ O povo queria certezas e pediu a Araão que construísse um ídolo ‘sob medida e mudo’, identificável, que fosse um guia ”

Assim como o deserto é uma imagem da vida humana incerta e sem garantias, a natureza humana, para fugir da precariedade, procura uma religião com a qual se orientar: é a eterna tentação de fazer um ‘deus sob medida’.

As tentações de sempre!
Araão não sabe dizer ‘não’ e cria o bezerro de ouro, que tinha um duplo sentido no Oriente antigo: por um lado, representava fecundidade e abundância; por outro, energia e força.

“São as tentações de sempre! O bezerro de ouro é o símbolo de todos os desejos que oferecem a ilusão da liberdade, mas acabam por escravizar”.

“Tudo isso – completou Francisco – nasce da incapacidade de confiar antes de tudo em Deus, de depositar Nele nossas inseguranças, de deixar que seja Ele a dar a verdadeira profundidade aos anseios de nosso coração. Sem o primado de Deus, facilmente cai-se na idolatria e contenta-se de poucas seguranças”.

A escravidão do pecado
O bezerro de ouro representa, desse modo, a falta de confiança em Deus, deixando-se levar pelas tentações que conduzem à escravidão do pecado: poder, liberdade, riqueza, etc.
“Quando acolhemos o Deus de Jesus Cristo, descobrirmos que reconhecer a nossa fragilidade não é a desgraça da vida humana, mas a condição para abrir-se Àquele que é realmente forte. A liberdade do homem nasce justamente permitindo que o verdadeiro Deus seja o único Senhor. Isto nos faz aceitar nossa fragilidade e rechaçar os ídolos do nosso coração”.

Reconhecer a nossa fragilidade e receber a força do Alto
Terminando a catequese, o Pontífice concluiu que “como nos mostrou Jesus, o Deus verdadeiro é Aquele que se faz pobre para nos tornar participantes da sua riqueza. É um Deus que se mostra fraco, pregado na Cruz, para nos ensinar que devemos reconhecer a nossa fragilidade, pois é ali onde encontramos a força do Alto que nos enche com o seu amor misericordioso”.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Fonte:www.vaticannews.va

Aborto: leia o discurso da CNBB no STF

Brasília – CNBB

O bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers, representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na audiência pública desta segunda-feira (06/08) que debate a descriminalização do aborto. Neste segundo dia de exposições, a CNBB foi uma das 26 entidades que puderam apresentar argumentos quanto à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que discute a descriminalização da interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana da gravidez.

Em sua fala, dom Ricardo tomou como base a nota da CNBB “Pela vida, contra o aborto”, divulgada em abril de 2017. O bispo apresentou razões de ordem ética, moral e religiosa para manter a legislação como está, destacou a importância de considerar os reais sujeitos a serem tutelados e citou propostas alternativas à prática, como o apoio da Igreja.

Também representou a entidade o padre José Eduardo de Oliveira, da diocese de Osasco (SP), que questionou a tramitação da ação e apresentou estatísticas reais em relação ao aborto no mundo.

Leia na íntegra:
Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande/RS:
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 442
DISTRITO FEDERAL PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”

(Didaquê, século I)

Exma. Sra. Ministra Carmen Lúcia, Presidente deste Supremo Tribunal Federal, Exma. Sra. Ministra Rosa Weber, relatora da ADPF 442, Sres. Ministros, Senhoras e Senhores,

1. Razões de ordem ética, moral e religiosa

Eu quero iniciar com um ato de agradecimento à Sra. Exma. Ministra Rosa Weber, que no primeiro dia dessa Audiência a Sra. reconheceu que: “trata-se de um tema jurídico delicado, sensível, altamente polêmico enquanto envolvem razões de ordem ética, moral e religiosa”. Diante disso é estranho, mas querem nos desqualificar como fanáticos e fundamentalistas religiosos impondo sobre Estado Laico uma visão religiosa.

o Onde está o fundamentalismo religioso em aderir aos dados da ciência que comprovam o início da vida desde a concepção?

o Onde está o fanatismo religioso, em acreditar que todo atentado contra a vida humana é crime?

o Onde está o fundamentalismo religioso em dizer que queremos políticas publicas que atendam saúde das mães e os filhos?

Por isso, a “Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reitera sua posição em defesa da vida humana com toda a sua INTEGRALIDADE (dado científico), DIGNIDADE (Art. 1º da Const.) e INVIOLABILIDADE (Art. 5º da Const.), desde a sua concepção até a morte natural” (Nota CNBB, 11/04/2017).

Isso é o mínimo de razoabilidade aceitável que nos permite estar aqui para discutirmos este tema com a recta ratio.

1. Considerar os reais sujeitos a serem tutelados

Não podemos tratar o assunto negando, deletando, ignorando a existência do bebê. Parece que estamos falando de uma vesícula biliar, de um rim, ou um adendo que precisamos extirpar, que está causando a morte das mulheres. O foco está errado!!! Se é um problema de saúde publica, deve ser tratado e solucionado como tal. Mas não foram poucas vezes que ouvi nesta Audiência a ideia de que é necessário que a mulher supere e transcenda a imposição do papel materno. A ideia do desengravidar as mulheres… isso Exma. Ministra, não tem nada a ver com os artigos 124 e 126 do Código Penal.

Mas a questão jurídica dos números 124 e 126 do Código Penal foi recepcionada sim, por todas as mães que, pensaram em abortar, mas não o fizeram lembrando que é um atentado contra a vida. Se negarmos isso, negaremos a capacidade de discernimento de todas as mulheres que optaram por não abortar para salvaguardar seus filhos. O desacordo não é jurídico. Desabilitando os já referidos números do código penal, este STF estaria desacreditando na consciência reta que tutela a vida mais frágil e inocente que é a do bebê.

O problema que ninguém quer nominar esse inocente. Ele foi apagado, deletado dos nossos discursos para justificar esse intento em nome da autonomia e liberdade da mulher. Mas, a criança em desenvolvimento na 12º semana é uma pessoa, uma existência, um indivíduo real, único e irrepetível e, provavelmente, neste momento, a mãe já escolheu um nome para seu filho.

Nós, brasileiros e brasileiras vamos esperar ansiosamente essa resposta da Suprema Corte: afinal, atentar contra a vida de um ser humano inocente é crime ou não?

Se a questão é de saúde, (Salus – salvar), a lei teria que proteger a mãe e o filho proporcionalmente. Como este STF vai explicar a permissão da pena capital a um ser humano inocente e indefeso para justificar nossa incapacidade de políticas publicas de proteção à sua saúde reprodutiva da mulher?

É assim que o Supremo Tribunal Federal vai garantir a inviolabilidade do direito à vida? Dando uma arma chamada “autonomia” para que homens e mulheres ao seu bel prazer interrompam a vida das crianças até a 12º semana sem precisar dar nenhuma satisfação de seu ato predatório? Esperamos que não, pois,

“O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo.

“Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente. (Nota CNBB, 11/04/2017).

1. Propostas alternativas

Então poderíamos nos perguntar: o que fazer?

Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Nota da CNBB 17/04/2017), e isto não é matéria para ser discutida nesta Suprema Corte e, sim no Legislativo.

Mas, em todo caso, eu convido a Sra., Exma. Ministra Rosa Weber, que antes de tomar sua decisão, conheça pessoalmente ao menos uma, das casas Pró-vida que começam a se espalhar pelo Brasil. Nelas, a Sra. não vai encontrar só mulheres que recepcionaram os números 124 e 126 do Código Penal, não atentando contra a vida inocente, mas também encontrará os filhos que elas não abortaram dizendo: “obrigado porque me deixaram viver!!!”.

A Sra. poderá mostrar ao mundo que nenhuma sociedade democrática está condenada e obrigada a legalizar o aborto por pressões externas. Poderá mostrar que nosso país não se rebaixa para interesses estrangeiros sobre nossa soberania.

Nós também somos capazes de construir projetos sociais alternativos para ajudar as mães a gerar e cuidarem de seus filhos. Essas iniciativas já estão demonstrando que é muito mais eficaz, menos oneroso ao Estado e altamente salutar às mães (mulher), salvaguardar a criança (nascituro), do que dar a essas mulheres mais um trauma e um drama pelo resto de suas vidas. É uma pena que o Estado e muitas Instituições ficaram tão obcecados e limitados com a estreita visão do aborto e da sua legalização que, se pensássemos o uso dessas verbas para projetos alternativos de cuidado e acompanhamento das casas de acolhida, hoje estaríamos com uma visão diferenciada.

Cito apenas algumas delas:

1. Casa Pró-vida Mãe Imaculada (Curitiba – PR)

2. Casa Luz (Fortaleza – CE)

3. Casa mater Rainha da Paz (Canoinhas – SC)

4. Associação Guadalupe (São José dos Campos – SP)

5. Casa da Gestante Pró-Vida S Frei Galvão (Nilópolis – RJ)

6. Pró-Vida de Anápolis (Anápolis – GO)

7. Comunidade Santos Inocentes (Brasília – DF)

Estamos aqui, porque fazemos parte da maioria dos brasileiros que são movidos pela fé em Deus, mas também pelo cuidado e defesa da vida. Por essa fé, não medimos esforços nos gestos de verdadeira solidariedade, de justiça e de fraternidade.

Tem algo que Deus nos deu e ninguém pode nos roubar que é a esperança. Nossas comunidades, lá nas periferias do nosso país conhecem muito bem quem são as mulheres pobres, negras, sofridas… O que fazemos é mostrar outras saídas, outras alternativas para as mães desesperadas. São milhares de voluntários que, nas diversas pastorais, (gostaria de lembrar de quantas crianças nesse país Pastoral da Criança já salvou) acolhem, atendem, amam o que fazem e, isso não é fundamentalismo religioso, mas o fundamento da VIDA que é o AMOR, e quem ama cuida até o fim.

Pedimos, como CNBB, que esta Suprema Corte não permita a descriminalização do atentado contra a vida nascente.

O nome de muitas mulheres que infelizmente morreram por causa do aborto, aqui, foram lembrados… são perdas irreparáveis. Mas, nesse momento, a minha homenagem é para as crianças que morreram com suas mães, e que não sabemos seus nomes, mas com certeza, suas mães já o sabiam…

Essas crianças anônimas que a sociedade não tem a coragem de nominá-las e as esconde nos seus discursos e retóricas como se não existissem…ELAS EXISTIRAM E EXISTEM, nenhuma sã consciência pode negar isso.

Exma. Ministra Rosa Weber, um dia o grito silencioso desses inocentes calará fundo, pois a nossa nação, Pátria amada, mãe gentil, sentirá falta da alegria e do sorriso desses filhos que ela não deixou nascer. Permita-nos continuar cantando: “Dos filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada Brasil”

Dom Ricardo Hoepers – Bispo do Rio Grande – RS

Expositor habilitado

Discurso do padre José Eduardo de Oliveira, da Diocese de Osasco:
Acerca do aborto, a CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
pronunciou-se de maneira absolutamente inequívoca por diversas ocasiões, reiterando

“sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a
morte natural”

e condenando, assim,

“todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.

Pela limitação do tempo, quero fazer apenas quatro breves colocações em meu
pronunciamento.

Primeira colocação.

Esta audiência não se presta para o fim a que foi convocada. Presta-se apenas para legitimar o ativismo desta Corte. Está-se fingindo ouvir as partes, mas na realidade está-se apenas legitimando o ativismo que virá em seguida. A prova é que os que defendem o reconhecimento do aborto como direito tiveram bem mais do que o dobro do tempo e bem mais do que o dobro de representantes dos que defendem a posição contrária. Isto não respeita o princípio do contraditório que está expresso na Constituição. O artigo quinto inciso 55 da Magna Carta estabelece que aos litigantes em processo judicial ou administrativo são assegurados o contraditório, – a igualdade das partes no processo -, e ampla defesa. Esta audiência, ao contrário, é parcial. A própria maneira pela qual esta audiência pública está sendo conduzida viola a Constituição Federal.

Segunda colocação.

A ADPF 442 sequer deveria estar sendo processada. Deveria ter sido indeferida de plano e imediatamente. A petição inicial é inepta porque a Lei 9882/99, que é a lei que rege as ADPFs, estabelece como requisito essencial para o processamento que a petição inicial venha instruída por controvérsia.

O artigo primeiro da Lei 9882 estabelece que “caberá argüição de descumprimento de preceito fundamental quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo”.

O artigo terceiro estabelece que “a petição inicial deverá conter a comprovação de existência de controvérsia relevante sobre a aplicação do preceito fundamental que se considera violado”.

Ora, é fato evidente que desde 1988 nunca houve controvérsia sobre a constitucionalidade da norma impugnada. A controvérsia foi artificialmente fabricada no voto do Habeas Corpus 124.306 redigido pelo Ministro Barroso, ex advogado de organizações que defendem a despenalização do aborto. Até o voto não havia, em qualquer obra de direito constitucional ou penal, nenhum registro de suspeita de inconstitucionalidade da norma.

Terceira colocação.

O Supremo Tribunal Federal não pode legislar. Mas no nosso caso já não estamos nem mais falando de legislar, mas de usurpar o Poder Constituinte Originário. O artigo quinto da Constituição estabelece que a inviolabilidade do direito à vida é cláusula pétrea, e seu parágrafo segundo estabelece que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou seja, proíbe qualquer interpretação restritiva dos direitos consignados neste artigo, inclusive o direito à vida. A únicas restrições ao direito à vida são aquelas estabelecidas no próprio texto da Constituição. Portanto, nem o Congresso poderia diminuir estes direitos. Muito menos o Supremo Tribunal Federal.

Por estes motivos, tanto esta audiência pública, quanto este processo não são legítimos.

Quarta colocação.

A Comissão Episcopal da Pastoral Familiar da CNBB, em artigo publicado na última sexta feira analisou os discordantes números aqui apresentados sobre as estatísticas do aborto. Estes números acabaram se tornando a base de quase todas as apresentações da audiência da sexta feira. Dezenas de representantes de organizações falaram de um milhão de abortos por ano e de quinhentos mil abortos por ano. A professora Débora Diniz disse explicitamente que o número anual de abortos calculados no Brasil é de 503 mil por ano. Disse também que as pesquisas constataram que metade destes abortos passam por internações na rede hospitalar. Isto daria cerca de 250 mil internações, o que conferiria com os dados do SUS. Ora, os dados do SUS são que há 200.000 internações por aborto por ano. A estimativa dos médicos experientes é que destes, no máximo 25% seriam por abortos provocados. Numerosas pesquisas apontam valores entre 12% e 25%. Em 2013 o IBGE estimou que o número de abortos naturais corresponde a 7 vezes o número de provocados.

Tomando o valor mais conservador de 25%, deveríamos concluir que se houvesse no Brasil 250 mil internações por abortos provocados, deveria haver entre um milhão e um milhão e meio de internações totais de abortos, e não apenas 200 mil. Além disso, os livros de obstetrícia e patologia afirmam que o número de abortos naturais, ocorridos em sua maioria no final do primeiro trimestre, é cerca de 10% do números de gestações, a maioria dos quais passam pelo SUS. Se as internações por abortos fossem um milhão ou um milhão e meio, o número de nascimentos no Brasil deveria ser 10 vezes maior. Nasceriam no Brasil entre 10 a 15 milhões de crianças por ano. Mas só nascem 2.800.000.

A realidade é que dos 200 mil abortos atendidos pelo SUS, no máximo 50 mil são abortos provocados. Provavelmente bem menos. Então no máximo há 100 mil abortos provocados por ano no Brasil. Os números que foram aqui apresentados são 10 ou mais vezes maiores do que a realidade. Toda esta inflação é para poder concluir
que onde se legalizou a prática, realizam-se menos abortos do que no Brasil.

Mas na Alemanha se praticam 120.000 abortos por ano. A Alemanha possui apenas 80 milhões de habitantes. Se a Alemanha tivesse 200 milhões como o Brasil, ali haveria 300 mil abortos por ano, três vezes os do Brasil.

Na Espanha se praticam 100 mil abortos por ano. A Espanha tem apenas 45 milhões de habitantes. Se possuísse duzentos milhões, ali se praticariam 400 mil abortos por ano, quatro vezes mais que o Brasil.

Os Estados Unidos tem 320 milhões habitantes, e 900 mil abortos por ano. Se tivessem 200 milhões de habitantes, praticariam 600 mil abortos por ano, seis vezes o Brasil.

O Reino Unido tem 60 milhões de habitantes e 200 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões de habitantes, praticaria 700 mil abortos por ano, sete vezes o número do Brasil.

A Suécia tem 10 milhões de habitantes e pratica 40 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões de habitantes, praticaria 800 mil abortos, oito vezes mais que o Brasil.

A Romênia, de que tanto se falou aqui, possui 20 milhões habitantes e pratica 90 mil abortos por ano. Se tivesse 200 milhões, faria 900 mil abortos por ano, nove vezes os do Brasil.

A China, com 1 bilhão e 300 milhões de habitantes e sete milhões e 400 mil abortos. Se tivesse a população do Brasil, faria um milhão e duzentos mil abortos por ano, mas isto é doze vezes o número do Brasil.

A Rússia possui 140 milhões de habitantes e um milhão e meio de abortos por ano. Isto é 23 vezes mais do que no Brasil.

Em todos estes países o aborto foi legalizado. Praticam entre três a 23 vezes mais abortos que o Brasil. Se examinarmos as estatísticas de outros países de que temos dados confiáveis e onde o aborto está legalizado, como Georgia, Casaquistão, Cuba, Estonia, Hungria, Ucrania, Islândia, Dinamarca, Noruega, Turcomenistão, Nova Zelândia, Coréia do Sul, França, Israel, Grécia, Portugal, Finlândia, África do Sul, Bélgica, Lituânia, Japão, Itália, Taiwan, Suiça, Uzbequistão, Canadá, Austrália, Holanda e outros, obteremos dados em tudo semelhantes.

A conclusão é que, exatamente ao contrário do que foi sustentado aqui pelos que estão interessados em promover o aborto, quando se legaliza o aborto o número de abortos aumenta, e não diminui. É no primeiro mundo onde se praticam mais abortos, e não no Brasil.

Por favor, não mintam para o povo brasileiro. Nós somos uma democracia.

Como disse o Ministro Barroso, democracia não é somente voto.

Fonte: www.vaticannews.va

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Vocação: um desafio de amor!

Graça e paz! Bendito seja Deus que nos dá a oportunidade de partilhar vida e comunicar boas notícias. Neste mês, com toda alegria de quem vive uma vocação acertada, desejo falar um pouco sobre a graça de acolher o que é vontade de Deus.

Para viver a vontade de Deus preciso ter disponibilidade de acolher tudo que implica viver um chamado. Quando falamos em chamado de Deus, ou em descobrir o que Deus pensou para mim, estamos afirmando que toda vocação é um chamado Divino, que foi ouvido pelo homem. Portanto se tem chamado tem resposta. O chamado é Divino, mas a resposta é humana! Vale lembrar que todo chamado Divino supera nossa humanidade, ele é sempre forte, decisivo, transformador e nele tem uma missão.

A missão de um chamado, não esta apenas no que vai ser realizado, ela consiste em um dom. Isso mesmo, no exercício da missão exercemos um dom de Deus, que mais uma vez coloca a pessoa que recebe o chamado numa atitude de entrega e doação. A entrega não é forçada, é livre! A doação não é imposição, é expressão de amor! O dom é graça que me auxilia fazendo da minha vida um instrumento para esse chamado.

Isso é desafiador! Porque não tem como dar o que não tenho. Entregar o que não recebi. Tampouco ser dom, sem viver como um dom de Deus. Evidente, que diante disso estão nossas limitações, fraquezas e necessidades, mas também esta a graça de Deus que nos conduz a conhecer-se, e colocar a vida a serviço do amor. Por isso falamos que vocação é um desafio de amor.

Quem tem uma experiência pessoal com Deus não tem como se acomodar, quem ouve a sua voz e a reconhece é movido a dar uma resposta de amor por amor. Para responder a Deus, somos colocados diante de situações que nos levam a fazer escolhas. Aqui gosto sempre de lembrar de uma frase que na minha juventude ouvi do Monsenhor Jonas Abib: Toda decisão tem renuncia! Às vezes, ao ouvir que tem renuncia a pessoa fica parada diante de uma tomada de decisão, pois se preocupa com o que vai renunciar, ou o que precisa deixar. Ai entra nossos apegos, ilusões, medos, incertezas e inseguranças. Mas veja bem, se toda escolha tem renuncia, até para estar lendo este texto você renunciou outro tipo de leitura neste momento. Então, quando uma pessoa decide seguir a vida religiosa ela renuncia ao matrimônio. Olhando desta forma, damos passo para entender que esta renuncia é por amor. Vale ressaltar que nas escolhas e decisões também encontraremos conflitos, principalmente quando você é movida a uma decisão que é contrária àquilo que você pensou ou foi condicionado ao que foi construído para você. Além do conflito também podemos passar por frustrações, pois, sempre que algo não acontece conforme pensei ou planejei sou visitado por uma frustração. Mas quando a decisão é realizada em Deus, nem conflitos, frustrações ou medo nos levam a desistir.

Sinto que ainda podemos pensar em outro aspecto de uma vocação. Aqui na Comunidade Presença sempre falei que vocação acertada é vida feliz. Com o tempo eu completei a frase, “vocação acertada é vida feliz, mas não sem cruz!” E porque completei a frase? Conforme vamos vivendo a nossa vocação, também somos provados, e em muitas situações sentimos o sofrimento.

Posso afirmar que vocação é viver um sacrifício de amor, para tentar compreender o sacrifico eu posso olhar para vida de Jesus que viveu amando, mas não deixou de sofrer. O que aprendi neste sentido: quando sofremos, mas não encontramos sentido naquele sofrimento, isso pode nos levar ao desespero. Porém, quando sofremos e encontramos sentido neste sofrimento, descobrimos o sacrifício. É uma grande descoberta, um Sacrifício de amor. Não é tão simples assim tentar entender isso, pois o sofrimento é mistério Divino.

Encerro dizendo que o maior desafio de amor se encontra com a alegria no toque de Jesus em nossa vida e através de nós outros irmãos pode receber esse toque de amor.

Abraço fraterno a todos vocês que tem colaborado com esta obra nos ajudando na evangelização e na formação dos missionários.

Lucimar Maziero

Fundadora da Comunidade Católica Presença

Nos dias 03 e 06 de agosto de 2018, o STF promoverá uma audiência pública sobre a descriminalização do aborto. Momento muito importante para a definição de tema relacionado a legalização do aborto no Brasil.

Portanto, faz-se necessário intensificar as orações para que isso não ocorra no Brasil. Oremos pela vida, para que seja preservada desde a sua concepçãoaté a morte natural.

Não podemos permitir que o direito à vida seja subtraído, pois é um dom precioso de Deus. É importante que toda a RCC do nosso país possa assumir essa causa com muito empenho em nossa Intercessão diária.

Acreditamos no poder da oração, por isso, convidamos a todos para iniciar hoje a novena, em honra à Nossa Senhora da Assunção, que celebramos no mês de agosto, com a oração diária do Santo Rosário (Mistério do dia), suplicando sua intercessão em favor da vida dos filhos de Deus.

Renovação Carismática Católica a postos e em ordem de batalha!

Oremos!

Fonte:rccbrasil

Santo Inácio de Loyola, reconhecido tendo a alma maior que o mundo.
Na vida de Santo Inácio de Loyola a força de vontade e as atitudes extremas foram uma constante, e sua inflexível coerência constitui a nota mais bela da existência do grande Fundador da Companhia de Jesus.

Santo Inácio de Loyola nasceu em 1491, na casa torre dos senhores de Loyola, em Azpeitia, norte da Espanha. Era o décimo terceiro filho do casal e entrou aos l9 anos como na corte do Rei Fernando V. Dotado de temperamento ardente e belicoso, a carreira das armas o seduziu. No cerco de Pamplona foi gravemente ferido na perna. Durante longa convalescença, por falta de livros de cavalaria, que o apaixonavam, deram- lhe para ler a Vida de Jesus Cristo e dos santos. Tal leitura foi para ele uma revelação. Compreendeu que a Igreja também possuía sua milícia, a qual, sob ordens do representante de Cristo, luta para defender na Terra os interesses sagrados do Deus dos exércitos.

Cavaleiro de Cristo e da Igreja militante

Na célebre abadia de Montserrat, Inácio depõe a espada aos pés da Santíssima Virgem e sua alma generosa, outrora seduzida pela glória mundana, não mais aspira senão pela maior glória do grande Rei que doravante servirá. Na noite da Encarnação, a 25 de Março, depois da confissão de suas faltas, fez a vigília de armas e pela Mãe de Jesus é armado cavaleiro de Cristo e da Igreja militante, sua esposa. Será em breve general da admirável Companhia de Jesus, suscitada pela Providência para combater o protestantismo, o jansenismo e o paganismo renascente. A fim de conservar em seus filhos a intensa vida interior que supõe a atividade militante à qual os destina, Santo Inácio lhes dá uma forte hierarquia e lhes ensina, em magistral tratado aprovado pela Igreja, seus Exercícios Espirituais que têm santificado milhares de almas.

Tudo para a maior glória de Deus

O lema que santo Inácio escolheu para sua milícia foram: Ad Maiorem Dei Gloriam — Para a Maior Gloria de Deus. Eis toda a sua santidade. E o fim da Criação, o fim da elevação do homem ao mundo sobrenatural, o fim dos preceitos do Evangelho em que almas generosas renunciam às coisas lícitas para se ocuparem mais livremente dos interesses de Deus e para lhe darem essa totalidade de glória acidental, cujo uso pelos homens, de coisas ilícitas, O havia privado. A 13 de julho de 1556 morre Santo Inácio, pronunciando o nome de Jesus. Sua Companhia, espalhada pelo mundo inteiro, contava então dez províncias e cem colégios.

Homem de decisões extremas

Sobre a vida de Santo Inácio de Loyola, cujos aspectos constituem um conjunto sobremodo arquitetônico e rico, poder-se-ia tecer inúmeros comentários. Entretanto, gostaria de ressaltar um lado que me parece ser a nota mais bela de sua existência, o ponto pelo qual ele brilhou especialmente no firmamento da Igreja. Refiro-me à sua força de vontade e de decisão que o fazia tomar, em todas as suas atitudes, a posição mais extrema, mais aguda, aquela que chegava ao fim último, sem meios termos.

Tomemos em consideração, por exemplo, o conhecido episódio de sua perna quebrada no cerco de Pamplona. Não se pode conceber algo de mais tremendo do que um homem, então mundano e voltado para as honras terrenas, ao se ver na contingência demancar para o resto da vida em virtude de um erro ortopédico, decidir mandar quebrar de novo o osso imperfeitamente consolidado para que a perna ficasse em ordem. E isto porque, pelos cânones da elegância naquele tempo, um fidalgo capenga seria malvisto na corte e teria sua carreira política e militar prejudicada.

Ora, Inácio de Loyola encarou de frente o futuro que essa deficiência lhe traçava. Pesou tudo em sua crueza: “Quero viver na corte, desejo seguir a carreira militar. Se eu ficar coxo de uma perna, não brilharei entre meus pares, não dançarei, não terei valor algum como soldado. Ora, devo lutar, devo luzir na corte. Se não me livrar dessa carência física, minha vida está rateada. Então, vamos quebrar de novo esta perna!” Imaginemos agora um cirurgião munido dos instrumentos e métodos ortopédicos daquele tempo, desferindo pancadas sobre um osso mal jungido, rompendo-o e ligando-o de novo. O que isso significava de dolorido e dramático, só quem o sofreu pode saber!

Em seguida, os longos dias e as horas intermináveis de inércia num leito, aguardando a consolidação do osso e a recuperação dos movimentos da perna, seriam horrivelmente enfadonhos para aquele homem superativo, afeito a batalhas e grandes realizações.

Vê-se nessa atitude a decisão extrema do homem que mediu tudo e resolveu aceitar um sacrifício momentâneo em prol de seu futuro brilhante. Excluindo-se os motivos meramente mundanos que o levaram a essa situação, percebe-se naquele Inácio de Loyola o senso da preeminência do definitivo sobre o efêmero, uma fibra de alma para enfrentar tudo que fosse preciso e uma capacidade de olhar os problemas de frente que nos deixam admirados.

Santidade levada às últimas consequências

O mesmo vigor de espírito, a mesma força de decisão e de vontade ele empregará no momento de se converter e abraçar o chamado de Deus. Homem mundano e militar vaidoso, esquecido das coisas do Céu, sente-se tocado de modo irresistível pela graça e, como procedera em relação ao defeito físico, medita nas suas lacunas morais: “Tenho de encarar de frente as verdades eternas, o Céu, o inferno, a salvação ou a condenação. Recebi graças, compreendi como o ser autêntico católico significa dedicar-se ao serviço de Deus, a amá-Lo sobre todas as coisas nesta Terra e na eternidade. Não ser assim é procurar apenas a felicidade transitória do mundo, mas também o infortúnio e a injúria a Deus. Essa é a verdade, e tenho de encará-la.

Devo tirar todas as consequências que daí pendem para mim, Inácio de Loyola, e estas consistem em seguir a voz da graça que me pede, à vista dessas considerações, uma completa mudança de vida, vivendo ao contrário do que até agora vivi, construindo para mim uma existência feita de abnegação, de humildade, mas, sobretudo, de coerência. Serei coerente até o fim na verdade que considerei e abracei por inteiro

E temos, assim, o programa de vida magnífico de Santo Inácio de Loyola. Ele não recuou diante de nada e empreendeu tudo quanto foi necessário para levar essa coerência até os últimos limites. Recordemos, por exemplo, o fato de ele se pôr como um mendigo, sujo e maltrapilho, pelas ruas de sua cidade, sendo reconhecido pelos seus antigos amigos fidalgos que o interpelavam com risos sarcásticos nos lábios:

— Sois vós, Inácio? O que aconteceu?

— Faço isto por amor a Deus e em reparação de meus pecados.

Os outros riam mais alto e se afastavam. Se nos colocarmos, cada um de nós, na pele de Santo Inácio em semelhante situação, numa rua de nossa cidade natal, poderemos talvez aquilatar o que essa atitude representava de vitória sobre o amor-próprio e os apegos mundanos.

Pouco depois, ele funda a Companhia de Jesus, obra minúscula, constituída de meia dúzia de discípulos, com a intenção de deter a avalanche da reforma protestante pela Europa do século XVI. Santo Inácio decide realizar essa coisa extraordinária: uma ordem militar, no sentido mais elevado da palavra, para opor barreiras ao inimigo da Igreja.

Mais uma vez, é a eterna coerência levada às últimas consequências. Ele empreende a obra jesuítica, levanta diques à Revolução e, afinal de contas, consegue salvar e preservar vastos territórios do mundo católico.

Tratado da coerência humana

Esse espírito coerente levado até o fim, esse tratado da genuína coerência humana se acha expresso nos célebres Exercícios Espirituais escritos por Santo Inácio. Da primeira à derradeira linha, tudo neles não é senão o ver os problemas de frente, sem nenhuma mitigação covarde.

Poder-se-ia distinguir, nos Exercícios Espirituais, duas gamas de coerência levadas ao último ponto: uma, que é o pólo de todas as outras coerências, exprime-se pelo direito soberano de Deus, de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santa Igreja Católica, de serem amados sobre todas as coisas pelos homens; a segunda se traduz pela desconfiança a nosso próprio respeito, pela consideração da maldade de toda criatura humana concebida pecado original, pela falta de lealdade que cada um tem para consigo mesmo e nossa desonestidade em assumirmos os bons propósitos — o que, tudo, deve ser visto igualmente de frente e até o fim.

Na junção dessas duas gamas de coerência temos uma obra característica da alma de Santo Inácio. Encontra-se ali uma super-coerência que só as almas autenticamente virginais possuem, e constitui para nós um indizível modelo de pureza de intenção, aliada à pureza do corpo.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

Fonte: GaudiumPress

Papa às Comunidades de Vida Cristã: só o amor de Cristo satisfaz o coração humano

Na mensagem aos participantes do encontro em Buenos Aires, o Papa recorda que “contemplação e ação”, são duas dimensões que devem andar juntas, “porque só podemos entrar no coração de Deus através das feridas de Cristo e sabemos que Cristo está presente nos famintos, nos ignorantes, nos descartados, nos idosos, nos doentes, nos prisioneiros e em toda a carne humana vulnerável”.

Gabriella Ceraso e Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“Rezar e refletir para que o Senhor conceda uma maior profundidade ao viverem o seu carisma”, de modo a continuar a ser “um presente para a Igreja e para o mundo”.

Palavras do Papa Francisco na mensagem enviada a Mauricio López, presidente do Conselho Executivo Mundial das Comunidades da Vida Cristã (CVX), reunidas em Buenos Aires na Assembleia Mundial nos cinquenta anos de sua fundação.

Que a ilusão gnóstica não desoriente

Aos 250 participantes, provenientes de 70 países – reunidos até o dia 31 de julho com o tema “Cuidar do dom que recebemos e oferecê-lo com alegria” – Francisco recorda antes de tudo o “dom” e a “graça” recebidos do Senhor ao longo dos anos e exorta todos a um humilde agradecimento, “porque Jesus percebeu vocês e confiou em vocês”, “independentemente de suas qualidades e virtudes”.

“Isto – sublinha o Papa – supõe um chamado e uma responsabilidade, para sair de vocês mesmos e irem ao encontro dos outros, para alimentá-los com o único pão capaz de satisfazer o coração humano: o amor de Cristo”.

Que a “ilusão gnóstica – são os votos do Pontífice na mensagem – não desorientem vocês”.

Cristo está na carne humana vulnerável

Francisco recorda que no centro da “espiritualidade inaciana” na qual se inspira a comunidade, existe o desejo de “ser contemplativos na ação”.

“Contemplação e ação, as duas dimensões juntas” enfatiza o Santo Padre, “porque só podemos entrar no coração de Deus através das feridas de Cristo e sabemos que Cristo está presente nos famintos, nos ignorantes, nos descartados, nos idosos, nos doentes, nos prisioneiros e em toda a carne humana vulnerável”.

Deixar-se plasmar pelo amor de Jesus

Este “estilo de vida cristã”, salienta novamente o Papa, feito de “intensa vida espiritual” e de “trabalho”, significa “deixar-se plasmar pelo amor de Jesus, tendo os mesmos sentimentos, constantemente perguntando a si mesmo: o que eu faço por Cristo? O que eu fiz por Cristo? O que devo fazer por Cristo?”.

Fonte: Vatican News. confira

Aconteceu no dia 27/06/2018, na Igreja Nossa Senhora Aparecida, o encerramento do primeiro semestre das atividades, do Projeto Social da Comunidade Católica Presença, Recanto Pastorinho de nossa casa de missão no Marabá – PA. As famílias das crianças, os missionários e colaboradores fizeram juntos uma linda festa. Contamos com apresentações artísticas, quadrilhas convidadas, Arrasta-fé São José e a Quadrilha do Joca. Ao termino houve uma confraternização com a distribuição gratuita de comidas tipicas.

Confira as fotos clique AQUI:

Neste mês de julho queremos dedicar a nossa reflexão sobre o preciosíssimo sangue de Jesus. O Senhor deseja que tenhamos uma experiência profunda com Ele através desta devoção que ao longo da história da Igreja foi objeto de meditação de vários papas. Queremos lembrar aqui de São João XXIII, o papa do amor, que escreveu a carta apostólica Indi a Primis, sobre o culto que devemos prestar ao Sangue de Cristo. Nesta carta ele cita um importante ensinamento de São João Crisóstomo sobre o momento que temos contato direto com o sangue de Cristo na comunhão eucarística: “Saímos daquela mesa e nos tornamos leões cuspindo chamas, nos tornamos terríveis ao demônio”. Com isto, o papa quer nos lembrar que o momento da comunhão é de profunda libertação e purificação. Além disso, a Igreja nos ensina que aqueles que recebem a sagrada comunhão com dignidade, afasta os demônios e chama para junto de si os anjos e o Senhor dos anjos.

A Igreja nesta mesma carta afirma que apenas uma gota do sangue de Jesus é capaz de salvar o universo inteiro. Mas nós sabemos que Jesus não derramou apenas uma gota, mas entregou-se inteiramente por nossos pecados. Portanto, somos convidados a nos apropriar deste sangue redentor. Ele pode purificar tudo aquilo que está na nossa memória, inteligência e vontade. Clamemos para que o Sangue de Jesus nos liberte de todo mal.

Como o sangue de Jesus está a nossa disposição? Em primeiro lugar pela fé. Mediante a fé nós vamos experimentar o poder do sangue derramado na Cruz. Ele está também ao nosso alcance quando nos aproximamos do sacramento da confissão, pois nele somos lavados de nossos pecados. Neste sacramento encontramos um depósito do sangue de Cristo. No momento em que o sacerdote impõe as mãos para nos dar a absolvição, espiritualmente este depósito libera o seu preciosíssimo sangue sobre nós, redimindo-nos de nossas culpas. Por fim, podemos nos encontrar com o poder deste sangue na Eucaristia. Nela temos a oportunidade de nos inebriar com o sangue de Cristo.

O Sangue de Cristo foi lugar de santificação de inúmeros santos. Santa Catarina de Sena nos ensina na sua doutrina espiritual que nós podemos nos refugiar nas sagradas chagas do Corpo de Cristo, pois estas são como cavernas que nos guardam e nos protegem do demônio, e nelas somos protegidos pelo sangue de Jesus. Do mesmo modo São Josémaría Escrivá nos diz que devemos meter a nossa vida nas sagradas chagas. Eles viveram em épocas diferentes, mas ambos experimentaram a eficácia do poder do preciosíssimo Sangue de Jesus. Hoje também nós podemos mergulhar neste sangue e obter dele inúmeras graças para nossa vida. “Chagas abertas, óh coração ferido! Sangue de Cristo estás entre nós e o perigo. ”

Abraço fraterno

Lucimar Maziero17

Paulo VI e o olhar “positivo” da “Humanae vitae”

No dia do 50º aniversário da “Humanae vitae” redescobrimos as palavras que Paulo VI dedicou à Encíclica durante a Audiência geral realizada uma semana depois da publicação do texto. Papa Montini faz um apelo aos esposos cristãos, para que o documento meticulosamente realizado não seja visto como uma série de proibições, mas uma contribuição para sua vocação.

Cidade do Vaticano

Uma quarta-feira em pleno verão, com a multidão de fiéis e um calor que não vem da meteorologia. Paulo VI está em Castel Gandolfo e preside a Audiência geral na Sala do Palácio Pontifício. A sua primeira frase estimula o fermento. “Hoje as nossas palavras – anuncia – abordarão um tema obrigado acerca da Encíclica, intitulada Humanae vitae…”. Talvez seja o momento que o Papa mais esperava, há dias. O momento de falar diretamente aos fiéis e de falar com o coração aberto de um tema que por muitos anos, e até uma semana antes, o absorveu no esforço de completar um dos documentos mais delicados e complexos do seu Pontificado e da Igreja contemporânea.

O adjetivo chave

Poucas linhas e eis o ponto nevrálgico: “Este documento pontifício (…) não é só a declaração de uma lei moral negativa, isto é, a exclusão de qualquer ação que se proponha tornar impossível a procriação, mas é sobretudo a apresentação positiva da moralidade conjugal para a sua missão de amor e de fecundidade …”. Paulo VI conhece bem as críticas e as reservas sobre o texto dentro e fora da Igreja. Aconteceu então que o habitual andamento do monólogo, sóbrio e solene ao mesmo tempo, se quebre. Ouvindo a gravação daquela audiência geral, o destaque ao termo “apresentação positiva” praticamente estridula no microfone.

“ A Humanae vitae é principalmente a apresentação positiva da moralidade conjugal ”

O adjetivo “positivo” é o ponto forte da emoção que deixa de ser austera e revela o coração do homem, não só do Papa. O coração de quem – além do difícil debate criado sobre a Encíclica – sente a necessidade de se explicar inúmeras vezes. Contar sobre a elaboração da Encíclica que o Papa revisou pessoalmente com escrúpulo, parágrafo por parágrafo, para transformá-la em um ato de magistério não é um tipo de pensamento autocrático insensível, mas a reflexão ditada antes de tudo pelo amor de um pai para com a família, especialmente das famílias que no dia a dia medem a vida com a fé.

Estudado e discutido “o mais que pudemos”

O próprio Papa Montini declara à multidão presente na audiência que não quer falar na ocasião sobre o conteúdo da Humanae vitae. Para ele, aquele último dia de Julho, interessa dar espaço aos “sentimentos”. Os sentimentos que preencheram o “ânimo” durante os “quatro anos” para o estudo e elaboração da Encíclica. “O primeiro sentimento – confidencia – foi o da nossa grandíssima responsabilidade. (…) que nos fez também sofrer um pouco espiritualmente (…) Estudamos, lemos, debatemos o mais que pudemos; e também rezamos muito”. O uso do plural parece aumentar a fadiga de um trabalho que Paulo VI não faz questão de dissimular que ouviu e confrontou todas as vozes competentes em matéria.

Esperança para os esposos cristãos

Depois, no decorrer da audiência acrescenta “outro sentimento que sempre nos guiou no nosso trabalho é o da caridade, da sensibilidade pastoral para aqueles que são chamados a integrar na vida conjugal e na família a própria personalidade”. E um terceiro sentimento, afirma, é o da “esperança”. A “esperança de que sejam os esposos cristãos – disse – a compreender como a Nossa palavra, embora possa parecer severa e árdua, deseja ser intérprete da autenticidade do seu amor, chamado a transfigurar-se a si mesmo na imitação daquele de Cristo para a sua mística esposa, a Igreja” e a “infundir na família moderna a sua espiritualidade própria, fonte de perfeição para os seus membros e de testemunho moral na sociedade”.

Fonte: Vatican News

No dia 04 de julho de 2018, na Casa Mãe da Comunidade Católica Presença – São José do Rio Pardo/SP aconteceu o Arraiá do Recanto Pastorinho. Estiveram presentes as crianças do Projeto Recanto Pastorinho, os pais e vários amigos da Comunidade. Durante a festividade tivemos o terço na Capela Santa Catarina de Sena, as crianças e os adolescentes do projeto juntamente com algumas missionárias da comunidade apresentaram danças que alegraram a noite e por fim ocorreu uma confraternização.

Clique no link e confira algumas fotos:

https://www.facebook.com/pg/comunidadepresenca/photos/?tab=album&album_id=1860046467375725

“Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral” é o título do Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Amazônia, composto por um texto-base que oferece uma análise da conjuntura atual da Amazônia.

Cidade do Vaticano

A Amazônia foi tema de debate na manhã de sexta-feira (08/06), no Vaticano, com a apresentação na Sala de Imprensa da Santa Sé do Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos de 2019.

“Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral” é o título do Documento, composto por um texto-base, que oferece uma análise da conjuntura atual da Amazônia e aponta percursos e novos caminhos para a Igreja a serviço da vida nesse bioma.

O objetivo do material é preparar as comunidades para o Sínodo e ouvi-las, para que essa grande assembleia repercuta, de fato, os clamores que saem das bases, o que é um desejo expresso do Papa Francisco.

O texto está dividido em três partes, segundo o método ver, discernir e agir. Ao final do material, estão algumas questões que permitem um diálogo e uma progressiva aproximação da realidade para que as populações da Amazônia sejam ouvidas.

Ver
A primeira parte é o VER, um convite a olhar a identidade e os clamores da Pan-Amazônia. Território, diversidade sociocultural, identidade dos povos indígenas, memória histórica eclesial, justiça e direitos dos povos, espiritualidade e sabedoria, são os pontos apresentados nessa parte do texto. Segundo o documento preparatório, “em sua história missionária, a Amazônia tem sido lugar de testemunho concreto de estar na cruz, inclusive, muitas vezes, lugar de martírio. A Igreja também aprendeu que neste território, habitado por mais de 10 mil anos por uma grande diversidade de povos, suas culturas se construíram em harmonia com o meio ambiente”.

Discernir
O DISCERNIR é a segunda parte do documento que ilumina as reflexões para uma conversão pastoral e ecológica. O anúncio do Evangelho de Jesus na Amazônia é apresentado a partir das dimensões bíblico-teológica, social, ecológica, sacramental e eclesial-missionária. “Hoje o grito da Amazônia ao Criador é semelhante ao grito do povo de Deus no Egito (cf. Ex 3,7). É um grito de escravidão e abandono, que clama pela liberdade e o cuidado de Deus. É um grito que anseia pela presença de Deus, especialmente quando os povos amazônicos, por defender suas terras, são criminalizados por parte das autoridades; ou quando são testemunhas da destruição do bosque tropical, que constitui seu habitat milenar; ou, ainda, quando as águas de seus rios se enchem de espécies mortas no lugar de estarem plenas de vida”, afirma o texto de preparação.

Agir
Por fim, o documento, na última parte, provoca a ação, a AGIR: novos caminhos para uma Igreja com rosto amazônico. O texto reflete o que seria esse rosto, a dimensão profética, os ministérios e os novos caminhos. “No processo de pensar uma Igreja com rosto amazônico, sonhamos com os pés fincados na terra de nossos ancestrais e com os olhos abertos pensamos como será essa Igreja a partir da vivência da diversidade cultural dos povos. Os novos caminhos terão uma incidência nos ministérios, na liturgia e na teologia (teologia indígena)”, destaca o texto.

Após as reflexões realizadas pelo documento, uma série de questões são apresentadas para contribuir com a escuta das realidades da Pan-Amazônia. O questionário está dividido, metodologicamente, de acordo com as partes do documento para facilitar os trabalhos que serão realizados pelas comunidades e grupos que responderão as perguntas. “A finalidade deste questionário é escutar a Igreja de Deus sobre os «novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral» na Amazônia. O Espírito fala através de todo o povo de Deus. Nessa escuta podem-se conhecer os desafios, as esperanças, as propostas e reconhecer os novos caminhos que Deus pede à Igreja nesse território”, diz o Documento.

O documento preparatório termina com as palavras de Francisco em Porto Maldonado, no momento em que abre, oficialmente, o Sínodo especial para a Amazônia: “Ajudai os vossos Bispos, ajudai os vossos missionários e as vossas missionárias a fazerem-se um só convosco e assim, dialogando com todos, podeis plasmar uma Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena. Com esse espírito, convoquei um Sínodo para a Amazônia no ano de 2019”.

Sínodo para a Amazônia
O Sínodo para Amazônia foi uma resposta do Papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia. De acordo com o Pontífice, “ o objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”.

Fonte: Vatican News

O Papa Francisco convocou para esta sexta-feira, 23, este Dia de Oração e Jejum pela paz, de sobremaneira pelo Sudão do Sul, pela República Democrática do Congo, mas também pela Síria e poderíamos incluir todos os países onde existem conflitos. E esta, aliás, não é a primeira vez durante o seu pontificado que o Papa promove uma iniciativa do gênero. Seria quase um apelo em uma situação extrema? O mundo vive uma situação de emergência neste sentido?

“Sim, com certeza! E os últimos acontecimentos internacionais e as provocações levam a uma situação que hoje se pode considerar de instabilidade, porque não há uma segurança nas relações internacionais. A situação da Turquia e da Síria e tudo aquilo que está se passando na África, é realmente uma situação muito preocupante e também a situação da política armamentista, e digamos uma espécie de reinício de corrida armamentista. Isto obviamente não faz bem para as relações internacionais e tampouco para a paz”.

Na sua opinião, de que maneira o jejum e a oração podem influir positivamente neste contexto?

“Nós temos alguns exemplos muito significativos. Talvez o que marcou muito o século XX foi a atividade de Gandhi, que sempre insistiu na questão do jejum como uma forma de as pessoas mesmo se prepararem e se dedicarem para a paz.

A oração, nós temos o caso da Alemanha Oriental, em que durante muitos anos na igreja de São Nicolau, em Leipzig, se faziam nas segundas-feiras as orações às cinco horas da tarde, e isso foi o que deu assim a força para o movimento de 1989 poder ir para as ruas e terminar com o Muro de Berlim.

Então uma espiritualidade decisiva é sempre uma espécie de fonte de irradiação, mesmo que ela não seja levada eventualmente por motivações extraordinárias, mas ela consegue despertar no ser humano e pela afinidade com os desígnios de Deus, a disposição para se colocar a caminho da paz.

Então a oração é sem dúvida nenhuma um sinal, uma força muito grande para a paz, e também forma as consciências. E o jejum como exercício de autodomínio e também de exercício de solidariedade. Porque a violência é uma reação natural, quando não se tem uma alternativa cultural melhor. Então a violência brota, por assim dizer, aquilo como uma primeira reação à violência. Violência gera violência, a não ser que haja uma transformação da instintividade da reação violenta, por uma atitude de solidariedade, de paz, de compreensão e de acolhida e de tolerância, em resistência.

Quero apenas reforçar ou aceitar o desafio que o Papa nos faz de sermos testemunhas da paz, de nos engajarmos na oração e no jejum. Tentar fazer em todos ambientes onde nós estamos, aquilo que estiver ao nosso alcance. E podermos em outras atividades que fazemos, seja na sociedade civil, seja em nossas atividades acadêmicas, seja em atividades pastorais, de evangelização, de liturgia, que nós possamos testemunhar e buscar aprofundar isto.

Nós aqui no Brasil, em particular, temos muito a ver, e trabalhar e buscar em favor da superação da violência. Somos um dos países com o mais alto índice de violência no mundo e matamos por ano diretamente mais de 60 mil pessoas.

Então temos uma gravíssima responsabilidade como Igreja Católica no Brasil em buscarmos caminhos sérios de superação das condições que causam a própria violência em que se mata tanta gente, como estamos vivendo.

Então, quero sim me unir profundamente à oração pela paz e pela superação da violência e sei também da grande dor que reina na África, com acampamentos na ordem de 60 mil pessoas, refugiados, e tudo aquilo que acontece na Europa e também aqui estamos vivendo o problema da Venezuela, os venezuelanos que vem entrando em grande número.

Então, orar, rezar por isso, convocar as pessoas para isso, e ao mesmo tempo fazer o nosso jejum, no sentido de superar os nossos próprios impulsos e tendências à violência. E esse acho que é o sentido deste chamado do Papa.

E a Campanha da Fraternidade no Brasil vem à propósito: Fraternidade e a superação da violência é o tema, pois todos somos irmãos e irmãs”.

Fonte: Vatican News

“O Senhor põe-Se a caminho: vai a Nínive, à Galileia, a Trujillo, a Puerto Maldonado, a Lima… O Senhor vem aqui. Põe-Se em movimento para entrar na nossa história pessoal e concreta.”

Neste último domingo, 21, o papa Francisco em sua visita ao Peru, celebrou uma missa na base aérea Las Palmas, em Lima, e destacou com a passagem da 1ª leitura e do Evangelho um Deus que está sempre em movimento para as cidades de ontem (Ninive e Galileia) e hoje (Lima). O Senhor vem aqui e se põe em movimento para entrar na nossa história pessoal e concreta…é lá, no meio dos caminhos poeirentos da história, que o Senhor vem ao teu encontro.

Falou também da síndrome de Jonas, um espaço para a indiferença, que nos torna seres impessoais de coração asséptico diante das desigualdades e sofrimento deste nobre povo, destacando uma frase do querido Papa Emérito Bento XVI: «a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na [sua] relação com o sofrimento e com quem sofre. (…) Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a com-paixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana». Resumido do texto original (Fonte: http://w2.vatican.va/content/vatican/pt.html)

Olá caros irmãos,

Celebramos nesta semana o Batismo do Senhor, uma celebração muito importante para nós cristãos católicos, porque nos remete ao nosso batismo. Ali, no batismo de Jesus nos é revelado a Santíssima Trindade e toda a unidade e amor com que ela deseja que reflita em nós.

O Pai se revelando o amante, o Filho se revelando o amado e o Espirito Santo se revelando o amor. Isso é um grande mistério de amor, não acha?!

Nesta passagem do Evangelho, que está no livro de Marcos, no capítulo 1, versículos 7 em diante, me faz refletir dois pontos, o primeiro é que nós precisamos nos aprofundar neste mistério de amor, ter um coração grato por esta maravilha que Deus fez para nós: Nos deu Jesus, nosso Senhor, que nos dá a Vida Nova, nos Resgata, nos Liberta da escravidão do pecado. Irmãos, a liturgia nos leva a termos este coração, a lembrarmos do dia que fomos batizados, o dia que nascemos na “Água e no Espírito” para o Senhor, para o Céu. O segundo ponto é que nós precisamos renovar o nosso compromisso com o Senhor. Fomos batizados uma vez por meio do sacramento, mas pelo Espírito podemos ser batizado todos os dias. E neste segundo batismo, podemos renovar nossa fé, nossa esperança e nosso amor por Jesus. E é por este Espírito que Jesus nos capacita a sermos santos, é neste Espirito que Jesus nos capacita a querer o céu todos os dias, é neste Espírito que Jesus nos capacita a amar o próximo, é neste Espirito que Jesus nos capacita a viver a Vida Fraterna, e a ser Sal da Terra e Luz do Mundo.

Por isso, irmãos, quero terminar este texto com a seguinte frase do mesmo Evangelho: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”, quanto amor ali demonstrado, o abismo de Deus Pai para com a humanidade acabou, estamos próximos novamente deste Amor Imenso de Deus por nós! E isso nos impulsiona a desejar mais e mais a Deus, e consequentemente a santidade. Agora, rezemos para que o Senhor nos auxilie a agradar também ao Deus Pai.

Vem Espírito Santo, renova-nos, eu quero ser santo, eu desejo agradar ao Pai, assim como Cristo agradou.

Comunicação Santa Clara.